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quinta-feira, 19 de junho de 2025
quarta-feira, 19 de junho de 2024
Parabéns ao aniversariante do dia: Chico Buarque 80 anos!
"Cálice": Chico Buarque & Milton Nascimento
Que esses tempos não voltem ao Brasil NUNCA MAIS!
Imagens: Novela "Amor e Revolução", SBT
terça-feira, 25 de abril de 2023
Chico Buarque recebe Prêmio Camões após 4 anos de intolerância e ódio

Em seu discurso, Chico
Buarque lembrou o pai:
“Ao receber esse Prêmio eu penso no
meu pai, o historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda, de quem herdei
alguns livros e o amor pela língua portuguesa. Relembro quantas vezes
interrompi seus estudos para lhe submeter meus escritos juvenis, que ele julgava
sem complacência e sem excessiva severidade, para em seguida me indicar
leituras que poderiam me valer numa eventual carreira literária.
Mais tarde, quando me bandeei para a
música popular, não se aborreceu, longe disso, pois gostava de samba, tocava um
pouco de piano e era amigo próximo de Vinicius de Moraes, para quem a palavra
cantada talvez fosse simplesmente um jeito mais sensual de falar a nossa
língua. Posso imaginar meu pai coruja ao me ver hoje aqui, se bem que, caso
fosse possível nos encontrarmos neste salão, eu estaria na assistência e ele
cá, no meu posto, a receber o prêmio Camões com muito mais propriedade.”
E finalizou, destacando a
importância da derrota do governo de Bolsonaro, a quem fez questão de fazer um
agradecimento público:
“Quatro anos com uma pandemia no meio
davam às vezes a impressão que um tempo bem mais longo havia transcorrido. No
que se refere ao meu país, quatro anos de governo funesto duraram uma
eternidade, porque foi um tempo em que o tempo parecia andar para trás. Aquele
governo foi derrotado nas urnas mas nem por isso podemos nos distrair, pois a
ameaça facista persiste, no Brasil e por toda parte. Hoje, porém nessa tarde de
celebração, reconforta-me lembrar que o ex-presidente teve a rara fineza de não
sujar o diploma do meu Prêmio Camões, deixando seu espaço em branco para
assinatura do nosso presidente Lula.
Recebo esse prêmio menos como uma honraria pessoal e mais como um desagravo a tantos autores e artistas brasileiros humilhados e ofendidos nesses últimos anos de estupidez e obscurantismo. Muito obrigado.” Na foto acima, Chico Buarque recebe o diploma. Ao lado, os presidentes de Portugal e do Brasil. fr
quinta-feira, 5 de janeiro de 2023
Presidente Lula vai assinar o Prêmio Camões a Chico Buarque, recusado por Bolsonaro em 2019

quinta-feira, 24 de junho de 2021
sexta-feira, 13 de novembro de 2020
"Cálice" (Milton Nascimento e Chico Buarque)
Composição: Chico Buarque e Gilberto Gil
Intérpretes: Chico Buarque e Milton Nascimento
segunda-feira, 1 de junho de 2020
sexta-feira, 17 de abril de 2020
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
"Estorvo", Chico Buarque

quarta-feira, 27 de novembro de 2019
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Governo Bolsonaro segue linha ideológica para não assinar diploma do Prêmio Camões para Chico Buarque

Ao ser perguntado recentemente pela imprensa quando assinaria o diploma, Bolsonaro tentou fazer graça: “É segredo. Chico Buarque? Eu tenho prazo? Até 31 de dezembro de 2026 eu assino.” O presidente sempre criticou o PT (Partido dos Trabalhadores) por, supostamente, ter governado seguindo convicções ideológicas, mas está fazendo justamente isso. Não interessa se o Chico Buarque é simpático ao Lula, e contrário ao seu governo, o que realmente deve ser levado em conta é ele ser reconhecido pelo seu valor artístico dentro e fora do Brasil.
Além do mais, Bolsonaro demonstra muita pretensão em afirmar que estará no poder até 2026, afinal ele sequer completou o seu mandato. E somente o povo pode dizer se vai querer que ele continue como presidente, na eleição de 2022. Chico Buarque publicou em uma rede social uma resposta à altura: “A não assinatura do Bolsonaro no diploma é para mim um segundo Prêmio Camões”. A cerimônia de entrega do diploma está prevista para acontecer em abril do ano que vem.
Esta é a 31ª edição do Prêmio Camões, iniciada em 1989, e o Chico Buarque é o 13º brasileiro a conquistá-lo. As outras edições premiaram 12 portugueses, dois moçambicanos, dois angolanos e dois cabo-verdianos. Entre os escritores já premiados, estão: João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, José Saramago, Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles, João Ubaldo Ribeiro e Dalton Trevisan. Chico Buarque é mais conhecido pela sua obra musical, eu mesmo tenho vários de seus discos, mas ele também é dramaturgo e escritor. Independente da picuinha do presidente, Chico Buarque já recebeu o prêmio de 100 mil euros, metade pagos pelo governo português, e a outra metade pelo brasileiro. Aceita que dói menos, presidente! fr
segunda-feira, 21 de maio de 2018
quinta-feira, 19 de junho de 2014
70 anos de Chico Buarque
Composição: Chico Buarque e Francis Hime
Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Ditadura nunca mais!: "Vai Passar" (Chico Buarque)
Composição: Chico Buarque e Francis Hime
Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar
domingo, 21 de outubro de 2012
"Construção" (Chico Buarque de Hollanda)
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Grande Chico Buarque de Holanda: "Vai Passar"
"Vai Passar"
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque e Francis Hime
Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar