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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Quadro de pintor francês mostra D. Pedro II e família, em 1857

Este quadro, em óleo sobre madeira, pintado pelo artista francês François-René Moreaux, em 1857, mostra o imperador brasileiro D. Pedro II com a esposa, a imperatriz Teresa Cristina; e as duas filhas, Leopoldina e Isabel, que viria a ser a sucessora ao trono, caso a monarquia não tivesse sido extinta com a proclamação da República, em 1889. O quadro está no Museu Imperial, em Petrópolis. François-René Moreau veio para o Brasil em 1838, passando por Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul até radicar-se no Rio de Janeiro. fr 

sábado, 4 de março de 2023

D. Pedro II e sua família em foto histórica com a família

 

Da esquerda para a direita: Princesa Isabel e o seu marido, o príncipe Gastão de Orléans, o conde D’Eu (francês); princesa Leopoldina e o seu marido, o príncipe Luis Augusto (alemão). Sentados: D. Pedro II e sua esposa, dona Teresa Cristina. fr

sábado, 31 de dezembro de 2022

Estátua de D. Pedro II em Petrópolis


A estátua de D. Pedro II fica na Praça de mesmo nome no Centro de Petrópolis, foi inaugurada em 5 de fevereiro de 1911 e é a primeira feita em homenagem ao imperador brasileiro no país. Ela é de bronze, está situada sobre um pedestal de granito e é de autoria do escultor francês Jean Magrou. D. Pedro II nasceu no Palácio Imperial de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, atualmente o Museu Nacional, em 2 de dezembro de 1825. Em 7 de abril de 1831, o seu pai, D. Pedro I, abdicou do trono brasileiro para lutar em Portugal contra o próprio irmão, D. Miguel, pelo trono português. Em seu lugar, deixou o filho, à época com apenas sete anos incompletos, dando início ao período regencial. Até o ano de 1840, o Brasil teve quatro regências, aguardando o menino completar 18 anos. Durante esse tempo, Pedro foi preparado para assumir o governo brasileiro, recebendo uma educação de alto nível, o que o tornou um homem muito culto. Devido à instabilidade política no país, a sua maioridade foi antecipada em 23 de julho de 1840, quando ele ainda estava com 14 anos. Em 18 de julho de 1841, foi coroado como D. Pedro II.  O seu nome completo é Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga. Governou durante quase cinco décadas, sendo derrubado em 15 de novembro de 1889, quando foi proclamada a República e D. Pedro II e sua família foram obrigados a deixar o Brasil. Faleceu em 5 de dezembro de 1891; os restos mortais dele e de familiares estão na Catedral São Pedro de Alcântara, em Petrópolis, desde 1925, conforme eu conto na postagem de ontem. fr

Homem culto, D. Pedro II governou o Brasil por quase 50 anos

Foto: acervo FBN
Inauguração da sua estátua em Petrópolis, a primeira do Brasil, em 1911

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Catedral São Pedro de Alcântara, Petrópolis

            Petrópolis fica na região serrana do estado do Rio de Janeiro, e tem esse nome em homenagem a D. Pedro II (1825-1891), com a união da palavra em latim ‘Petrus’ (Pedro) e ‘Pólis’, em grego (cidade). Fundada por iniciativa do imperador brasileiro, que determinou a povoação da região com a vinda de imigrantes alemães, substituindo a mão de obra escrava. Petrópolis é considerada a segunda cidade projetada do Brasil e durante o verão recebeu por anos D. Pedro II e sua família, atraídos pelo clima mais ameno em relação à capital, o Rio de Janeiro.
        Eu estive na cidade este mês, e vou publicar no meu blog informações importantes sobre alguns pontos turísticos e históricos que visitei. A Catedral São Pedro de Alcântara, Diocese de Petrópolis, é dedicada em homenagem ao santo padroeiro da cidade. É onde estão os restos mortais de D. Pedro II; de sua esposa, a imperatriz Teresa Cristina; da filha princesa Isabel, do marido, conde D’Eu e do filho mais velho do casal, o príncipe Pedro de Alcântara, e sua esposa, Elisabeth de Dobrzenicz.
        No início do século 19, Petrópolis já tinha uma Igreja Matriz, mas era um prédio pequeno e bem modesto. No plano de urbanização da cidade, de 1843, idealizado pelo engenheiro major Júlio Frederico Koeler, foi incluída a construção de uma nova Matriz, maior e mais moderna. O projeto, porém, demorou anos para sair do papel, e a nova igreja somente começou a ser construída em 1884, com a presença de D. Pedro II e da princesa Isabel no lançamento da pedra fundamental. O projeto ficou sob a responsabilidade do engenheiro e arquiteto baiano Francisco de Azevedo Caminhoá, que optou por uma construção no estilo neogótico.


        As obras seguiram devagar, devido à dificuldade de recursos. Em 15 de novembro de 1889, a República foi proclamada no Brasil e D. Pedro II e sua família foram obrigados a deixar o país. Dois anos depois, os trabalhos da construção da nova igreja foram interrompidos, apenas sendo retomados em 1918, sob o comando do engenheiro Heitor da Silva Costa, um dos responsáveis pela construção do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Apenas em 29 de novembro de 1925 a nova Matriz de Petrópolis foi inaugurada, quatro décadas após o início de sua construção.
        Mesmo assim, ainda faltava muita coisa: a fachada principal, a torre e grande parte da decoração interna. A fachada foi concluída na década de 1930, e a torre somente na década de 1960. A Catedral de Petrópolis mede 70 metros de comprimento e 22 metros de largura, e as naves têm 19 metros de altura. O carrilhão tem cinco sinos de bronze fundido na Alemanha, pesando nove toneladas, e o órgão, o maior da América Latina, com os seus 2.227 tubos, foi fabricado no Rio de Janeiro em 1937, projetado por Guilherme Berner.
        O presidente Epitácio Pessoa revogou, em 1920, a proibição de D. Pedro II e sua família voltarem ao Brasil. No ano seguinte, os restos mortais do ex-imperador e de sua esposa, D. Teresa Cristina, foram transferidos do Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, para a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a antiga Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, que fica no Centro da cidade. Em 1925, passaram a ficar na sacristia da Catedral de Petrópolis. E em 5 de dezembro de 1939, o presidente Getúlio Vargas inaugurou o Mausoléu Imperial na Catedral, onde passaram a repousar os restos mortais dos ex-imperadores.
        Em 1971, também foram transferidos da França para o Mausoléu os restos mortais da princesa Isabel e de seu marido, o conde D’Eu. E em 1990, o Mausoléu também recebeu os restos mortais do neto dos ex-imperadores, o filho mais velho da princesa Isabel, D. Pedro de Alcântara, e sua esposa, Elisabeth Dobrzensky. Como se pode ver pelas minhas fotos, no centro está o túmulo de D. Pedro II e D. Teresa Cristina, com as suas imagens feitas em mármore de Carrara pelos artistas francês Jean Magrou e pelo brasileiro Hildegardo Leão Veloso.


        À esquerda, está o túmulo da princesa Isabel, e à direita o de conde D’Eu, separados por terem chegado depois da construção do Mausoléu. E à direita do conde francês estão o neto D. Pedro de Alcântara e sua esposa. Os vitrais coloridos têm poemas escritos pelo próprio D. Pedro II. Eu lamento que o Mausoléu Imperial está cercado por grades, impedindo a aproximação das pessoas, é uma pena! A intenção provavelmente é impedir eventuais depredações, mas, mesmo assim, é até uma vergonha ver como nós, brasileiros, somos vistos em nosso próprio país. Será que não haveria outra maneira de proteger os túmulos sem fechar o Mausoléu todo com grades?
        A Catedral de Petrópolis esteve fechada por mais de um ano para obras de restauração, tendo sido reaberta apenas no dia 1º de julho deste ano. Quem desejar, ainda pode subir à área superior da Catedral, logo abaixo do telhado, onde se pode ver algumas peças sacras, exceto durante as missas. Mas a visita é paga, e tem que torcer que o guia esteja disponível no momento em que você for à Catedral, o que não foi o caso do dia em que fui. Não há nenhum aviso com orientação de dias e horários da visita na entrada ou no interior da igreja. A Catedral de Petrópolis foi tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1980. fr

A catedral de Petrópolis e o seu lindo interior

 

Os restos mortais de D. Pedro II e sua família estão na Catedral de Petrópolis

sábado, 15 de janeiro de 2022

Artigo de 1859 sobre D. Pedro II pode ser de Machado de Assis


       Um texto destacando a importância do imperador D. Pedro II publicado em “O Espelho” em 1859 foi apontado por uma pesquisadora da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) como podendo ser de autoria de Machado de Assis. A publicação é uma revista de literatura, modas, indústria e artes, e como o artigo não está assinado não chamou a atenção até a estudante de mestrado encontrá-lo, há alguns anos. A sua tese foi sobre a produção editorial da revista no período de 1859 a 1860.
       O texto foi publicado no número 10 da revista, em 6 de novembro de 1859, quando Machado de Assis tinha apenas 20 anos e ainda não era tão conhecido como escritor. O indício mais forte que leva a pesquisadora acreditar que o texto é do escritor foi a divulgação no número 6 de uma nota em que a revista anunciou que iniciaria a publicação de biografias, e que o “biógrafo” seria o sr. Machado de Assis. Nos próximos números não foi publicada nenhuma biografia, a primeira foi justamente sobre D. Pedro II.
       Machado de Assis foi justamente o colaborar mais assíduo da revista, tendo 38 textos seus publicados em quatro meses. No texto sobre o imperador, o escritor ressalta logo no início que não se trata de uma biografia: “Não é, pois, uma análise completa da vida do Imperador, que aqui pretendemos traçar: esta tarefa pertencerá mais tarde ao historiador”. A sua intenção foi relacionar os mais importantes momentos da vida de Dom Pedro II, sem analisá-los.
       Importantes dados de sua vida, como o seu nascimento; a declaração da maioridade legal para assumir o trono e a sua coroação; o seu casamento por procuração com a princesa Leopoldina, em Nápoles, na Itália; e o nascimento de seus quatro filhos, sendo que dois deles morreram ainda crianças. A mais velha, a princesa Isabel, era a sua herdeira e deveria assumir o trono, o que acabaria não acontecendo devido à proclamação da República, em 1889. A sua irmã era a princesa Leopoldina.
       O artigo é bastante elogioso a D. Pedro II, destacando o seu comportamento abnegado, e afirmando que ele chegou a abrir mão de construir um grande palácio para seu uso pessoal, destinando o dinheiro em benefício do país. E a sua constante preocupação com o povo, estando sempre a seu lado, principalmente durante os momentos de calamidades, quando muitos morreram. “Só Deus sabe quanto aquele coração se afligiria! Só Deus sabe o sentimento que ia ali dentro, quando, esquecendo-se de si mesmo, como Cristo, descia até a choupana de pobre para com mão amiga consolar os sofredores”.
       Elogia ainda a religiosidade e o amor do imperador a seu país, além da defesa da literatura nacional e de seus escritores. O texto afirma ser D. Pedro II amado pelo seu povo, e finaliza enumerando as condecorações recebidas por ele de vários países, em reconhecimento às suas “eminentes qualidades”. Enfim, esse artigo tem a sua importância por ser provavelmente da autoria daquele que é considerado o principal escritor brasileiro, Machado de Assis, a respeito provavelmente do também mais importante governante que o país já teve, D. Pedro II. fr