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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Ex-jogadores e "artistas" querem seguir o exemplo do Romário e conseguir uma "bocada" na política

A política no Brasil é vista como uma maneira conseguir um “emprego” e ganhar muito sem precisar trabalhar. Mas cargo político - como vereador, deputado, prefeito etc.-, não é emprego, é um compromisso assumido por um período determinado (mandato) junto à população para defender os seus interesses. Mas a quase totalidade não vê assim. Vários ex-jogadores, artistas e “celebridades” estão concorrendo nas eleições deste ano, buscando seguir o exemplo do ex-jogador Romário, que conseguiu se reeleger senador em 2022, mas é mais visto nas praias jogando futevôlei e divertindo-se nas “baladas” do que trabalhando em Brasília. Lamentável! fr

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Os fascistas sempre dizem defender a "liberdade"

"Quando o fascismo voltar, ele não dirá 'eu sou o fascismo'. Ele dirá 'eu sou a liberdade'." 

UMBERTO ECO, escritor, filósofo, professor italiano.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Cristiano Ronaldo é usado como garoto-propaganda da ditadura da Arábia Saudita e dos interesses do presidente Trump

        O controverso presidente estadunidense Donald Trump organizou um jantar na Casa Branca em homenagem ao príncipe herdeiro da ditadura da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, na terça-feira, dia 18. Trump afirmou um dia antes que pretende vender caças F-35 para a Arábia Saudita, cada um a 100 milhões de dólares, o correspondente a 533 milhões de reais. Esses caças são muito avançados tecnologicamente, e, até o momento, apenas Israel os têm em ser arsenal na região do Oriente Médio. Se a Arábia Saudita consegui-los irá fazer frente à superioridade militar israelense. Mas a verdade é que os Estados Unidos estão mais preocupados em ganhar dinheiro, pouco importa se a Arábia Saudita seja uma ditadura, com um dos regimes mais opressores do mundo atual. Naquele país, uma monarquia absoluta onde o rei manda e desmanda à vontade, não existe liberdade política, religiosa ou de imprensa, e as mulheres são constantemente desrespeitadas. O rei Salman Bin Abdulazzi Al Saud está afastado, de acordo com informações não confirmadas estaria sofrendo de mal de Alzheimer.
     Chamou muita a atenção a presença nesse jantar do jogador português Cristiano Ronaldo, de 40 anos, que já foi um dos melhores jogadores do mundo e atualmente joga no Al-Nassr, da Arábia Saudita, onde procura completar mil gols. Os portugueses ficaram divididos. Grande parte ficou deslumbrada por ver um português participando de um jantar na Casa Branca e sendo recebido pelo presidente dos Estados Unidos, consideram isso um honra para Portugal. Igualmente, muitos portugueses criticam Cristiano Ronaldo por deixar ser usado como garoto-propaganda de uma ditadura para tentar fugir do isolamento mundial, e de um presidente estadunidense que já estimulou o golpe de Estado nos Estados Unidos e não demonstra o menor respeito aos princípios básicos da democracia e dos direitos humanos.
        
A Anistia Internacional, por exemplo, considerada a principal organização não governamental em defesa dos direitos humanos do mundo, critica, de maneira veemente, Cristiano Ronaldo por deixar uma ditadura usar o seu prestígio internacional para melhorar sua imagem perante o mundo. Em 2023, quando o português começou a jogar no Al-Nassr, Dana Ahmed, pesquisadora da Anistia Internacional para o Oriente Médio cobrou uma postura diferente do jogador: "Cristiano Ronaldo não deve permitir que sua fama e status de celebridade se tornem uma ferramenta de sportswashing [quando usa-se o esporte para melhorar a imagem de uma ditadura] saudita. Ele deveria usar seu período no Al-Nassr para falar sobre as questões de direitos humanos no país!".
        Tudo isso faz com que eu me lembre de um ditado popular: “Diz-me com quem andas e eu te direi quem és!” Eu gosto do jogador Cristiano Ronaldo pelo seu profissionalismo, determinação e esforço pessoal, que veio de uma infância pobre e conseguiu tornar-se uma das pessoas mais ricas do mundo, pelos seus méritos. Mas não admiro a pessoa Cristiano Ronaldo, extremamente vaidosa, que vive fazendo elogios a si próprio, considerando-se o melhor jogador de todos os tempos (o que não é!), desrespeitando tantos craques muito melhores do que ele ao longo da história. E que, no final de carreira, deixa que uma ditadura use o seu prestígio para melhorar sua imagem e deixa, também, um presidente polêmico, como Donald Trump, usá-lo como troféu em busca de aceitação popular. É uma mancha em sua biografia que Cristiano Ronaldo nunca vai conseguir apagar! fr 

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Presidente dos EUA faz ameaças a Lula e comporta-se como xerife do mundo


         Donald Trump é o reflexo do pensamento dos estadunidenses: consideram-se os donos do mundo, com direito a decidir o destino do planeta; não consultar a opinião de ninguém e a intervir em questões internas de qualquer país, sejam assuntos políticos, econômicos ou culturais. O presidente dos Estados Unidos postou, ontem, uma carta aberta endereçada a seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, através da rede social Truth Social, de propriedade de Trump.
     Trump dirige-se ao presidente do Brasil com uma linguagem dura e ameaçadora, totalmente inapropriada entre líderes de países soberanos, mais parece o patrão cobrando de um reles empregado. Alegando que o Brasil mantém uma relação comercial injusta com os Estados Unidos, devido a políticas tarifárias e não tarifárias e barreiras comerciais, Donald Trump anunciou a cobrança de uma tarifa de 50% sobre “todo e qualquer produto brasileiro enviado” a seu país, além de todas as tarifas setoriais.
        E, dirigindo-se a um presidente de um país soberano sem nenhum respeito, com o pronome “você”, ao invés do “vossa excelência” tradicionalmente usado entre chefes de Estado nas relações diplomáticas, como se estivesse tratando com um empresário concorrente de uma de suas empresas, Trump faz mais ameaças: “Se, por qualquer motivo, você decidir aumentar suas tarifas, qualquer que seja o número escolhido para aumentá-las, ele será adicionado aos 50% que cobramos.”
        A carta toda é uma sucessão de ameaças. Interferindo em questões internas do Brasil, o presidente estadunidense qualifica como uma “vergonha internacional” o tratamento da Justiça brasileira ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que vem respondendo a graves acusações, como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, Trump faz exigências descabidas: “Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve terminar IMEDIATAMENTE!”
        O Brasil não foi o único atingido pelo aumento de tarifas por parte dos Estados Unidos, mas foi o que foi atingido pela maior tarifa. Outros países que foram pressionados: África do Sul, Cazaquistão, Malásia, Mianmar e Laos (40%); Tailândia e Camboja (36%); Sérvia e Bangladesh (35%); Indonésia (32%); Bósnia e Herzegovina (30%) e Tunísia (25%).
        O presidente Lula, através de redes sociais, afirmou que o processo judicial contra acusados de tentar um golpe de Estado é de competência única e exclusivamente da Justiça brasileira, e que responderá às agressões com base na lei da reciprocidade: “O Brasil é um país soberano, com instituições independentes, que não aceitará ser tutelado por ninguém.”. De acordo com Lula, as acusações feitas por Trump são falsas, já que as “estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos.”.
        Em reunião, ontem, no Itamaraty, a embaixadora brasileira responsável pela América do Norte e Europa, Maria Luis Escorel, quis saber do encarregado de negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, se o teor da carta era verdadeiro, já que o governo do Brasil apenas tomou conhecimento de sua existência através da imprensa. Um presidente querer intimidar outro publicamente é tão absurdo que foi difícil acreditar. Mas, com a confirmação recebida pelo representante estadunidense, a embaixadora disse considerar a carta “ofensiva e inaceitável” e disse que o Brasil a devolvia para o governo dos Estados Unidos. O ex-presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para agradecer a Donald Trump, apesar do prejuízo que o aumento das tarifas dos EUA aos produtos brasileiros vai representar para a economia do nosso país e, consequentemente, para empresários e trabalhadores brasileiros. Leia a íntegra da carta de Trump a Lula abaixo. fr

A íntegra da carta de Donald Trump ao presidente Lula

9 de julho de 2025

Sua Excelência
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil
Brasília

Prezado Sr. Presidente:

Conheci e tratei com o ex-Presidente Jair Bolsonaro, e o respeitei muito, assim como a maioria dos outros líderes de países. A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!

Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos (como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro), a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais existentes. Mercadorias transbordadas para tentar evitar essa tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta.

Além disso, tivemos anos para discutir nosso relacionamento comercial com o Brasil e concluímos que precisamos nos afastar da longa e muito injusta relação comercial gerada pelas tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil. Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco.

Por favor, entenda que os 50% são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições em nosso comércio com seu país. E é necessário ter isso para corrigir as graves injustiças do sistema atual. Como o senhor sabe, não haverá tarifa se o Brasil, ou empresas dentro do seu país, decidirem construir ou fabricar produtos dentro dos Estados Unidos e, de fato, faremos tudo o possível para aprovar rapidamente, de forma profissional e rotineira — em outras palavras, em questão de semanas.

Se por qualquer razão o senhor decidir aumentar suas tarifas, qualquer que seja o valor escolhido, ele será adicionado aos 50% que cobraremos. Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos. Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional!

Além disso, devido aos ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas, bem como outras práticas comerciais desleais, estou instruindo o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a iniciar imediatamente uma investigação da Seção 301 sobre o Brasil.

Se o senhor desejar abrir seus mercados comerciais, até agora fechados, para os Estados Unidos e eliminar suas tarifas, políticas não tarifárias e barreiras comerciais, nós poderemos, talvez, considerar um ajuste nesta carta. Essas tarifas podem ser modificadas, para cima ou para baixo, dependendo do relacionamento com seu país. O senhor nunca ficará decepcionado com os Estados Unidos da América.

Muito obrigado por sua atenção a este assunto!

Com os melhores votos, sou,
Atenciosamente,
DONALD J. TRUMP

PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA 

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

TRE condena ex-prefeito do Rio, Marcelo Crivella, por abuso de poder político e econômico e ele fica inelegível até 2028!

Crivella é condenado por abuso de poder político e econômico

Corte Eleitoral declarou o político inelegível até 2028, devido ao uso da máquina pública para financiamento de campanha via caixa 2
08/10/2024 18:38

        Na sessão plenária desta terça-feira (8), o Colegiado do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) tornou inelegível até 2028 o deputado federal e ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos), além de aplicar multa de R$106.410,00, pela prática de abuso de poder político e econômico e conduta vedada nas eleições de 2020. A Corte entendeu, por maioria, que Crivella fez uso da máquina pública enquanto esteve à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro, visando obter financiamento para sua campanha à reeleição, via caixa 2. Naquele pleito, Crivella não conseguiu se reeleger.
        De acordo com o relator do processo, desembargador eleitoral Rafael Estrela, o ex-prefeito comandou esquema na administração pública que movimentou ilicitamente R$50 milhões, envolvendo aliciamento de empresários e fraude em licitações, tendo em vista o enriquecimento ilícito e a perpetuação no poder. O operador do esquema era o empresário Rafael Alves, que também foi declarado inelegível até 2028 e multado em R$106.410,00.
        A ação de investigação judicial eleitoral (Aije) julgada é um desdobramento da operação Hades, que levou à prisão do então prefeito, em dezembro de 2020, e investigou o caso que ficou conhecido como “QG da Propina”.
        Mesmo sem cargo na Prefeitura, Rafael Alves negociava apoio político de diversos empresários, em sala na sede da Riotur (Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro), presidida por seu irmão Marcelo Alves. Entre os benefícios oferecidos, em troca de contrapartida de caráter econômico, estavam o favorecimento em licitações e no recebimento de ordens de pagamento da Prefeitura, além da nomeação em cargos.
      “As atividades conduzidas pelos investigados visavam um fim comum: atendimentos aos compromissos de campanha em 2016 e galgar ao cargo em 2020. (...) Os chamados ‘investimentos’ tratados nos diálogos estabelecidos [entre Rafael Alves e empresários] nada mais são que valores recebidos ilicitamente, retornado a eles a título de propina, revertidos em proveito pessoal para enriquecimento patrimonial”, destacou o relator.
        Segundo o magistrado, houve manipulação da licitação para a contratação do grupo Assim Saúde pelo Previ-Rio (Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro). O relator do processo ressaltou que Rafael Alvez criou empresas de fachada, algumas com sócios laranjas, para simular prestação de serviço diversos à Assim Saúde.“As empresas Bem Viver e Sacha Produções, das quais Rafael Alves e seu pai Aldano Alves eram sócios, receberam total de 79 pagamentos, totalizando 14.185.000 sem que qualquer serviço fosse prestado”, afirmou o magistrado.
       O relator destacou que o recebimento de valores por serviços não efetivamente prestados era comum e englobava outras empresas não formalmente relacionadas a Rafael Aves, mas sempre passava pelo seu crivo de operacionalização, como a empresa AGMT Corretora de Seguros de Vida, Previdência e Saúde Ltda, e a Zello Corretora de Seguros de Vida Ltda.
        De acordo com o processo, o esquema de corrupção e direcionamento de licitações também aconteceu no âmbito da Rioluz (Companhia Municipal de Energia e Iluminação) e da Seop (Secretaria de Ordem Pública). Rafael Alves também negociou propina com diversas empresas, para que ganhassem prioridade no pagamento de valores devidos pelo Tesouro Municipal, em burla à ordem cronológica do pagamento.
        Para o desembargador eleitoral Rafael Estrela, restou inequívoco que os atos praticados caracterizam desvio de finalidade, tendo em vista que a máquina pública não foi utilizada em prol do interesse público, mas sim para a prática de atividades ilícitas, direcionadas a projeto político com finalidade eleitoreira. “Rafael Alves agia em comunhão de desígnios e sob a aquiescência do então prefeito”, afirmou.
        Ainda cabe recurso ao TSE, em Brasília. Acesse a íntegra do julgamento, iniciado em 12/09/2024, e concluído 08/10/2024. 
Processo relacionado: 0601673-36.2020.6.19.0229
Fonte: TRE-RJ.

quarta-feira, 1 de março de 2023

Ministro da Justiça diz ter havido ameaça de atentado contra Lula no dia da posse

        O radicalismo e o fanatismo que vêm aumentando no Brasil durante a última década assusta bastante. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, divulgou no dia 24 de fevereiro ter havido um possível plano para matar o presidente Lula no dia de sua posse. A Polícia Federal está investigando troca de mensagens com um dos suspeitos do atentado a bomba que se pretendia fazer no aeroporto de Brasília, em dezembro do ano passado. De acordo com o ministro, essas mensagens indicam um plano para matar o presidente com um fuzil para longa distância
        — Esse cidadão que está preso, da bomba, do aeroporto, no dia 24 [de dezembro], ele estava fazendo treino e obtendo instruções de como dar um tiro de fuzil de longa distância. Ele estava obtendo informações. Há um diálogo dele em que ele procura informações de qual o melhor fuzil, qual a melhor mira para tantos metros de distância. – disse o ministro à imprensa. fr

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Lula e Alckmin recebem do TSE diplomas para investidura no cargo


O que está escrito no diploma entregue pelo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, a Lula: 

"REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

Pela vontade do povo brasileiro, expressa nas urnas em 30 de outubro de 2022, o candidato pela Coligação Brasil da Esperança, formada por FE Brasil (PT/PCDOB/PV)/SOLIDARIEDADE/Federação PSOL REDE (PSOL/REDE)/PSB/AGIR/AVANTE/PROS,
Luiz Inácio Lula da Silva,
foi eleito Presidente da República Federativa do Brasil.

Em testemunha desse fato, a Justiça Eleitoral expediu-lhe este diploma, que o habilita à investidura no cargo perante o Congresso Nacional em 1º de janeiro de 2023, nos termos da Constituição Federal.

Brasília, 12 de dezembro de 2022
201º da Independência e 134º da República

Ministro Alexandre de Moraes
Presidente"

domingo, 30 de outubro de 2022

Eleição presidencial de 2022 foi marcada pelo radicalismo, troca de acusações e ofensas. Infelizmente!

A eleição presidencial deste ano termina hoje, após meses de uma disputa polarizada, em que os candidatos pouco ou nada disseram a respeito de propostas concretas para um possível mandato. São dois candidatos que já governaram o Brasil. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi presidente de 2003 a 2011, e Jair Bolsonaro é o atual ocupante do cargo, desde 2019. Ao invés dos dois apresentarem as suas metas para um novo mandato, caso eleitos, eles passarem a campanha trocando ofensas e acusações. Eu tentei assistir aos debates entre os dois, na Rede Bandeirante e na Rede Globo, mas não consegui assistir até o final. Eles passaram o tempo todo se acusando, e não apresentaram nenhuma proposta concreta, apenas promessas que iriam resolver os problemas, mas não dizendo como. O país está dividido desde a eleição de 2014, entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, com o posterior impeachment da ex-presidente em 2016. Mas, nos últimos quatro anos, o país vem passando por um período de radicalismos muito grave e preocupante, em que seguidores do atual presidente ameaçam, intimidam, agridem e, em alguns casos, até matam quem pensa diferente. É preciso colocar um ponto final nisso e pacificar o país, mesmo sabendo que esses seguidores continuarão a ser o que já eram, mesmo que o seu candidato perca. As pessoas têm que se respeitar sempre, principalmente quando não pensam igual. Não é o povo que tem que brigar entre si por causa dos políticos, são os políticos que têm que lutar pelo povo! fr

domingo, 2 de outubro de 2022

O primeiro turno não traz renovação, infelizmente, e promete muita confusão na disputa para presidente

      O primeiro turno acabou. Eu votei por volta das 11 horas no colégio onde costumo votar sempre. Este ano, tinham umas dez pessoas na minha frente; nas eleições passadas foi mais rápido, tinham duas ou três apenas. Como vem acontecendo desde a implantação das urnas eletrônicas, os resultados saíram no final do dia, apenas algumas horas após o encerramento das eleições.
      Para presidente, vai ter segundo turno. Os candidatos Lula (PT), em primeiro, e Jair Bolsonaro (PL) foram os mais votados. Lula ficou com mais de 48% dos votos, um pouco mais e poderia ter sido eleito no primeiro turno. Eu votei no PT, por falta de novas lideranças nacionais, e também porque o atual governo está radicalizando a política. Para o governo do Rio de Janeiro, o atual governador, Cláudio Castro (PL) foi eleito no primeiro turno. Ele assumiu o governo no início de 2021 após o afastamento de Wilson Witzel (PSC) por corrupção. Eu votei no segundo colocado, Marcelo Freixo (PSB).
      A vaga do estado do Rio de Janeiro no Senado ficou com o ex-jogador Romário (PL), que demonstra ser um político tradicional. Eu votei em André Ceciliano (PT), que ficou em quarto lugar. Se PT e o PSB, que lançou Alessandro Molon, tivessem se unido na campanha, um deles teria sido eleito, mas, infelizmente, os partidos progressistas brigam demais entre si. Resultado: perderam os dois!
      Para deputado federal, eu votei em Luciana Novaes (PT), que não foi eleita. E para deputado estadual, votei na legenda, no PT. Pelos resultados que eu estou lendo e assistindo pela TV, não houve renovação, a maioria dos eleitos são os mesmos conhecidos de sempre, infelizmente! fr

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

O horário eleitoral obrigatório faz o Brasil parecer outro país...

Em mês de eleição, parece que o Brasil é outro país. Os candidatos que tentam se reeleger dizem que fizeram muita coisa, que o seu estado (ou a cidade ou o Brasil) mudou completamente. Dizem que o desemprego diminuiu, a violência reduziu, o atendimento nos hospitais melhorou, a qualidade do ensino está melhor, e por aí vai...  Já aqueles candidatos que estão de fora e querem se eleger afirmam que nada presta, tudo está errado, mas garantem que vão ser capazes de resolver todos os problemas. A eleição acaba, os eleitos tomam posse, os seus mandatos acabam e tudo se repete, mas nada muda! E nós, os eleitores, pagamos impostos para termos uma qualidade de vida no mínimo digna, mas temos que conviver com serviços de péssima qualidade e ver os políticos e as pessoas próximas a eles enriquecerem às nossas custas. Pelo menos a democracia nos permite criticar tudo isso, e desabafarmos publicamente. Que consolo! fr

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Radicalismo: Justiça condena pai que demitiu a própria filha apenas por ela criticar o presidente da República


       É impressionante como o radicalismo, a ignorância, a estupidez e o fanatismo podem fazer com que o ser humano tome atitudes deploráveis. Um pai foi capaz de demitir a própria filha por ela ter opiniões contra o atual presidente, Jair Bolsonaro, de quem ele é simpatizante. Aconteceu em Macapá, no Amapá. Brunna Letícia, de 29 anos, trabalhava como supervisora em uma empresa em que o pai dela era um dos sócios. Ela postou no perfil dela uma crítica à manifestação de seguidores de Bolsonaro realizada em 7 de setembro do ano passado.
       O pai não gostou e enviou à filha um áudio rebatendo: “Bom dia, Brunna. Antes de ter as suas exposições de ira e deboche em suas posições políticas, lembre de respeitar quem está do outro lado, não se esqueça que eu tenho posições antagônicas.” A moça respondeu que estava apenas exercendo o seu direito a manifestar a sua opinião livremente, em seu próprio perfil. O pai, porém, não aceitou e a demitiu da empresa.
       Brunna diz ter se sentido muito mal com a situação, por ter sido coagida e punida por não ter apagado a publicação, e, mesmo contrariada, decidiu buscar os seus direitos: “Entrei na Justiça com um misto de indignação, tristeza e decepção, porque não queria chegar a esse extremo, não é fácil processar o próprio pai.” Ela entrou na Justiça do Trabalho contra a empresa do pai. A juíza Camila Afonso de Novoa Cavalcanti, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, deu razão à Brunna, entendendo que a atitude da empresa violou a legislação por promover discriminação por opinião política.
       Ainda segundo a sentença da magistrada, a empresa afrontou o direito à liberdade de manifestação, tendo em vista que a opinião foi publicada no perfil individual da jovem, em uma rede social. A empresa foi condenada a pagar cerca de 124 mil reais em indenização por danos morais, além das custas processuais, mas ainda pode recorrer. Em alguns sites, como o do Terra e o do Metrópolis, o valor da condenação é informado equivocadamente como sendo de 20 mil reais apenas, mas eu consultei o site do TRT e confirmei através da sentença, que é pública.
       Brunna lamenta, mas diz não manter mais relações com o pai: “A gente não tem que manter vínculo com quem não nos respeita, e acaba de certa forma afetando nossa saúde mental. É inaceitável que, nos dias atuais, a gente seja censurada e demitida por não concordar com a opinião política dos outros. Espero que isso motive as pessoas a correrem atrás dos seus direitos e não se silenciem diante de qualquer tipo de assédio. As pessoas que promovem essa e outras violências têm que responder judicialmente pelos seus atos.”
       Minha opinião: Infelizmente, vivemos dias de radicalismos, em que não se respeitam as opiniões dos outros. E desde a eleição de 2018 a situação ficou ainda mais agravada por conta da divisão política entre os simpatizantes de Bolsonaro e do PT. Pessoas trocam ofensas e agressões físicas, até mesmo se matando apenas por terem opiniões opostas, como já ocorreu recentemente. É um absurdo! O povo brigando entre si para defender os políticos. Que maravilha seria o nosso país se os políticos brigassem para defender o povo! Eu tenho as minhas opiniões, mas respeitarei sempre as dos demais, e tem que ser assim sempre! fr

domingo, 17 de julho de 2022

A realidade repetindo a ficção

A novela "O Bem Amado", de Dias Gomes, foi exibida pela TV Globo em 1973. O prefeito Odorico Paraguaçu (interpretado pelo ator Paulo Gracindo) era um político sem ética, desonesto, intolerante e demagogo, que fazia qualquer coisa para atingir os seus objetivos políticos. Estamos em 2022, qualquer semelhança com o Brasil atual não é coincidência. fr

quarta-feira, 23 de março de 2022

Doações aos desabrigados de Petrópolis estragam por culpa das "autoridades"

     É inacreditável a incompetência e a inoperância das nossas “autoridades”. As fortes chuvas ocorridas em fevereiro, em Petrópolis, causaram a morte de 233 pessoas e mais de 600 desabrigados, deixando-os sem casa, roupa e comida. A população, como sempre, procurou ajudar, fazendo doações. Infelizmente, milhares de peças de roupas e calçados doados ficaram semanas abandonadas em uma praça da cidade, largadas ao sol e chuva, e não foram distribuídas pela prefeitura àqueles que necessitavam de ajuda.
     O resultado desse descaso foi que as roupas e calçados apodreceram, já que não foram armazenados como deveriam, e a Justiça do estado do Rio de Janeiro determinou que todo o material deve ser incinerado. Um absurdo! Em sua decisão, o magistrado da 4ª Vara Cível de Petrópolis, Jorge Luiz Martins, que foi previamente ao local para verificar a situação, relata que havia ratos, baratas e gatos junto às roupas, que já estariam “impróprias ao uso humano”.
     Como sempre, depois de confrontadas, as “autoridades” tentam negar suas responsabilidades. A prefeitura de Petrópolis acusa o governo do estado de ter acumulado as doações em praça pública e sem o cuidado necessário. A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, por sua vez, desmente ter qualquer responsabilidade no recebimento das doações. Uma vergonha!
     O fato é que as pessoas tentaram ajudar aos desabrigados, mas, infelizmente, estes não receberão as roupas e calçados tão necessários neste momento, por culpa da irresponsabilidade de nossas “autoridades”. E não foram somente as roupas e calçados que a prefeitura de Petrópolis deixou estragar. As 8.750 cestas básicas enviadas pelo Ministério da Cidadania à cidade estão trancadas há um mês em um galpão no município de Mesquita, na Baixada Fluminense, aguardando serem retiradas e destinadas às famílias desabrigadas. É muito descaso! fr