SEJA ÉTICO

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sábado, 2 de setembro de 2023

Universidade na Dinamarca tem arquivo com milhares de cérebros desde o fim da Segunda Guerra Mundial

        Pouca gente no mundo sabe, mas existe na Dinamarca um arquivo com cerca de 10 mil cérebros humanos, preservados em formol. São 9.479 cérebros retirados de pacientes que morreram em institutos psiquiátricos naquele país ao longo de 40 anos, sem conhecimento ou autorização dos próprios ou de seus familiares. Esse arquivo de cérebros teve início em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, e está localizado em um porão na Universidade do Sul da Dinamarca, uma das mais importantes de lá.
        Os pacientes que sofriam de transtornos mentais e morriam em uma instituição psiquiátrica tinham os seus cérebros removidos na autópsia e enviados para o Hospital Psiquiátrico Rissov, em Aarhaus, onde funcionava o Instituto de Patologia Cerebral. A prática somente foi interrompida e tornou-se pública em 1982, quando o hospital foi transferido para um outro prédio e não tinha mais orçamento para manter o arquivo. A fim de evitar que os cérebros fossem destruídos, a Universidade do Sul da Dinamarca aceitou recebê-los.
        A questão suscitou um debate ético quanto aos direitos dos pacientes psiquiátricos e ao fato de terem sido removidos e estarem sendo conservados os cérebros de milhares de cidadãos sem autorização e conhecimento. Chegou-se a defender a destruição dos cérebros ou que eles fossem enterrados. Após anos de discussões, o Conselho de Ética da Dinamarca aprovou a conservação do arquivo humano e a sua utilização para a pesquisa científica, mesmo sem a concordância dos familiares.
        Reconheceu-se a gravidade do que foi feito durante anos, mas decidiu-se dar uma destinação que possa ser útil ao avanço do tratamento do transtorno mental, ao invés de simplesmente destruir o arquivo. Os cérebros humanos possuem identificação, diagnóstico e os exames dos pacientes, e tudo está disponível, com algumas restrições, a qualquer pesquisador, dentro ou fora do país. Os interessados devem apresentar os seus projetos à avaliação de um comitê da universidade, e os estrangeiros devem aceitar trabalhar com cientistas dinamarqueses.
        Devido ao alto custo da pesquisa, não tem havido muita procura, a não ser pela indústria farmacêutica, mas esta preocupa-se mais com o desenvolvimento de novas drogas, não com a descoberta das causas que provocam os transtornos mentais. O atual diretor do arquivo, Martin Wirenfeldt Nielsen (foto), porém, destaca a importância do material para pesquisas que podem, no futuro, resultar em grandes inovações no tratamento das doenças mentais. (Fonte que eu usei: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c6plyjp8gwxo) fr  

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Vermes que estavam congelados há 46 mil anos voltam à vida!

    Essa notícia é fantástica! Estudo publicado na revista científica PLOS Genetics anuncia que vermes de 46 mil anos foram descongelados e voltaram à vida! E também já estão se reproduzindo, já que são uma espécie assexuada, ou seja, não necessita de um parceiro. Esses seres nematoides (em forma cilíndrica) foram encontrados a cerca de 40 metros de profundidade no permafrost da Sibéria. O permafrost é um tipo de solo existente na região do Ártico permanentemente congelado. A descoberta é resultado de um estudo internacional de pesquisadores russos, da Universidade Estatal de Moscou, e alemães, do Instituto Max Palnck e da Universidade de Colônia. E a datação da idade dos vermes foi possível devido ao método que utiliza o radiocarbono, calculando a sua existência entre 45 a 47 mil anos, no fim do período geológico Pleistoceno.
    O pesquisador Philipp Schiffer, da Universidade de Colônia, destacou a importância de se estudar essa nova espécie, a Panagrolaimus Kolymaensis, pois ajudará a entender como salvar espécies ameaçadas de extinção, como suportar viver em lugares de climas extremos e até retardar o envelhecimento de seres humanos. Ele não acredita que exista um risco imediato no descongelamento de organismos antigos, que poderiam abrigar patógenos, ou seja, organismos capazes de provocar doença em seu hospedeiro e representar uma ameaça aos seres humanos. “É algo possível. E com a Covid 2019 todos nós vimos o que pode acontecer de repente. Mas eu não diria que há um perigo iminente dessas foram trazerem alguma bactéria que de repente começa a matar humanos.”
    Não é a primeira vez que espécies desconhecidas são revividas. Outros vermes do gênero Plectus já foram descongelados da Sibéria, com idades estimadas em 42 mil anos, além de vírus de 48 mil anos. Esses seres tem a faculdade de entrar em um estado chamado de criptobiose, em que o metabolismo para, permitindo a sua sobrevivência por dezenas de milhares de anos.
    Minha opinião: Essa descoberta foi feita em 2018, mas somente este ano divulgada. O que mais os cientistas estão pesquisando? Não há transparência. O pesquisador diz que não existe um risco “iminente”, mas, ao mesmo tempo, reconhece que ele é possível. E se com essas pesquisas alguma bactéria assassina é revivida e se espalha pelo mundo? Basta ver o pânico que a Covid espalhou... fr

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Escritor e cientista prevê que o ser humano passará a ser imortal até 2030!

O ser humano será imortal até 2030. Esta previsão foi feita por Ray Kurzweil (foto), inventor e escritor estadunidense, que se baseia na evolução das pesquisas nas áreas de genética, nanotecnologia e robótica para justificá-la. Segundo ele, robôs microscópicos poderão ser inseridos dentro do corpo humano para recuperar células e tecidos danificados com o avanço da idade. Esses robôs também tornarão os seres humanos imunes a diversas doenças, inclusive o câncer. E máquinas serão conectadas ao neocórtex, ou seja, à área mais complexa e evoluída do cérebro, que é responsável por funções importantes, como consciência, linguagem, percepção sensorial e comandos motores. Dessa maneira, essas capacidades serão infinitamente desenvolvidas e os seres humanos cada vez mais inteligentes. A descrição de um futuro tão otimista para ocorrer em pouco tempo provocou ceticismo, mas Ray Kurzweill é conhecido por acertar previsões. Em 1990, ele afirmou que o computador seria capaz de vencer o melhor jogador de xadrez até o ano de 2000; em 1997, o russo Gary Kasparov perdeu para o supercomputador Deep Blue. Ele também disse, em 1999, que até 2023 um laptop (computador portátil) teria a capacidade de armazenamento de um cérebro humano, o que ocorreu. Eu espero que o ser humano fique mais inteligente, mas também passe a ser mais ético e com mais empatia! fr

quinta-feira, 29 de junho de 2023

Zelador desliga freezer que estava fazendo barulho irritante e acaba com 20 anos de pesquisa de Instituto científico nos EUA

Nos Estados Unidos, o zelador do Instituto Politécnico Rensselaer, em Nova Iorque, simplesmente desligou o freezer do laboratório onde estavam armazenados mais de 20 anos de uma importante pesquisa científica da instituição. Segundo ele, o freezer estava fazendo “um barulho insuportável” e, por isso, ele o desligou. O desastre ocorreu no dia 17 de setembro de 2020, e o Instituto decidiu processar não o funcionário, mas a empresa de limpeza Daigle Cleaning Systems Inc., sua contratante, por não o ter orientado e o supervisionado corretamente. A ação pede uma indenização de mais de um milhão de dólares, o correspondente a cerca de quatro milhões e oitocentos mil reais, por danos materiais e honorários advocatícios, mas ainda não teve uma sentença.  O freezer continha culturas e amostras de células que deviam ser mantidas a uma temperatura de -80ºC, e uma simples variação de três graus resultaria em prejuízos à pesquisa. Uma oscilação de temperatura de três graus para cima ou para baixo faria o alarme disparar. E foi o que ocorreu à época. O freezer apresentou problemas, disparando o alarme, com um som “irritante”, segundo o zelador, que resolveu desligá-lo. O Instituto alega que tomou medidas de emergência para poder aguardar a chegada de um técnico e que teria colocado um aviso informando o problema e alertando para que não se mexesse no aparelho. E que, se o freezer não tivesse sido desligado, fazendo com que a temperatura subisse a -32ºC, as amostras estariam preservadas. A equipe do laboratório tentou recuperá-las, mas a maioria tinha sido destruída. Que situação!  fr  

quarta-feira, 15 de março de 2023

Programas podem simular a imagem e voz de qualquer um e arruinar a vida de uma pessoa

Eu já escrevi aqui no meu blog que as inovações que vêm sendo anunciadas pela imprensa para o futuro chegam a assustar. São transplantes de cabeça; chips implantados com o conhecimento de qualquer especialidade, tornando a pessoa uma especialista em cinema ou física, por exemplo; e cérebros implantados em corpos artificiais. Outra inovação assustadora: programas de inteligência artificial podem capturar a imagem e a voz de qualquer pessoa e reproduzi-las depois para os propósitos. Vídeos podem ser produzidos e divulgados na internet mostrando uma pessoa, qualquer uma, falando ou fazendo as piores barbaridades, com 100% de realismo. Reputações vão ser destruídas em questão de minutos. E também podem servir para a aplicação de golpes, com as imagens e voz de pessoas clonadas para pedir dinheiro a parentes e amigos em situações supostamente urgentes, como acidentes e sequestros. Hoje, é muito comum as pessoas fazerem vídeos pessoas de si próprias e de suas famílias para divulgarem em redes sociais, e que podem facilmente copiadas por gente má intencionada. Não há limites para o que vem por aí!... fr

segunda-feira, 11 de julho de 2022

"A mosca" (1986) e "A mosca 2" (1989)















A MOSCA (“The fly”)
EUA, 1986, Terror e Ficção Científica
Direção: David Cronenberg
Com: Jeff Goldblum, Geena Davis


A MOSCA 2 (“The fly 2”)
EUA, 1989, Terror e Ficção Científica
Direção: Chris Walas
Com: Harley Cross, Eric Stoltz, Garry Chalk


Dois filmes muito, muito ruins! No primeiro, um cientista brilhante, mas tonto toda a vida, inventa uma máquina de teletransporte e se submete, sozinho, à experiência. Como no filme de 1958, uma mosca entra na cápsula com ele, e o resultado todo mundo sabe... E não bastasse, a namorada do cientista engravida! No segundo, a jovem dá a luz a um menino e morre durante o parto. O filho do cientista apresenta algumas anomalias: nunca dorme, tem um envelhecimento rápido e tem uma inteligência acima do normal. Ele tenta dar continuidade à pesquisa do pai, e já viu... Os dois filmes são gosmentos, com muito pus, nojentos mesmo, indicados àqueles que curtem filmes para estômagos fortes. 😝😝😝😄😄😄 fr

domingo, 10 de julho de 2022

"A maldição da mosca" (1965)

A MALDIÇÃO DA MOSCA (“The curse of the fly”)
Inglaterra, 1965; Terror e Ficção Científica; preto e branco
Direção: Don Sharp
Com: Brian Donlevy, George Baker, Carole Gray, Michael Graham
Último título da trilogia das moscas ligadas à família Delambre. Henri (?) é filho do criador da máquina de teletransporte do primeiro filme (não ficou claro porque o nome Henri, pelo menos para mim, já que o nome do filho era Philippe). Ele e seus dois filhos dão sequência às experiências fracassadas de sua família, com resultados igualmente desastrosos. Essa família não aprende! É ainda mais fraco do que o segundo filme. Nos créditos, “A maldição da mosca” termina com a pergunta “Será este o fim?”. Este terceiro filme realmente foi o fim de uma trilogia que seguia as experiências de uma família de cientistas, mas, duas décadas depois o tema seria novamente lembrado. E o pior é que conseguiriam fazer filmes ainda piores! Amanhã eu continuo. fr 

sábado, 9 de julho de 2022

"O monstro de mil olhos" (1959)

O MONSTRO DE MIL OLHOS (“Return of the fly”)
EUA, 1959; Terror e Ficção Científica; preto e branco
Direção: Edward Bernds
Com: Vincent Price, Brett Halsey, Dan Seymour, John Sutton, Danielle De Metz
Continuação lançada logo no ano seguinte de “A mosca da cabeça branca” para aproveitar o seu grande sucesso. Do elenco principal anterior, o filme mantém somente Vincent Price. Philippe (Brett Halsey), o filho do cientista do primeiro filme, André Delambre, já é adulto e, após a morte da mãe, resolve dar continuidade às experiências do pai, com a ajuda do tio François (Vincent Price), apesar deste ter tentado fazer com que ele mudasse de ideia. Alan (David Frankham) é convidado para trabalhar do projeto, mas rouba as anotações para que Max Berthold (Dan Seymour), um atravessador, as venda pelo maior preço a outro cientista. Alan era procurado pela polícia inglesa, e foi encontrado pelo inspetor Beecham (John Sutton), que, ao tentar prendê-lo, é morto e desintegrado na máquina, sendo depois reintegrado com as patas de um coelho de uma experiência não finalizada. Philippe suspeita do comportamento do “amigo” e o confronta, mas leva uma pancada, caindo desmaiado. Alan o coloca na máquina e, de propósito, também uma mosca, já que sabia do seu medo pelo inseto. O rapaz fica com a cabeça e uma pata de mosca, como o pai. Ele sai de casa e encontra o atravessador que revenderia a sua pesquisa e o mata, assim como mata Alan. Não se sabe como ele conseguiu descobrir quem era o atravessador, nem como soube onde encontrá-lo! Ao contrário do primeiro filme, Philippe volta ao laboratório e, com a ajuda do tio, consegue que a experiência seja revertida, voltando à condição humana. O filme claramente procura se aproveitar do sucesso que “A mosca da cabeça branca” teve; não gostei. fr  

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Dica de filme: "A mosca da cabeça branca" (1958)

A MOSCA DA CABEÇA BRANCA (“The fly”)
EUA, 1958; Terror e Ficção Científica; preto e branco
Direção: Kurt Neumann
Com: David Hedison, Patricia Owens, Vincent Price, Herbert Marshall
      Este é um filme de 1958, ainda em preto & branco, que eu destaco por mostrar que naquela época assuntos como teletransporte e combinação de DNAs entre espécies diferentes já despertavam o interesse. A história mostra um jovem cientista que inventa sozinho em seu laboratório uma máquina que transporta objetos e seres vivos de um local a outro.
      As moléculas são desintegradas de uma cabine e posteriormente reintegradas em outra, em um processo a que o cientista chama de “Desintegrador-Integrador”. A invenção tem o mesmo princípio do teletransporte da série de TV “Jornada nas Estrelas”, que viria a ser lançada anos mais tarde, em 1966.
      O objetivo do cientista era nobre, revolucionar o mundo, instalando suas máquinas em todos os países, acabando com todo o tipo de transporte até então existente, como carros, trens, aviões e até mesmo naves espaciais. E poder enviar excedentes de alimentos para nações mais necessitadas, pondo fim à fome no planeta.
      Primeiro ele testa a sua máquina com o gato do filho pequeno e o animal some no espaço; mas tudo corre bem em um segundo teste com um hamster. Ao decidir experimentar com um ser humano ele resolve se submeter à experiência. Se ele sumisse como o gatinho do filho, o filme acabaria bem cedo... 😄😄😄 Mas, o que aconteceu foi ainda pior! Ao se fechar na máquina, ele não percebeu a presença de uma mosca na máquina, e o resultado foi a mistura dos seus DNAs.
      O cientista ficou com a cabeça e uma pata de mosca, e a pequena mosca ficou com a cabeça do cientista (por isso a tradução do título do filme!) e um braço. Sem poder falar, ele solicitou à esposa, por escrito, que encontrasse a mosca para que se tentasse reverter a experiência. Como não foi possível e o cientista estava rapidamente perdendo o controle de suas atitudes, ele preferiu pôr fim a tudo, queimando as suas anotações e pedindo à esposa que o matasse.
      O curioso é o cientista ter a capacidade de raciocinar mesmo após a sua cabeça, e, consequentemente o cérebro, terem se fundido ao corpo da mosca. 😄😄😄 Ele se posicionou abaixo de uma prensa de uma antiga fundição, e a esposa apertou o botão, esmagando a cabeça monstruosa da mosca. A moça ainda teve o sangue frio para programar a prensa uma segunda vez para esmagar também a pata de mosca, que tinha ficado de fora.
      A história é contada pela esposa do cientista, Hélène, interpretada por Patrícia Owens, que está presente em todo o filme. David Hedison é André Delambre, o cientista, ator que ficou muito conhecido por interpretar o capitão Lee Crane da série de TV da década de 1960, “Viagem ao Fundo do Mar”, que eu estou assistindo atualmente, desde o primeiro episódio. Vincent Price, ator cuja carreira ficou marcada pelos filmes relacionados ao terror, é François, irmão de André e apaixonado pela cunhada. Herbert Marshall é o inspetor Charas, que investiga o caso.
      O diretor alemão, radicado nos Estados Unidos, Kurt Neumann suicidou-se pouco antes da estreia de “The fly” nos cinemas, sem tomar conhecimento do seu sucesso. O filme é originalmente em preto e branco, mas eu também já assisti a uma versão colorizada, e é baseado em um conto de George Langelaan, publicado em 1957 na revista “Playboy”.
      “A mosca da cabeça branca” fez muito sucesso à época e tornou-se uma referência de produções antigas de terror. E deu origem a quatro filmes diretamente relacionados ao tema: “O retorno da mosca” (1959), “A maldição da mosca” (1965), “A mosca” (1986) e “A mosca 2” (1989).
      Eu assisti a todos e vou comentá-los aqui no meu blog nos próximos dias. Mas, de todos, “A mosca da cabeça branca” é o meu preferido, apesar dos efeitos especiais antigos e de algumas incoerências, como a do cientista ainda poder raciocinar e tomar decisões como antes, mesmo tendo a sua cabeça (e cérebro) transferida para a mosca. Nada que impeça se divertir com o filme, um clássico! fr 

"A mosca da cabeça branca" (trailer)

 

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Crimes cometidos no espaço serão julgados pelas leis da Terra

     O Canadá aprovou uma alteração em seu Código Penal para poder punir crimes que possam vir a ser cometidos no espaço. A alteração foi aprovada pelo Congresso canadense no dia 28 deste mês por 181 votos, tendo recebido 144 votos contrários. Portanto, qualquer crime praticado por um astronauta canadense fora do nosso planeta será julgado pelas leis daquele país como se tivesse ocorrido em território do seu país. E também os crimes cometidos por astronautas estrangeiros contra os canadenses. O Canadá integra o projeto da Plataforma Orbital Lunar – Gateway, estação espacial em órbita lunar que servirá como um centro de pesquisas, suporte e estada, do qual fazem parte vários outros parceiros internacionais.
     Este é um assunto que vem sendo discutido há anos, principalmente desde a chegada do homem à Lua, em 1969. E agora, com a crescente participação de empresas particulares e bilionários na exploração do espaço, a questão tornou-se ainda mais preocupante. Em 2019, a astronauta estadunidense Anne McClain foi acusada por sua ex-companheira de ter acessado enquanto estava na Estação Espacial Internacional sua conta bancária sem autorização. Pesquisando, eu não encontrei nenhuma informação a respeito do resultado do processo. Esta foi a primeira acusação de um crime possivelmente cometido no espaço.
     Juridicamente, o espaço não pertence a ninguém especificamente, e sai à humanidade como um todo, mas, claro, as nações que vêm investindo mais e há mais tempo saíram na frente para a sua exploração. Entre os tratados internacionais sobre o espaço, o mais relevante é o Tratado do Espaço Exterior, segundo o qual o espaço não deve sua soberania reivindicada por ninguém, sua exploração deve obedecer a fins pacíficos e possíveis crimes cometidos devem obedecer a legislação dos países envolvidos (autor e réu).
    Minha opinião: Com o esgotamento das riquezas da Terra e a maneira predatória que o ser humano cuida do planeta, o espaço vem sendo cobiçado pelos países mais ricos e, também, por empresas e bilionários. Se o ser humano vier a cuidar dos outros planetas que ele pretende conquistar como cuida do nosso as perspectivas não são nada boas. A índole humana é de dominar, impor, mandar, e, até mesmo, pela violência, foi o que aconteceu quando os europeus chegaram no continente americano nos séculos 15 e 16. Eu acredito na existência de vidas inteligentes em outros planetas (por que existiria somente no nosso?), e caso o ser humano as encontre, infelizmente, é bem provável que queira fazer o mesmo. Mas, pode ser que, dessa vez, nós, seres humanos, façamos o papel de índios... fr

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Presidente da França se recusa a fazer testes de Covid em Moscou com medo de roubarem o seu DNA

       O presidente russo, Vladimir Putin, recebeu o seu colega francês, Emmanuel Macron, nesta segunda-feira, dia 7, em Moscou. E chamou muita atenção a enorme mesa em que os dois se sentaram, bem distantes um do outro. Segundo a presidência francesa, este distanciamento se deu porque Macron se recusou a fazer um teste de Covid em Moscou, antes do encontro. A imprensa francesa afirma que o motivo da recusa é porque ele não quis correr o risco de os russos se apoderarem do seu DNA.
       Se é teoria de conspiração ou não, o fato é que, por mais inacreditável que pareça ser, a verdade é que é bem provável que seja verdade. Não apenas a Rússia, mas os Estados Unidos e todas as potências fazem coisas tão fantasiosas, dignas de ficção, e que já foram comprovadas, que não se pode duvidar de mais esta. E no próximo dia 16, será a vez do presidente Bolsonaro a visitar Putin em Moscou.
       O Kremlin já enviou ao Itamaraty orientações para que o presidente brasileiro faça cinco testes de Covid antes de se encontrar com Putin. Agora é aguardar para ver qual será a atitude de Bolsonaro. Será que ele vai se recusar também, como fez Macron? E, assim, os dois vão se encontrar provavelmente na mesma mesa branca. Ou Bolsonaro vai se submeter às exigências russas, e fazer todos os testes? fr

domingo, 30 de janeiro de 2022

A casa e os cadernos de pesquisa de Marie Curie estão radioativos por 1,5 mil anos



     A cientista polonesa, naturalizada francesa, Marie Curie (1867-1934) desenvolveu pesquisas pioneiras sobre radioatividade e tornou-se a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel. Ela e o estadunidense Linus Pauling são, também, os únicos a serem premiados com dois Nobel em categorias diferentes. Marie Curie recebeu em 1903 o de Física, junto com o marido, Pierre Curie, e o francês Henri Becquerel, e em 1911 o de Química; Linus Pauling recebeu os de Química e Paz. Pierre Curie morreu em 1906, em um acidente na rua, atropelado por um veículo puxado por cavalos.
      Entre as contribuições de Marie Curie e de seu marido, pode-se citar a descoberta de dois elementos químicos, o polônio (Po), em homenagem ao país natal da cientista, e o rádio (Ra); o desenvolvimento da teoria da “radioatividade”, uma expressão que ela própria criou; e técnicas que possibilitassem o isolamento de isótopos radioativos. Marie Curie morreu em 1934, aos 66 anos, vítima de anemia aplástica, em decorrência de anos de exposição à radiação, cujos efeitos eram desconhecidos à época. A rara doença impede que o organismo produza quantidade necessária de células sanguíneas novas.
       Marie Curie manuseava tubos de ensaio com isótopos radioativos e durante a Primeira Guerra Mundial serviu como radiologista em hospitais, fazendo uso de equipamentos de raio-x sem nenhuma proteção. Para se ter uma ideia, os livros e os cadernos com as anotações do casal Curie estão lacrados em caixas especiais revestidas por chumbo nos porões da Biblioteca Nacional da França, devido à sua radioatividade. E somente podem ser consultados por pesquisadores com roupas de proteção e depois de assinarem um termo de responsabilidade. Marie Curie também está enterrada em um sarcófago de chumbo.
       De acordo com especialistas, o corpo da cientista e o seu material pessoal precisarão ser mantidos desta maneira por pelo menos 1,5 mil anos, tempo estimado para a desintegração do material radioativo. A residência do casal era usada como laboratório de experiências, com vários elementos radioativos sem proteção e em total desconhecimento dos riscos. Ela está fechada há anos, sendo mantida em acompanhamento pelo governo e a entrada nela é proibida. O primeiro país a proibir a utilização livre de metais radioativos foram os Estados Unidos, apenas em 1938. fr

domingo, 15 de agosto de 2021

Cientistas vêm buscando criar seres híbridos do ser humano com o macaco

         O livro “O sorriso do lagarto”, de João Ubaldo Ribeiro, aborda a criação de seres híbridos, seres humanos e macacos, algo que não está muito distante da realidade. Há vários relatos de pretensos cruzamentos que teriam sido realizados desde o século 11, como o de Peter Damian, que teria visto os filhos de uma mulher com um macaco. No início do século 20, o cientista soviético Ilya Ivanovich Ivanov teria feito experimentos com espermatozoides de macacos em mulheres, mas sem grandes resultados. Era intenção do ditador Josef Stalin criar um exército de seres mais fortes.
        Em 2018, o psicólogo estadunidense Gordon G. Gallup afirmou à imprensa que um de seus professores lhe teria confidenciado que em 1920, na Flórida, foi criado um ser resultado da inseminação de um chipanzé fêmea com o sêmen humano. Diante de questões éticas e morais, os cientistas resolveram aplicar a eutanásia no ser híbrido. Há outros exemplos.
       Muita coisa pode estar sendo feita sem conhecimento, e sem autorização, em laboratórios pelo mundo. O ser humano vem aprimorando o seu conhecimento científico, o que vai lhe permitindo avançar cada vez mais em experiências até há algum tempo inviáveis. Muitas delas poderão resultar na melhora da qualidade de vida das pessoas. Mas outras, como se vê, são muito discutíveis quanto ao aspecto ético. O ser humano pode fazer, mas será que deve? fr 

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Astrofísico Neil deGrasse Tyson destaca a Ciência e a Tecnologia do Brasil

Neil deGrasse Tyson é estadunidense, astrofísico, escritor e diretor do Planetário Hayden.

Carta Para o Brasil

Por Neil deGrasse Tyson

10 de setembro de 2020

Para a edição brasileira de Respostas de um astrofísico.

Caro Brasil,

Das minhas muitas viagens à América do Sul, nunca tive a oportunidade de visitar você. A maioria delas teve como destino a cordilheira dos Andes, com o objetivo de observar o magnífico céu do hemisfério sul através de telescópios de alta tecnologia de um consórcio internacional. Mas, mesmo assim, tenho pensado em você com bastante frequência.

Como nativo dos Estados Unidos da América, sei em que costumamos pensar quando se trata de você. Não seguindo uma ordem específica, você possui a maior e mais importante floresta tropical do mundo. Você abriga o maior rio do mundo, que, a cada minuto que passa, escoa para o oceano Atlântico um volume de água que daria para encher um estádio de futebol. E, sim, nós sabíamos da existência de seu rio e de sua floresta tropical muito antes de a Amazon.com1 pegar o nome emprestado.

Quer mais? Não há quem não goste de castanha-do-brasil2. Na verdade, nos EUA, nós precisamos pagar pelo pacote “premium” para que elas venham incluídas em nossos mix de castanhas. E mesmo aqueles de nós que quase não acompanham futebol sabem da existência de seus times famosos, ficando na maior expectativa de ver você na final da Copa do Mundo a cada quatro anos. Também sabemos das suas praias deslumbrantes pelas músicas que as cantam—a “Garota de Ipanema” sendo uma delas. Sabemos de suas festas populares, principalmente o Carnaval, e tentamos imitar a intensidade e a alegria dessas celebrações—com dança e música—aqui no nosso hemisfério. Sabemos do seu café. E eu, particularmente, amo a sua bandeira. Há um pedaço do céu noturno estampado nela; mais de duas dezenas de estrelas retraçam constelações autênticas, incluindo o Cruzeiro do Sul.

Então, se você perguntasse a qualquer um de nós nos EUA o que vem à nossa cabeça quando seu nome é mencionado, normalmente selecionaríamos algo a partir dessa lista.

Você sabe do que nós não nos damos conta? Metade das vezes que embarcamos em voos domésticos, da American Airlines ou de outras companhias aéreas, viajamos num avião da Embraer. Tudo bem, o folheto com instruções de segurança traz impresso nele o nome Embraer. Nós podemos até achar Embraer escrito em letras miúdas em algum lugar da fuselagem. Mas quase nenhum de nós sabe que a aeronave é projetada e fabricada no Brasil. Você poderia alardear “Tecnologia Brasileira,” mas não o faz. Por que não? A Alemanha não hesita em se gabar da dela. Nada mais justo, claro. Todo mundo conhece a qualidade dos produtos fabricados na Alemanha, que, por sua vez, permeiam sua economia aeroespacial, a terceira maior do mundo.

Mas, espere. Um dos grandes pioneiros nos primórdios da aviação era brasileiro. Engenheiro brilhante e inventivo, altamente condecorado, Alberto Santos-Dumont liderou a transição mundial do transporte aéreo mais leve que o ar para o mais pesado que o ar. O valor de uma semente cultural como essa, plantada no nascimento de uma indústria, é incalculável. Um século depois, você se tornou líder em tecnologias de biocombustíveis—um passo fundamental em direção a uma economia verde onde nossa harmonia com a natureza vai determinar se iremos prosperar, sobreviver ou nos extinguir. Você também possui uma ambiciosa agência espacial, além de ser a sexta maior indústria aeroespacial do mundo. Na América Latina, você também é líder em Tecnologia da Informação. E num país famoso por sua agricultura, quase um terço de sua economia se apoia num setor produtivo impregnado de tecnologia.

Então talvez seja a hora de o mundo saber mais a respeito disso. Talvez seja a hora de os brasileiros saberem mais sobre isso. Talvez esteja mais do que na hora de você exibir produtos que declarem: “Fabricado no Brasil.”

Seja o que mais for, ou não, verdade no mundo, as economias de crescimento do futuro—mesmo as que possam ser puramente agrícolas—vão girar em torno dos investimentos feitos hoje em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Numa democracia, esses investimentos fluem de um eleitorado letrado cientificamente, que elege líderes esclarecidos e que entendem o valor da educação, das pesquisas e das descobertas. Sem essas perspectivas, ainda estaríamos vivendo em cavernas, com alguns de nós resmungando: “Você não pode explorar o mundo exterior. Primeiro precisa resolver os problemas da nossa caverna.”

Para que ninguém se esqueça, o primeiro (e único) astronauta sul-americano foi um engenheiro aeronáutico brasileiro. E quando se deu o lançamento de sua missão? Em 2006, ano do centenário do primeiro avião bem-sucedido de Santos-Dumont. E o que ele levou para o espaço? Uma bandeira do Brasil e uma camisa da seleção brasileira de futebol.

Os países que mais passam por dificuldades no mundo tendem a ser aqueles com baixos níveis de instrução e com ausência de STEM3 em sua cultura. Você tem os recursos e o legado para liderar toda a América Latina, se não o mundo, no que um país do futuro deveria ser—no que um país do futuro deveria aspirar ser.

Se você abraçar e apoiar suas indústrias STEM—e o setor de tecnologia inteiro—então os sonhos dos alunos em toda a cadeia educacional não terão limites, conforme eles forem introduzidos num mundo em que foguetes são o que alimentam as ambições das pessoas que saem pela porta da caverna.

Atenciosamente,

Neil deGrasse Tyson

Estados Unidos da América

  • 1 Amazon é a palavra em inglês tanto para Amazonas quanto para Amazônica. (N. do T.)
  • 2 Também chamada de castanha-do-pará. (N. do T.)
  • 3 STEM é a sigla em inglês para Science, Technology, Engineering e Mathematics [Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática] (N. do T.)

Translators: Nicolas Pettengill & Renata Pettengill

Publisher: Grupo Editorial Record

sábado, 26 de setembro de 2020

Einstein e a sua foto mais famosa 😋😋😋


O cientista alemão Albert Einstein (1879-1955) é muito conhecido pela sua inteligência muito à frente do seu tempo, mas, curiosamente, a imagem mais famosa que se tem dele não é ligada ao trabalho. É a engraçada foto em que ele aparece fazendo uma careta, mostrando a língua. Ela foi tirada no dia do seu aniversário de 72 anos, dia 14 de março de 1951, quando saia de um clube em Nova Jersey, Estados Unidos, após já ter posado para os fotógrafos.

Einstein estava em um carro, acompanhado do diretor do Instituto de Estudos Avançados dos Estados Unidos, Frank Aydelotte, e da esposa dele. O fotógrafo Arthur Sasse, da agência de notícias United Press International, ainda insistiu para mais uma foto, e o cientista, com bom humor, colocou a língua para fora. Provavelmente já cheio de ter os seus movimentos acompanhados o tempo todo.

Depois de divulgada, Einstein gostou do resultado e até mandava cópias dela, apenas com o seu rosto em destaque, assinadas para amigos. Uma das fotos, mas mostrando todos no carro, também assinada, foi leiloada em Los Angeles por 125 mil dólares em 2017. Albert Einstein  era um físico teórico, responsável pela Teoria da Relatividade Geral, e recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1921. fr

domingo, 14 de junho de 2020

EUA lançam programa Artemisa para a exploração do espaço

Desde 1969, quando Neil Armstrong fez o famoso passeio pelo único satélite natural da Terra, que a Lua vem sendo cobiçada pelos países mais ricos do mundo. A NASA, agência espacial dos Estados Unidos, divulgou recentemente o Programa Artemisa, em que pretende enviar mais astronautas à Lua, incluindo a primeira mulher. Mas, além disso, elaborou o que vem sendo chamado de Acordos de Artemisa, em que ambiciona a exploração comercial do satélite. O nome é uma referência à deusa grega, considerada deusa da Lua, além da caça, dos animais e vida selvagem. A NASA afirma ter convidado outras agências espaciais do mundo a fazerem parte do programa.
         Utilizando como parâmetro o Tratado do Espaço Sideral, promulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1967, esses acordos procuram estabelecer regras para a exploração do espaço. Governos e empresas privadas devem respeitar os princípios da paz e cooperação, comprometendo-se a se ajudarem em casos de emergências e a divulgar dados e descobertas científicas. Além disso, seguir uma correta utilização dos dejetos no espaço, e proteger os locais históricos da Lua, como o da aterrissagem da Apolo 11 de Neil Armstrong.
         Outra preocupação é com a extração dos recursos da Lua, de Marte e de asteroides em geral. Os interessados na exploração devem informar previamente o local escolhido, e os seus objetivos, a fim de evitar conflitos por uma mesma região. Seria o estabelecimento de “zonas seguras”.   A divulgação desses acordos já provocou reações. O diretor da agência espacial russa Roscosmos, Dmitry Rogozin, considera uma apropriação indevida do espaço: “O princípio de invasão é o mesmo, seja na Lua ou no Iraque".
         Com certeza, é um assunto que vai suscitar muita polêmica, afinal o espaço é, a princípio, considerado um bem comum à humanidade, mas o atual governo dos Estados Unidos não parece pensar assim. A coordenadora do Programa de Leis Espaciais da Universidade de Mississippi, Michelle Hanlon, cita o Tratado do Espaço Sideral, que não permite a apropriação por parte de  países e empresas particulares de territórios no espaço. Mas é omisso quanto aos recursos lá existentes. Segundo ela, o interesse é garantir a posse do que se encontrar durante as viagens espaciais:
         - Tanto os Estados Unidos como a Rússia criaram o precedente de que se pode tomar coisas da Lua e reivindicá-las a si próprio. (...) Se formos olhar isso da maneira mais pessimista ou cínica, não há dúvida de que as zonas seguras são uma forma de reivindicar direito sobre propriedade. É uma forma de dizer 'não chegue perto de mim'.
 
Minha opinião:
         A tendência é que as pessoas vejam a exploração do espaço como algo bom, em que o nosso planeta esteja indo ao encontro de outras civilizações. Se pensarmos assim, tudo bem. Mas, desde que as descobertas advindas dessa exploração beneficiem a toda a humanidade, a começar pela criação de novas tecnologias para o uso nas mais diferentes áreas da vida humana. E que elas não acabem por ampliar ainda mais a distância já existente entre os países mais ricos e os demais.
         Eu acredito na possibilidade de existirem vidas inteligentes em planetas espalhados pelo universo. À medida que a tecnologia existente vai se aprimorando, é natural que os projetos de ir a planetas mais distantes passem a se tornar mais viáveis. Um dia, chegar à Lua era considerado por muitos como algo impossível. Hoje, já se fala em viver em Marte. Quanto mais longe, mais complexas as consequências.
         Cada vez mais, as estórias dos livros e filmes de ficção científica ficam mais próximas de se tornar realidade. A viagem ao espaço precisa ser com fins pacíficos, e que o ser humano não reproduza em outros planetas a lamentável prática predatória em busca de lucros. Caso contrário, acabará por destruir o nosso planeta e outros mais que vier a conseguir habitar. fr

Frases: Stephen Hawking

"Se os extraterrestres nos visitassem, o resultado seria mais importante do que quando Cristóvão Colombo chegou à América, o que não foi positivo para os índios americanos. Extraterrestres evoluídos poderiam ser nômades e querer conquistar e colonizar os planetas que forem conhecendo."


Stephen Hawking
(Físico e cosmólogo inglês)

sexta-feira, 26 de abril de 2019

STJ autoriza que clínica mantenha corpo sob criogenia

          O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu autorizar, dia 26, o pedido feito por uma das filhas de Luiz Felippe Dias de Andrade Monteiro, para que o seu corpo seja mantido em uma clínica dos Estados Unidos, sob processo de criogenia. Ele faleceu em janeiro de 2012, aos 83 anos de idade. A criogenia é uma técnica que conserva o corpo em temperaturas extremamente baixas, aguardando que a ciência descubra uma técnica que possa ressuscitar corpos sem vida. A decisão do STJ foi unânime, baseando-se no fato da legislação brasileira não se opor a este procedimento.
 
A filha do segundo casamento de Luiz Felippe, Ligia Cristina Mello Monteiro, é quem vem lutando para que o corpo do pai seja preservado por uma empresa privada no estado de Michigan, nos Estados Unidos. Ele teria manifestado este desejo ainda em vida a Ligia, com quem morava nos últimos 30 anos, no Rio de Janeiro. Duas outras filhas, do primeiro casamento de Luiz Felippe, que moram no Rio Grande do Sul, são contrárias que se leve adiante o processo de criogenia. Elas querem que o pai seja enterrado naquele estado, junto à mãe delas, e entraram na Justiça fluminense.
Ligia perdeu a ação na primeira instância, que autorizou o sepultamento, porém recorreu à segunda instância, que reformou a sentença, permitindo que se enviasse o corpo do pai aos Estados Unidos, preservado sob criogenia, o que ocorreu em julho de 2012.  Ela alegou que as irmãs não mantinham contato regular com o pai, e, por isso, desconheciam sua vontade. As irmãs, então, recorreram ao STJ.
O relator do recurso ao STJ, ministro Marco Aurélio Bellizze, justificou a decisão favorável à criogenia:
- "Não obstante as autoras e a ré possuam o mesmo grau de parentesco com o falecido, é razoável concluir, diante das particularidades fáticas do presente caso, que a manifestação da filha Lígia, ora recorrente, é a que traduz a real vontade de seu genitor em relação à destinação de seus restos mortais, pois, sem dúvida alguma, é a que melhor pode revelar suas convicções e desejos, em razão da longa convivência com ele, que perdurou até o final de sua vida", disse o ministro no voto.
As despesas do processo de criogenia, que já chegaram a 28 mil dólares, têm sido assumidas por Ligia Cristina. Ela assumiu nos autos do STJ também o compromisso de pagar as despesas das irmãs para que elas possam visitar o corpo do pai nos Estados Unidos. Caso elas desejem, entretanto, ainda podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Fontes: G1 e GaúchaZH. fr