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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

TRE condena ex-prefeito do Rio, Marcelo Crivella, por abuso de poder político e econômico e ele fica inelegível até 2028!

Crivella é condenado por abuso de poder político e econômico

Corte Eleitoral declarou o político inelegível até 2028, devido ao uso da máquina pública para financiamento de campanha via caixa 2
08/10/2024 18:38

        Na sessão plenária desta terça-feira (8), o Colegiado do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) tornou inelegível até 2028 o deputado federal e ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos), além de aplicar multa de R$106.410,00, pela prática de abuso de poder político e econômico e conduta vedada nas eleições de 2020. A Corte entendeu, por maioria, que Crivella fez uso da máquina pública enquanto esteve à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro, visando obter financiamento para sua campanha à reeleição, via caixa 2. Naquele pleito, Crivella não conseguiu se reeleger.
        De acordo com o relator do processo, desembargador eleitoral Rafael Estrela, o ex-prefeito comandou esquema na administração pública que movimentou ilicitamente R$50 milhões, envolvendo aliciamento de empresários e fraude em licitações, tendo em vista o enriquecimento ilícito e a perpetuação no poder. O operador do esquema era o empresário Rafael Alves, que também foi declarado inelegível até 2028 e multado em R$106.410,00.
        A ação de investigação judicial eleitoral (Aije) julgada é um desdobramento da operação Hades, que levou à prisão do então prefeito, em dezembro de 2020, e investigou o caso que ficou conhecido como “QG da Propina”.
        Mesmo sem cargo na Prefeitura, Rafael Alves negociava apoio político de diversos empresários, em sala na sede da Riotur (Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro), presidida por seu irmão Marcelo Alves. Entre os benefícios oferecidos, em troca de contrapartida de caráter econômico, estavam o favorecimento em licitações e no recebimento de ordens de pagamento da Prefeitura, além da nomeação em cargos.
      “As atividades conduzidas pelos investigados visavam um fim comum: atendimentos aos compromissos de campanha em 2016 e galgar ao cargo em 2020. (...) Os chamados ‘investimentos’ tratados nos diálogos estabelecidos [entre Rafael Alves e empresários] nada mais são que valores recebidos ilicitamente, retornado a eles a título de propina, revertidos em proveito pessoal para enriquecimento patrimonial”, destacou o relator.
        Segundo o magistrado, houve manipulação da licitação para a contratação do grupo Assim Saúde pelo Previ-Rio (Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro). O relator do processo ressaltou que Rafael Alvez criou empresas de fachada, algumas com sócios laranjas, para simular prestação de serviço diversos à Assim Saúde.“As empresas Bem Viver e Sacha Produções, das quais Rafael Alves e seu pai Aldano Alves eram sócios, receberam total de 79 pagamentos, totalizando 14.185.000 sem que qualquer serviço fosse prestado”, afirmou o magistrado.
       O relator destacou que o recebimento de valores por serviços não efetivamente prestados era comum e englobava outras empresas não formalmente relacionadas a Rafael Aves, mas sempre passava pelo seu crivo de operacionalização, como a empresa AGMT Corretora de Seguros de Vida, Previdência e Saúde Ltda, e a Zello Corretora de Seguros de Vida Ltda.
        De acordo com o processo, o esquema de corrupção e direcionamento de licitações também aconteceu no âmbito da Rioluz (Companhia Municipal de Energia e Iluminação) e da Seop (Secretaria de Ordem Pública). Rafael Alves também negociou propina com diversas empresas, para que ganhassem prioridade no pagamento de valores devidos pelo Tesouro Municipal, em burla à ordem cronológica do pagamento.
        Para o desembargador eleitoral Rafael Estrela, restou inequívoco que os atos praticados caracterizam desvio de finalidade, tendo em vista que a máquina pública não foi utilizada em prol do interesse público, mas sim para a prática de atividades ilícitas, direcionadas a projeto político com finalidade eleitoreira. “Rafael Alves agia em comunhão de desígnios e sob a aquiescência do então prefeito”, afirmou.
        Ainda cabe recurso ao TSE, em Brasília. Acesse a íntegra do julgamento, iniciado em 12/09/2024, e concluído 08/10/2024. 
Processo relacionado: 0601673-36.2020.6.19.0229
Fonte: TRE-RJ.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Mais um! Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, é preso por corrupção

     Hoje, eu acordei bem cedo, às 6 horas. Como costumo fazer, liguei o rádio e a notícia que tomou o noticiário da imprensa durante todo o dia era a prisão do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos). A prisão preventiva (sem prazo previamente determinado) foi determinada pela desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, que determinou o afastamento do prefeito do cargo, a dez dias do fim do seu mandato. Como o vice, Fernando Mac Dowell, faleceu em maio de 2018, assumirá a prefeitura o presidente da Câmara dos Vereadores, Jorge Felippe (DEM). 
     Segundo a desembargadora, Crivella comanda uma organização criminosa atuante na prefeitura. O Ministério Público apresentou denúncia em relação ao prefeito e a outras 24 pessoas, em que os acusa de um esquema de pagamento de propina por empresários para ter ingerência em contratos da administração municipal. Todos responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva. Hoje, outros cinco dos acusados foram presos.
     Marcelo Crivella foi preso por volta das 6 horas da manhã pela Polícia Civil em sua residência, em um condomínio na Barra da Tijuca, e ainda estava de pijamas, quando recebeu ordem de prisão. Ele se junta a uma lista de governadores do nosso estado que já foram presos (Moreira Franco, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral Filho e Luiz Fernando Pezão). Crivella foi derrotado nas urnas mês passado, não conseguindo se reeleger e sendo muito mal avaliado pela maioria população, que o considerou incompetente e inapto para o cargo. 
     O curioso é que, durante os debates durante o segundo turno, Crivella pedia aos eleitores que não votassem em Eduardo Paes porque este seria preso muito em breve. Acabou que Paes foi eleito, e quem foi preso foi Crivella, bispo da Igreja Universal e sobrinho do seu fundador, bispo Edir Macedo. fr
Prefeito Marcelo Crivella (primeiro à esquerda), é conduzido preso pela Polícia Civil.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Prefeito Marcelo Crivella é condenado pelo TRE e declarado inelegível por 8 anos

            O prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (Republicanos) foi declarado, ontem, inelegível por oito anos por crimes de abuso de poder político pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral). A decisão foi unânime: sete votos a zero! E a inelegibilidade começa a contar a partir do ano de 2018, ou seja, dois anos já se passaram. Crivella é candidato à reeleição em novembro, e informou que irá recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A oposição defende que ele não possa concorrer já este ano, mas a Justiça Eleitoral ainda deve julgar o seu registro. Nas eleições de 2018, o político usou a estrutura pública da Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) para promover a campanha do filho, Marcelo Hodge Crivella, a deputado federal, e Alessandro Costa a deputado estadual. Nenhum dos dois foi eleito. Crivella também foi condenado ao pagamento de uma multa de 106 mil reais. O Rio de Janeiro tem prefeito e governador acusados e punidos por práticas ilegais. Vergonha!  fr

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Pedidos de impeachment contra o prefeito são rejeitados

Ontem, os pedidos de impeachment contra o prefeito bispo Marcelo Crivella (PRB) foram rejeitados em sessão extraordinária na Câmara de Vereadores. Foram 20 vereadores que votaram contra os pedidos e 19 a favor. Uma pena!  fr
 

Agora muitos estão arrependidos e com vergonha


quarta-feira, 11 de abril de 2018

Intolerância religiosa na televisão

Canal de televisão é concessão pública, dada pelo governo em nome de toda a sociedade, e não apenas de um grupo religioso. Queria ver o Ministério Público tomar uma atitude contra o fato de a TV Record nunca permitir a ida de convidados católicos ou de religiões afro a seus programas. Alguém já viu um padre ser entrevistado no programa do Porchat, ou do Gugu, ou da Sabrina...? E nunca vai ver!!! fr

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O Estado é laico, não permite interferência de nenhuma igreja


O mundo já sabe o que acontece quando o país deixa de ser laico e a intolerância religiosa e o fundamentalismo tomam conta. Será que é isso que nós queremos para o Rio de Janeiro e para o Brasil? fr

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Prefeito Crivella faz o que acusava adversário na campanha de querer fazer: aumentar IPTU

Parabéns àqueles que votaram no bispo Crivella porque na época da eleição, no ano passado, diziam que o Freixo, se eleito, iria aumentar o IPTU...Agora, é justamente o prefeito Crivella que aumentará o IPTU, com o apoio da maioria da Câmara dos Vereadores. Mas pagar IPTU a igreja Universal não quer, né!?... kkkkkkkk fr

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Igreja Universal não aceita homenagem a Dom Hélder Câmara

É lamentável que em pleno século 21, e no Brasil, tenhamos que conviver com práticas preconceituosas, atrasadas e ignorantes. A Igreja Universal ainda se recusa a dizer o nome da Av. Dom Hélder Câmara, no Rio de Janeiro, onde ela tem dois dos seus templos. Prefere se referir a ela em seus programas exibidos na TV Record como "antiga Av. Suburbana", apesar do nome ter mudado há mais de 15 anos! As demais denominações evangélicas que têm igrejas na avenida usam o nome correto sem problema nenhum. A Universal não. Triste! Nada justifica essa atitude agressiva e desnecessária. Até porque as pessoas iriam se acostumar muito mais rápido se ninguém mais usasse o nome antigo. Dom Hélder Câmara é um nome respeitado não apenas pelos católicos, mas por todas as religiões. Ele combateu a ditadura militar e lutou contra a pobreza e a miséria no Brasil. A homenagem prestada a ele no Rio de Janeiro é merecida e todos devem aceitá-la com satisfação, sabendo que o homenageado fez por merecê-la.  fr

domingo, 26 de outubro de 2014

Rio de Janeiro diz não à intolerância religiosa

Hoje, foi realizado o 2º turno da eleição para governador do estado do Rio de Janeiro. Eu considero péssima a administração de Sergio Cabral Filho. Ele renunciou ao cargo para disputar o cargo de senador, o que acabou não acontecendo. Em seu lugar, assumiu o vice, Luiz Fernando Pezão. Para o segundo turno, foram Pezão (PMDB) e o bispo licenciado da Igreja Universal, Marcelo Crivella (PRB). Votei no Pezão não por ter alguma simpatia a ele ou a gestão que ele representa. Mas porque a alternativa consegue ser ainda muito pior. Não dá para votar em um candidato que representa a intolerância religiosa e a mistura de política com religião. Ontem, dois templos da Universal no estado foram lacrados por fiscais do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) por ter se encontrado material irregular de campanha de Crivella e um cadastro de eleitores, fiéis da igreja, inclusive com títulos de eleitor. Além de tudo isso, Crivella aliou-se à família Garotinho. Eu tive que optar claramente entre duas opções péssimas e escolher a menos pior. Eu votei conscientemente sabendo que estava procurando evitar um dano maior para o Rio e o país.

Cerca de uma hora e meia após o fim da votação, encerrada às 17 horas, o resultado final foi divulgado. Pezão foi eleito com 4.343.298 votos (55,78% dos votos válidos). Marcelo Crivella teve 3.442.713 votos (44,22% dos votos válidos). Ao todo, foram 9.421.190 votos apurados, sendo 7.786.011 válidos (82,64%). E ainda: 319.823 votos em branco (3,39%), 1.315.356 votos nulos (13,96%) e 2.713.771 abstenções. Como sempre, uma enorme quantidade de votos inválidos e abstenções. E como em toda eleição, um "recado" das urnas aos políticos, recado esse que, como das vezes anteriores, é simplesmente ignorado pelos políticos, que estão se lixando para esse tipo de "manifestação". O recado que realmente conta é votar, é tomar uma postura, um lado, nem que seja, como no meu caso, optar pelo mal menor.   fr

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Igreja Universal sob investigação em Angola

                                                                                                                                                                                                      Reprodução parcial: Jornal de Angola

sábado, 19 de janeiro de 2013

'Forbes" lista os 5 maiores milionários da fé evangélica no Brasil

      Reprodução: revista 'Forbes'

A revista 'Forbes' divulgou quinta-feira a relação dos cinco "pastores mais ricos no Brasil". Liderando, com enorme folga, vem o dono da Igreja Universal, bispo Edir Macedo, com uma fortuna de quase 1 bilhão de dólares. Segundo a revista, "Religião sempre foi um negócio lucrativo. E se você for um pastor brasileiro, as chances de chegar à mina de ouro são grandes atualmente." A lista dos milionários da fé evangélica no Brasil com suas respectivas fortunas, em milhões de dólares:
 
1 – Bispo Macedo. (US$ 950 milhões)

2 – Valdemiro Santiago; ex-bispo da Igreja Universal, de onde foi expulso por se desentender com o "patrão", fundou a própria igreja, a Mundial do Poder de Deus. (US$ 220 milhões)
 
3 – Silas Malafaia, Assembleia de Deus. (US$ 150 milhões)
 
4 – R. R. Soares; ex-pastor da Igreja Universal, cunhado do bispo Macedo; da Igreja Internacional da Graça de Deus. (US$ 125 milhões)
 
5 – Casal apóstolo Estevam Hernandes Filho e bispa Sônia, Igreja Renascer em Cristo, da qual fazia parte o jogador Kaká, que deixou a igreja após a prisão do casal em um aeroporto de Miami sob a acusação de ter mais de US$ 56 mil não declarados escondidos. (US$ 65 milhões)