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sábado, 1 de agosto de 2015

Pantheon de Caxias

Estive ontem visitando e conhecendo o interior do Pantheon de Caxias, localizado em frente ao Palácio Duque de Caxias, do Exército, e bem próximo à Central do Brasil. Local por onde passam milhares de pessoas diariamente, e que, em sua enorme maioria, nem se dão conta de sua presença, até porque está fechado à visitação há anos. Eu obtive autorização prévia e por escrito, através de email, do diretor do Pantheon, e mesmo estando na companhia de dois soldados, fui abordado duas vezes quando estava fora do Pantheon propriamente, e sim na parte de cima e próximo à entrada. Tudo porque um oficial de dentro do prédio do Exército queria saber "quem autorizou" minha presença, tirando fotos, já que ele não tinha sido comunicado. Infelizmente, no Brasil, o Exército trata os cidadãos afastando-os de suas instalações, ao invés de aproximá-los. De qualquer maneira, conheci o interior, onde estão os restos mortais de Duque de Caxias, Marechal Luis Alves de Lima e Silva, e de sua esposa, Ana Luisa de Loreto Carneiro Vianna de Lima, Duquesa de Caxias, transladados do cemitério do Catumbi para o Pantheon em 25 de agosto de 1949, quando este foi inaugurado. Ele foi construído pela prefeitura do então Distrito Federal e, depois, entregue ao Exército. Inicialmente, seria mais um monumento da cidade, já que foi pago pelos seus cidadãos, mas acabou ficando sob o controle militar. O mesmo se deu com a estátua em bronze de Duque de Caxias montando seu cavalo, que fica no alto do Pantheon. Ela foi inaugurada em 1889 e ficava localizada no Largo do Machado, de onde saiu com a inauguração do Pantheon. Fundida em Paris, e de autoria de Rodolfo Bernadelli, também era da cidade. Resumindo, tanto a estátua, quanto o Pantheon, foram pagos pela população, mas acabaram ficando nas mãos do Exército, que impede que as pessoas se aproximem, a não ser que tenham autorização. Dentro do Pantheon, estão também as réplicas do sabre de oficial e do quepe de Caxias. De família de militares, Duque de Caxias participou de várias batalhas, liderando o Exército brasileiro na Guerra do Paraguai, sendo, por isso, elevado a duque por D. Pedro II, o mais alto título da nobreza brasileira, e o único a recebê-lo em todo Segundo Reinado. Patrono do Exército desde 1962, no dia de seu nascimento (25 de agosto) é comemorado o Dia do Soldado.  fr

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