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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Quadro de pintor francês mostra D. Pedro II e família, em 1857

Este quadro, em óleo sobre madeira, pintado pelo artista francês François-René Moreaux, em 1857, mostra o imperador brasileiro D. Pedro II com a esposa, a imperatriz Teresa Cristina; e as duas filhas, Leopoldina e Isabel, que viria a ser a sucessora ao trono, caso a monarquia não tivesse sido extinta com a proclamação da República, em 1889. O quadro está no Museu Imperial, em Petrópolis. François-René Moreau veio para o Brasil em 1838, passando por Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul até radicar-se no Rio de Janeiro. fr 

sábado, 16 de novembro de 2024

O primeiro presidente do Brasil renunciou diante de crise econômica e forte pressão política

O marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892) foi o primeiro presidente do Brasil, de 1889 a 1891.  Ele esteve à frente da proclamação da República, que pôs fim à Monarquia brasileira em 15 de novembro de 1889 e completou, ontem, 135 anos. Com a implantação do novo sistema de governo, Deodoro da Fonseca foi escolhido para ser o presidente provisório do país. Em fevereiro de 1891, ele foi eleito pelo Congresso Constituinte para exercer o cargo efetivo de presidente, e para vice-presidente foi eleito o candidato da oposição, o marechal Floriano Peixoto. Deodoro sofreu forte pressão política de seus opositores, e a economia dava fortes sinais de crise. Em 3 de novembro, desrespeitando a Constituição, o presidente decretou o fechamento do Congresso Nacional.  Como reação ao que considerou um governo ditatorial, a Marinha revoltou-se e ameaçou bombardear, da Baía da Guanabara, a cidade do Rio de Janeiro, capital do país, no que ficou conhecido como ‘Revolta da Armada’; Armada era como se referia à Marinha à época. Pressionado, o marechal Deodoro da Fonseca renunciou à presidência em 23 de novembro. O vice Floriano Peixoto, um dos que articularam a oposição ao governo, assumiu no mesmo dia, reabrindo o Congresso, mas, também, teve um período de governo conturbado, enfrentando nova Revolta da Armada, no Rio de Janeiro, e a Revolta Federalista, no Rio Grande do Sul. Com a eleição de Prudente de Morais em 1894, o primeiro presidente civil do Brasil, teve fim o período chamado de “República da Espada’, com dois presidentes militares. Veja a reprodução da carta de renúncia de Deodoro da Fonseca, abaixo, documento histórico guardado no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. fr

O documento da renúncia do marechal Deodoro da Fonseca

O Generalíssimo Manoel Deodoro da Fonseca, Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil.

Atendendo ao interesse da Nação, resolve resignar nas mãos de seu substituto legal o cargo de Presidente da República.
Capital Federal, em vinte e três de novembro de 1891.

Manoel Deodoro da Fonseca
T. de Alencar Araripe

 

Registrado na Secretaria do Interior

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Rei Charles III ouviu acusações pelos crimes cometidos pela Inglaterra em seu passado colonial na Austrália

“Você não é nosso rei, você não é soberano! Vocês cometeram genocídio contra nosso povo. Devolvam a nossa terra. Devolvam o que vocês roubaram de nós. Nossos ossos, nossos crânios, nossos bebês, nosso povo. Vocês destruíram a nossa terra. Esta não é a sua terra! Esta não é a sua terra! Você não é meu rei! Você não é nosso rei! Dê a nós um tratado. Queremos um tratado neste país. Vocês são genocidas!”

Senadora indígena LIDIA THORP, com o dedo em riste para o rei Charles III, ontem, dia 21, no parlamento da Austrália, durante visita oficial do monarca àquele país. Ex-colônia britânica, a Austrália é um país independente desde 1901, mas ainda considera o rei da Inglaterra seu ‘chefe de Estado’. Milhares de aborígenes foram mortos e obrigados a abandonar suas terras. A senadora defende a assinatura de um tratado de reparação da monarquia britânica com os povos aborígenes. Assim como outros países europeus, a Inglaterra tem um passado colonialista vergonhoso de exploração das riquezas, tortura e assassinato do povo e imposição de seus valores nas antigas colônias.

terça-feira, 10 de outubro de 2023

Viver em castelos não era tão bom quanto a gente imagina...

        Durante o Feudalismo, os castelos eram o tipo de residência mais importante e de maior destaque. E até hoje, despertam muito interesse e estimulam a imaginação de muita gente. O Feudalismo era o sistema político, econômico e social predominante na Europa Ocidental no período da Idade Média à consolidação dos Estados modernos, em especial nos séculos 11 e 12.
     À época, os senhores feudais concediam feudos, ou seja, grandes propriedades territoriais, a seus servos em troca de lealdade e pagamento de um percentual de suas rendas. Os camponeses, por sua vez, precisavam trabalhar na terra, plantando, colhendo e criando animais e, também, deviam pagar taxas. Por sua vez, os senhores feudais cuidavam da proteção contra eventuais ataques inimigos.
        Os castelos ganharam maior relevância a partir do século onze, quando eram muito comuns ataques e invasões, e eram construções fortificadas com o objetivo de se defender, diferentes, portanto, dos palácios. Os castelos tinham muros enormes, com fendas para os soldados atirarem flechas contra os inimigos, torres, fossos e armadilhas para dificultar qualquer invasão. Mas, viver em um castelo não era tão bom quanto as pessoas imaginam e Hollywood e os contos de fada fazem parecer.
        Os castelos eram locais sem higiene, onde os banheiros eram coletivos, sem nenhuma privacidade, e os dejetos eram eliminados diretamente no chão ou no fosso de água parada; o cheiro era horrível e a limpeza pouco constante e eficiente. As salas e quartos eram escuros, úmidos e frios, até por conta das construções serem de pedra, e tinham janelas pequenas, onde o sol não entrava com facilidade. O saneamento e a higiene, com certeza, não eram as maiores preocupações naquela época. Convivia-se com muitos ratos, baratas e moscas e as doenças proliferavam facilmente.
        Viviam em um castelo o senhor feudal e sua família, e mais cem ou 150 pessoas. Eram membros do clero, soldados e diversos empregados, como carpinteiros, cozinheiros, jardineiros, tratadores de cavalos, tecelões, entre outros. Apenas o senhor feudal e sua família dispunham de quartos privados, geralmente no alto dos castelos, todos os demais deviam aglomerar-se nos outros quartos, mais próximos da fossa e da umidade. Nem todos os castelos possuíam masmorras, prisões onde aqueles que desagradavam os senhores feudais eram presos e torturados, mas aqueles que tinham elas ficavam justamente nos pisos inferiores.
       Eu conheci o Castelo de São Jorge, em Lisboa, em 2018. Construído pelos muçulmanos, o castelo tem mil anos de História, diferentes nomes, e foi residência dos reis portugueses de 1255 a 1503. Quando o navegador Vasco da Gama regressou a Portugal em 1499, após realizar o feito de descobrir o caminho marítimo para a Índia, ele foi recebido pelo então rei D. Manuel I no Castelo de São Jorge (foto). fr

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

A rainha carioca de Portugal

Muita gente não sabe, mas Portugal teve uma rainha carioca! D. Maria II era a filha de D. Pedro I (D. Pedro IV de Portugal) e nasceu no Rio de Janeiro em 1819, no Palácio de São Cristóvão, atual Museu Nacional. Com a morte de D. João VI em 1826, D. Pedro assumiu o trono português, mas em pouco tempo abdicou em favor da filha, que estava prestes a completar sete anos. Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga (ufa!), no entanto, foi afastada dois anos depois pelo próprio tio, D. Miguel, que lhe tomou o poder. D. Pedro I, então, abdicou do trono brasileiro em 1831 em favor do filho D. Pedro de Alcântara e partiu para lutar com o irmão em Portugal. Após anos de guerra, D. Pedro venceu D. Miguel e recolocou a filha no trono português, em maio de 1834, falecendo meses depois, em setembro do mesmo ano. D. Maria II governou até novembro de 1853, quando morreu, aos 34 anos, ao dar à luz a um menino natimorto. A rainha teve 11 filhos, tendo sido substituída pelo mais velho, D. Pedro V. fr 

sábado, 5 de agosto de 2023

A Europa tem que devolver o que roubou dos países que colonizou!

    Vários países europeus estão sendo obrigados a encarar o seu passado colonialista, e a devolver obras de arte e tesouros históricos e culturais roubados dos países que colonizaram. O presidente francês Emmanuel Macron solicitou, em 2018, um estudo sobre o patrimônio de origem africana nas instituições públicas do seu país, e a indicação é que todos os objetos retirados sem autorização de seus países de origem sejam devolvidos. As demais nações europeias sentiram-se na obrigação de fazer o mesmo.
    O Jesus College, colégio da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e a Universidade de Aberdeen, na Escócia, devolveram uma escultura cada à Nigéria no ano passado. E o Museu Horniman, também na Inglaterra, anunciou ano passado que devolverá 72 objetos saqueados da Nigéria no século 19. A Alemanha devolveu mais 1.100 objetos históricos a países africanos. A Justiça dos Estados Unidos determinou ao Metropolitan Museum of Art, localizado em Nova Iorque, que devolva ao Egito 16 tesouros avaliados em quatro milhões de euros.
    Este ano, o Museu do Vaticano devolveu à Grécia três peças históricas de 2.500 anos do Partenon. Em Portugal, o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, prometeu, em 2022, analisar a devolução do patrimônio das ex-colônias, incluindo o Brasil. Na Bélgica, o antigo Museu Real da África Central, rebatizado como Museu África, possui 180 mil objetos retirados daquele continente. Outros tantos tesouros históricos foram roubados dos países da América Central e do Sul. A África do Sul quer que o Reino Unido lhe devolva o “Estrela da África”, um dos maiores diamantes do mundo e que está em um dos cetros usados pela rainha Elizabeth II.
    Vários outros museus europeus, como o de Louvre, na França, e do British Museum, na Inglaterra, possuem um acervo que atrai a visitação de milhares de pessoas no mundo todo anualmente, grande parte retirado ilegalmente de outros países. Se todos os tesouros roubados fossem devolvidos a seus países de origem, muitos museus na Europa perderiam muito de sua importância e atração turística. A devolução aos países de onde todas as obras de arte e objetos históricos foram roubados provoca a reação de alguns mais resistentes e temerosos de perder tudo o que foi acumulado ao longo dos séculos, mesmo que de maneira desonrosa. Na foto, abaixo, a rainha Elizabeth II segura o cetro de ouro e o orbe durante sua coroação em 1953. fr

domingo, 7 de maio de 2023

Rei Charles III é coroado com muito luxo e ostentação, em um espetáculo anacrônico em pleno século 21


       Após quase oito meses da morte da rainha Elisabeth II, foi realizada ontem, na Abadia de Westminster, em Londres, a coroação do filho Charles III, aos 74 anos, como novo rei do Reino Unido. Na oportunidade, a rainha Camila também foi coroada. O “novo” rei é o de mais idade a assumir o trono do Reino Unido. A cerimônia foi transmitida ao vivo para grande parte do mundo, e teve a presença de mais de dois mil convidados “ilustres”, incluindo vários governantes, entre eles, o presidente brasileiro, Lula. As pessoas chamadas “comuns”, claro, ficaram do lado de lado assistindo e tirando fotos para, depois, dizerem que “estavam lá”, pura vaidade humana.
        Em minha opinião, a coroação é um espetáculo anacrônico em pleno século 21. Assistir a seres que são considerados e se consideram especiais e acima dos demais chega a ser absurdo e ridículo. Rei, rainha, príncipes, duques etc. vestindo roupas cheias de ornamentos; mantos; além das coroas; cetros; muitos diamantes; condecorações duvidosas no peito; carruagens; enfim, um luxo exagerado e que afronta a situação da enorme maioria da população britânica e mundial. E o custo de tudo isso é enorme, estimado em mais de 624 milhões de reais.
       Os defensores desta tradição sem sentindo no mundo atual, alegam que esses eventos atraem muitos visitantes e, consequentemente, dinheiro para o setor do turismo. Mas, se a monarquia acabasse no Reino Unido, como já acabou em tantos outros lugares, duvido muito que as pessoas deixassem de visitá-lo. Os palácios britânicos poderiam ser transformados em museus e em centros culturais, e, com certeza, iriam atrair milhares de turistas. A manutenção de tantos privilégios para uma família custa também muito caro.
        Não se justifica que uma família tenha a seu dispor tudo de bom e do melhor, como atendimento médico, educação, deslocamento, segurança e conforto pessoal, tudo pago pela população dos países do Reino Unido. Afinal, todos não são iguais perante a lei? Por que tantos privilégios para uns poucos, enquanto todo o restante da população, os “plebeus”, têm que trabalhar para pagar suas contas e usufruir de uma realidade infinitamente inferior? Faz sentido, nos dias de hoje, as pessoas se curvarem para outras, e prestarem vassalagem, como inferiores? Já passou da hora de se acabar de vez com todas as monarquias ainda existentes no mundo, mesmo as constitucionais. Por um mundo mais justo e igual. fr 

sábado, 4 de março de 2023

D. Pedro II e sua família em foto histórica com a família

 

Da esquerda para a direita: Princesa Isabel e o seu marido, o príncipe Gastão de Orléans, o conde D’Eu (francês); princesa Leopoldina e o seu marido, o príncipe Luis Augusto (alemão). Sentados: D. Pedro II e sua esposa, dona Teresa Cristina. fr

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

ONG critica monarquia britânica por usar pele de urso para fazer chapéus da guarda real

        Eu sou de opinião que determinadas tradições não se justificam em pleno século 21, e uma delas é a permanência de monarquias, mesmo constitucionais e democráticas. Um exemplo é a monarquia britânica, com os seus injustificáveis privilégios para a família real, em contraste à realidade do povo nos países que formam o Reino Unido. E no contexto da monarquia, um exemplo de tradição que não se justifica, nem hoje, nem nunca, é a guarda real britânica do Palácio de Buckingham, residência oficial do rei, em Londres, usar chapéus feitos com o pelo de ursos mortos com este fim, no Canadá. Essa “tradição” vem do século 17. 
     De acordo com a ONG estadunidense PeTA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), para confeccionar cada chapéu cerimonial conhecido como “bearskin”, ou seja, “pele de urso”, é necessário matar um urso-negro selvagem. A ONG faz uma campanha contra a matança dos ursos desde 2003. Mesmo assim, o Ministério da Defesa do Reino Unido continua encomendando esses chapéus. Segundo a PeTA, de 2014 a 2019, foram comprados 891 chapéus “bearskin”, e em 2020, o Exército inglês adquiriu 110. Cada um desses chapéus custa, em média, 1.520 euros. 
        A organização defende o fim do uso de pele animal, e a sua substituição por pele falsa de luxo, que seria idêntica à original, e possibilitaria o fim da matança animal. As autoridades do Reino Unido defendem-se, alegando que o abate dos ursos é resultante de um programa autorizado pelo governo canadense com o objetivo de controlar o número desses animais. E também que a pele animal falsa não teria a mesma qualidade da verdadeira.
      Minha opinião: Seja como for, eu considero de muito mau gosto o uso de roupas com pele de animais mortos. E nenhuma tradição, ou mesmo o desejo de agradar aos turistas que visitam Londres, justifica manter o uso de pele animal nos uniformes utilizados pela guarda real britânica. E nem por ninguém. fr 

sábado, 17 de setembro de 2022

Como chegar aos 96 anos tão bem?

As pessoas ficam procurando razões para a rainha Elisabeth ter vivido 96 anos tão bem... ter os melhores médicos e a melhor alimentação à disposição, e ter um monte de empregados para fazer tudo por ela não é explicação suficiente? fr

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Rainha Elizabeth II, do Reino Unido, morre aos 96 anos e pode marcar o fim da monarquia britânica


      Faleceu, hoje, a rainha Elizabeth II do Reino Unido e outros 14 Estados independentes que compõem o Commonwealth (Reinos da Comunidade de Nações), aos 96 anos de idade e 70 de reinado. A rainha Elizabeth II foi a que exerceu o título britânico por mais tempo, tendo convivido com 15 primeiros-ministros, incluindo a atual, Liz Truss, formalmente nomeada há apenas dois dias. O filho mais velho assumirá o trono como rei Charles III, mas sem o mesmo carisma que a mãe, poderá ser o início de grandes transformações para a monarquia britânica.
      Minha opinião: Eu lamento a morte da rainha, claro, como a perda de toda e qualquer vida humana, mas o seu passamento era algo inevitável, como o de todos. Espero que sirva para a eclosão de mudanças significativas, em benefício de milhões de pessoas, entre elas, a unificação das duas Irlandas e a adoção de um regime republicano através de plebiscito. E, com o tempo, o fim da monarquia britânica e de todas as outras ainda existentes no mundo.
      Sempre considerei o regime anacrônico, não faz mais sentido haver uma família que seja tratada como superior a seu próprio povo, e que assuma os seus postos hierárquicos apenas pela hereditariedade, sem ter feito nada para merecê-los. A República não é perfeita, mas o fato é que não se justifica mais milhões de pessoas sustentarem uma família real, cheia de privilégios. Mais importante do que a monarquia é manter uma democracia consolidada e respeitada, em benefício de todos!
fr

sábado, 18 de junho de 2022

Governo brasileiro solicitou o empréstimo do coração de D. Pedro I a Portugal para comemorações dos 200 anos da independência

    D. Pedro I (1798-1834) entrou para a História por ter proclamado a independência brasileira, mas, também, por ter sido rei de Portugal, como D. Pedro IV, após travar uma guerra pelo trono com o próprio irmão, D. Miguel I, de 1832 a 1834. Às vésperas das comemorações dos 200 anos da independência, o governo brasileiro solicitou à Câmara Municipal do Porto o empréstimo do coração de D. Pedro I, que deixou em testamento a vontade de que o órgão fosse retirado e mantido naquela cidade.
      O coração está guardado em formol na Igreja de Nossa Senhora da Lapa, e não está à disposição para visitantes, sendo mantido em um recipiente de vidro transparente. Para se ter acesso ao coração são necessárias cinco chaves: uma abre uma placa de metal, duas são para remover placas de ferro, a quarta abre uma urna e a última abre uma caixa de madeira. A última vez que se teve acesso ao coração de D. Pedro I foi em 2015, quando a Irmandade de Nossa Senhora da Lapa autorizou a sua filmagem para uma produção “O Sentido da Vida”, do cineasta Miguel Gonçalves Mendes.
      Durante a guerra que travou com o seu irmão, D. Pedro passou mais de um ano com as suas tropas no Porto, cercados pelas forças leais a D. Miguel, até conseguir vencer a resistência e tomar o poder. De acordo com a imprensa portuguesa, o pedido brasileiro está sendo analisado, já que a preocupação dos portugueses é garantir a proteção do coração a fim de evitar quaisquer dados.
      Os restos mortais do imperador estão no bairro do Ipiranga, em São Paulo, na Cripta Imperial, dentro do Monumento à Independência, desde 1972, ano em que se comemoraram os 150 anos da data histórica. Eu visitei a Cripta, em 2006, onde estão também os restos mortais das imperatrizes consortes Leopoldina de Habsburgo e Amélia de Leuchtenberg, respectivamente a primeira e segunda esposas de D. Pedro. fr

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Em Portugal, a rainha Elizabeth II é chamada de Isabel II

Uma curiosidade: a rainha do Reino Unido tem o seu nome traduzido em Portugal para ‘Isabel’. Elizabeth Alexandra Mary assumiu o trono em 1952, tendo sido coroada no ano seguinte, passando a ser conhecida simplesmente como rainha Elizabeth II.  À época, o costume em Portugal era aportuguesar os nomes estrangeiros, e ela passou a ser chamada de Isabel II, assim como a mãe, a rainha Isabel I. Naquele tempo, não se cogitou em usar o nome Elizabete, por exemplo. O filho mais velho da rainha Elizabeth II e primeiro na linha de sucessão do trono, príncipe Charles, por exemplo, é chamado de Carlos em Portugal. Eram outros tempos. Hoje, os anglicismos, ou seja, os estrangeirismos em língua inglesa, já são muito comuns em Portugal, assim como no Brasil e praticamente no mundo todo. fr

Inglês conseguiu invadir o quarto da rainha Elizabeth II em 1982 enquanto ela dormia

      A rainha Elizabeth II, de 95 anos de idade e 69 de reinado, já passou por uma situação ainda pior do que a invasão ocorrida no Natal deste ano. Em 9 de julho de 1982 ela acordou com um homem estranho dentro do seu quarto, no Palácio de Buckingham, em Londres, na Inglaterra. O inglês Michael Fagan, à época com 33 anos e desempregado, escalou um dos muros do palácio e passou pelo arame farpado, conseguindo entrar no local.
      Fagan andou livremente no palácio, apesar do alarme ter sido acionado duas vezes, mas foi ignorado pela segurança, que julgou ter disparado por problemas técnicos. Ele subiu ao quarto da rainha, entrou e ficou sentado de frente a ela, até que ela acordasse. De acordo com a versão oficial, os dois ficaram dez minutos conversando até a rainha ganhar sua confiança e conseguir pedir ajuda, acionando um alarme. Mas, depois, o próprio Fagan desmentiu-a, dizendo que a rainha levantou-se da cama e saiu correndo descalça para chamar a segurança.
      Segundo Fagan, ele já havia invadido o palácio uma outra vez, um mês antes, sendo descoberto por uma empregada, conseguindo fugir. Michael Fagan passou alguns meses internado em um hospital psiquiátrico (três de acordo com a Wikipédia; seis, segundo reportagem recente da CNN Brasil).
      Atualmente com 73 anos, Michael Fagan teve outras passagens pela polícia. Em 1984 atacou um policial, e em 1997 cumpriu quatro anos por envolvimento com drogas, junto com a esposa e um filho de 20 anos. Uma falha grosseira da segurança da família real britânica, já que o invasor poderia ter agredido e até matado a rainha. fr

Rapaz é preso ao invadir Castelo de Windsor para matar a rainha Elizabeth II

Um homem, de 19 anos, foi preso na manhã do dia de Natal, após invadir o Castelo de Windsor, na Inglaterra, armado com uma besta, arma em forma de arco que dispara flechas. Em um vídeo conseguido pelo jornal britânico ‘The Sun’, uma pessoa com um capuz e portando uma arma faz ameaças à rainha Elizabeth II, afirmando que pretendia matá-la. O rapaz preso foi levado para exames em um hospital psiquiátrico. A rainha estava no castelo, uma de suas residências oficiais, onde passou o Natal com a família. fr

domingo, 12 de dezembro de 2021

Império britânico perde mais um país: Barbados virou uma República

       Mais um país decidiu deixar de seguir a monarquia britânica, e tornou-se uma República. Barbados celebrou no dia 30 de novembro a proclamação da República, e, assim, trocou de chefe de Estado, que deixou de ser a rainha Elizabeth II, e passou a ser Sandra Mason, de 72 anos, a primeira presidente do país, eleita de forma indireta pelo parlamento em 20 de outubro deste ano. Ela era até então a governadora-geral, representante da rainha, desde 2018.
      Barbados é uma ilha de 432 quilômetros quadrados, com cerca de 290 mil habitantes, localizada no Caribe, e uma república parlamentarista, tendo como chefe de governo a primeira-ministra Mia Mottley, desde 2018. Em 1966, Barbados conseguiu sua independência, após quase 400 anos de domínio britânico, mas manteve a rainha como sua chefe de Estado.
       Ao tomar posse, a nova chefe de Estado destacou a importância da mudança histórica para a soberania do seu país:
       “Tendo uma noção clara de quem somos e do que somos capazes de alcançar, no ano de 2021, viramos agora a proa do nosso navio em direção à nova República. Fazemos isso para que possamos aproveitar completamente a nossa soberania.”
      Barbados junta-se a outras nações que decidiram não ter mais a rainha britânica como sua chefe de Estado. Em 1970, foi a Guiana, antiga Guiana Britânica; em 1976, Trinidad e Tobago; e em 1978, Dominica. Outros países possuem movimentos favoráveis a seguir o exemplo, entre eles a Jamaica.
       A cerimônia da proclamação da República e posse da primeira presidente de Barbados contou com a presença do príncipe Charles, filho mais velho e primeiro na lista de sucessão da rainha Elizabeth II. A primeira-ministra, inclusive, entregou-lhe a mais importante honraria do país, a Ordem da Liberdade. A presença do príncipe de Gales e a premiação provocaram críticas de muitos cidadãos barbadenses, que não as consideraram apropriadas. David Denny, secretário do Movimento Caribenho pela Paz e Integração, afirmou ser um insulto ao povo do seu país:
       “Nenhum membro da família real deveria participar do nosso principal dia de liberdade. A família real beneficiou-se financeiramente da escravidão, e muitos de nossos irmãos e irmãs africanos morreram na batalha pela mudança.”
       Barbados permanece, ainda, integrando a Commonwealth, comunidade criada em 1926, atualmente com 53 países, em sua maioria ex-colônias britânicas. A chefe é justamente a rainha Elizabeth II, que ainda segue sendo chefe de Estado de outros 14 países, entre eles o Canadá, Nova Zelândia, Granada e Jamaica, além, claro, do Reino Unido. Mas ela não manda, necessariamente, nos seus integrantes, cumprindo algumas funções, que variam de acordo com o país, como aprovar a formação de governo e conceder honrarias. fr
Príncipe Charles, presidente Sandra Mason e a primeira-ministra Mia Mottley

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Palácio de Buckingham oferece salários de até 182 mil reais por ano


        A imprensa está noticiando que o Palácio de Buckingham, residência oficial da família real do Reino Unido, em Londres, está contratando motoristas e profissionais de limpeza, com jornada de 20 ou 40 horas semanais, durante os sete dias da semana. Agora, atenção para o salário, dependendo da função: 14 mil reais por mês, ou 182 mil reais por ano. O palácio também tem uma vaga para analista de sistemas, analista de serviço, gerente assistente de restaurante e gerente executivo.
        O anúncio informa ser necessário “boas habilidades de gerenciamento do tempo e capacidade de priorizar e gerenciar uma carga de trabalho diária movimentada”. Os interessados devem ser cidadãos britânicos ou possuírem o direito legal de trabalho no Reino Unido. O Palácio de Buckingham tem 77 mil metros quadrados e 775 cômodos, entre eles 19 quartos de Estado, 52 quartos reais e de hóspedes, 188 quartos para funcionários, 92 escritórios e 78 banheiros, entre outros.
        Minha opinião:
       Nada como viver em país (no caso um reino!) rico!... O mundo já não é mais o mesmo que era nos séculos passados, muita coisa mudou, mas alguns países ainda persistem em manter-se em uma realidade totalmente anacrônica. Como se ainda fizesse sentido ter um palácio com 775 cômodos à disposição de uma família real, resultando em uma despesa enorme, que poderia ser revertida em benefício da população dos países do Reino Unido. Se é que em algum momento isto fez sentido... Determinadas tradições realmente não se justificam mais! fr