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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

América não é um país, é um continente!

O esporte mais popular do Brasil e do mundo é o futebol, despertando a atenção e paixão de bilhões de pessoas. No domingo passado, dia 8, foi realizada a final da Liga Nacional de Futebol Americano (na realidade, dos EUA), o chamado Super Bowl, entre New England Patriots e Seattle Seahawks. Esse é um esporte praticamente desconhecido no Brasil, mas a Rede Globo transmitiu, pela primeira vez, o evento ao vivo, através dos seus canais pagos SporTV, Multishow e Globo Esporte. O “futebol americano” é tão interessante que a maior repercussão da final é sobre o show realizado no intervalo do jogo. A imprensa no Brasil praticamente só tem falado na apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny, e não é nem pela qualidade de sua música. É pela sensacional sacada que o cantor teve ao dizer a tradicional frase “Deus abençoe a América”, que os estadunidenses costumam repetir várias e várias vezes. Mas, como se sabe, a América para eles resume-se a apenas o país deles, os Estados Unidos. Bad Bunney disse “Deus abençoe a América, seja o Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Brasil, Colômbia, Venezuela, Guiana, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala, México, Cuba, República Dominicana, Jamaica, Haiti, Antilhas, Estados Unidos, Canadá, e minha terra-mãe, minha pátria, Porto Rico. Seguimos aqui!” Bad Bunny escancarou ao mundo o que eu venho dizendo aqui, no meu blog: a América não é um país, América é um continente! fr

domingo, 19 de novembro de 2023

Cuba sempre ameaçada

“Cuba Sempre Ameaçada”
Severo Gomes
Empresário, ex-senador, último artigo que escreveu antes de falecer, em 1992.

    Começo por lembrar a guerra do Peloponeso, transcrevendo diálogo narrado por Tucidides, entre os representantes da poderosa Atenas e os da pequena ilha de Melios:
      ‘Atenienses: Mostraremos claramente que é para o benefício do nosso império, e também para a salvação de vossa cidade, que estamos aqui dirigindo-vos a palavra, pois o nosso desejo é mantermos o domínio sobre vós sem problemas para nós, e ver-vos a salvo para vantagem de ambos os lados.
        Melios: Mas que vantagem poderemos ter em sermos escravos, em comparação com a vossa em dominar-nos?
       Atenienses: Ser-vos-ia vantajoso submeter-vos antes de terdes sofrido os mais terríveis males, e nós ganharíamos por não termos de vos destruir.
        Melios: Então vós não consentiríeis em deixar-nos tranquilos e em sermos amigos em vez de inimigos, sem nos aliarmos a qualquer dos lados?
       Atenienses: Não, pois vossa hostilidade não nos prejudicaria tanto quanto vossa amizade; com efeito, aos olhos de nossos súditos essa seria uma prova de nossa fraqueza, enquanto o vosso ódio é uma demonstração de nossa força.’
        Por aqui já se pode perceber que estou falando de Cuba e dos EUA, que sempre tiveram o projeto da submissão e da posse da ilha de Cuba.
        Em 1808, os Estados Unidos procuraram obter da Espanha a cessão de Cuba, então sua colônia.
        Em 1823, desenvolveram a doutrina da ‘fruta madura’, segundo a qual Cuba, logo que conquistasse a independência, deveria ser incorporada aos Estados Unidos.
        Em 1898, intervieram na guerra de independência, ocuparam militarmente a ilha por cinco anos, impuseram uma Constituição que lhes assegurou o direito de intervenção e usurparam um território em Guantánamo.
        A partir daí, depuseram e instalaram governos, intervieram constantemente em assuntos internos do país.
        Cuba só conquistou a sua independência em 1º de janeiro de 1959.
       É isso que está atravessado na garganta dos americanos. Além de terem os cubanos construído uma sociedade sem mendigos, sem analfabetos, sem desamparados, e com escolas e hospitais para todos.
        Mesmo porque, depois de tudo que ocorreu no Leste da Europa, Cuba não representa a menor ameaça para os EUA.
        No entanto, nunca foram tão violentas as pressões americanas sobre os cubanos. Não vendem nada para Cuba, não compram nada de Cuba. Não satisfeitos, obrigam as empresas controladas por capitais americanos, em terceiros países, a adotar a mesma disciplina, numa flagrante agressão ao Direito Internacional. Chegam a pressionar países como o México e a Venezuela para limitar os fornecimentos de petróleo. Até a venda de pequenas peças para o tratamento cardiológico de crianças está embargada.
        O argumento agora é o de que Cuba não é uma democracia e os EUA desejam libertar o povo cubano da opressão. Depois de terem apoiado as mais sangrentas ditaduras no Continente, os americanos podiam ter agora um pouco mais de pudor com os seus zelos democráticos.
        Creio que há neste Continente uma aspiração generalizada de que Cuba venha a viver dentro das liberdades democráticas e econômicas. Dá para imaginar um cabaré estatal? Mas é preciso lembrar que esse é um processo que não pode esquecer que há trinta anos a maior potência que já houve na história, por diferentes instrumentos, faz a guerra a Cuba, que está a 150 quilômetros do seu território.
       Uma abertura política e descuidada poderá jogar para dentro de Cuba, com personagens de primeira grandeza, forças que, não tendo nada a ver com o povo cubano, dispõem de uma imensa capacidade de corrupção e da prática do crime, como entre outras, a CIA e as máfias do jogo e da prostituição.
      É por isso que nós, que tivemos tanta alegria com a queda do Muro de Berlim, renovamos esses sentimentos, com os sinais da decadência americana.
        Estou chegando de Cuba, essa bela e pequena ilha que voga no mar Caribe como um cesta de flores. A nossa palmeira imperial é originária dessa região. Em Cuba estão por toda a parte, nas grotas e nos espigões, são as senhoras dos horizontes.
        Altas, esguias com seus penachos farfalhantes, parecem guerreiros Watuzi renascidos das senzalas cubanas para o encontro marcado.
        Artigo publicado em “Por que Cuba?’, coordenação Emir Sader, Rio de Janeiro, Revan, 1992.

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Quem nasce nos Estados Unidos da América é americano, norte-americano ou estadunidense?

Quando as pessoas referem-se a quem nasceu nos EUA, ou a produtos fabricados naquele país, é muito comum usar o gentílico “americano”. Nos países latino-americanos de língua espanhola e no Canadá que fala francês o termo mais usado é “estadunidense”, por ser o mais correto. Afinal, “América” não é um único país, refere-se ao continente todo, portanto, todos os seus países são “americanos”. Assim como “norte-americano” é usado para fazer referência à América do Norte, ou seja, EUA, Canadá e México. Mesmo assim, o termo “estadunidense” também não seria o mais adequado. Acontece que os EUA nunca se preocuparam com isso, até pela já conhecida autossuficiência que os caracterizam. E, por isso, nunca criaram um gentílico que fosse próprio ao país.  Eles são a “América”, e são “americanos”, é como se nem existissem mais o restante do continente, para falar a verdade eles pouco pensam a respeito dos outros países que fazem parte da região. É como se estivessem bem distantes deles, como se não fizessem parte do mesmo continente. Até porque o cidadão estadunidense não sabe diferenciar os países que fazem parte do continente, eles usam os termos genéricos “América do Sul” e “América Central”. Isto quando param para pensar sobre o assunto, o que é muito raro. A FUNAG (Fundação Alexandre de Gusmão), ligada ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, concorda: "A rigor, 'americano' é o gentílico de 'América' ou 'Américas'; 'norte-americano', o gentílico de 'América do Norte'; e 'estadunidense', o gentílico de 'Estados Unidos'. Quando o contexto não permite interpretações dúbias, podem-se usar as formas 'americano' ou 'norte-americano' com referência aos EUA". É isso, eu uso o termo “estadunidense” na ausência de um gentílico mais preciso, é o menos ruim (inclusive aqui no meu blog). fr   

Um só continente, três Américas

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Chaves reaparece por tecnologia que imita um ser humano de forma perfeita

Apesar de afastado da televisão e de todas as mídias eletrônicas por conta de uma disputa pelos direitos de exibição entre a Televisa e os seus herdeiros, o personagem Chaves, de Roberto Bolaños, reapareceu. O serviço de streaming (plataforma que disponibiliza diversas programações de emissoras, em diferentes idiomas) DishLatino atualmente está com um comercial em que o Chaves é recriado de forma bastante realista. O personagem parece mesmo ser o próprio Bolaños quando jovem, e é resultado da tecnologia deepfake, capaz de criar imagens de pessoas de forma bastante realista e parecer ser mesmo real. Na peça publicitária, destinada ao público latino residente nos Estados Unidos, Chaves contracena com o ator e comediante mexicano Eugenio Derbez, que destaca a capacidade criativa do povo latino. Mas, eu consultei a página da DishLatino e não há canais em português, apenas em espanhol e inglês.
Minha opinião: É uma alegria poder ver o Chaves novamente na TV, mesmo não sendo o nosso querido Roberto Bolaños que tantas alegrias já trouxe a tantas pessoas. Mas, por outro lado, é bastante preocupante ver essas modernas tecnologias, como a deepfake, que são capazes de fazer com que uma pessoa seja recriada e apareça em vídeo, com imagem 100% realista. Infelizmente, assim como pode ser utilizada para uma campanha que visa destacar o valor de um povo, ou uma pessoa, pode ser utilizada para difamar alguém, fazendo com que ela apareça fazendo algo ruim e condenável. Muita gente acredita em tudo que vê e não procura checar a veracidade do que está compartilhando, enfim, é um perigo nas mãos de pessoas mal-intencionadas. fr

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Frases: Bernie Sanders

"Temos que ser honestos. A história dos Estados Unidos em relação à América Latina foi a de uma nação poderosa, com o exército mais forte do mundo, dizendo: 'Não gostamos deste governo, vamos derrubá-lo'. Os Estados Unidos não podem continuar intervindo na América Latina e derrubando governos ou tentando desestabilizá-los por razões econômicas." Senador Bernie Sanders, que disputa com Hillary Clinton as prévias para ser o candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, defendendo que as relações de seu país com a América Latina passem a se basear no respeito mútuo.

domingo, 13 de julho de 2014

Vou torcer pela Argentina!

Hoje, a Copa do Mundo acaba oficialmente. O Maracanã vai ser o palco da final entre Argentina e Alemanha. Muitos brasileiros se posicionam radicalmente contra os argentinos, inclusive, por incrível que pareça, jornalistas, de quem se espera um certo equilíbrio emocional, isenção e ponderação. O brasileiro já cresce sendo doutrinado para não gostar dos argentinos, nem sabem porquê. Quando se pergunta a razão de tanta raiva, não sabem justificar. As pessoas deveriam pensar e se perguntar a quem interessa que o Brasil não seja unido com os seus vizinhos. Eu vou torcer pela Argentina hoje! Vão dizer que se os argentinos conquistarem o título no Brasil eles vão nos 'zoar'. Como se nós, brasileiros, não fizéssemos o mesmo quando vencemos a Argentina. E como se os alemães também não estivessem nos 'zoando' desde a goleada histórica de 7x1. E desde que a brincadeira seja sadia e não passe disso mesmo, brincadeira, não há o menor problema. Eles tiram sarro de lá, nós de cá, e fica por isso mesmo, sem brigas, sem disseminação de rancor ou preconceito de parte a parte. E a melhor resposta que nós poderemos dar a Argentina é nos preparar melhor, formar uma nova seleção, com nova e melhor comissão técnica, para vencê-los futuramente. A resposta tem que vir no campo! Dá-lhe Argentina! Dá-lhe América do Sul! Nós não somos europeus, nós não vivemos na Europa. Temos que nos unir em benefício da região em que nós, brasileiros, argentinos, uruguaios, chilenos etc. vivemos.  fr

terça-feira, 23 de abril de 2013

A criminalidade no país também se combate investindo maciçamente em educação!


Se os nossos governantes fizessem a sua obrigação e não fossem tão corruptos, não precisaríamos estar hoje discutindo a redução da maioridade penal, como se isso fosse acabar ou mesmo diminuir a violência! Lugar de criança é na escola, estudando, e não nas ruas!  fr

quarta-feira, 6 de março de 2013

Após meses de luta, morre Hugo Chávez, aos 58 anos


Faleceu ontem o presidente venezuelano Hugo Chávez, vítima de câncer. Polêmico, foi eleito no final do ano passado para o que seria seu quarto mandato. Durante os anos de seu governo, a Venezuela viveu uma melhoria significativa da qualidade de vida de seu povo. Mas Chávez provocou a ira das elites venezuelanas e dos Estados Unidos. Em 2002, Chávez sofreu uma tentativa de golpe, mas conseguiu, com apoio popular, retomar seu cargo, denunciando a participação dos EUA na tentativa golpista. Carismático, mas muitas vezes falastrão, o que fazia com que muitas pessoas não o levassem a sério em algumas situação. Lutou contra a doença durante meses, mas, com certeza, deixou um significativo legado em seu país. Torço para que a Venezuela siga seu caminho político no respeito à democracia, e fortaleça sua participação no Mercosul e no bloco sul-americano. E que o povo venezuelano siga conquistando melhorias no que diz respeito às condições de vida. Meu apoio e simpatia ao nosso país irmão!   fr

       Reprodução

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A demonização de Chávez


A demonização de Chávez
Eduardo Galeano

    Hugo Chávez é um demônio. Por quê? Porque alfabetizou 2 milhões de venezuelanos que não sabiam ler, nem escrever, mesmo vivendo em um país detentor da riqueza natural mais importante do mundo, o petróleo.
    Eu morei nesse país alguns anos e conheci muito bem o que ele era. O chamavam de "Venezuela Saudita" por causa do petróleo. Havia 2 milhões de crianças que não podiam ir à escola porque não tinham documentos. Então, chegou um governo, esse governo diabólico, demoníaco, que faz coisas elementares, como dizer: "As crianças devem ser aceitas nas escolas com ou sem documentos".
      Aí, caiu o mundo: isso é a prova de que Chávez é um malvado malvadíssimo. Já que ele detém essa riqueza, e com a subida do preço do petróleo graças à guerra do Iraque, ele quer usá-la para a solidariedade. Quer ajudar os países sul-americanos, e especialmente Cuba.
     Cuba envia médicos, ele paga com petróleo. Mas esses médicos também foram fonte de escândalo. Dizem que os médicos venezuelanos estavam furiosos com a presença desses intrusos trabalhando nos bairros mais pobres. Na época em que eu morava lá como correspondente da Prensa Latina, nunca vi um médico.
     Agora sim há médicos. A presença dos médicos cubanos é outra evidência de que Chávez está na Terra só de visita, porque ele pertence ao inferno. Então, quando for ler uma notícia, você deve traduzir tudo. O demonismo tem essa origem, para justificar a diabólica máquina da morte.

Fonte: Mídia Independente (de Rádio Rua)

Eduardo Galeano é jornalista e escritor uruguaio, autor, entre outros, de "As Veias Abertas da América Latina", "O Livro dos Abraços" e "O Futebol ao Sol e à Sombra".

sábado, 12 de janeiro de 2013

Um presidente que não vive no luxo e na ostentação

Estamos acostumados a ver presidentes, primeiros-ministros, reis e rainhas usufruindo do luxo e dos privilégios de suas funções. A começar por morarem com a família em residências enormes, geralmente palácios, sempre com muita ostentação. Mas, pelo menos um chefe de Estado no mundo vem se destacando por sua austeridade. É o presidente uruguaio José Mujica, de 77 anos. Ele mora com a esposa, a senadora Lucía Topolansky, na mesma chácara onde residiam antes de ele ser eleito, em 2009. Ele não tem grandes mordomias, e ainda doa praticamente todo o seu salário (o correspondente a 25 mil reais) a ONGs e à caridade, ficando com 10% para suas despesas. A esposa também doa parte do seu salário. Mujica possui dois carros velhos e três tratores. Em sua juventude, combateu a ditadura militar que dominou o Uruguai de 1973 a 1985, chegou a levar tiros e a ficar preso durante 14 anos, quando foi torturado. O que mais se vê no Brasil e no mundo todo são políticos enriquecerem às custas do povo. O presidente José Mujica é uma exceção e um exemplo que deveria ser seguido por todos, o que, evidentemente, não vai acontecer, porque a maioria dos políticos é individualista e se preocupa mais com o pessoal do que com o coletivo. Parabéns ao presidente uruguaio José Mujica! fr

sábado, 8 de dezembro de 2012

Bolívia será próximo membro efetivo do Mercosul

A Bolívia será o sexto país integrante do Mercosul (Mercado Comum do Sul), que vem a ser uma União Aduaneira, ou seja, uma área de livre comércio com uma tarifa externa comum. Ontem, foi assinado em reunião de cúpula em Brasília o protocolo de adesão desse país, que virá a ser concretizada após a aprovação dos Congressos dos membros efetivos: Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e o Paraguai, suspenso desde o impeachment do então presidente Fernando Lugo, em junho deste ano. A Bolívia é um Estado associado ao Mercosul, assim como Chile, Peru, Colômbia e Equador, país que já demonstrou a intenção de se associar de forma efetiva ao bloco. O Suriname também manifestou o desejo de passar a ser Estado associado. É mais um passo para a união dos países da América do Sul, através da UNASUL (União de Nações Sul-Americanas), o que, após ser concretizada, substituirá os blocos Mercosul e a Comunidade Andina de Nações, e tornará os países mais fortes para negociar com os EUA e a União Europeia. fr

terça-feira, 31 de julho de 2012

Venezuela é o mais novo membro do Mercosul

Em reunião de cúpula do Mercosul, realizada no Palácio do Planalto, a Venezuela foi recebida oficialmente como o mais novo integrante do bloco. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, destacou a importância da entrada do seu país no Mercosul para a industrialização e o fim da dependência ao petróleo por parte da Venezuela. A presidente Dilma Roussef afirmou que, com o novo membro, o Mercosul passará a ser uma das regiões mais fortes economicamente do mundo.
Os presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Dilma Roussef (Brasil),
Jose Mujica (Uruguai) e Cristina Kirchner (Argentina).
O Paraguai não esteve representado por estar suspenso desde
o afastamento do presidente Fernando Lugo. Foto: Wilson Dias (Ag. Brasil).