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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Jornalista diz que têm jogadores que "fedem a gol". Essa, eu nunca tinha ouvido! 😄😄😄

Depois do espanto, chega ser, até, engraçado ouvir os jornalistas atualmente. Hoje, ouvindo um programa esportivo na Rádio Tupi, estavam falando dos clubes cariocas, e um desses jornalistas disse que determinado jogador “não fede a gol”! Eu nunca tinha ouvido essa expressão, é mais uma para o folclore do jornalismo nacional. Está demais! fr

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Exemplo de título mal redigido: jornal Extra faz morto em operação policial no Rio de Janeiro até falar! É o que deu o STF acabar com a exigência do diploma para jornalistas!

Eu comentei aqui no meu blog quando o STF acabou com a obrigatoriedade da formação acadêmica, ou seja, do diploma, para os jornalistas no Brasil, o resultado está visível, basta ler as matérias redigidas pela imprensa. Essa chamada do jornal Extra, de ontem, é apenas um exemplo. Até onde se saiba morto não fala! Chamada mal escrita e de muito mau gosto. No Brasil, hoje, qualquer um pode ser chamado de “jornalista”. A qualidade do texto jornalístico no nosso país caiu muito. O STF precisa ter a humildade para rever sua decisão, muito errada e infeliz! É claro que não é um curso universitário que vai, pura e simplesmente, criar bons jornalistas, todos sabem disso. E também sabemos que alguns cursos de Jornalismo eram, e são, de má qualidade. Mas o que fez o Estado? Ao invés de exigir que esses cursos melhorassem a qualidade do seu ensino, simplesmente acabou com a exigência do diploma. É a prova indiscutível da incompetência do Estado!  fr

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

o nome é Estádio Nilton Santos! As homenagens no Brasil devem ser para quem as merece e Nilton Santos fez por merecê-la. É inaceitável chamar o estádio por apelido!

         O Botafogo tem o controle da concessão do Estádio Nilton Santos desde o ano de sua inauguração, ou seja, desde 2007. O estádio recebeu este nome em homenagem ao melhor lateral esquerdo do mundo no século 20, de acordo com a FIFA. Anteriormente, o estádio tinha o nome do ex-presidente da FIFA, João Havelange, mas diante das várias denúncias de corrupção contra ele e o seu genro, o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o seu nome foi devidamente retirado, e substituído pelo de Nilton Santos em 2017, portanto, dez anos depois da sua inauguração. Nilton Santos (1925-2013) foi bicampeão mundial pela seleção brasileira nas Copas de 1958 e 1962 e foi o jogador que mais vezes vestiu a gloriosa camisa do Botafogo, foram 723 jogos. Portanto, uma homenagem mais do que merecida e reconhecida por todos que gostam do futebol, independente de qual seja o clube por que torça.
        Infelizmente, reparo que o radialista e locutor José Carlos Araújo, da Rádio Tupi, não deve considerar o Nilton Santos merecedor de tal homenagem, já que é um dos poucos locutores, provavelmente o único, que insiste em chamar o estádio pelo horroroso apelido de “Engenhão”. O estádio teria esse apelido pelo fato de ficar localizado no bairro do Engenho de Dentro. É muito ridículo e simplista! Então, de acordo com a lógica desses gênios da comunicação que inventaram o apelido, se o estádio ficasse no bairro do Méier, que fica justamente ao lado do Engenho de Dentro, como eles o chamariam? “Meião”? É evidente que muitos estádios de futebol pelo Brasil não costumam ser chamados pelos seus nomes, a começar pelo principal deles, o Maracanã. Ninguém o chama de Estádio Municipal Jornalista Mário Filho, seu verdadeiro nome, chamam apenas pelo apelido. E o mesmo acontece com outros estádios, muitos deles batizados em homenagem a políticos ou ex-presidentes de clubes. Aliás, costume muito frequente no Brasil esse de homenagear políticos com nomes de ruas, estádios, hospitais etc.
        Mas a verdade é que Nilton Santos fez por merecer a homenagem. Ao longo de sua carreira, defendeu a seleção brasileira em quatro Mundiais, os de 1950, no Brasil, ainda como reserva; 1954, na Suíça; 1958, na Suécia; e 1962, no Chile. Foi duas vezes campeão mundial, em 1958 e 1962 como titular absoluto, além de outros importantes títulos conquistados pela seleção e pelo Botafogo. Ficou conhecido como a “Enciclopédia do Futebol” pela sua qualidade técnica. Foi eleito pela FIFA o melhor lateral esquerdo do mundo em todo o século 20! Jogou apenas em um único clube, o Botafogo, e é o jogador que mais vestiu a sua camisa, tendo disputado 723 jogos pelo Glorioso.
        Diante de tudo isso, não é justificável alguém se recusar a chamar o estádio pelo nome do Nilton Santos, um estádio que está sob a concessão do Botafogo há quase 20 anos, portanto, desde a sua inauguração. É uma atitude pequena a de José Carlos Araújo. É um desrespeito a tudo que o Nilton Santos representa não apenas para o Botafogo e para a seleção brasileira, mas para a História do futebol mundial! É, também, falta de respeito com o Botafogo e com a sua enorme torcida espelhada por todo o Brasil e pelo mundo. E falta de consideração com a memória do Nilton Santos e com a sua família, que deve ficar entristecida toda a vez que ouve alguém preferir pronunciar o apelido do estádio, ao invés do nome do pai e do avô. fr 

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Nelson Rodrigues destaca a genialidade de Garrincha no Mundial de 1962, no Chile

Esta foi a coluna do jornalista Nelson Rodrigues, no jornal O Globo, comentando a vitória do Brasil sobre a Inglaterra por 3x1, na Copa do Mundo de 1962, no Chile. O jogo válido pelas quartas de final. Nelson Rodrigues destacou Garrincha como o “personagem da semana” e o grande nome da vitória sobre os ingleses: “O Mané fez dois gols e deu o terceiro. A gente procura reconstituir um jogo e só um nome ocorre: Ele! Sempre ele!” Eu publico a coluna para que vocês possam ler, na íntegra, o que Nelson Rodrigues escreveu. Na semifinal do Mundial de 1962, vencemos o Chile por 4x2 e na final, fomos bicampeões mundiais vencendo a Tchecoslováquia por 3x1. Garrincha foi escolhido pela FIFA o melhor jogador do Mundial, e foi, também, o artilheiro, com quatro gols, junto com Vavá e mais quatro estrangeiros. A seleção campeã tinha CINCO jogadores do Botafogo, ou seja, metade do time: Garrincha, Nilton Santos, Didi, Zagallo e Amarildo. Os quatro primeiros foram titulares em todos os seis jogos da campanha vitoriosa, e Amarildo foi titular em quatro, entrando no time no terceiro jogo, na vitória sobre a Espanha por 2x1, substituindo ninguém menos que o Pelé, machucado no segundo jogo, no empate com a Tchecoslováquia em 0x0; a estreia foi contra o México e o Brasil venceu por 2x0. Amarildo não apenas substituiu Pelé como foi um dos destaques do Mundial, fazendo três gols. O Botafogo, quer dizer, o Brasil foi campeão mundial pela segunda vez! fr

sexta-feira, 5 de julho de 2024

Ser humano está cada vez mais individualista e violento

A tecnologia pode evoluir, mas o ser humano não! Recentemente, quando fui almoçar passei por uma banca de jornais (uma das poucas que ainda existem ainda vendendo jornais impressos no Rio de Janeiro) e vi a manchete do jornal ‘Meia Hora’. Inacreditável! Um casal matou, a golpes de faca, a vizinha de 41 anos, na cidade de Conceição do Araguaia, no Pará. E por quê? Somente porque a moça não quis dar a sua senha de wi-fi! O casal já está preso. Se existe inferno não deve ser um lugar muito diferente do mundo em que vivemos! A vida de uma pessoa não está valendo mais nada, que triste! fr

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Principal jornal português cria caderno voltado para brasileiros

A comunidade de brasileiros em Portugal é responsável por uma parcela importante da economia portuguesa, além de contribuir de maneira bastante representativa com o Serviço Social daquele país. De acordo com a Agência para a Integração, Migração e Asilo daquele país, aproximadamente 400 mil brasileiros vivem em Portugal de forma legal, a maior comunidade de imigrantes residindo lá. De olho nessa comunidade, o principal e mais antigo jornal português, o Diário de Notícias, criou um caderno especial totalmente destinado a ela, o DN Brasil. O noticiário é exclusivamente voltado aos interesses dos brasileiros residentes em Portugal e redigido por brasileiros, de acordo como se fala e escreve no Brasi

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Jornal O DIA pede contribuições a seus leitores

Sinal dos tempos em que vivemos. O jornal O DIA, um dos mais importantes do Brasil, está pedindo, através de sua página na internet, contribuições mensais a seus leitores. “Sua contribuição faz a diferença. Ajude-nos a manter a qualidade de nossas notícias e um jornalismo independente.” A contribuição pode ser de R$ 4,90, R$ 9,90 e R$ 19,90, e, segundo o jornal, pode ser cancelada a qualquer momento. Que coisa! fr

quarta-feira, 8 de março de 2023

Ruy Castro é o novo membro da Academia Brasileira de Letras

O jornalista e escritor Ruy Castro tomou posse como membro da ABL (Academia Brasileira de Letras) no sábado, dia 4. Ele assumiu a cadeira nº 13, no lugar do diplomata Sergio Paulo Rouanet, falecido em julho do ano passado. Ruy Castro trabalhou em veículos de comunicação importantes, como o ‘Correio da Manhã’, ‘Jornal do Brasil’ e a ‘Folha de São Paulo’. Recebeu, entre outros, os prêmios Esso de Literatura, Nestlé de Literatura Brasileira, quatro edições do Prêmio Jabuti e o Prêmio Machado de Assis da ABL. Entre os seus livros, pode-se citar as biografias “O Anjo Pornográfico” (Nelson Rodrigues), “Carmen: Uma Biografia” (Carmen Miranda) e “Estrela Solitária: Um Brasileiro Chamado Garrincha”. Estes dois últimos eu já li e comentei aqui no meu blog. fr

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

O adeus da cativante e competente jornalista Susana Naspolini 🙏🙏🙏

Ontem, a jornalista Susana Naspolini faleceu, vítima do câncer. Eu gostava muito de vê-la fazendo as reportagens do RJ Móvel no RJTV da Rede Globo, em que ela cobrava das autoridades a realização de obras prometidas à população. O seu jeito alegre, descontraído e, ao mesmo tempo, sua qualidade jornalística cativaram a mim e a milhares de pessoas. Ela morreu muito nova, apenas 49 anos, mas demonstrou ter muita força, garra, para lutar contra o câncer, que apareceu por cinco vezes. Infelizmente, desta vez, ela não conseguiu vencê-lo. O ser humano faz planos de viver em Marte, mas ainda não conseguiu chegar até à cura do câncer. Deixa muitas saudades! Assista a uma das suas reportagens, esta foi no município de Magé, em 10 de junho de 2019. fr

domingo, 12 de junho de 2022

Rara entrevista de Carmen Miranda (1955)

Esta é uma rara entrevista disponível de Carmen Miranda, concedida pela artista em agosto de 1953, nos Estados Unidos, ao jornalista brasileiro Adolfo Cruz, para a Rádio Nacional. Carmen Miranda fez enorme sucesso nos Estados Unidos durante as décadas de 1940 e 50, chegando a ser a artista que mais impostos pagava naquele país. E sempre fazia questão de afirmar se considerar 100% brasileira, apesar de ter nascido em Portugal. Carmen chegou ao Rio de Janeiro com menos de um ano de idade, trazida pela mãe, Maria Emília, e com a irmã mais velha, Olinda, de três anos, para se juntarem ao pai, José Maria Pinto, que veio na frente. E nunca retornou a Portugal. Carmen Miranda faleceu em sua residência na Califórnia, no dia 5 de agosto de 1955, aos 46 anos, vítima de um ataque cardíaco. fr

terça-feira, 31 de maio de 2022

Não acontece só no Brasil: final da Champions é marcada por ingressos falsos e tumulto na entrada dos torcedores

No sábado passado, dia 28, foi realizada a final da Champions League, no Stade de France, na cidade francesa de Saint-Denis. O Real Madrid venceu o Liverpool por 1x0, gol do brasileiro Vinícius Júnior, e foi o campeão. Eu não assisti ao jogo porque não torço por nenhum dos dois, eu torço apenas pelo Botafogo e pela seleção brasileira. Mas, o que me chamou a atenção foram os problemas de organização da grande final. O início do jogo teve que ser atrasado em trinta minutos por conta da grande confusão em torno do estádio e o motivo foi a grande quantidade de ingressos falsos. Houve muitas reclamações por parte dos torcedores, tentativa de invasão  e os policiais chegaram a usar gás de pimenta para conter os mais exaltados, e, claro, atingiram a todos os que estavam próximos. De acordo com o ministro do Interior francês, Gerald Darmanin, 70% dos ingressos eram falsos. Eu li na imprensa que houve 29 pessoas presas, metade britânicas, sendo nove por invasão de propriedade. Que confusão! E a França será sede da próxima Olimpíada, no ano que vem. Se tivesse acontecido no Brasil, ou em outro país latino-americano, iriam dizer que a nossa região é atrasada e não tem condições de organizar grandes eventos. Que coisa! 😕😕  fr

Ah! O ‘Lance!’ deu uma escorregada no subtítulo da sua matéria de ontem sobre a confusão no Stade de France: “Antes da decisão no Stade de France, houveram invasões ao estádio e confusão com torcedores do Liverpool”. Veja a reprodução abaixo. O verbo haver quando tem o sentido de acontecer, como é o caso acima, é impessoal, não tem sujeito, portanto, permanece no singular. Errar todo mundo pode errar, eu cometo os meus erros, mas isso mostra que os jornais atualmente estão desleixados na revisão dos seus textos. Alguém deveria ter corrigido o erro antes da publicação da matéria. fr

quarta-feira, 25 de maio de 2022

Funcionário da prefeitura de Magé asfaltou passagem do trem!! 😱












Essa é mais uma na coleção de notícias absurdas que ocorrem pelo mundo; e o Brasil não podia ficar de fora, claro. Funcionários da prefeitura de Magé, no estado do Rio de Janeiro, estavam tapando buracos no bairro do Suruí e asfaltaram um trecho da linha férrea, causando um transtorno na cidade. O absurdo ocorreu a partir das 15 horas do dia 16 deste mês. Durante uma hora e meia a circulação do trem da SuperVia na extensão entre Saracuruna, em Duque de Caxias, e Guapimirim ficou suspensa. Um trem foi obrigado a parar diante do trecho asfaltado, até para evitar um acidente. Os próprios moradores do local se mobilizaram para quebrar o asfalto e permitir a circulação dos trens. A prefeitura de Magé pediu desculpas, e o funcionário responsável pela ‘trapalhada’ teria sido afastado das funções, e não “asfaltado”, como o jornal ‘O Dia’ divulgou... 😄😄😄 fr


sexta-feira, 6 de maio de 2022

Ex-presidente Lula é capa na 'Time'

      O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é capa da edição da revista ‘Time’, com o título “O segundo ato de Lula”. A publicação o define como o “líder mais popular do Brasil”, atualmente buscando o retorno à presidência. Em entrevista realizada no final de março, na sede do Partido dos Trabalhadores (PT), em São Paulo, Lula falou sobre os 580 dias em que esteve preso na Polícia Federal de Curitiba, sobre a situação do Brasil e sobre a guerra na Ucrânia.
      Segundo Lula, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky é igualmente responsável pela guerra quanto o seu colega russo, Vladimir Putin, por não ter negociado o suficiente. E também critica o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, por não ter se esforçado o suficiente a fim de evitar o conflito: “Os Estados Unidos têm um peso muito grande e ele poderia evitar isso, e não estimular. Poderia ter falado mais, poderia ter participado mais”. E destaca a necessidade de se reformular a ONU (Organização das Nações Unidas):
      - É urgente e é preciso a gente criar uma nova governança mundial. A ONU de hoje não representa mais nada. A ONU de hoje não é levada a sério pelos governantes. Porque cada um toma decisão sem respeitar a ONU. O Putin invadiu a Ucrânia de forma unilateral, sem consultar a ONU. Os Estados Unidos costumam invadir os países sem conversar com ninguém e sem respeitar o Conselho de Segurança. Então é preciso que a gente reconstrua a ONU, coloque mais países, envolva mais pessoas. Se a gente fizer isso, a gente começa a melhorar o mundo.
      Perguntado se queria falar sobre a sua noiva, Rosângela da Silva, com quem deve casar este mês, Lula preferiu não, dizendo que ela tinha autonomia para falar de si própria. Mas, afirmou estar feliz: “Estou apaixonado como se eu tivesse 20 anos de idade, como se fosse minha primeira namorada”. A respeito de sua prisão, determinada pelo ex-juiz Sergio Moro, considera que ela fez parte de um projeto de tomada do poder:
      - Eu tinha consciência do que estava acontecendo no Brasil: o impeachment da Dilma não poderia terminar na Dilma, porque não tinha nenhum sentido fazer o impeachment da Dilma e dois anos depois o Lula voltar a ser presidente da República. Então era preciso afastar o Lula. E como eles não tinham como afastar, eles resolveram construir um rosário de mentiras contra mim para poder me colocar na cadeia. Hoje eu estou aqui, livre, todos os meus processos foram anulados.
      A entrevista foi feita por Clara Nugent, e eu a li na página da ‘Time’, utilizando o Google Tradutor; os trechos que eu transcrevo em minha postagem foram traduzidos por Pâmela Reis no portal da revista. Curiosamente, a data que consta na capa da revista é de 23 de maio, mas a publicação já está disponível. Lula é o 10º brasileiro a estampar a capa da ‘Time’, uma das revistas mais influentes do mundo. Os outros foram: o herpetólogo (estudioso do ramo das ciências biológicas que estuda répteis e anfíbios) Afrânio do Amaral, em 1929; os políticos Júlio Prestes (1930); Getúlio Vargas (1940); Café Filho (1954); Juscelino Kubitschek (1956); Jânio Quadros (1961) e Artur da Costa e Silva (1967); o diplomata Osvaldo Aranha (1942); e o jogador de futebol Neymar (2013). fr

sábado, 15 de janeiro de 2022

Artigo de 1859 sobre D. Pedro II pode ser de Machado de Assis


       Um texto destacando a importância do imperador D. Pedro II publicado em “O Espelho” em 1859 foi apontado por uma pesquisadora da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) como podendo ser de autoria de Machado de Assis. A publicação é uma revista de literatura, modas, indústria e artes, e como o artigo não está assinado não chamou a atenção até a estudante de mestrado encontrá-lo, há alguns anos. A sua tese foi sobre a produção editorial da revista no período de 1859 a 1860.
       O texto foi publicado no número 10 da revista, em 6 de novembro de 1859, quando Machado de Assis tinha apenas 20 anos e ainda não era tão conhecido como escritor. O indício mais forte que leva a pesquisadora acreditar que o texto é do escritor foi a divulgação no número 6 de uma nota em que a revista anunciou que iniciaria a publicação de biografias, e que o “biógrafo” seria o sr. Machado de Assis. Nos próximos números não foi publicada nenhuma biografia, a primeira foi justamente sobre D. Pedro II.
       Machado de Assis foi justamente o colaborar mais assíduo da revista, tendo 38 textos seus publicados em quatro meses. No texto sobre o imperador, o escritor ressalta logo no início que não se trata de uma biografia: “Não é, pois, uma análise completa da vida do Imperador, que aqui pretendemos traçar: esta tarefa pertencerá mais tarde ao historiador”. A sua intenção foi relacionar os mais importantes momentos da vida de Dom Pedro II, sem analisá-los.
       Importantes dados de sua vida, como o seu nascimento; a declaração da maioridade legal para assumir o trono e a sua coroação; o seu casamento por procuração com a princesa Leopoldina, em Nápoles, na Itália; e o nascimento de seus quatro filhos, sendo que dois deles morreram ainda crianças. A mais velha, a princesa Isabel, era a sua herdeira e deveria assumir o trono, o que acabaria não acontecendo devido à proclamação da República, em 1889. A sua irmã era a princesa Leopoldina.
       O artigo é bastante elogioso a D. Pedro II, destacando o seu comportamento abnegado, e afirmando que ele chegou a abrir mão de construir um grande palácio para seu uso pessoal, destinando o dinheiro em benefício do país. E a sua constante preocupação com o povo, estando sempre a seu lado, principalmente durante os momentos de calamidades, quando muitos morreram. “Só Deus sabe quanto aquele coração se afligiria! Só Deus sabe o sentimento que ia ali dentro, quando, esquecendo-se de si mesmo, como Cristo, descia até a choupana de pobre para com mão amiga consolar os sofredores”.
       Elogia ainda a religiosidade e o amor do imperador a seu país, além da defesa da literatura nacional e de seus escritores. O texto afirma ser D. Pedro II amado pelo seu povo, e finaliza enumerando as condecorações recebidas por ele de vários países, em reconhecimento às suas “eminentes qualidades”. Enfim, esse artigo tem a sua importância por ser provavelmente da autoria daquele que é considerado o principal escritor brasileiro, Machado de Assis, a respeito provavelmente do também mais importante governante que o país já teve, D. Pedro II. fr