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domingo, 7 de junho de 2026

Minissérie da Netflix "Brasil 70: a saga do Tri" reconstituiu a campanha vitoriosa no México e conta histórias fora do campo

Assisti os cinco episódios da minissérie “Brasil 70: a saga do Tri”, da Netflix, que está fazendo enorme sucesso contando o período de preparação e os jogos do Mundial do México, mas, também, o que se passou fora de campo. Em 1970, o Brasil estava sofrendo com a ditadura militar e o governo procurou aproveitar o futebol para conquistar a simpatia da população. A minissérie mostra algumas passagens que são pouco divulgadas. O Pelé sofria por não ter completado os dois Mundiais anteriores. Em 1962, no Chile, quando a seleção brasileira foi bicampeã, Pelé jogou a estreia, na vitória sobre o México por 2x0, e fez um dos gols, o outro foi de Zagallo. No segundo jogo, no empate em 0x0 com a Tchecoslováquia, ele sofreu uma distensão na virilha que o tirou da Copa. Garrincha e Amarildo, do Botafogo, foram os destaques e o Brasil foi bicampeão mundial. Quatro anos depois, na Inglaterra, o Brasil foi eliminado logo na primeira fase (2x0 Bulgária, 1x3 Hungria e 1x3 Portugal) e Pelé sofreu com marcações violentas, principal no jogo contra Portugal, em que saiu de campo amparado e com a perna sangrando. Naquele ano, muitos disseram que Pelé já não era mais o mesmo, e ele jurou nunca mais jogar pela seleção, mas, em 1968, ele decidiu voltar a vestir a camisa do Brasil. A minissérie conta também um trauma de Pelé na infância. Quando criança, ele costumava jogar bola nos barrancos na cidade de Bauru, em São Paulo. Em um dia de forte chuva, quando jogavam bola, um dos meninos foi soterrado e morreu. Edson Arantes do Nascimento carregou esse trauma por toda a vida. E no Mundial de 1970, no México, ele sofria com essa lembrança e acreditava ter uma dívida com Deus por ele ter sido salvo, acreditava que não iria terminar, mais uma vez, um Mundial. O goleiro Félix também sofreu com um fantasma, o de 1950, em que o goleiro Barbosa foi considerado culpado pela perda do Mundial disputado no Brasil, na derrota para o Uruguai no Maracanã, de virada, por 2x1. O seu medo era falhar e também ser marcado pela perda do tri. A minissérie mostra a demissão do treinador João Saldanha na véspera do Mundial, que teria sido solicitada pelo governo militar; o desentendimento do zagueiro Fontana com Pelé; a superstição do novo treinador, Zagallo; e a tensão no jogo contra o Uruguai por conta da derrota em 1950. A minissérie foi filmada no Brasil e no México, e os lances dos jogos foram reconstituídos pelos próprios atores. A direção é de Paulo, Pedro e Quico Morelli. O elenco principal: Rodrigo Santoro (João Saldanha); Bruno Mazzeo (Zagallo); Lucas Agrícola (Pelé); Gui Ferraz (Jairzinho); Ravel Andrade (Tostão); Daniel Blanco (Rivellino); Hugo Haddad (Félix) e o personagem fictício, o locutor Eusébio Teixeira (Marcelo Adnet). fr

Zagallo cobra jogadores no intervalo após primeiro tempo apático, Brasil vira em cima do Uruguai na semifinal do Mundial e acaba com "fantasma" de 1950

O processo de criação da minissérie “Brasil 70: a saga do Tri”

sexta-feira, 5 de junho de 2026

O Teatro Municipal é um dos edifícios mais bonitos do Brasil

O Teatro Municipal do Rio de Janeiro destaca-se na paisagem do Centro da cidade. Eu participei de uma visita guiada ao teatro, as visitas são pagas. Em 1894, o autor teatral Arthur Azevedo deu início a uma campanha para que o Rio viesse a ter um teatro com as características do Théâtre-Français, estatal francês, o que deu origem a uma lei municipal que estabelecia a sua construção, que acabou não sendo cumprida e o dinheiro arrecadado nunca foi utilizado para esse fim. À época, o Rio de Janeiro era Distrito Federal e estava passando por um processo de modernização e reurbanização do Centro, durante a administração do prefeito Pereira Passos (1902-1906). Em 1903, foi aberta a Avenida Central, atual Rio Branco, que fica ao lado do teatro; muitos cortiços que haviam na região foram derrubados. No mesmo ano, foi aberto um concurso para a escolha do projeto do teatro, com a escolha do projeto de Francisco de Oliveira Passos, justamente o filho do prefeito. O resultado recebeu, evidentemente, muitas críticas e resolveu-se premiar também o segundo colocado, o trabalho do francês Albert Guilbert, vice-presidente da Associação dos Arquitetos Franceses, e reunir os dois trabalhos no projeto final, ambos inspirados na Ópera de Paris, de Charles Garnier.

As obras de construção tiveram início em 1905, com 280 operários trabalhando em dois turnos o que possibilitou a inauguração do teatro em menos de cinco anos. O interior do teatro foi ornamentado pelos mais importantes pintores e escultores, como Rodolfo Amoedo, Eliseu Visconti e os irmãos Bernardelli, além de artesãos europeus, que criaram os vitrais e mosaicos. A fachada do teatro ainda conserva a grafia da época de sua inauguração, em 14 de julho de 1909, como o nome “Theatro”, com h. Ele foi inaugurado pelo presidente da República Nilo Peçanha, já durante a administração do novo prefeito, Souza Aguiar. Atualmente, o Teatro Municipal possui 2.252 lugares e, desde 1996, tem um edifício anexo, com salas para os ensaios do Coro, da Orquesta Sinfônica e do Ballet. A fachada do teatro tem seis enormes colunas de mármore italiano, e esculturas nos cantos do edifício representando a Música, a Poesia, a Comédia, a Tragédia, o Canto e a Dança, (veja as minhas fotos, as duas últimas têm a sua visão encoberta pelos galhos das árvores). E no alto tem uma águia dourada de 350 quilos, com oito mil folhas de ouro, 23 quilates de douramento.

No interior do teatro estão várias esculturas e pinturas; o piso é de mosaico veneziano; a entrada e o salão principal têm decoração luxuosa, com mármore, bronze, ônix, espelhos, cristais e talha dourada, e um enorme lustre de bronze dourado, composto por 118 lâmpadas e pingentes de cristal. O Salão Assyrio está localizado no subsolo, abaixo do palco do teatro. Apesar do nome, ele tem uma decoração de estilo eclético, com influências babilônicas, persas e assírias. Ao longo do tempo, no salão foram realizados bailes de máscaras, funcionou um museu, restaurante e local de apresentação de artistas, como o cantor Pixinguinha. O lustre do salão principal tem cerca de 600 quilos, 118 lâmpadas, foi fabricado na Inglaterra em 1909 e veio para o Rio em um navio. A sua estrutura é feita de bronze, folheado a ouro e adornado com cristais lapidados. Anualmente, o lustre passa por uma limpeza e manutenção, com um sistema elétrico que o faz descer até próximo ao chão. As lâmpadas passaram recentemente para o sistema de LED. Eu assisti a uma ópera no Teatro Municipal há muitos anos, na época eu namorava uma garota que adorava ópera; eu não curti, mas valeu pela experiência. Veja as fotos que eu fiz do Teatro Municipal e veja como ele é lindo! Apesar de ser municipal no nome, o teatro é administrado pelo governo do estado do Rio. Fontes: Visita guiada que eu fiz, Wikipédia, ensinarhistoria.com.br, crea-rj.org.br. fr

 

Fachada e interior do Teatro Municipal encantam pelos detalhes e beleza

Inauguração em 1909 contou com a presença do presidente Nilo Peçanha

Projeto vencedor para construção do Teatro Municipal foi do filho do prefeito. Coincidência?

Construção do Teatro Municipal fez parte de modernização e reurbanização do Centro do Rio