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quarta-feira, 10 de junho de 2026

"Eu não pedi ao Zagallo para me escalar no Mundial do México" (Tostão)


“A pressão feita por Pelé e outros jogadores para Zagallo me escalar não foi explícita como mostra a série ‘Brasil 70: a saga do Tri’, exibida pela Netflix. Se houve pressão, foi silenciosa, pelo olhar, nas entrelinhas e nas conversas ao pé do ouvido. Gerson, que jogava no Botafogo sob o comando de Zagallo, conversava muito com o técnico. Eu não fui até Zagallo para dizer que eu tinha de ser o titular, como mostra a série. Diferentemente do que é mostrado, Pelé era um atleta consciente, equilibrado, bem-humorado e muito forte emocionalmente. Por isso e pelas condições físicas e técnicas era o Pelé, o maior da história.” TOSTÃO, ex-jogador, atual comentarista.

domingo, 7 de junho de 2026

Minissérie da Netflix "Brasil 70: a saga do Tri" reconstituiu a campanha vitoriosa no México e conta histórias fora do campo

Assisti os cinco episódios da minissérie “Brasil 70: a saga do Tri”, da Netflix, que está fazendo enorme sucesso contando o período de preparação e os jogos do Mundial do México, mas, também, o que se passou fora de campo. Em 1970, o Brasil estava sofrendo com a ditadura militar e o governo procurou aproveitar o futebol para conquistar a simpatia da população. A minissérie mostra algumas passagens que são pouco divulgadas. O Pelé sofria por não ter completado os dois Mundiais anteriores. Em 1962, no Chile, quando a seleção brasileira foi bicampeã, Pelé jogou a estreia, na vitória sobre o México por 2x0, e fez um dos gols, o outro foi de Zagallo. No segundo jogo, no empate em 0x0 com a Tchecoslováquia, ele sofreu uma distensão na virilha que o tirou da Copa. Garrincha e Amarildo, do Botafogo, foram os destaques e o Brasil foi bicampeão mundial. Quatro anos depois, na Inglaterra, o Brasil foi eliminado logo na primeira fase (2x0 Bulgária, 1x3 Hungria e 1x3 Portugal) e Pelé sofreu com marcações violentas, principal no jogo contra Portugal, em que saiu de campo amparado e com a perna sangrando. Naquele ano, muitos disseram que Pelé já não era mais o mesmo, e ele jurou nunca mais jogar pela seleção, mas, em 1968, ele decidiu voltar a vestir a camisa do Brasil. A minissérie conta também um trauma de Pelé na infância. Quando criança, ele costumava jogar bola nos barrancos na cidade de Bauru, em São Paulo. Em um dia de forte chuva, quando jogavam bola, um dos meninos foi soterrado e morreu. Edson Arantes do Nascimento carregou esse trauma por toda a vida. E no Mundial de 1970, no México, ele sofria com essa lembrança e acreditava ter uma dívida com Deus por ele ter sido salvo, acreditava que não iria terminar, mais uma vez, um Mundial. O goleiro Félix também sofreu com um fantasma, o de 1950, em que o goleiro Barbosa foi considerado culpado pela perda do Mundial disputado no Brasil, na derrota para o Uruguai no Maracanã, de virada, por 2x1. O seu medo era falhar e também ser marcado pela perda do tri. A minissérie mostra a demissão do treinador João Saldanha na véspera do Mundial, que teria sido solicitada pelo governo militar; o desentendimento do zagueiro Fontana com Pelé; a superstição do novo treinador, Zagallo; e a tensão no jogo contra o Uruguai por conta da derrota em 1950. A minissérie foi filmada no Brasil e no México, e os lances dos jogos foram reconstituídos pelos próprios atores. A direção é de Paulo, Pedro e Quico Morelli. O elenco principal: Rodrigo Santoro (João Saldanha); Bruno Mazzeo (Zagallo); Lucas Agrícola (Pelé); Gui Ferraz (Jairzinho); Ravel Andrade (Tostão); Daniel Blanco (Rivellino); Hugo Haddad (Félix) e o personagem fictício, o locutor Eusébio Teixeira (Marcelo Adnet). fr

Zagallo cobra jogadores no intervalo após primeiro tempo apático. Brasil vira em cima do Uruguai na semifinal do Mundial por 3x1 e acaba com "fantasma" de 1950

O processo de criação da minissérie “Brasil 70: a saga do Tri”

sábado, 16 de maio de 2026

A Zebrinha do Fantástico marcou a minha infância

Quando eu era criança, gostava muito de ver a “Zebrinha do Fantástico”, personagem que marcava as colunas nos jogos da Loteria Esportiva, da Caixa Econômica Federal, aos domingos, no programa do Fantástico da Rede Globo. Ela foi criada pelo caricaturista e diretor de televisão Borjalo em 1972, tendo estreado no programa dominical no ano seguinte e ficado na ativa até 1986, quando a Loteria Esportiva já não era mais tão popular no Brasil, já sendo superada pela Mega-sena. O personagem da zebrinha foi escolhido por associação à zebra no futebol, ou seja, quando o favorito perdia para um time mais fraco. Que fez a voz da Zebrinha inicialmente foi o ator Pedro Braga, tenso sido substituído mais tarde pela também atriz Maralisi Tartarini. Assista a uma das apresentações da Zebrinha no Fantástico, abaixo, com o jornalista e botafoguense Léo Batista, em 1979. Naquele domingo, não aconteceu nenhuma zebra e o Fogão venceu o América por 2x0! fr

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Relembrando o programa "Viva o Gordo", do Jô Soares

Quando eu era criança gostava muito de assistir aos programas de humor do Jô Soares. Em 1981, ele estreou "Viva o Gordo", programa que foi exibido na Rede Globo de março de 1981 a dezembro de 1987, toda segunda-feira, às 21:20. Foram centenas de personagens criados por Jô Soares, e eu posso citar alguns que eu mais gostava: o Reizinho, Gardelón e o bordão “muy amigo!” e o Zé da Galera. E também foram muitos os atores que participaram do programa, destaco o Francisco Milani, que também foi um dos diretores do programa; Flávio Migliaccio; Felipe Carone; Brandão Filho (sensacional!); Walter D'ávila e a Berta Loran. Além dos quadros superengraçados, muitos com críticas políticas, o Jô Soares fazia questão de colocar no programa lindas mulheres de biquíni (hoje em dia, as feministas não iam gostar nada disso!). Eu gostava mais do programa de humor do Jô Soares do que o do Chico Anísio, que também fez muito sucesso à época na Globo. O Jô Soares saiu da emissora em 1988 para fazer o "Veja o Gordo" no SBT, do Silvio Santos, também programa de humor. Anos depois, passou a apresentar programas de entrevistas, primeiro no SBT (“Jô Soares Onze e Meia”) e, mais tarde, retornou à Globo (“Programa do Jô”). A Globo Marcas lançou um DVD duplo, em 2009, com os melhores momentos do programa "Viva o Gordo", e eu tenho um. Assista um dos programas “Viva o Gordo”, abaixo, e divirta-se! fr

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Abertura da telenovela "Escrava Isaura", da Rede Globo, em 1976

Essa é uma das chamadas da telenovela “Escrava Isaura”. Adaptação do livro “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães, lançado em 1875, a telenovela “Escrava Isaura” foi exibida pela Rede Globo entre outubro de 1976 e fevereiro de 1977, ou seja, cem anos depois, e fez enorme sucesso, tornando-se um marco na teledramaturgia brasileira. E foi exportada para mais de cem países, em diferentes idiomas, e, igualmente, conquistou o público estrangeiro. A adaptação foi feita por Gilberto Braga, e a direção foi de Herval Rossano. A história é sobre Isaura, uma jovem branca, órfã, criada por uma senhora da sociedade, que a criou e educou. Após a morte de sua protetora, o filho dela, Leôncio, assumiu a fazenda e os negócios, passando a assediar Isaura, que não se submeteu a ele, passando a sofrer sua perseguição. Leôncio encontrou a carta de alforria que a mãe fizera à Isaura e passou a tratar Isaura como uma simples escrava. Entre outros, fizeram parte do elenco: Lucélia Santos (Isaura), Rubens de Falco (Leôncio), Edwin Luisi (Álvaro), Roberto Pirilo (Tobias) e Norma Blum (Malvina). fr 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Paramount acaba com o canal Comedy Central e outros seis no Brasil

Hoje eu descobri que o canal Comedy Central (637) deixou de ser transmitido pela Paramount no Brasil, junto com outros seis canais: MTV, MTV Live, MTV 00’s, Nickelodeon, Nick Jr. e o Paramount Networks. Desses o que eu assistia era, mesmo, o Comedy Central, com séries de humor como “A boa vizinhança”, “O rei do bairro” e “Todo mundo odeia o Chris”. O Paramount Networks (658) passava filmes e, às vezes, eu também assistia. Os demais não. De acordo com a Paramount, faz “parte de uma estratégia global da empresa para focar em suas plataformas de streaming, como Paramount+ e Pluto TV”. fr

domingo, 21 de dezembro de 2025

O talentoso ator Ary Fontoura está divertindo também com vídeos nas redes sociais

Ary Fontoura é um dos meus atores preferidos. Com 92 anos, vai completar 93 no dia 27 de janeiro do ano que vem, e esbanjando vitalidade, ele vem destacando-se pelo seu talento na televisão, teatro e cinema, recebendo importantes prêmios ao longo de sua extensa carreira. Eu destaco o engraçado Nonô Correia na novela “Amor com amor se paga”, na Globo, em 1984, entre os seus vários trabalhos de sucesso. Com a Covid, o ator passou a publicar vídeos nas plataformas da internet, e vem fazendo enorme sucesso, tendo mais de um milhão de seguidores. Ary Fontoura está atualmente na novela das seis "Êta mundo melhor" da Globo. E em março de 2026, está previsto o lançamento do filme “Velhos bandidos”, em que Ary Fontoura e Fernanda Montenegro vivem dois criminosos idosos que planejavam um assalto a banco, mas precisavam de dois jovens para realizá-lo, até que sua casa é invadida justamente por um casal de assaltantes e os dois acabam sendo convidados a participar do plano. Claro, pretendo ver esse filme, que deve ser muito bom. Assista a um dos vídeos bem humorados e críticos que o Ary Fontoura publica, e procure segui-lo nas redes sociais, vale a pena! fr 

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Entrevista rara com o elenco de "Chaves" e "Chapolin Colorado", em 1977

Imagens raras, em preto e branco, de uma entrevista com o elenco de “Chaves” e “Chapolin Colorado”, realizada em 1977, na Venezuela, pelo jornalista Francisco Castillo, do canal TVN, Televisão Nacional de Chile. Os programas mexicanos de Roberto Bolaños, seu criador e ator principal, foram exibidos originariamente na televisão mexicana do início dos anos 1970 até o início da década de 1990, e posteriormente exibidas na América Latina, Estados Unidos, Itália, Espanha e alguns países da Ásia e África. No Brasil, alavancaram a audiência do SBT e vêm sendo reprisados e fazendo sucesso até hoje. Infelizmente, no final de 1978, Carlos Villagrán, o Quico, deixou os programas, tendo se desentendido com Bolaños. Anos mais tarde, Maria Antonieta de las Nieves, a Chiquinha, foi processada por Roberto Bolaños por questões de uso de imagem do personagem. Ramón Valdés, o Seu Madruga, faleceu em 1988, aos 63 anos, vítima de câncer, devido ao vício que tinha de fumar; e Aneglines Fernández, a Bruxa do 71, faleceu em 1994, aos 69 anos, também devido ao câncer; e Rubén Aguirre, faleceu em 2016, vítima de pneumonia e parada cardiorrespiratória. Florinda Meza, a Dona Florinda, manteve um relacionamento extraconjugal com Bolaños, o que fez com que o casamento deste terminasse, e os dois viessem a morar juntos e, em 2004, casarem-se. Roberto Bolaños faleceu em 2014, aos 85 anos, vítima de parada cardiorrespiratória, aos 85 anos, tendo recebido muitas homenagens em seu funeral, inclusive no Estádio Azteca, na cidade do México. fr 

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Ótima lembrança: "Mundo Animal", da Globo

Quando eu era criança, a Globo exibia um programa chamado “Mundo Animal”, que passava, se não me engano, nas manhãs de domingos. Era apresentado por Bill Burrud e mostrava a vida dos animais, com imagens lindíssimas. Foi exibido nos Estados Unidos de 1968 a 1974, e vendido para vários outros países, dentre eles o Brasil. Para aqueles que lembram desse programa, veja o vídeo, abaixo, para matar as saudades. E aqueles que nunca assistiram, podem assistir para conhecer. fr