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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Quino, o pai da Mafalda, morreu hoje, aos 88 anos


     Triste notícia! Li agora há pouco, à tarde, que o argentino Quino, criador da questionadora Mafalda, morreu hoje. Descanse em paz! Mafalda é eterna!

Joaquín Salvador Lavado Tejón, o Quino, morreu aos 88 anos em Mendoza, sua cidade natal, para onde tinha retornado, da Europa, em 2017, após o falecimento de sua esposa. Não foi divulgada a causa da morte, mas a imprensa argentina informa que o artista sofreu, recentemente, um avc (acidente vascular cerebral) , o mesmo que levou também o meu pai, há três anos. Coincidência ou não, a sua mais famosa criação, a menina Mafalda completou ontem, dia 29 de setembro, 56 anos desde a publicação de sua primeira tirinha, na revista ‘Primera Plana’.

Eu gosto muito do humor inteligente e instigativo da Maflada, e tenho publicado aqui, no meu blog, várias de suas tirinhas. E li o livro ‘Toda Mafalda: da primeira à última tira’, que reúne 1930 delas, da primeira, em 1964, até a última, de 1973. Eu indiquei o livro aqui também, na seção de livros. Em 1973, Quino anunciou que não desenharia mais a personagem, e justificou como razão não conseguir fazer novas tirinhas de forma atual. Uma pena! Assunto não faltou desde então.

A Mafalda refletia sobre temas profundos, como o individualismo do ser humano, e refletia sobre os problemas políticos, como guerras, desarmamento e miséria no mundo. Por isso, atraiu um público adulto muito grande pelo mundo, onde foi traduzido para vários idiomas. Na foto, abaixo, ele aparece ao lado de sua criação, em estátua no bairro de San Telmo, Buenos Aires. Na Argentina. Meus pêsames, Mafalda! fr

O mundo e as relações internacionais

Precisamos mesmo de aceitação de fora...?

Lendo bem devagar... 😊 😊 😊

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Dica de livro: "Toda Mafalda: da primeira à última tira"

Este mês li o livro “Toda Mafalda: da primeira à última tira”, Quino, São Paulo, Livraria Martins Fontes Editora, 1991, 421 páginas. São 1930 tirinhas, da primeira, publicada no dia 29 de setembro de 1964, na revista argentina semanal de política “Primera Plana”, até a última, divulgada em 1973. O criador dessa menina de seis anos, com um humor crítico, contestador e reflexivo, é o argentino Joaquín Salvador Lavado Tejón, o Quino. Mafalda fez muito sucesso em plena época de ditaduras na América Latina, foi traduzida em vários países pelo mundo, e até hoje é muito querida. Em suas tirinhas, ela criticava o individualismo do ser humano; procurava entender a guerra do Vietnã, com perguntas que nenhum adulto conseguia responder; preocupava-se com o planeta; e odiava sopa. Era época de Guerra Fria, em que o mundo estava dividido entre o capitalismo e o comunismo; Estados Unidos e a então União Soviética, com o fortalecimento político da China. Em 1973, Quino alegou não conseguir colocar nas tirinhas os assuntos de forma atual, preferindo deixar de fazer novas tirinhas, para a tristeza de seus leitores. Eventualmente, desde então, desenhou Mafalda algumas vezes, como em 1976, a convite da Unicef, ilustrando a Declaração dos Direitos da Criança. Pela temática adulta das tirinhas, Mafalda é um personagem mais voltado para o público adulto do que infantil. E é triste perceber, após ler todo o livro, que, excetuando algumas questões pontuais da época, os temas tratados ainda permanecem bastante atuais. Abaixo, separei algumas das tirinhas do livro, a começar pela primeira e pelas duas últimas, de acordo com a publicação. fr