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domingo, 7 de maio de 2023

Rei Charles III é coroado com muito luxo e ostentação, em um espetáculo anacrônico em pleno século 21


       Após quase oito meses da morte da rainha Elisabeth II, foi realizada ontem, na Abadia de Westminster, em Londres, a coroação do filho Charles III, aos 74 anos, como novo rei do Reino Unido. Na oportunidade, a rainha Camila também foi coroada. O “novo” rei é o de mais idade a assumir o trono do Reino Unido. A cerimônia foi transmitida ao vivo para grande parte do mundo, e teve a presença de mais de dois mil convidados “ilustres”, incluindo vários governantes, entre eles, o presidente brasileiro, Lula. As pessoas chamadas “comuns”, claro, ficaram do lado de lado assistindo e tirando fotos para, depois, dizerem que “estavam lá”, pura vaidade humana.
        Em minha opinião, a coroação é um espetáculo anacrônico em pleno século 21. Assistir a seres que são considerados e se consideram especiais e acima dos demais chega a ser absurdo e ridículo. Rei, rainha, príncipes, duques etc. vestindo roupas cheias de ornamentos; mantos; além das coroas; cetros; muitos diamantes; condecorações duvidosas no peito; carruagens; enfim, um luxo exagerado e que afronta a situação da enorme maioria da população britânica e mundial. E o custo de tudo isso é enorme, estimado em mais de 624 milhões de reais.
       Os defensores desta tradição sem sentindo no mundo atual, alegam que esses eventos atraem muitos visitantes e, consequentemente, dinheiro para o setor do turismo. Mas, se a monarquia acabasse no Reino Unido, como já acabou em tantos outros lugares, duvido muito que as pessoas deixassem de visitá-lo. Os palácios britânicos poderiam ser transformados em museus e em centros culturais, e, com certeza, iriam atrair milhares de turistas. A manutenção de tantos privilégios para uma família custa também muito caro.
        Não se justifica que uma família tenha a seu dispor tudo de bom e do melhor, como atendimento médico, educação, deslocamento, segurança e conforto pessoal, tudo pago pela população dos países do Reino Unido. Afinal, todos não são iguais perante a lei? Por que tantos privilégios para uns poucos, enquanto todo o restante da população, os “plebeus”, têm que trabalhar para pagar suas contas e usufruir de uma realidade infinitamente inferior? Faz sentido, nos dias de hoje, as pessoas se curvarem para outras, e prestarem vassalagem, como inferiores? Já passou da hora de se acabar de vez com todas as monarquias ainda existentes no mundo, mesmo as constitucionais. Por um mundo mais justo e igual. fr 

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

ONG critica monarquia britânica por usar pele de urso para fazer chapéus da guarda real

        Eu sou de opinião que determinadas tradições não se justificam em pleno século 21, e uma delas é a permanência de monarquias, mesmo constitucionais e democráticas. Um exemplo é a monarquia britânica, com os seus injustificáveis privilégios para a família real, em contraste à realidade do povo nos países que formam o Reino Unido. E no contexto da monarquia, um exemplo de tradição que não se justifica, nem hoje, nem nunca, é a guarda real britânica do Palácio de Buckingham, residência oficial do rei, em Londres, usar chapéus feitos com o pelo de ursos mortos com este fim, no Canadá. Essa “tradição” vem do século 17. 
     De acordo com a ONG estadunidense PeTA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), para confeccionar cada chapéu cerimonial conhecido como “bearskin”, ou seja, “pele de urso”, é necessário matar um urso-negro selvagem. A ONG faz uma campanha contra a matança dos ursos desde 2003. Mesmo assim, o Ministério da Defesa do Reino Unido continua encomendando esses chapéus. Segundo a PeTA, de 2014 a 2019, foram comprados 891 chapéus “bearskin”, e em 2020, o Exército inglês adquiriu 110. Cada um desses chapéus custa, em média, 1.520 euros. 
        A organização defende o fim do uso de pele animal, e a sua substituição por pele falsa de luxo, que seria idêntica à original, e possibilitaria o fim da matança animal. As autoridades do Reino Unido defendem-se, alegando que o abate dos ursos é resultante de um programa autorizado pelo governo canadense com o objetivo de controlar o número desses animais. E também que a pele animal falsa não teria a mesma qualidade da verdadeira.
      Minha opinião: Seja como for, eu considero de muito mau gosto o uso de roupas com pele de animais mortos. E nenhuma tradição, ou mesmo o desejo de agradar aos turistas que visitam Londres, justifica manter o uso de pele animal nos uniformes utilizados pela guarda real britânica. E nem por ninguém. fr 

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Rainha Elizabeth II, do Reino Unido, morre aos 96 anos e pode marcar o fim da monarquia britânica


      Faleceu, hoje, a rainha Elizabeth II do Reino Unido e outros 14 Estados independentes que compõem o Commonwealth (Reinos da Comunidade de Nações), aos 96 anos de idade e 70 de reinado. A rainha Elizabeth II foi a que exerceu o título britânico por mais tempo, tendo convivido com 15 primeiros-ministros, incluindo a atual, Liz Truss, formalmente nomeada há apenas dois dias. O filho mais velho assumirá o trono como rei Charles III, mas sem o mesmo carisma que a mãe, poderá ser o início de grandes transformações para a monarquia britânica.
      Minha opinião: Eu lamento a morte da rainha, claro, como a perda de toda e qualquer vida humana, mas o seu passamento era algo inevitável, como o de todos. Espero que sirva para a eclosão de mudanças significativas, em benefício de milhões de pessoas, entre elas, a unificação das duas Irlandas e a adoção de um regime republicano através de plebiscito. E, com o tempo, o fim da monarquia britânica e de todas as outras ainda existentes no mundo.
      Sempre considerei o regime anacrônico, não faz mais sentido haver uma família que seja tratada como superior a seu próprio povo, e que assuma os seus postos hierárquicos apenas pela hereditariedade, sem ter feito nada para merecê-los. A República não é perfeita, mas o fato é que não se justifica mais milhões de pessoas sustentarem uma família real, cheia de privilégios. Mais importante do que a monarquia é manter uma democracia consolidada e respeitada, em benefício de todos!
fr

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Em Portugal, a rainha Elizabeth II é chamada de Isabel II

Uma curiosidade: a rainha do Reino Unido tem o seu nome traduzido em Portugal para ‘Isabel’. Elizabeth Alexandra Mary assumiu o trono em 1952, tendo sido coroada no ano seguinte, passando a ser conhecida simplesmente como rainha Elizabeth II.  À época, o costume em Portugal era aportuguesar os nomes estrangeiros, e ela passou a ser chamada de Isabel II, assim como a mãe, a rainha Isabel I. Naquele tempo, não se cogitou em usar o nome Elizabete, por exemplo. O filho mais velho da rainha Elizabeth II e primeiro na linha de sucessão do trono, príncipe Charles, por exemplo, é chamado de Carlos em Portugal. Eram outros tempos. Hoje, os anglicismos, ou seja, os estrangeirismos em língua inglesa, já são muito comuns em Portugal, assim como no Brasil e praticamente no mundo todo. fr

Inglês conseguiu invadir o quarto da rainha Elizabeth II em 1982 enquanto ela dormia

      A rainha Elizabeth II, de 95 anos de idade e 69 de reinado, já passou por uma situação ainda pior do que a invasão ocorrida no Natal deste ano. Em 9 de julho de 1982 ela acordou com um homem estranho dentro do seu quarto, no Palácio de Buckingham, em Londres, na Inglaterra. O inglês Michael Fagan, à época com 33 anos e desempregado, escalou um dos muros do palácio e passou pelo arame farpado, conseguindo entrar no local.
      Fagan andou livremente no palácio, apesar do alarme ter sido acionado duas vezes, mas foi ignorado pela segurança, que julgou ter disparado por problemas técnicos. Ele subiu ao quarto da rainha, entrou e ficou sentado de frente a ela, até que ela acordasse. De acordo com a versão oficial, os dois ficaram dez minutos conversando até a rainha ganhar sua confiança e conseguir pedir ajuda, acionando um alarme. Mas, depois, o próprio Fagan desmentiu-a, dizendo que a rainha levantou-se da cama e saiu correndo descalça para chamar a segurança.
      Segundo Fagan, ele já havia invadido o palácio uma outra vez, um mês antes, sendo descoberto por uma empregada, conseguindo fugir. Michael Fagan passou alguns meses internado em um hospital psiquiátrico (três de acordo com a Wikipédia; seis, segundo reportagem recente da CNN Brasil).
      Atualmente com 73 anos, Michael Fagan teve outras passagens pela polícia. Em 1984 atacou um policial, e em 1997 cumpriu quatro anos por envolvimento com drogas, junto com a esposa e um filho de 20 anos. Uma falha grosseira da segurança da família real britânica, já que o invasor poderia ter agredido e até matado a rainha. fr

Rapaz é preso ao invadir Castelo de Windsor para matar a rainha Elizabeth II

Um homem, de 19 anos, foi preso na manhã do dia de Natal, após invadir o Castelo de Windsor, na Inglaterra, armado com uma besta, arma em forma de arco que dispara flechas. Em um vídeo conseguido pelo jornal britânico ‘The Sun’, uma pessoa com um capuz e portando uma arma faz ameaças à rainha Elizabeth II, afirmando que pretendia matá-la. O rapaz preso foi levado para exames em um hospital psiquiátrico. A rainha estava no castelo, uma de suas residências oficiais, onde passou o Natal com a família. fr

domingo, 12 de dezembro de 2021

Império britânico perde mais um país: Barbados virou uma República

       Mais um país decidiu deixar de seguir a monarquia britânica, e tornou-se uma República. Barbados celebrou no dia 30 de novembro a proclamação da República, e, assim, trocou de chefe de Estado, que deixou de ser a rainha Elizabeth II, e passou a ser Sandra Mason, de 72 anos, a primeira presidente do país, eleita de forma indireta pelo parlamento em 20 de outubro deste ano. Ela era até então a governadora-geral, representante da rainha, desde 2018.
      Barbados é uma ilha de 432 quilômetros quadrados, com cerca de 290 mil habitantes, localizada no Caribe, e uma república parlamentarista, tendo como chefe de governo a primeira-ministra Mia Mottley, desde 2018. Em 1966, Barbados conseguiu sua independência, após quase 400 anos de domínio britânico, mas manteve a rainha como sua chefe de Estado.
       Ao tomar posse, a nova chefe de Estado destacou a importância da mudança histórica para a soberania do seu país:
       “Tendo uma noção clara de quem somos e do que somos capazes de alcançar, no ano de 2021, viramos agora a proa do nosso navio em direção à nova República. Fazemos isso para que possamos aproveitar completamente a nossa soberania.”
      Barbados junta-se a outras nações que decidiram não ter mais a rainha britânica como sua chefe de Estado. Em 1970, foi a Guiana, antiga Guiana Britânica; em 1976, Trinidad e Tobago; e em 1978, Dominica. Outros países possuem movimentos favoráveis a seguir o exemplo, entre eles a Jamaica.
       A cerimônia da proclamação da República e posse da primeira presidente de Barbados contou com a presença do príncipe Charles, filho mais velho e primeiro na lista de sucessão da rainha Elizabeth II. A primeira-ministra, inclusive, entregou-lhe a mais importante honraria do país, a Ordem da Liberdade. A presença do príncipe de Gales e a premiação provocaram críticas de muitos cidadãos barbadenses, que não as consideraram apropriadas. David Denny, secretário do Movimento Caribenho pela Paz e Integração, afirmou ser um insulto ao povo do seu país:
       “Nenhum membro da família real deveria participar do nosso principal dia de liberdade. A família real beneficiou-se financeiramente da escravidão, e muitos de nossos irmãos e irmãs africanos morreram na batalha pela mudança.”
       Barbados permanece, ainda, integrando a Commonwealth, comunidade criada em 1926, atualmente com 53 países, em sua maioria ex-colônias britânicas. A chefe é justamente a rainha Elizabeth II, que ainda segue sendo chefe de Estado de outros 14 países, entre eles o Canadá, Nova Zelândia, Granada e Jamaica, além, claro, do Reino Unido. Mas ela não manda, necessariamente, nos seus integrantes, cumprindo algumas funções, que variam de acordo com o país, como aprovar a formação de governo e conceder honrarias. fr
Príncipe Charles, presidente Sandra Mason e a primeira-ministra Mia Mottley

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Reino Unido sai oficialmente da União Europeia

Enfim, a Inglaterra saiu da União Europeia, no que ficou conhecido como ‘Brexit’, união das palavras “british” (britânica) e “exit” (saída). A saída foi oficializada hoje, às 20 horas de Brasília (23 horas de Londres). Os ingleses haviam decidido deixar a UE em plebiscito realizado em 23 de junho de 2016, e somente hoje a decisão popular foi efetivada. Após 47 anos fazendo parte do bloco europeu, a Inglaterra tornou-se o primeiro país a deixá-lo. Os outros países que compõem o Reino Unido (Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) tiveram que aceitar a decisão e saíram hoje também da União Europeia. A República da Irlanda, no Sul, é um país independente e permanece na UE. Algumas questões ainda permanecem em discussão, em um período de transição que vai até 31 de dezembro deste ano. Entre elas a circulação de cidadãos europeus e britânicos entre o Reino Unido e a União Europeia, incluindo as normas de habilitação e passaportes de animais.  fr

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Escoceses seguem submissos ao Reino Unido

Em plebiscito realizado ontem, na Escócia, a independência do país do Reino Unido perdeu por 55,30% a 44,70%. Infelizmente! Diante do resultado não tão folgado, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, confirmou as promessas que vinha fazendo no sentido de dar mais poderes aos países que compõem o Reino Unido (Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, além, é claro, da Inglaterra). Promessas essa justamente com a intenção de atrair o apoio do povo escocês, aliadas a ameaças de impedir a utilização da libra e a retirada de empresas inglesas daquele país. Assim, os escoceses, com excelentes índices de qualidade de vida, vão continuar submissos à Coroa britânica e ajudando a sustentar uma família imperial anacrônica e cheia de privilégios. Uma pena!   fr