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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Sem manipulação na reportagem esportiva

Muitos dos repórteres que cobrem os clubes de futebol, os chamados setoristas, alteram as perguntas que fizeram antes aos jogadores, depois quando vão ao ar. Uma prática tão comum, quanto condenável nos programas sobre futebol no rádio carioca. No momento em que entrevistam o jogador, a pergunta é feita de um jeito, com cuidado na escolha das palavras, e, até, na entonação - o mais amistosa e respeitosa possível. Quando o programa vai ao ar, ao vivo, o repórter, já sabendo qual a resposta (gravada), não coloca sua pergunta original. Ele refaz, ao vivo, a pergunta, de forma diferente, mais incisica, e o tom de voz muitas vezes é jocoso. Alguns desavisados que ouvem, devem ficar com a sensação de que o repórter é corajoso para falar de forma tão direta com o entrevistado, sem dar voltas, indo "direto" ao assunto. Claro, as respostas são gravadas. Eu não gosto dessa prática, por mais que os que a usam aleguem não estar alterando o sentido da resposta. Não importa, estão alterando a pergunta e a sua entonação. E sem a autorização dos entrevistados, e sem avisar aos ouvintes que a entrevista é gravada. Errado!  Um exemplo que eu recrio, apenas para ilustrar:
Pergunta original:
- Você acha que o Flamengo tem que jogar com mais cuidado na defesa, no jogo de hoje?
Resposta:
- O Vasco é um grande time, e temos que respeitá-lo. Os seus atacantes são muito perigosos, não dá para descuidar da defesa.
Pergunta refeita, ao vivo:
- E aí, vocês vão partir pra cima do Vasco, ou estão com medo? fr

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