Ao mesmo tempo em que o mundo evolui tecnologicamente, também demonstra como está tornando-se, cada vez mais, difícil de viver nele. Drones inteligentes de Israel são programados para localizar uma pessoa e matá-la em qualquer local, mesmo dentro de um edifício. Batizado de Lanius, da empresa Elbit Systems, o equipamento opera os drones por inteligência artificial, utilizando GPS e sensores óticos, sendo capaz de percorrer locais fechados como túneis, corredores e escadas e desviar de obstáculos parados. Cada drone tem apenas 1,25 kg e pode se mover em alta velocidade, a 20 metros por segundo. Ao localizar o alvo, o drone é acionado e explode, matando a pessoa (e quem estiver próximo, claro!). O futuro do mundo é assustador! Esse tipo de tecnologia tem a tendência a se tornar mais barata e, consequentemente, chegar às mãos de um número cada vez maior de países, empresas e, até mesmo, indivíduos. E a ser utilizado tanto para o combate ao terrorismo, quanto por terroristas, além de todo tipo de gente que tenha condições de comprá-la. Ou seja, no futuro é bem possível que venhamos a viver uma espécie de faroeste tecnológico, em que as pessoas vão se matar em qualquer lugar, hora e por qualquer motivo. fr
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domingo, 4 de dezembro de 2022
sábado, 15 de maio de 2021
Foto impressiona pelo sistema de defesa aéreo de Israel em mais um conflito no Oriente Médio

A imprensa mundial divulgou, hoje, a impressionante foto que mostra o sistema de defesa aéreo israelense ‘Domo de Ferro’, em que mísseis interceptam os ataques do movimento palestino Hamas (à direita). A foto é de Anas Baba. O conflito, mais um entre os dois lados, teve início após confrontos entre a polícia de Israel e grupos de palestinos na Mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém, e já causou mais de 130 mortes no lado palestino e oito no israelense.
É lamentável ver mais pessoas morrendo em uma luta que se arrasta há tempos, e, infelizmente, parece não estar próximo de um fim que leve a uma paz duradoura. O que também me chama a atenção é o fato de muitos estarem lucrando com essa guerra. Empresas fabricantes de armamentos e, mesmo, governos exportam armas para os dois lados, lucrando, não importa quem vença os conflitos.
Isso me faz lembrar do filme ‘O senhor dar armas’ (‘Lord of war’), com Nicolas Cage, do qual eu já escrevi aqui no blog. Após ser preso, o maior comerciante de armas do mundo é solto com a ajuda dos próprios militares dos Estados Unidos. E explica que ele ajuda a fortalecer os inimigos dos inimigos do seu país. E isso vale para os Estados Unidos, a Rússia e outras grandes nações que, publicamente, dizem ser contra as guerras. É triste, mas, enquanto centenas e milhares de pessoas morrem, as guerras são um grande negócio para muita gente. fr
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
EUA e Israel anunciam saída da UNESCO
Os
EUA anunciaram hoje sua saída da UNESCO (Organização para a Educação, a Ciência
e a Cultura das Nações Unidas), e Israel fez o mesmo logo em seguida. Segundo a
justificativa oficial, as razões da saída são uma política contrária a Israel
praticada pela UNESCO, seu endividamento crescente e sua estrutura atrasada. Em
2011, os EUA, durante a administração de Barack Obama, já haviam cortado sua
cooperação financeira àquele órgão, em protesto à entrada da Palestina na
UNESCO. Em julho deste ano, a agência declarou a parte antiga da cidade de
Hebron, localizada na Cisjordânia ocupada, como patrimônio em perigo e patrimônio
mundial, referindo-se a ela como palestina, provocando fortes protestos de
Israel. A UNESCO, por sua vez, declarou lamentar a atitude dos EUA, ao se
retirar de uma organização que promove educação para a paz e a proteção de
culturas sob ataque. Não é a primeira vez que os EUA se retiram da UNESCO; em
1984 se retiraram da organização, somente retornando em 2003. fr
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