
SEJA ÉTICO
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
As festas pela Independência no dia 7 de Setembro deveriam ser do povo, não dos militares!

domingo, 23 de agosto de 2026
Não anule o voto nem vote em branco, vote consciente!
Quem vota em branco ou anula o voto pensando que não está ajudando político a se eleger, está fazendo o oposto. Quanto menos votos válidos, menos votos os políticos precisam para se eleger! Vote consciente! fr
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Grupo Casas Bahia pede recuperação judicial e fecha 298 lojas em todo o Brasil
Duas tradicionais marcas de varejo do Brasil anunciaram o fechamento de mais lojas por todo o país. Na sexta-feira, dia 14, a Casas Bahia fechou 298 lojas que levam o seu nome e o do Ponto Frio, também de sua propriedade, o que representa cerca de 30% do total da rede, demitindo 1.900 funcionários. A decisão visa a reduzir despesas diante do agravamento da crise que atinge a empresa. No primeiro trimestre deste ano, o grupo Casas Bahia teve um prejuízo de quase 1,1 bilhão de reais. Ontem, o grupo protocolou um pedido de recuperação judicial no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central de São Paulo diante de uma dívida de 17,3 bilhões! É um reflexo da mudança do comportamento dos clientes, que vêm preferindo comprar pela internet. Curiosamente, em fevereiro eu fui ao Ponto Frio para comprar um sofá e o vendedor que me atendeu entrou no site da empresa para realizar a venda. Eu gosto de ver o que estou comprando “com as mãos”, como dizem, ou seja, olhar, tocar, sentir. Mas o sofá que eu queria comprar não tinha na loja, era de uma empresa terceirizada, só comprando pelo site, além disso, o vendedor disse que, pela internet, sairia mais barato. Ou seja, os próprios vendedores mostravam que é mais vantajoso e prático comprar pela internet, o resultado não podia ser outro! fr
terça-feira, 11 de agosto de 2026
Inaugurada em 1889, a Ilha Fiscal é um dos mais bonitos e importantes locais turísticos e históricos do Brasil

A Ilha Fiscal fica na icônica Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Desde o período colonial, o local era chamado pelos portugueses de Ilha dos Ratos, dizem que, possivelmente, pela aparência da formação rochosa ou pela grande quantidade desses animais. No final do século 19, D. Pedro II decidiu pela construção de um posto alfandegário, para atender a solicitação do conselheiro José Antônio Saraiva, do Ministério da Fazenda, que reivindicava a instalação do órgão na ilha para o controle das cargas das importações e exportações pelo porto da cidade, aproveitando a sua localização. O projeto escolhido pelo imperador foi o do então engenheiro-diretor de obras do Ministério da Fazenda, Adolpho José Del Vecchio, e a primeira pedra do edifício foi assentada em 6 de novembro de 1881. A inauguração do posto, chamado popularmente de “castelinho”, ocorreu em 27 de abril de 1889, com a presença de D. Pedro II e sua família, ministros e várias autoridades. A partir de então, o local passou a ser conhecido como Ilha Fiscal.
O palacete tem estilo neogótico; a torre central era o observatório do posto, com um relógio de quatro faces, produzido na Alemanha, para facilitar sua visualização de diferentes pontos; e a área da ilha é de 7.000 m². Mas o local entrou para a História por ter sido lá realizada, alguns meses após a sua inauguração, a última festa da Corte brasileira, em 9 de novembro de 1889, em que se homenagearam os oficiais do navio chileno ‘Almirante Cochrane’, em visita ao Rio, e com a intenção de mostrar a força do regime. Foi uma festa luxuosa e muito dispendiosa, com duas bandas para executar as músicas, muita comida e bebida à vontade (tudo do bom e do melhor), um gerador para garantir a iluminação do local e a presença do imperador e sua família, ministros, parlamentares, magistrados, diplomatas estrangeiros e vários convidados ilustres. Estima-se que estiveram presentes 500 dos 2.000 a 4.000 convidados, transportados em barcas para a Ilha Fiscal.
Dentro do palacete, pode-se ver uma reprodução, em tamanho reduzido, do quadro “A ilusão do Terceiro Reinado”, também conhecido como “O último baile da Ilha Fiscal”, do pintor paraibano Aurélio de Figueiredo, irmão do também pintor Pedro Américo. O original foi pintado em 1905, pertence ao Museu Histórico Nacional e você pode ver na minha postagem sobre esse museu, em ‘Minhas Fotos’. Além de retratar os presentes, como, claro, D. Pedro II, a imperatriz D. Teresa, a princesa Isabel e o marido, o conde D’Eu, Aurélio de Figueiredo tomou a liberdade de incluir algumas licenças artísticas em seu quadro. O artista pintou algumas pessoas que não estiveram presentes no baile, a começar por ele, sua esposa e filhas; o irmão, Pedro Américo; e os escritores Machado de Assis e Aluísio Azevedo. Colocou no canto esquerdo do quadro, caminhando nas nuvens, a figura feminina da República, seguida por marechal Deodoro da Fonseca a cavalo, justamente quem iria liderar a proclamação da República (foto 9). À direita, a princesa Isabel aparece sendo coroada pelo papa, em um Terceiro Reinado que nunca veio a acontecer (foto 10).
Ironicamente, o imperador nunca foi de gastar com festas e cerimônias, muito pelo contrário, era até criticado por muitos pela sua austeridade (vejam só!). D. Pedro II e a imperatriz Teresa Cristina chegaram por volta das 21 horas. O monarca estava desgastado, com aspecto doente, e, ao descer da galeota D. João VI, que o levara à ilha, tropeçou e teria dito “a monarquia tropeça, mas não cai”. Apenas seis dias depois, foi proclamada a República no Brasil, D. Pedro II foi afastado do comando do país e, mais tarde, obrigado a exilar-se com a família, primeiro em Portugal e, depois, na França. Enquanto, os monarquistas festejavam, os republicanos estavam planejando o golpe. A festa ficou conhecida como o “último baile do império”.
Os vitrais do palacete foram confeccionados na Inglaterra, coloridos a fogo e têm brasões imperiais contornando os das imagens de D. Pedro II (foto 13) e da princesa Isabel (foto 14). As paredes da fachada do palacete têm a cor verde-jade por ser a cor símbolo da Casa de Bragança, à qual pertence a família imperial brasileira. No passeio, pode-se ver também a galeota D. João VI, a embarcação mais antiga preservada no Brasil; construída e presenteada a D. João VI em 1818, ano em que ele foi coroado rei. A galeota era movida a remos e utilizada para transportar a família imperial pela Baía da Guanabara, como, por exemplo, durante o baile de 9 de novembro. Está em um pavilhão de vidro, que não é aberto para o público.
A administração da Ilha Fiscal foi transferida pelo Ministério da Fazenda para a Marinha em 1913, em troca do navio a vapor Andrada. Nos anos seguintes, o local foi ocupado para diversas finalidades, como Repartição Hidrográfica, Superintendência de Navegação e Diretoria de Hidrografia e Navegação, por exemplo. Em 1930, foi construída uma ligação à Ilha das Cobras (veja a imagem aérea, abaixo) e, desde 1999, a Ilha Fiscal está aberta à visitação. Recentemente, eu fiz o passeio à Ilha Fiscal novamente. As visitas guiadas são pagas (inteira R$ 60,00 e meia R$ 30,00) e saem do Espaço Cultural da Marinha, na Avenida Alfredo Agache s/nº, na Praça Quinze de Novembro, em ônibus ou na escuna Nogueira da Gama.
Após o passeio pela Ilha Fiscal, o ingresso dá, também, o direito a visitar os veículos militares expostos no Espaço Cultural da Marinha: a Nau dos Descobrimentos, o helicóptero anfíbio SH3, carros de combate, um caça e o submarino Riachuelo. O local pode ser alugado para festas de aniversários e casamentos; de acordo com o que eu pesquisei o custo do aluguel gira em torno de 60 a 80 mil reais. A Ilha Fiscal foi tombada pelo INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural) e pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade da prefeitura do Rio de Janeiro, em 1990. Eu indico o passeio, pela beleza do lugar e por sua importância histórica! Fontes utilizadas: https://www.marinha.mil.br/dphdm/ilha-fiscal, ttps://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=adolpho-jose-del-vecchio, Wikipédia e informações dos quadros no local. fr






domingo, 2 de agosto de 2026
Economista estadunidense vencedor do Prêmio Nobel destaca o Brasil como um dos poucos países com coragem para enfrentar a arrogância dos EUA
Em entrevista à BBC News Brasil que foi ao ar em 29 de julho, o economista estadunidense Joseph Stiglitz, um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Economia em 2001, parabenizou o Brasil por ser um dos poucos países do mundo que têm coragem de enfrentar os Estados Unidos. fr
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Anuário Brasileiro de Segurança constata que os estados mais violentos continuam a ser os do Nordeste
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgou ontem o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. De acordo com o estudo, os estados do Nordeste continuam a ser os com maiores taxas de violência do país (veja o quadro publicado pelo G1, abaixo). fr

quarta-feira, 13 de maio de 2026
quarta-feira, 22 de abril de 2026
terça-feira, 21 de abril de 2026
21 de abril: homenagem ao mártir da Independência brasileira, Joaquim José da Silva Xavier
Hoje, é lembrado e homenageado Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, símbolo da luta brasileira pela independência. A Conjuração Mineira foi um movimento planejado em 1789, contrário à exploração de Portugal à colônia do Brasil, que sofria da cobrança de pesados impostos, o chamado “quinto”, que correspondia ao pagamento de 20% de todo ouro extraído em nosso território. A Coroa portuguesa iria realizar a “derrama”, a cobrança de impostos atrasados no Brasil. Proprietários de terras, clérigos, militares e outros membros da sociedade à época, brasileiros e portugueses, revoltaram-se e conspiraram contra Portugal, planejando a independência de Minas Gerais e a proclamação da República. A Conjuração Mineira foi denunciada por um de seus integrantes, o português Joaquim Silvério dos Reis, em troca do perdão de suas dívidas, resultando em várias prisões. Tiradentes foi preso no Rio de Janeiro em 1789, e permaneceu detido até a sua execução, no dia 21 de abril de 1792, aos 45 anos. A sentença, assinada por magistrados portugueses sob a autoridade da rainha D. Maria I, condenou vários participantes da Conjuração à morte, mas todos tiveram suas penas transformadas em degredo nas colônias portuguesas da África, confisco de bens e prisão. Somente Tiradentes teve a condenação à morte mantida, até por ter assumido a responsabilidade pelo movimento, mesmo não tendo sido ele o líder. A sentença foi bastante rigorosa e brutal. Tiradentes foi enforcado no Rio, teve o seu corpo desmembrado e partes expostas e espalhadas pelo caminho até Minas Gerais, tendo a sua cabeça fincada em um mastro na cidade de Vila Rica, atual Ouro Preto. O termo “Inconfidência Mineira é totalmente inapropriado ser utilizado pelos brasileiros, já que “inconfidência” significa traição, o que somente era justificável na visão colonialista de Portugal, ou seja, “traição” à Coroa portuguesa. Mas não se pode trair aquilo com que não se concorda, aquilo que nos é imposto, ou seja a dominação portuguesa. fr
Trecho da sentença que condenou Tiradentes à execução na forca e a ter o seu corpo desmembrado
“(...) Portanto condenam ao Réu Joaquim José da Silva Xavier por alcunha o Tiradentes Alferes que foi da tropa paga da Capitania de Minas a que com baraço e pregão seja conduzido pelas ruas publicas ao lugar da forca e nella morra morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Villa Rica aonde em lugar mais público della será pregada, em um poste alto até que o tempo a consuma, e o seu corpo será dividido em quatro quartos, e pregados em postes pelo caminho de Minas no sitio da Varginha e das Sebolas aonde o Réu teve as suas infames práticas e os mais nos sitios (sic) de maiores povoações até que o tempo também os consuma; declaram o Réu infame, e seus filhos e netos tendo-os, e os seus bens applicam para o Fisco e Câmara Real, e a casa em que vivia em Villa Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se edifique e não sendo própria será avaliada e paga a seu dono pelos bens confiscados e no mesmo chão se levantará um padrão pelo qual se conserve em memória a infamia deste abominavel Réu (...)”
terça-feira, 7 de abril de 2026
O antigo Convento do Carmo, no Rio de Janeiro, um dos edifícios mais antigos do Brasil

O antigo Convento do Carmo fica na Praça 15, no Centro do Rio de Janeiro. Ele foi a residência da rainha de Portugal D. Maria I desde a chegada da família real ao Rio, em 1808, fugindo da iminente invasão de Napoleão, até a morte dela, em 20 de março de 1816, aos 81 anos. A rainha estava doente, atormentada por sucessivos sofrimentos, como a morte do marido, D. Pedro III, em 1786, e do filho mais velho, D. José (que estava destinado a ser o futuro rei a sucedê-la), dois anos depois, e a Revolução Francesa, que resultou na execução na guilhotina do rei Luís 16 e da rainha Maria Antonieta. À época, não se falava em crise de ansiedade ou de pânico ou de distúrbios semelhantes, o que, possivelmente, fizeram com que a considerassem louca. O príncipe regente D. João passou a governar em seu lugar, como o homem mais velho dos filhos vivos.
O início da construção do edifício foi a partir do ano de 1619 como convento da Ordem do Carmo, ou Ordem dos Carmelitas. Ele foi reconstruído a partir de 1761. Com a chegada da família real, o Convento do Carmo foi confiscado para ser a residência da rainha, e os frades carmelitas tiveram que se mudar. Posteriormente, dois passadiços foram construídos: um ligando o convento ao então Paço Real, posteriormente conhecido como Paço Imperial, onde D. João residiu durante algum tempo e despachava, assim como, mais tarde, D. Pedro I e D. Pedro II fizeram; e outro ligando o convento à Igreja Nossa Senhora do Carmo, acima da Rua Sete de Setembro, antiga Rua do Cano (veja minhas fotos). Os passadiços eram para possibilitar que a rainha, o rei e os imperadores pudessem transitar sem serem obrigados a andar junto ao povo. Os passadiços foram derrubados após a proclamação da República.
Após a morte da rainha, o edifício do antigo convento passou a ser usado para diversas finalidades ao longo do tempo, entre elas como sede do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de 1840 a 1896. Mais recentemente, pertenceu à Universidade Candido Mendes até 2011, quando foi retomado pelo governo do estado do Rio; eu cheguei a estudar lá quando fiz um curso de Jornalismo em Rádio. O edifício do Convento do Carmo foi tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1964. Mas, ao longo desses anos o antigo convento passou por um período de abandono, sofrendo com alterações, principalmente com a inauguração, em 1978, do moderno edifício da Universidade Candido Mendes, com 42 andares e 140 metros de altura, o terceiro edifício mais alto da cidade do Rio de Janeiro e o 14º do Brasil. O jardim da rainha simplesmente sumiu, tendo sido cimentado. Até onde se sabe, o mobiliário da época de D. Maria I foi perdido, infelizmente.
Depois de passar por uma restauração em 2022, o edifício histórico do antigo Convento do Carmo passou a ser administrado pela Procuradoria Geral do Estado do Rio e a sediar o seu Centro Cultural. No local, são realizadas exposições de arte e onde está localizada a Biblioteca do órgão, com um acervo de aproximadamente 90 mil itens. Eu visitei o antigo Convento e fiz uma visita guiada com um estagiário da Procuradoria, visitando todo o segundo andar do prédio, justamente onde ficava o quarto de D. Maria I, foi interessante. De acordo com o guia, o piso do quarto da rainha ainda é o mesmo; atualmente ele é utilizado como sala para aulas e palestras (veja minhas fotos). No primeiro andar do edifício fica um pequeno restaurante e salas para exposições, e no terceiro estão a parte administrativa e salas de aula. Ao término da postagem, publico fotos e pinturas históricas do antigo Convento do Carmo. fr 































