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sexta-feira, 29 de abril de 2022

MHN comemora os 90 anos de Ziraldo com exposição

      Eu visitei, anteontem, a exposição “Terra à vista e pé na Lua”, no Museu Histórico Nacional, em homenagem aos 90 anos do artista Ziraldo e que dá início as comemorações dos 100 anos do museu. A exposição foi aberta no dia 20 de novembro do ano passado e iria até 20 de fevereiro, mas foi prorrogada até hoje, dia 29 de abril. Ziraldo sofreu um AVC hemorrágico em setembro de 2018 e estava sem sair de sua residência desde a sua alta hospitalar, e também devido à pandemia de Covid. Mas fez questão de conhecer pessoalmente a exposição, dois dias antes de sua inauguração para o público.
      A mostra é destinada a pessoas de todas as idades e tem como temática as aventuras desde o período das navegações marítimas do século 16 até a chegada do ser humano à Lua. O visitante passa pelas salas onde estão as obras do artista, conhecendo um pouco de sua carreira, um pouco mesmo, já que Ziraldo atua desde 1954 em diferentes áreas, como o cartum e a charge, a literatura, a crônica e o jornalismo. É possível, ainda, ver alguns de seus objetos pessoais, como duas máquinas de escrever, uma cadeira e a sua prancheta, onde ele desenhou durante grande parte de sua vida. E ainda uma foto ampliada de sua estante.
      Na página do museu na internet é informado que “para ter acesso às dependências do museu, o uso de máscara não é mais obrigatório, apenas a apresentação do comprovante de vacinação contra a covid-19, de acordo com Decreto da prefeitura do Rio”. Mas, quando eu estive no museu não me foi pedido o comprovante, e também não vi ninguém tendo que o apresentar. Infelizmente, já que a pandemia ainda não terminou, e, apesar de o número de infectados ter diminuído, o risco de contaminação ainda persiste. Ziraldo completará 90 anos no dia 24 de outubro. fr

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Exposição 'Egito antigo: do cotidiano à eternidade', no CCBB

Eu visitei, mês passado,  a exposição “Egito antigo: do cotidiano à eternidade”, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), que faz parte das comemorações pelos seus 30 anos. Ela é dividida em três temáticas: a vida cotidiana, a religião e os costumes funerários do Egito antigo (quarto milênio a. C. – século primeiro a. C.). E é composta por 140 peças do Museu Egípcio de Turim, na Itália, possuidor do segundo mais importante acervo de antiguidades egípcias do mundo, o maior fora do Egito. São esculturas, estatuetas, objetos cotidianos, sarcófagos, pinturas, além de múmias de animais e uma múmia humana, a múmia de Tararo.  Eu publico, abaixo, algumas das muitas fotos que eu tirei.
O Egito antigo era bastante hierarquizado, sendo administrado por burocratas, que prestavam obediência ao líder máximo, que era o faraó. Os faraós investiam enormes recursos na construção de novos templos e tumbas monumentais, a fim de serem respeitados e admirados pelos seus contemporâneos e pelas futuras gerações, e se perpetuarem no tempo. A mumificação era uma prática, segundo a crença da época, que visava conseguir que a pessoa vivesse eternamente após a sua morte, seguindo determinados rituais funerários.  Acreditava-se que a tão desejada imortalidade dependia da preservação da integridade do corpo.
A religião no Egito antigo era politeísta, ou seja, acreditava-se na existência de inúmeras divindades, inclusive as que se manifestariam através de animais, o que explica o culto a muitos deles.  O culto oficial ocorria em templos, havendo a divisão em áreas públicas e sagradas, sendo estas com acesso permitido somente a alguns sacerdotes e ao faraó. Outra divisão existente era entre os templos dedicados ao culto às divindades e os templos funerários, dedicados ao culto póstumo aos faraós. A exposição teve início em 12 de outubro e termina no dia 27 de janeiro do ano que vem, de quarta a domingo, com entrada gratuita. Vale a pena visitar! fr 
 

 

sábado, 13 de julho de 2019

'50 Anos de Realismo - do fotorrealismo à realidade virtual' no CCBB

           Ontem, eu fui ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) para ver a exposição ‘50 Anos de Realismo – do fotorrealismo à realidade virtual’. Logo no térreo, estão expostas algumas obras, as restantes estão divididas em três salas no segundo andar. Segundo a divulgação, são 92 obras (pinturas, fotografias, esculturas, vídeos e instalações interativas), de 30 artistas, sendo cinco deles brasileiros. A curadoria é de Tereza de Arruda, brasileira radicada em Berlim, Alemanha.
 
            “Esta exposição nos mostra que a imagem realista se renova conforme a evolução do ser humano e de seu ambiente, sendo refletida na arte de seu tempo e aprimorado, ainda mais, pela inovação dos recursos tecnológicos à sua disposição.”
           A exposição teve início em 22 de maio, e vai até o próximo dia 29 de julho, com entrada gratuita. Ela já passou pelo CCBB de São Paulo e Brasília. Separei algumas fotos que eu fiz das obras que mais me chamaram a atenção, abaixo. fr
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Uma Viagem ao Mundo Antigo: Egito e Pompeia

Fui hoje visitar a exposição “Uma Viagem ao Mundo Antigo: Egito e Pompeia – Nas Fotografias da Coleção D. Thereza Christina Maria”, na Biblioteca Nacional. São 160 imagens produzidas aproximadamente nas últimas seis décadas do século 19, do Egito e da região onde ficava localizada a cidade de Pompeia, na Itália, exibidas pela primeira vez. As imagens da exposição registram o Egito Antigo e Pompeia, no período em que foram feitas as escavações de suas ruínas. São dois locais por onde passaram D. Pedro II e sua comitiva. Elas fazem parte da coleção pessoal do imperador, um amante das artes, da fotografia e da arqueologia, entre outras áreas de interesse, além de ser considerado o primeiro fotógrafo brasileiro. À época, eram utilizados equipamentos diversos, tais como o daguerreotipo; e diferentes processos de reprodução, como o papel albuminado, que utilizava a albumina, extraída da clara de ovo, para a fixação dos sais de prata ao papel. D. Pedro II e sua esposa adquiriram mais de 30 mil itens relacionados a registros de antigas civilizações em suas viagens ao exterior, entre 1871 e 1888.  Após a proclamação da República, exilado em Paris, D. Pedro II resolveu que sua biblioteca pessoal fosse doada ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e à Biblioteca Nacional após a sua morte. Foram livros, periódicos, mapas, partituras, estampas e milhares de fotografias.  Ele pediu que essa coleção pessoal doada à BN, algo em torno de 100 mil itens, levasse o nome de sua esposa. Ela é formada também por imagens do Brasil e do mundo no século 19, sendo a maior e mais abrangente coleção de documentos fotográficos desse período em uma instituição pública no Brasil. A coleção de D. Pedro II é maior, inclusive, do que a da rainha Vitória, da Inglaterra, cujo reinado se deu entre 1837 a 1891. Estão incluídas também fotografias tiradas durante suas viagens ou compradas por ele de mercadores, e trechos de seus diários de viagem. A viagem a Pompeia foi um desejo da imperatriz Thereza Christina, que fez questão que diversas peças recuperadas das escavações no local fossem adquiridas e enviadas para o Brasil. A cidade de Pompeia foi soterrada por cinzas e pedras no ano de 79 d.C. devido a maior erupção que se tem notícias do vulcão Vesúvio, matando milhares de pessoas. Somente no século 18, o local foi efetivamente descoberto e as escavações começaram, encontrando a cidade submersa, com as suas casas, objetos e corpos, como estátuas de pedra. Em 1870, o arqueólogo italiano Giuseppe Fiorelli, responsável pelos trabalhos de escavação em Pompeia, desenvolveu uma técnica para injetar gesso nos espaços vazios existentes entre as cinzas vulcânicas, ocupados pelos corpos das vítimas, e que acabou por dar a forma original delas. D. Pedro II chegou a subir à cratera do Vesúvio, e andou pelas ruas de Pompeia com a esposa, conhecendo um pouco daquele sítio arqueológico. Em 2003, a coleção recebeu o reconhecimento internacional, através de sua inscrição no Registro Internacional da Memória do Mundo da UNESCO; o primeiro conjunto documental do país a fazer parte dessa lista mundial. A exposição reinaugura o Espaço Cultural Eliseu Visconti, localizado na entrada da Biblioteca pela Rua do México, por conta das obras da reforma que ainda estão sendo feitas na BN. Eu gostei muito do local, que tem um jardim muito bonito, com bancos para as pessoas descansarem e relaxarem. Ela está aberta à visitação gratuita, de 1º deste mês a 30 de janeiro do ano que vem, de terça a sexta-feira, de 10:00 às 16:30, e aos sábados, de 10:00 às 14:30. fr