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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Ex-jogadores e "artistas" querem seguir o exemplo do Romário e conseguir uma "bocada" na política

A política no Brasil é vista como uma maneira conseguir um “emprego” e ganhar muito sem precisar trabalhar. Mas cargo político - como vereador, deputado, prefeito etc.-, não é emprego, é um compromisso assumido por um período determinado (mandato) junto à população para defender os seus interesses. Mas a quase totalidade não vê assim. Vários ex-jogadores, artistas e “celebridades” estão concorrendo nas eleições deste ano, buscando seguir o exemplo do ex-jogador Romário, que conseguiu se reeleger senador em 2022, mas é mais visto nas praias jogando futevôlei e divertindo-se nas “baladas” do que trabalhando em Brasília. Lamentável! fr

domingo, 23 de agosto de 2026

Não anule o voto nem vote em branco, vote consciente!

Quem vota em branco ou anula o voto pensando que não está ajudando político a se eleger, está fazendo o oposto. Quanto menos votos válidos, menos votos os políticos precisam para se eleger! Vote consciente! fr 

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Eduardo Paes é reeleito para o 4º mandato como prefeito do Rio de Janeiro

Eduardo Paes (PSD) foi reeleito, ontem, no primeiro turno, com 60,47% dos votos válidos, para o seu quarto mandato como prefeito da cidade do Rio de Janeiro. O seu partido conseguiu eleger a maior bancada, com 16 vereadores, o que vai facilitar muito a aprovação de projetos por parte do prefeito, que ainda conta com o apoio de outros partidos que o apoiam, chegando ao total de 28 vereadores. O vice-prefeito é Eduardo Cavaliere, também do PSD. A coligação “É o Rio seguindo em frente”, que levou os dois candidatos à vitória é composta pelos partidos PSD, PSB, PT, PODE, PRD, AGIR, PCdoB, DC, SOLIDARIEDADE, AVANTE, PV e PDT. A eleição na cidade do Rio teve 3.477.280 votos totais, incluindo os 245.618 votos nulos (7,06%) e os 152.491 votos em branco (4,39%). E 1.532.093 eleitores preferiram não votar, o que corresponde a 30,58% do total. Muita gente! São pessoas que não puderam votar e, também, pessoas que não sabem valorizar a importância do voto e da democracia, principalmente lembrando que há alguns anos milhares de brasileiros foram perseguidos, torturados, exilados e/ou mortos lutando por esse direito! Eu tomei a decisão de votar no professor Tarcísio Motta, do PSOL, para ajudar a ampliar a sua votação, já que eu sabia que Eduardo Paes provavelmente seria reeleito, como acabou sendo. E votei na legenda do PT para vereador. fr 

Resultados das eleições para prefeito e vereadores do Rio de Janeiro

quinta-feira, 21 de março de 2024

Partidos políticos podem espalhar cartazes e outdoors pelas ruas em Portugal

Chegamos em Portugal poucos dias antes da eleição legislativa, realizada no dia 10 de março.  Eu vi muitos cartazes e outdoors dos partidos políticos pelas ruas de Lisboa, algo que, felizmente, já foi proibido no Brasil por conta da poluição visual que provoca. fr

segunda-feira, 11 de março de 2024

Em eleição muito disputada, Portugal escolhe parlamentares que definirão novo primeiro-ministro

Neste domingo, dia 10 de março, os portugueses foram às urnas votar, em uma eleição antecipada em dois anos devido à renúncia do primeiro-ministro Antônio Costa, em novembro do ano passado.  Em Portugal, ao contrário do Brasil, o voto é facultativo. O resultado mostrou uma disputa muito apertada. Com 99% das urnas apuradas, a coligação da AD (Aliança Democrática), liderada pelo PSD (Partido Social-Democrata), venceu o PS (Partido Socialista), do primeiro-ministro Antônio Costa, no poder desde 2015. O partido ultra-radical Chega foi a terceira força, com o candidato André Ventura (uma versão mais bem apresentada do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro) defendendo propostas como estabelecer cotas anuais de autorização de imigrantes e revogar o acordo de mobilidade entre os países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), aí incluído o Brasil. A AD elegeu 79 parlamentares, antes tinha 77; o PS 77, perdendo bastante representatividade, já que tinha 120; e o Chega cresceu, de 12 parlamentares para os 48 que elegeu ontem. Ainda faltam quatro parlamentares a serem eleitos. Em Portugal, os eleitores votam em partidos para definir os 230 deputados da Assembleia da República, e, em geral, o escolhido para primeiro-ministro é o líder do partido vencedor das eleições; a nomeação é feita pelo presidente da República. Antônio Costa governou desde 2015 e enfrentou várias denúncias de má administração pública e corrupção. O comentarista político Luís Marques Mendes prevê muita instabilidade no país, devido à falta de uma maioria maus ampla do futuro primeiro-ministro: "Perante este resultado a AD deveria fazer um entendimento com o Chega? Se Montenegro [candidato da AD] disse que 'não é não' não pode agora dizer o contrário, viria aí uma crise de credibilidade. Nunca tivemos uma noite eleitoral tão instável como esta, é um ambiente terrível e saio desta noite profundamente preocupado e a vaticinar que vamos ter novas eleições legislativas em janeiro ou fevereiro do próximo ano." fr

sábado, 1 de julho de 2023

Jair Bolsonaro é condenado pelo TSE e está inelegível por 8 anos

             Jair Bolsonaro foi declarado, ontem, INELEGÍVEL por oito anos, a partir das eleições do ano passado, após julgamento no plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Por maioria de votos de 5 a 2, os ministros condenaram o ex-presidente durante campanha à reeleição pelos crimes de prática de abuso de poder político e utilização indevida dos meios de comunicação em reunião no Palácio do Alvorada com embaixadores estrangeiros, no dia 18 de julho de 2022. À época, Bolsonaro atacou, sem provas, o sistema eleitoral brasileiro, colocando em dúvidas a sua lisura, deixando claro que se ele não fosse reeleito, não aceitaria o resultado, e estimulando os seus seguidores a fazer o mesmo. O então candidato a vice-presidente, Walter Braga Netto, não foi punido, devido a ter sido considerado, por unanimidade, que não ficou comprovada sua responsabilidade. Ainda cabe recursos.O ministro Alexandre de Moraes votou a favor da condenação de Jair Bolsonaro, e criticou o comportamento do então presidente, por atacar a democracia brasileira e a credibilidade das instituições:
        “Um presidente da República que ataca a Justiça Eleitoral, ataca a lisura do sistema eleitoral que o elege há 40 anos? Isso não é exercício de liberdade de expressão. Isso é conduta vedada, e, ao fazer isso utilizando-se do cargo de presidente, do dinheiro público, da estrutura do Alvorada e da TV pública, é abuso de poder. Ao preparar tudo isso para imediatamente bombardear o eleitorado via redes sociais, é uso indevido dos meios de comunicação.” fr

domingo, 30 de outubro de 2022

Lula é eleito pela 3ª vez, e faz o discurso da vitória


“Meus amigos e minhas amigas.

Chegamos ao final de uma das mais importantes eleições da nossa história. Uma eleição que colocou frente a frente dois projetos opostos de país, e que hoje tem um único e grande vencedor: o povo brasileiro.

Esta não é uma vitória minha, nem do PT, nem dos partidos que me apoiaram nessa campanha. É a vitória de um imenso movimento democrático que se formou, acima dos partidos políticos, dos interesses pessoais e das ideologias, para que a democracia saísse vencedora.

Neste 30 de outubro histórico, a maioria do povo brasileiro deixou bem claro que deseja mais – e não menos democracia.

Deseja mais – e não menos inclusão social e oportunidades para todos. Deseja mais – e não menos respeito e entendimento entre os brasileiros. Em suma, deseja mais – e não menos liberdade, igualdade e fraternidade em nosso país.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que exercer o direito sagrado de escolher quem vai governar a sua vida. Ele quer participar ativamente das decisões do governo.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que o direito de apenas protestar que está com fome, que não há emprego, que o seu salário é insuficiente para viver com dignidade, que não tem acesso a saúde e educação, que lhe falta um teto para viver e criar seus filhos em segurança, que não há nenhuma perspectiva de futuro.

O povo brasileiro quer viver bem, comer bem, morar bem. Quer um bom emprego, um salário reajustado sempre acima da inflação, quer ter saúde e educação públicas de qualidade.

Quer liberdade religiosa. Quer livros em vez de armas. Quer ir ao teatro, ver cinema, ter acesso a todos os bens culturais, porque a cultura alimenta nossa alma.

O povo brasileiro quer ter de volta a esperança.

É assim que eu entendo a democracia. Não apenas como uma palavra bonita inscrita na Lei, mas como algo palpável, que sentimos na pele, e que podemos construir no dia-dia.

Foi essa democracia, no sentido mais amplo do termo, que o povo brasileiro escolheu hoje nas urnas. Foi com essa democracia – real, concreta – que nós assumimos o compromisso ao longo de toda a nossa campanha.

E é essa democracia que nós vamos buscar construir a cada dia do nosso governo. Com crescimento econômico repartido entre toda a população, porque é assim que a economia deve funcionar – como instrumento para melhorar a vida de todos, e não para perpetuar desigualdades.

A roda da economia vai voltar a girar, com geração de empregos, valorização dos salários e renegociação das dívidas das famílias que perderam seu poder de compra.

A roda da economia vai voltar a girar com os pobres fazendo parte do orçamento. Com apoio aos pequenos e médios produtores rurais, responsáveis por 70% dos alimentos que chegam às nossas mesas.

Com todos os incentivos possíveis aos micros e pequenos empreendedores, para que eles possam colocar seu extraordinário potencial criativo a serviço do desenvolvimento do país.

É preciso ir além. Fortalecer as políticas de combate à violência contra as mulheres, e garantir que elas ganhem o mesmo salários que os homens no exercício de igual função.

Enfrentar sem tréguas o racismo, o preconceito e a discriminação, para que brancos, negros e indígenas tenham os mesmos direitos e oportunidades.

Só assim seremos capazes de construir um país de todos. Um Brasil igualitário, cuja prioridade sejam as pessoas que mais precisam.

Um Brasil com paz, democracia e oportunidades.

Minhas amigas e meus amigos.

A partir de 1º de janeiro de 2023 vou governar para 215 milhões de brasileiros, e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis. Somo um único país, um único povo, uma grande nação.

Não interessa a ninguém viver numa família onde reina a discórdia. É hora de reunir de novo as famílias, refazer os laços de amizade rompidos pela propagação criminosa do ódio.

A ninguém interessa viver num país dividido, em permanente estado de guerra.

Este país precisa de paz e de união. Esse povo não quer mais brigar. Esse povo está cansado de enxergar no outro um inimigo a ser temido ou destruído.

É hora de baixar as armas, que jamais deveriam ter sido empunhadas. Armas matam. E nós escolhemos a vida.

O desafio é imenso. É preciso reconstruir este país em todas as suas dimensões. Na política, na economia, na gestão pública, na harmonia institucional, nas relações internacionais e, sobretudo, no cuidado com os mais necessitados.

É preciso reconstruir a própria alma deste país. Recuperar a generosidade, a solidariedade, o respeito às diferenças e o amor ao próximo.

Trazer de volta a alegria de sermos brasileiros, e o orgulho que sempre tivemos do verde-amarelo e da bandeira do nosso país. Esse verde-amarelo e essa bandeira que não pertencem a ninguém, a não ser ao povo brasileiro.

Nosso compromisso mais urgente é acabar outra vez com a fome. Não podemos aceitar como normal que milhões de homens, mulheres e crianças neste país não tenham o que comer, ou que consumam menos calorias e proteínas do que o necessário.

Se somos o terceiro maior produtor mundial de alimentos e o primeiro de proteína animal, se temos tecnologia e uma imensidão de terras agricultáveis, se somos capazes de exportar para o mundo inteiro, temos o dever de garantir que todo brasileiro possa tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias.

Este será, novamente, o compromisso número 1 do nosso governo.

Não podemos aceitar como normal que famílias inteiras sejam obrigadas a dormir nas ruas, expostas ao frio, à chuva e à violência.

Por isso, vamos retomar o Minha Casa Minha Vida, com prioridade para as famílias de baixa renda, e trazer de volta os programas de inclusão que tiraram 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza.

O Brasil não pode mais conviver com esse imenso fosso sem fundo, esse muro de concreto e desigualdade que separa o Brasil em partes desiguais que não se reconhecem. Este país precisa se reconhecer. Precisa se reencontrar consigo mesmo.

Para além de combater a extrema pobreza e a fome, vamos restabelecer o diálogo neste país.

É preciso retomar o diálogo com o Legislativo e Judiciário. Sem tentativas de exorbitar, intervir, controlar, cooptar, mas buscando reconstruir a convivência harmoniosa e republicana entre os três poderes.

A normalidade democrática está consagrada na Constituição. É ela que estabelece os direitos e obrigações de cada poder, de cada instituição, das Forças Armadas e de cada um de nós.

A Constituição rege a nossa existência coletiva, e ninguém, absolutamente ninguém, está acima dela, ninguém tem o direito de ignorá-la ou de afrontá-la.

Também é mais do que urgente retomar o diálogo entre o povo e o governo.

Por isso vamos trazer de volta as conferências nacionais. Para que os interessados elejam suas prioridades, e apresentem ao governo sugestões de políticas públicas para cada área: educação, saúde, segurança, direitos da mulher, igualdade racial, juventude, habitação e tantas outras.

Vamos retomar o diálogo com os governadores e os prefeitos, para definirmos juntos as obras prioritárias para cada população.

Não interessa o partido ao qual pertençam o governador e o prefeito. Nosso compromisso será sempre com melhoria de vida da população de cada estado, de cada município deste país.

Vamos também reestabelecer o diálogo entre governo, empresários, trabalhadores e sociedade civil organizada, com a volta do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Ou seja, as grandes decisões políticas que impactem as vidas de 215 milhões de brasileiros não serão tomadas em sigilo, na calada da noite, mas após um amplo diálogo com a sociedade.

Acredito que os principais problemas do Brasil, do mundo, do ser humano, possam ser resolvidos com diálogo, e não com força bruta.

Que ninguém duvide da força da palavra, quando se trata de buscar o entendimento e o bem comum.

Meus amigos e minhas amigas.

Nas minhas viagens internacionais, e nos contatos que tenho mantido com líderes de diversos países, o que mais escuto é que o mundo sente saudade do Brasil.

Saudade daquele Brasil soberano, que falava de igual para igual com os países mais ricos e poderosos. E que ao mesmo tempo contribuía para o desenvolvimento dos países mais pobres.

O Brasil que apoiou o desenvolvimento dos países africanos, por meio de cooperação, investimento e transferência de tecnologia.

Que trabalhou pela integração da América do Sul, da América Latina e do Caribe, que fortaleceu o Mercosul, e ajudou a criar o G-20, a UnaSul, a Celac e os BRICS.

Hoje nós estamos dizendo ao mundo que o Brasil está de volta. Que o Brasil é grande demais para ser relegado a esse triste papel de pária do mundo.

Vamos reconquistar a credibilidade, a previsibilidade e a estabilidade do país, para que os investidores – nacionais e estrangeiros – retomem a confiança no Brasil. Para que deixem de enxergar nosso país como fonte de lucro imediato e predatório, e passem a ser nossos parceiros na retomada do crescimento econômico com inclusão social e sustentabilidade ambiental.

Queremos um comércio internacional mais justo. Retomar nossas parcerias com os Estados Unidos e a União Europeia em novas bases. Não nos interessam acordos comerciais que condenem nosso país ao eterno papel de exportador de commodities e matéria prima.

Vamos re-industrializar o Brasil, investir na economia verde e digital, apoiar a criatividade dos nossos empresários e empreendedores. Queremos exportar também conhecimento.

Vamos lutar novamente por uma nova governança global, com a inclusão de mais países no Conselho de Segurança da ONU e com o fim do direito a veto, que prejudica o equilíbrio entre as nações.

Estamos prontos para nos engajar outra vez no combate à fome e à desigualdade no mundo, e nos esforços para a promoção da paz entre os povos.

O Brasil está pronto para retomar o seu protagonismo na luta contra a crise climática, protegendo todos os nossos biomas, sobretudo a Floresta Amazônica.

Em nosso governo, fomos capazes de reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia, diminuindo de forma considerável a emissão de gases que provocam o aquecimento global.

Agora, vamos lutar pelo desmatamento zero da Amazônia

O Brasil e o planeta precisam de uma Amazônia viva. Uma árvore em pé vale mais do que toneladas de madeira extraídas ilegalmente por aqueles que pensam apenas no lucro fácil, às custas da deterioração da vida na Terra.

Um rio de águas límpidas vale muito mais do que todo o ouro extraído às custas do mercúrio que mata a fauna e coloca em risco a vida humana.

Quando uma criança indígena morre assassinada pela ganância dos predadores do meio ambiente, uma parte da humanidade morre junto com ela.

Por isso, vamos retomar o monitoramento e a vigilância da Amazônia, e combater toda e qualquer atividade ilegal – seja garimpo, mineração, extração de madeira ou ocupação agropecuária indevida.

Ao mesmo tempo, vamos promover o desenvolvimento sustentável das comunidades que vivem na região amazônica. Vamos provar mais uma vez que é possível gerar riqueza sem destruir o meio ambiente.

Estamos abertos à cooperação internacional para preservar a Amazônia, seja em forma de investimento ou pesquisa científica. Mas sempre sob a liderança do Brasil, sem jamais renunciarmos à nossa soberania.

Temos compromisso com os povos indígenas, com os demais povos da floresta e com a biodiversidade. Queremos a pacificação ambiental.

Não nos interessa uma guerra pelo meio ambiente, mas estamos prontos para defendê-lo de qualquer ameaça.

Meus amigos e minhas amigas.

O novo Brasil que iremos construir a partir de 1º de janeiro não interessa apenas ao povo brasileiro, mas a todas as pessoas que trabalham pela paz, a solidariedade e a fraternidade, em qualquer parte do mundo.

Na última quarta-feira, o Papa Francisco enviou uma importante mensagem ao Brasil, orando para que o povo brasileiro fique livre do ódio, da intolerância e da violência.

Quero dizer que desejamos o mesmo, e vamos trabalhar sem descanso por um Brasil onde o amor prevaleça sobre o ódio, a verdade vença a mentira, e a esperança seja maior que o medo.

Todos os dias da minha vida eu me lembro do maior ensinamento de Jesus Cristo, que é o amor ao próximo. Por isso, acredito que a mais importante virtude de um bom governante será sempre o amor – pelo seu país e pelo seu povo.

No que depender de nós, não faltará amor neste país. Vamos cuidar com muito carinho do Brasil e do povo brasileiro. Viveremos um novo tempo. De paz, de amor e de esperança.

Um tempo em que o povo brasileiro tenha de novo o direito de sonhar. E as oportunidades para realizar aquilo que sonha.

Para isso, convido a cada brasileiro e cada brasileira, independentemente em que candidato votou nessa eleição. Mais do que nunca, vamos juntos pelo Brasil, olhando mais para aquilo que nos une, do que para nossas diferenças.

Sei a magnitude da missão que a história me reservou, e sei que não poderei cumpri-la sozinho. Vou precisar de todos – partidos políticos, trabalhadores, empresários, parlamentares, govenadores, prefeitos, gente de todas as religiões. Brasileiros e brasileiras que sonham com um Brasil mais desenvolvido, mais justo e mais fraterno.

Volto a dizer aquilo que disse durante toda a campanha. Aquilo que nunca foi uma simples promessa de candidato, mas sim uma profissão de fé, um compromisso de vida:

O Brasil tem jeito. Todos juntos seremos capazes de consertar este país, e construir um Brasil do tamanho dos nossos sonhos – com oportunidades para transformá-los em realidade.

Maus uma vez, renovo minha eterna gratidão ao povo brasileiro. Um grande abraço, e que Deus abençoe nossa jornada.”

Luiz Inácio Lula da Silva 

Eleição presidencial de 2022 foi marcada pelo radicalismo, troca de acusações e ofensas. Infelizmente!

A eleição presidencial deste ano termina hoje, após meses de uma disputa polarizada, em que os candidatos pouco ou nada disseram a respeito de propostas concretas para um possível mandato. São dois candidatos que já governaram o Brasil. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi presidente de 2003 a 2011, e Jair Bolsonaro é o atual ocupante do cargo, desde 2019. Ao invés dos dois apresentarem as suas metas para um novo mandato, caso eleitos, eles passarem a campanha trocando ofensas e acusações. Eu tentei assistir aos debates entre os dois, na Rede Bandeirante e na Rede Globo, mas não consegui assistir até o final. Eles passaram o tempo todo se acusando, e não apresentaram nenhuma proposta concreta, apenas promessas que iriam resolver os problemas, mas não dizendo como. O país está dividido desde a eleição de 2014, entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, com o posterior impeachment da ex-presidente em 2016. Mas, nos últimos quatro anos, o país vem passando por um período de radicalismos muito grave e preocupante, em que seguidores do atual presidente ameaçam, intimidam, agridem e, em alguns casos, até matam quem pensa diferente. É preciso colocar um ponto final nisso e pacificar o país, mesmo sabendo que esses seguidores continuarão a ser o que já eram, mesmo que o seu candidato perca. As pessoas têm que se respeitar sempre, principalmente quando não pensam igual. Não é o povo que tem que brigar entre si por causa dos políticos, são os políticos que têm que lutar pelo povo! fr

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Mapa eleitoral das eleições para presidente (2022)

 

Resultados das eleições para presidente e governador do Rio de Janeiro

          O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vem atualizando os números das votações em nível nacional e estadual. A eleição para presidente teve um total de 123.679.629 votos, de acordo com a atualização feita hoje, às 10;13, pelo TSE. Desse total geral, foram 118.227.018 votos válidos, o que corresponde a 95,59% das seções eleitorais; 3.487.847 votos nulos (2,82%) e 1.964.764 votos em branco (1,59%).
       Para o governo do estado do Rio de Janeiro, a eleição já foi definida no primeiro turno. Houve um total de 9.893658 votos, correspondentes a 100% das seções eleitorais, sendo 8.400.962 de votos válidos (84,93%); 899.276 de votos nulos (9,09%), 591.576 de votos em branco (5,98%) e 1.844 votos ‘sub judice’, destinados ao candidato Luiz Eugênio Honorato, do Partido Causa Operária.
        Curiosamente, eu só tomei conhecimento de alguns candidatos a presidente e a governador agora, quando consultei a listagem do TSE. São os últimos colocados, que receberam alguns milhares votos, mas que eu nem sabia que eram candidatos. RISOS Na eleição nacional, eles não conseguiram receber nem cem mil votos, e na estadual nem chegaram a 30 mil votos. Não se pode chamá-los de “coadjuvantes”, tão irrelevantes eles demonstraram ser.
        E o destaque negativo desta eleição, assim como foi da anterior, em 2018, foi o Ciro Gomes (PDT), quando ele resolveu viajar para Paris no segundo turno. Mesmo constatando que a sua candidatura a presidente não tinha “decolado”, ele insistiu em levá-la adiante, ao invés de se unir à candidatura progressista do candidato Lula (PT), contra o retrocesso representado pelo atual governo.
       O resultado foi ele ter recebido apenas 3.599.201 votos, o correspondente a 3,04% da votação válida, um resultado pífio, muito abaixo das eleições anteriores em que ele concorreu à presidência. Ele não conseguiu vencer nem mesmo no seu estado natal, o Ceará, tendo ficado atrás do Lula e do Bolsonaro. fr 

domingo, 2 de outubro de 2022

O primeiro turno não traz renovação, infelizmente, e promete muita confusão na disputa para presidente

      O primeiro turno acabou. Eu votei por volta das 11 horas no colégio onde costumo votar sempre. Este ano, tinham umas dez pessoas na minha frente; nas eleições passadas foi mais rápido, tinham duas ou três apenas. Como vem acontecendo desde a implantação das urnas eletrônicas, os resultados saíram no final do dia, apenas algumas horas após o encerramento das eleições.
      Para presidente, vai ter segundo turno. Os candidatos Lula (PT), em primeiro, e Jair Bolsonaro (PL) foram os mais votados. Lula ficou com mais de 48% dos votos, um pouco mais e poderia ter sido eleito no primeiro turno. Eu votei no PT, por falta de novas lideranças nacionais, e também porque o atual governo está radicalizando a política. Para o governo do Rio de Janeiro, o atual governador, Cláudio Castro (PL) foi eleito no primeiro turno. Ele assumiu o governo no início de 2021 após o afastamento de Wilson Witzel (PSC) por corrupção. Eu votei no segundo colocado, Marcelo Freixo (PSB).
      A vaga do estado do Rio de Janeiro no Senado ficou com o ex-jogador Romário (PL), que demonstra ser um político tradicional. Eu votei em André Ceciliano (PT), que ficou em quarto lugar. Se PT e o PSB, que lançou Alessandro Molon, tivessem se unido na campanha, um deles teria sido eleito, mas, infelizmente, os partidos progressistas brigam demais entre si. Resultado: perderam os dois!
      Para deputado federal, eu votei em Luciana Novaes (PT), que não foi eleita. E para deputado estadual, votei na legenda, no PT. Pelos resultados que eu estou lendo e assistindo pela TV, não houve renovação, a maioria dos eleitos são os mesmos conhecidos de sempre, infelizmente! fr