A FIFA anunciou oficialmente na quarta-feira, dia 11, que a Copa do Mundo de 2034 será realizada na Arábia Saudita. Será a terceira ditadura a sediar um Mundial desde 2018, quando foi na Rússia, depois em 2022 foi no Catar. Uma vergonha mundial! A FIFA mostra, de forma clara e inquestionável, que somente importa-s com o dinheiro, não se importando em prestigiar ditaduras ferozes que desrespeitam os direitos humanos. A Arábia Saudita vem tentando mascarar a sua ditadura nos últimos anos, investindo no esporte, seja na Fórmula 1, seja no futebol. Vários jogadores não se importaram em jogar na Arábia Saudita e ganharem verdadeiras fortunas, como o português Cristiano Ronaldo, o brasileiro Neymar, o sérvio Sergej Milinkovic-Savic, o argentno Pity Martínez e o francês Karim Benzema, para citar apenas alguns. O próprio Alex Telles, atualmente no Botafogo, onde foi campeão brasileiro e da Libertadores, foi jogar lá antes de vestir a camisa do Glorioso. Tudo por dinheiro! Isso mostra como o ser humano é hipócrita! Muitos criticam ditaduras de esquerda, como a de Cuba e a da Venezuela, e com razão, mas fingem não ver a falta de liberdade política, religiosa e de imprensa na Arábia Saudita, onde as mulheres são exploradas e oprimidas e os opositores são sumariamente executados. No mesmo dia, a FIFA ratificou que Portugal, Espanha e Marrocos sediarão a Copa do Mundo de 2030, sendo que a primeira fase também será sediada na Argentina, Uruguai e Paraguai. A FIFA escancarou de uma vez por todas que a sua única preocupação é com os lucros, com o dinheiro, as vidas humanas não valem nada para ela. fr
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domingo, 15 de dezembro de 2024
quarta-feira, 1 de novembro de 2023
Os negócios falaram mais alto e presidente da FIFA anuncia Arábia Saudita como sede do Mundial de 2034
Em uma clara demonstração de que os lucros são mais importantes do que conceitos como direitos humanos e justiça social, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, anunciou, ontem, que a Arábia Saudita será a sede da Copa do Mundo de 2034. A Austrália desistiu de disputar a escolha como sede e deixou, assim, a Arábia Saudita como candidatura única. É o sucesso da política conhecida como sportswashing, que consiste no investimento com muito dinheiro no esporte para melhorar a imagem de uma ditadura. A monarquia absolutista da família Saud vem investindo em grandes eventos esportivos, como Fórmula-1 e o futebol, que atraem grande visibilidade mundial. O país contratou grandes nomes do futebol, como o português Cristiano Ronaldo, o brasileiro Neymar e o francês Benzema. Tudo para tirar de foco a ausência de democracia, a falta de liberdade de imprensa, a falta de liberdade religiosa, o tratamento desigual às mulheres e o desrespeito aos direitos humanos. Em 2018, o jornalista saudita Jamal Khashoggi, que fazia críticas ao regime do primeiro-ministro Mohammad bin Salman, foi assassinado dentro do consulado saudita na Turquia. De acordo com a imprensa dos Estados Unidos, a inteligência do governo estadunidense apurou que o assassinato foi ordenado pelo primeiro-ministro. Há muita hipocrisia entre as pessoas: se a ditadura for pobre e miserável ela é condenada e deve ser combatida, mas se for rica e poderosa ela é aceita e torna-se um parceiro de negócios. Na foto, abaixo, o presidente da Fifa e o primeiro-ministro da Arábia Saudita. fr
