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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Morando na rua com cama e tudo...

Passando, hoje de manhã, pela Rua Santa Fé, praticamente em frente ao Fórum do Méier, eu vi uma cena que me chamou a atenção. Uma cama em frente a uma das lojas fechadas, com direito a bancos para “visitas” e até um vaso de planta para decorar o local. Infelizmente, sabe-se que o Rio de Janeiro tem muita gente vivendo nas ruas, é um grande problema. Mas, que já estão usando até cama para dormir na rua é novidade. Que coisa!  fr  

sábado, 30 de abril de 2022

O Orkut voltou!

     Uma boa notícia! O engenheiro de software turco Orkut Büyükkökten anunciou na quarta-feira, dia 27, a volta da rede social Orkut, que fez muito sucesso nos anos 2000, principalmente no Brasil. Eu gostava muito do Orkut pela existência de várias comunidades, com temáticas as mais variadas possíveis.
     A pessoa podia participar de uma comunidade sobre literatura, por exemplo, ou até mesmo de outra sobre um autor ou livro específico. Quem quisesse debater, tirar dúvidas ou opinar sobre vinhos, ou a respeito de futebol, cinema, televisão ou tecnologia facilmente iria encontrar uma comunidade sobre o assunto, ou até mesmo várias delas.
     As comunidades podiam ser bem específicas, como, por exemplo, a respeito de um vinho determinado, um artista ou uma pessoa de sua cidade ou do seu bairro. E havia, ainda, comunidades que propunham não a discussão, mas a descontração, com temas leves. Exemplos: “Eu odeio acordar cedo!”, “Eu amo o Rio de Janeiro”, “Adoro sorvete”, “Durmo após o almoço”.
     De acordo com a Wikipédia, o Orkut foi criado em 2004 nos Estados Unidos, com sede na Califórnia até 2008, quando passou a ser no Brasil, devido a maioria de seus usuários ser daqui, e teve as suas atividades encerradas pelo Google em 2014. Eu tive um perfil no Orkut de 2006 a 2010, e o usei muito bem, para boas conversas, esclarecer dúvidas e aprender muitas coisas, valeu a pena.
     Além dos Estados Unidos, esteve presente em vários países, incluindo Canadá, Portugal, Inglaterra, China, Japão, Paraguai e outros vizinhos latino-americanos. Mas, foi na Índia e, principalmente, aqui no Brasil onde fez mais sucesso. Além das comunidades, os usuários podiam manter contato com os seus amigos virtuais, trocando mensagens, depoimentos, imagens e fotos. Os principais problemas do Orkut eram a facilidade com que as pessoas podiam criar perfis falsos, que geravam muitas brigas, além de espalhar vírus. Espero que esta nova versão consiga resolvê-los.
     Orkut Büyükkökten lamenta que o mundo virtual atualmente esteja com muito ódio e poucas opções para a construção de conexões reais. “Nossas ferramentas online devem nos servir, não nos dividir. Elas devem proteger nossos dados, não vendê-los. Elas devem nos dar esperança, não medo e ansiedade. A melhor rede social é aquela que enriquece sua vida, mas não a manipula.” fr

sábado, 16 de abril de 2022

Difícil escolher apenas um... 😄😄😄

 

"Malhar o Judas", uma tradição esquecida

Hoje é sábado de Aleluia, data que para os cristãos marca a véspera da ressurreição de Jesus Cristo. É também o dia em que as crianças, e também adultos, “malhavam o Judas”, ou seja, surravam um boneco que representava um político corrupto ou uma vizinha chata. É uma tradição trazida por portugueses e espanhóis para o Brasil e outros países da América Latina. Quando criança, eu cheguei a brincar de “malhar o Judas”, com um boneco feito de roupas velhas e com jornais e estopa dentro. Hoje em dia, nem sei se as crianças sabem o que significa isso. fr

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Etarismo: a palavra pode ser nova, mas a realidade é bem antiga

Etarismo é um termo recente, não o encontrei no Dicionário Houaiss que eu tenho, em sua primeira edição, de 2009. Significa discriminação por conta da idade, seja por parte dos mais novos aos mais velhos ou o inverso. Situações como: “você está velho demais para querer dançar” ou “você é muito novo, não sabe de nada”. A palavra pode ser nova, mas é uma realidade que, infelizmente, vem de muito tempo!  fr

segunda-feira, 28 de março de 2022

No Brasil, os honestos pagam pelos desonestos

No Brasil, existe uma inversão de valores! Aqueles que agem corretamente, são honestos, acabam prejudicados por conta de uma parcela de “espertos”, que não respeitam regras, leis nem os demais moradores da comunidade em que vivem. Um exemplo desta lamentável realidade é a cobrança da energia elétrica no Rio de Janeiro, cada vez mais cara. De acordo com estudo recente da FGV (Fundação Getúlio Vargas), cerca de 10% de cada fatura são cobrados de nós, os cidadãos honestos, para compensar os prejuízos das concessionárias com os “gatos”, as ligações irregulares. Ou seja, as concessionárias cobram de nós pelo que os outros roubam delas, um absurdo! A Light, por exemplo, que atua em 31 municípios do estado do Rio, incluindo a capital, alega que 53,8%, ou seja, mais da metade da energia que distribui, é de “gatos”, energia roubada, o que vem aumentando a cada ano. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), autarquia cuja finalidade é regular e fiscalizar a produção, distribuição e comercialização de energia elétrica, tem autorizado a Light a repassar as suas perdas para nós, os consumidores. Em 2022, foi autorizado um repasse de 40% dessas perdas. E essa prática ocorre em outros estados no Brasil. Já que o poder público não consegue acabar, nem inibir o roubo de energia elétrica, eles mandam a conta para nós, os clientes honestos, que fazemos o possível para manter nossas contas em dia. Uma vergonha! fr

quarta-feira, 16 de março de 2022

Triste ser necessário pedir às pessoas para terem educação e respeito pelos demais

Curioso, para dizer o mínimo, ver esses avisos em banheiros públicos. Se é preciso colocar um aviso para que as pessoas não se comportem mal, é sinal que as coisas vão mal!... E se a pessoa não tem a educação necessária para se comportar fora de casa, não vai ser um simples aviso que vai mudá-la. fr

segunda-feira, 14 de março de 2022

Bancos estão extinguindo agências físicas

      Há muito tempo, eu venho percebendo que os bancos vêm enxugando as suas atividades presenciais, passando os serviços para o mundo virtual. Eu fui bancário quando mais jovem, e naquela época as pessoas precisavam ir às agências bancárias para realizar várias atividades, que hoje em dia foram extintas ou substituídas. A minha primeira função no banco foi justamente no setor de entrega de talões de cheques, que há alguns anos passou para os caixas e atualmente já praticamente não existe, já que poucas pessoas usam esse serviço. A maioria das pessoas também já não precisam ir às agências para pagar as contas, podendo fazê-lo através do débito automático, por aplicativo ou por Pix.
     Eu leio na imprensa que, nesses dois anos de pandemia de coronavírus, os bancos têm fechado definitivamente milhares de suas agências. Assim, os clientes estão sendo obrigados a se virarem nos serviços virtuais, inclusive os mais idosos e com mais dificuldades para saber utilizar o computador e telefones celulares. Em algumas cidades pequenas, a população deixou de ter uma agência aonde ir, precisando recorrer a cidades vizinhas. E, claro, causando o aumento do desemprego, já que milhares de bancários estão sendo demitidos.
     Somente no ano de 2021, algo em torno de duas mil agências foram fechadas no Brasil, e somente o Banco do Brasil e o Bradesco demitiram aproximadamente 15 mil funcionários nesse período. De forma indireta, outros profissionais também vêm perdendo os seus empregos, como os de segurança privada, limpeza, manutenção de equipamento, alimentação e vestuário.
     Em várias oportunidades, quando eu fui à agência bancária, os funcionários pediam para eu colocar a conta em débito automático ou instalar o aplicativo do banco para não precisar retornar. Eu comentava sempre que isso era justamente o que os bancos queriam que todos fizessem, e que a consequência seria o fechamento de agências e demissões. Infelizmente, não deu outra! fr 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Estão roubando tudo, nada fica para trás...

Estão roubando de tudo no país, e no Rio de Janeiro não é diferente. Até mesmo os portões das casas e dos prédios estão sendo arrancados para serem vendidos aos ferros velhos. Na reprodução abaixo, um portão de casa é roubado durante a madrugada, no Méier. Em frente ao meu prédio há uns meses, roubaram a grade do bueiro. Não estão deixando nada para trás!... fr

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

As músicas atuais e as que eu gosto... 🎵🎶🎷🎸🎹🎻

Eu não costumo ouvir muito as músicas atuais, apenas não acompanho. Deve ter muita gente boa, claro. Mas, eu gosto mesmo de músicas que tenham uma mensagem a me passar, nem que seja para me divertir. Hoje em dia, as músicas que fazem sucesso, em geral, são aquelas que têm refrões repetitivos à exaustão e não fazem nenhum sentido. As músicas de que eu gosto eu posto aqui, no meu blog, basta dar uma conferida e ver se gosta também. fr

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Torcedores do flamengo gostam de destruir aquilo que não têm: um estádio seu

Ontem, o Fla x Flu foi realizado no Estádio Nilton Santos, e terminou com a derrota do Flamengo por 1x0, com o gol saindo aos 43 minutos do segundo tempo. Mas, um vídeo feito por um idiota, torcedor flamenguista, tem circulado na internet em que o mostra quebrando intencionalmente uma cadeira do estádio, por ser do Botafogo, um clube rival. Não é a primeira vez que isso acontece. Há alguns anos, torcedores do Flamengo destruíram cadeiras e o banheiro do Nilton Santos. Espero que o Flamengo seja obrigado a pagar pelos prejuízos causados pela sua torcida mal-educada e ressentida por não ter um estádio para chamar de seu! fr

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Tradicional Roxy é mais um cinema de rua a fechar no Rio de Janeiro

Leio, agora à noite, na imprensa, que o tradicional cinema Roxy, em Copacabana, fechado há meses devido à pandemia do coronavírus, não reabrirá mais, e o prédio, tombado, está à venda, por 30 milhões de reais. Fundado em 3 de setembro de 1938, o Roxy é um dos poucos cinemas de rua que ainda existem na cidade do Rio de Janeiro, e no Brasil. Eu já fui várias vezes assistir a filmes no Roxy, e lamento muito seu fechamento, torço que não se concretize. Infelizmente, os cinemas de rua que fecharam foram transformados em farmácias e em igrejas evangélicas, nada contra, mas precisamos, também, de cinemas, de cultura.  fr 

terça-feira, 27 de abril de 2021

A tradicional Hering é vendida para o Grupo Soma

A tradicional brasileira Hering foi comprada por R$ 5,1 bilhões pelo Grupo Soma, proprietária de marcas como Animale e Maria Filó. O negócio foi anunciado ontem, e ainda precisa ser aprovado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Há algumas semanas, a Arezzo, fabricante de calçados femininos, já oferecera oferta de R$ 3,3 bilhões para comprar a Hering, mas ela foi recusada. Eu conheço a Hering desde criança, e já usei muito as suas roupas. A empresa de vestuário foi fundada em 1880, tem sede em Blumenau (SC) e conta com sete mil empregados. É uma pena que o mercado brasileiro venha se concentrando em poucas empresas. Isto vem acontecendo em vários setores: bancário, telefonia, supermercados e de eletros. É ruim para o consumidor, que fica com poucas opções. A concorrência saudável é sempre boa para ampliar as opções de compra, e reduzir os preços. fr

quarta-feira, 31 de março de 2021

Boxeadora vence, mas termina com rosto deformado

O esporte é para desenvolver e aprimorar o físico e a mente, pelo menos em minha opinião. Não gosto de esportes que, ao contrário, colocam em risco o físico e a mente de seus praticantes. Domingo, dia 28, a boxeadora alemã Cheyenne Hanson, de 23 anos, venceu a ucraniana Alina Zaitseva na disputa pelo cinturão da categoria superpena do Campeonato Internacional. A luta teve que ser interrompida após o choque de cabeças entre as duas, e a alemã venceu por pontos. Mas, olhem como ficou o rosto da vencedora, totalmente deformado, assustador! Eu sei que as lutas têm admiradores, mas eu não curto. Desejo que ela se recupere! fr

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Botafogo perde mais um jogo, e já está rebaixado

Ao perder, ontem, mais um jogo, dessa vez para o Sport, por 1x0, no Estádio Nilton Santos, o Botafogo confirmou o que já era esperado. É o primeiro a ser rebaixado, neste campeonato, para a Segunda Divisão, e em último lugar, tendo conseguido vencer, até agora, na 34ª rodada, apenas quatro jogos. Faltaram ao Botafogo qualidade, vontade e disposição. Infelizmente, os jogadores não têm mais identificação com o clube em que jogam. Hoje, estão em um lugar, amanhã pegam suas coisas e vão para outro, e não têm o menor sentimento com isso, porque não têm nenhuma identificação com clube nenhum. Perder faz parte do futebol e da vida, mas perder sem lutar, sem se importar, é triste!  fr

sábado, 23 de janeiro de 2021

No Brasil, várias pessoas estão furando a fila das vacinas contra o coronavírus

O combate ao coronavírus no Brasil é bastante prejudicado pela falta de uma liderança por parte do presidente, que debocha de sua gravidade e insiste em sair às ruas sem máscara e provocar aglomerações. Até como consequência, milhões de brasileiros e brasileiras se comportam irresponsavelmente, fazendo o mesmo, participando de festas, e indo a bares e à praia. Agora, com a chegada de vacinas contra o coronavírus ao país, muitos têm furado a fila, tomando vacina sem estarem nos grupos indicados para esta fase. Estes são os idosos acima de 85 anos e os profissionais da linha de frente, como médicos e enfermeiros. A imprensa tem mostrado prefeitos, secretários de Saúde e outras pessoas sem pertencerem a esses grupos, algumas que até desfaziam da relevância da vacina, sendo vacinados. Além desses, médicos que não estão atuando no combate ao coronavírus estão se aproveitando. Uma vergonha!  fr

domingo, 31 de maio de 2020

Ninguém é dono da língua, e todo mundo pode cometer erros de português

          Ontem, assistindo a SIC, televisão de Portugal, uma legenda estava com um erro, o que me chamou mais atenção do que a própria reportagem. Um erro de português, mais especificamente de concordância verbal: “57% dos inquiridos passou a cozinhar mais”. Percebi logo, o verbo deveria ter ido para o plural.  
          Consultei a coleção “Língua viva”, do professor Sérgio Nogueira Duarte, para fundamentar. No capítulo 2, ele ensina que o verbo deve concordar com o número quando houver um especificador no plural, como no caso da frase acima: “57% dos inquiridos PASSARAM a cozinhar mais”. Se o especificador estivesse no singular, o verbo concordaria no singular: “57% da pesquisa PASSOU a cozinhar mais”.
 

          Eu não estou querendo criticar a emissora, muito menos os portugueses, que costumam falar de uma maneira muito mais correta do que nós, brasileiros. Mas, justamente porque muitos portugueses criticam tanto a nós, brasileiros, por falarmos errado, eu quis mostrar que ninguém é perfeito, nem dono da língua. Eu já li na imprensa um caso de uma professora universitária, que chamou a atenção de um aluno brasileiro, mandando-o “falar português” em sala de aula. Felizmente, acredito, é uma minoria de casos assim tão radicais.
          Eu mesmo devo cometer vários erros de português, alguns por desatenção, outros tantos por não me lembrar das aulas do ensino médio. Pode acontecer com todos. É preciso que as pessoas tenham um pouco mais de tolerância com os erros involuntários dos outros, porque todos estão sujeitos a cometer erros. fr

terça-feira, 19 de maio de 2020

Ex-presidente Collor pede desculpas às pessoas que prejudicou em 1990 com o confisco da poupança

           Ontem, dia 18, o senador Fernando Collor de Melo, pediu desculpas, em sua conta no Twitter, pelo confisco das contas de poupança, logo no dia seguinte em que tomou posse como presidente da República, em janeiro de 1990. “Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos.” À época, foram bloqueados por 18 meses valores que excediam a NCz$ 50.000, ou seja, cinquenta mil cruzados novos, em contas correntes; de poupança; ou depósitos de overnight, um investimento no mercado financeiro.
Muita gente teve suas vidas arruinadas da noite para o dia, inclusive muitos sofreram ataques cardíacos ou se mataram por verem suas economias de anos serem bloqueadas. Collor acabou com a vida de milhares de famílias. E ficamos, também, sabendo depois que o governo avisou muitos empresários e amigos na véspera para que retirassem seu dinheiro, antes da decretação da medida. Um dos maiores e mais vergonhosos crimes contra a população na história brasileira.
Eu mesmo tive dinheiro bloqueado em minha conta de poupança, dinheiro que eu poupava mês a mês para poder um dia comprar meu apartamento, o que eu somente pude vir a fazer anos mais tarde. E, para piorar, depois dos 18 meses, o dinheiro somente nos foi devolvido em 12 vezes. E devolvido a menos, tanto que o Poder Judiciário foi inundado nos anos posteriores por milhares de ações contra o prejuízo. Outra vergonha, já que as pessoas precisaram recorrer à Justiça, já que os governos seguintes não obrigaram os bancos a fazê-lo.
Eu fui, novamente, prejudicado, porque tive a infelicidade de entrar na Justiça com um advogado desonesto e incompetente, e acabei não conseguindo reaver as perdas, e ainda tive novo prejuízo. Graças a Deus, eu, com saúde, posso tocar minha vida à custa do meu trabalho. O prejuízo a gente recupera, trabalhando. Mas os responsáveis ficaram livres, sem nenhuma punição.
O então presidente Fernando Collor, que acabou sofrendo um impeachment, em 1992, e ficou apenas oito anos afastado da política, voltou e atualmente é senador por Alagoas. A então ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello, prima do então presidente, continua vivendo tranquilamente em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Nenhum deles foi punido pelo crime do confisco, que destruiu a vida de milhares de famílias brasileiras. Uma vergonha tudo isto acontecer em nosso país. Em outros lugares, onde o rigor da Lei não fica apenas no papel, essa gente teria sido punida!  fr

sexta-feira, 20 de março de 2020

Em tempos de coronavírus, fui à rua e vi muita despreocupação e falta de cuidados

           Hoje, eu precisei sair para o supermercado e para comprar um remédio para minha mãe, na farmácia. Foi a primeira vez que eu ponho os pés na rua desde segunda-feira. Eu preparei uma operação de guerra. Peguei as coisas com uma proteção; fiquei a um metro e meio das pessoas; paguei as compras com cartão de crédito; quando cheguei em casa, passei uma toalha de papel nas compras; coloquei as roupas na máquina para lavar e tomei um banho. Enfim, exagerei mesmo!
            Na rua, na farmácia, no supermercado, e, ainda, em um pequeno mercado próximo de casa, onde fui, o que eu vi foram muitas pessoas despreocupadas, rindo, falando umas com as outras de perto, e até tossindo perto uns dos outros. As pessoas mexiam em tudo com as mãos, sem nenhum tipo de proteção. Parecia um dia normal.  
Fiquei pensando que foi assim que aconteceu na Itália, país infelizmente já com o maior número de vítimas fatais no mundo atualmente. Até a pouco, já tinham passado de 4.000 mortes. Espero não ter que sair de casa novamente tão cedo. Pode parecer exagero, mas a minha preocupação maior não é apenas comigo, mas com a minha mãe, que está comigo. Cuidem-se! fr