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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Mais um caso de violência em sala de aula: aluno de 15 anos ataca professor com uma faca na Tijuca

Mais um caso de violência em escola! Ontem, um aluno de 15 anos atacou o professor com uma faca dentro da sala de aula, na Escola Municipal Orsina da Fonseca, na Tijuca. De acordo com a imprensa, a Polícia Militar foi chamada para atender a ocorrência e tanto o agressor quanto a vítima receberam atendimento médico, ambos com escoriações superficiais. Mas a situação só não foi mais grave porque os próprios colegas imobilizaram o rapaz, evitando que ele ferisse o professor com mais gravidade. O menor foi encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, e o caso foi registrado na 18ª DP (Praça da Bandeira). É apenas mais um caso de professores ameaçados e agredidos por alunos! São situações como essa que sempre me confirmam que a minha decisão de não dar aulas foi a mais correta! Eu sou formado em História, mas nunca tive a intenção de trabalhar como professor, não porque não goste de transmitir conhecimentos, mas pela desvalorização desses profissionais, que ganham mal, apanham de alunos, de seus pais, tios e parentes em geral. A quantidade de professores desestimulados, estressados, endividados e com problemas psicológicos por conta dessas e outras situações só aumenta ano a ano! Alguns dos meus colegas de faculdade já me disseram ter deixado a sala de aula, e procuraram outra profissão. Eu fiz o certo! fr

terça-feira, 31 de março de 2026

Pessoas pedem que paguem suas compras dentro dos supermercados

No supermercado que eu vou, tem uma senhora e um senhor que costumam abordar as pessoas pedindo que paguem suas compras. Já os vi vários dias seguidos. E não pedem coisas simples. Uma vez, a senhora estava com um pacote de cinco quilos de arroz! E vários outros itens. Eles vão praticamente todos os dias. A gente sabe que têm pessoas necessitadas, mas se as pessoas fazem várias compras diariamente, e pedem vários e vários itens vão acabar abrindo uma mercearia! fr

terça-feira, 17 de março de 2026

Quando eu ia ao caixa do banco, os funcionários pediam para eu usar o aplicativo, o resultado é o fechamento de agências e o desemprego dos funcionários

Há alguns anos, toda vez que eu entrava na agência bancária vinha logo um rapaz de colete me abordar perguntando o que eu ia fazer. Nem bom dia ele dava. E depois que eu falava, ele sempre dizia que eu podia resolver pelo aplicativo do banco, não precisava ir ao caixa da agência. Toda vez acontecia isso. Uma vez, já de saco cheio, eu, educadamente, falei a ele:

- Olha, se todas as pessoas deixarem de vir à agência e passarem a usar o aplicativo do banco você e os seus colegas vão deixar de ser necessários e vão acabar perdendo o emprego!

O tempo passou... e não é que foi justamente isso que aconteceu? Os bancos estão fechando todas as agências bancárias e mandando embora os funcionários, inclusive aquele rapaz que me abordava sempre dizendo para eu usar o aplicativo! fr

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

É tão leve ser simples!

Essa frase eu vi na sala de espera do consultório do meu dentista: “é tão leve ser simples”. Concordo! E há anos venho me desapegando de várias coisas que eu vinha guardando há anos e não usava: alguns livros e revistas, CDs, DVDs, fitas cassetes, chaveiros e outros objetos que apenas ocupavam espaço. Eu não preciso de muita coisa para me sentir bem, e, além disso, a vida passa e as coisas ficam. fr

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Veja a diferença entre expectativa x realidade entre a embalagem do panetone Arcor e o panetone em si!

Eu comprei um panetone da marca Arcor, que se diz Premium, de sabor limão siciliano de 430 gramas. Agora, veja na foto que eu fiz a diferença entre expectativa x realidade! A caixa é grande, mas quando a gente abre depara-se com um panetone quase que se pode chamar de minipanetone. E não foi barato, eu paguei R$ 31,99. Deviam fazer uma embalagem menor para que o consumidor não seja induzido a erro, ou seja, a comprar um panetone com uma caixa grande acreditando que o panetone em si é grande! fr

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Batatas fritas Pringles coloca batatas muito pequenas, cada vez menores

Olhem essa embalagem da batata frita Pringles que eu comprei! Todas as batatas eram MUITO pequenas, bem menores do que a circunferência da embalagem cilíndrica, veja no vídeo! E não é um caso isolado, todas estão vindo assim! Pagamos muito caro, e esperamos um produto de maior qualidade. É um abuso, um desrespeito ao consumidor! fr 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Bancos estão fechando as agências físicas em todo o país, demitindo milhares de funcionários, e a agência do Bradesco do meu primeiro emprego foi fechada também!

        Este mês, passei pela Praça da Bandeira, indo para o trabalho, e estranhei ver o estado de abandono do estacionamento da agência do Bradesco, com muito mato. O meu primeiro emprego de carteira assinada foi nessa agência, na Rua Mariz e Barros nº 44, onde eu trabalhei durante dois anos e quatro meses, de 1986 a 1989, até pedir para ser demitido para receber a liberação do FGTS. Nesse período, eu comecei trabalhando no setor de entrega de talões de cheques (isso nem existe mais!), onde eu me destaquei por atender bem os clientes e orientá-los sobre os serviços do banco, e fui “promovido” para trabalhar na gerência.
        Fui selecionado, também, como um dos melhores funcionários da regional e, junto com colegas de outras agências, fui até a matriz do Bradesco, em Osasco, São Paulo. Lá, eu conheci o fundador do banco, Amador Aguiar, e as instalações da matriz, ficando hospedado no hotel do banco. Eu coloco promovido entre aspas porque a promoção demorou mais de um ano e acabou nunca chegando, apesar de eu ter assumido mais responsabilidades, passar a ter que usar terno e trabalhar mais horas. Como a promoção, e o aumento de salário, nunca chegaram, resolvi sair! É, eu fui um “bradescravo”, como se costumava falar à época. 😄😄
        Curioso com a situação do estacionamento da agência na Praça da Bandeira, eu pesquisei na internet e confirmei que o Bradesco fechou mais essa agência, acho que em maio deste ano. Não foi um caso isolado, os bancos têm fechado suas agências físicas no país todo, aumentando, e muito, o desemprego e prejudicando os clientes que ficam obrigados a usar os serviços pela internet, ou seja, através de aplicativos no celular ou pelo computador. Mas muitas pessoas não estão acostumadas a fazer isso, principalmente os idosos, e tem muita gente que não confia em usar os serviços pela internet, receosos de roubo de senha e invasão de conta.
        Os banqueiros não querem nem saber! Eles querem apenas redução de despesas e aumento de lucros. E, para eles, reduzir despesas significa demitir milhares de funcionários e fechar agências físicas, deixando de pagar salários, terceirizados (seguranças, copeiras, pessoal de limpeza etc.), luz, água, almoço, lanches e aluguel. De acordo com matéria publicada em 1º de novembro, pelo Sindicato dos Bancários do Ceará, “O Bradesco terminou setembro acumulando lucro líquido recorrente de R$ 14,2 bilhões, valor que representa crescimento de 5,5% nos nove primeiros meses de 2024 em relação ao mesmo período de 2023.” De acordo com a reportagem, relatório do Diese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o Bradesco fechou centenas de agências nos últimos meses:
        “A empresa também fechou, em 12 meses, 399 agências e 734 postos de atendimento – sendo 3 agências transformadas em unidades de negócios. Só no último período, do terceiro trimestre de 2024, foram fechadas 155 agências, além de 219 postos de atendimento e 41 unidades de negócios, em relação ao trimestre imediatamente anterior.”
        Vejam as minhas fotos, abaixo, mostrando a agência do Bradesco da Praça da Bandeira em pleno funcionamento, em 1988, e agora, este mês, já fechada. Bancário é uma profissão em vias de extinção! 
fr

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

As refeições no avião da TAP


Este foi o meu almoço no avião, bem simples, frango com batatas e vagem; um pão e manteiga; uma cerveja e um pudim, de sobremesa. O café da manhã, servido horas depois, foi ainda mais desprovido: um copo de café quase frio, leite em pó, algumas poucas fatias de frutas e um sanduíche bem pequeno. Para o que se paga à TAP ela bem poderia caprichar mais! fr

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Estátua de Túlio Maravilha, o artilheiro do bicampeonato brasileiro do Botafogo, no Estádio Nilton Santos


Saindo do Estádio Nilton Santos, pelo setor Leste, no domingo, após o jogo do Botafogo com o Vasco, olha quem eu encontro? Túlio Maravilha, ou a estátua em homenagem ao camisa 7 que teve o auge de sua carreira no Fogão, onde foi artilheiro do bicampeonato brasileiro conquistado em 1995 e chegou à seleção brasileira. É desse tipo de atacante e jogador que o time alvinegro atual precisa, um jogador que seja referência, que inspire confiança na torcida e que lidere os companheiros dentro de campo. Túlio não era um líder do estilo capitão, que comandasse o time, mas tomava à frente, falava pela equipe. Ele tinha um estilo divertido, muitas vezes fanfarrão, brincava com os adversários antes de grandes clássicos, e motivava o jogo e a torcida do Fogão. E como fazia gol. Um artilheiro como ele está fazendo muita falta ao Botafogo. A sua estátua foi feita pelo artista Edgar Duvivier, que também é o responsável pelas estátuas de Garrincha, Nilton Santos, Zagallo e Jairzinho, localizadas no setor Oeste. A do Túlio foi inaugurada no dia 11 de junho de 2021, com a sua presença. Em uma placa, colocada na base da estátua, o jornalista Armando Nogueira definiu Túlio Maravilha: “O repertório de Túlio é inesgotável. Ora, a seta certeira é o péd direito. Ora, o pé esquerdo. Hoje, dribla o goleiro, refinando o gol. Amanhã ele chuta de primeira, agudo como um raio. De cobertura, gol de cabeça, de calcanhar, gol de bicicleta. Tardará muito até que o futebol invente um gênero de gol que Túlio ainda ao tenha feito.” fr

sábado, 17 de fevereiro de 2024

Mais uma dose de reforço da vacina bivalente contra Covid

Hoje, eu levei a minha mãe, de 86 anos, para tomar uma dose de reforço da vacina bivalente contra Covid, no Centro Municipal de Saúde de Pilares. E eu tomei também. Foi muito tranquilo, o Centro estava vazio quando chegamos, não teve fila. A vacina foi da Pfizer. fr

sábado, 27 de janeiro de 2024

Antigamente, telefone era um bem, declarado no IR, e difícil de conseguir

    
1985
 Os mais jovens já estão acostumados a comprar uma ou mais linhas de telefones celulares e com toda a facilidade possível (que têm condições, claro!). Mas eu peguei a época em que ter um telefone em casa era para poucos. Quando eu era criança, lembro que os meus pais demoraram para conseguir um. A antiga Telerj (Telecomunicações do Rio de Janeiro) era a empresa responsável pela disponibilização das linhas no estado, e era uma empresa estatal.
        À época, final dos anos 1970, início dos anos 1980, morávamos em um endereço que tinha uma entrada para dois blocos independentes. A Telerj alegava que não podia instalar um telefone no apartamento no nosso bloco porque não havia condições técnicas, acho que diziam não ter cabeamento, algo assim. Mas no prédio em frente podia. Então o meu pai pediu a instalação do telefone no apartamento de uma vizinha no bloco da frente, que usava a linha e nos chamava quando tinha ligações para meus pais.
        Uma linha telefônica custava muito dinheiro, fazia parte do patrimônio do cidadão, declarado no Imposto de Renda. Era comum que algumas pessoas ganhassem dinheiro alugando linhas telefônicas, o meu pai chegou a alugar uma, recebia um valor de aluguel por mês. Havia, também, listas telefônicas com a relação dos assinantes particulares e de empresas (em papel, eram listas enormes com os nomes e endereços em letras muito pequenas).
        
        Era uma época em que haviam os chamados “orelhões”, telefones públicos espalhados pela cidade, em que as pessoas usavam o telefone colocando fichas no aparelho, que eram compradas e davam direito a usar por um determinado tempo. Essas ficham foram substituídas, anos depois, por cartões, que muita gente colecionava. Ainda hoje eu encontro uns poucos orelhões, mas nenhum funcionando, são peças de museu ao ar livre.
1978

        A Telerj foi privatizada em 1998, virou Telemar, depois Oi (eu fui cliente das três e posso dizer que todas tinham péssimos serviços e atendimentos!). Eu mesmo cheguei a solicitar uma linha para mim no chamado plano de expansão da empresa, que demorou anos para ser instalada. Com a implantação do serviço móvel, hoje em dia as pessoas têm quantos celulares quiserem, e puderem pagar por eles, claro. E cada vez mais vão desistindo de ter linhas fixas. fr

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Ao invés de levar para um técnico, eu mesmo consertei os meus ventiladores (veja como)

Aproveitei o recesso do início do ano no trabalho para mexer nos meus ventiladores. Um, da Arno, a hélice mexia muito pouco, apesar de se ouvir o motor funcionando. Outro, da Mondial, estava com um barulho forte. Eu já estava para colocar os dois no conserto, ou comprar dois novos ventiladores. Mas, graças ao recesso, eu tive tempo para mexer neles. O primeiro bastou eu desmontar as grades de proteção e a hélice, fazer uma boa limpeza e colocar óleo lubrificante no motor e ele está funcionando como novo (veja os vídeos que eu fiz, de antes e depois, abaixo). O segundo, quando eu desmontei vi que a peça interna de plástico que fica à frente do motor está quebrada (por conta das várias vezes que o ventilador já caiu!), por isso o barulho. Além de fazer os mesmos procedimentos que eu fizera com o da Arno, ou seja, fazer uma limpeza caprichada e lubrificar, eu prendi a peça com quatro arames emborrachados. Como é por dentro, não se vê nenhum deles. Eu não sabia, mas o nome dessas peças é “amarrilho”, e são usadas para fechar os sacos de pão de forma. E funcionou muito bem! O ventilador está como novo e sem nenhum barulho. Aproveitei, limpei e lubrifiquei um terceiro ventilador que eu tenho, um Mondial de coluna, branco. Se eu tivesse levado para consertar, teria gasto com a mão de obra e correria o risco, até, de que me cobrassem por peças que não eram necessárias. Infelizmente, têm alguns profissionais que não são muito honestos! Agora, os três ventiladores estão funcionando muito bem, como novos! Fica a dica para quem tiver com problemas semelhantes nos seus ventiladores. fr


quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Pão totalmente embolorado ainda na validade!

Hoje, dia 26 de outubro, eu abri o pacote de pão e encontrei tudo embolorado, tive que jogar fora. Nunca tinha acontecido uma coisa dessas comigo, o pão ainda estava na validade, que termina hoje, dia 26. Eu até já consumi um restinho de pães com um dia ou dois além da validade, e nunca teve problema, nunca estragou. Mas não estava fora da validade, ainda está dentro da validade marcada na embalagem. E o pacote estava no mesmo local que eu mantenho sempre os pacotes de pão, em cima da mesa da cozinha, local seco e arejado, sem nenhuma umidade, nada que justifique o estado em que os pães ficaram. Não adianta reclamar, o aborrecimento não vale a pena! fr

domingo, 8 de outubro de 2023

O meu conto foi selecionado e está no livro lançado pela Per Se em homenagem ao centenário de nascimento de Millôr Fernandes 📘

Este ano comemora-se o centenário de nascimento de Millôr Fernandes. Jornalista, desenhista, escritor, tradutor, poeta e dramaturgo ele nasceu em 16 de agosto de 1923, no bairro do Méier, no Rio de Janeiro, tendo falecido em 2012. A Per Se organizou uma coletânea em homenagem ao Millôr Fernandes utilizando algumas de suas famosas frases como sugestão de tema. Foi com grande alegria que eu recebi a notícia de que o meu conto “Chapolin Colorado” foi um dos textos selecionados e foi publicado no livro, que já está à venda na página da Per Se. A frase que eu escolhi e na qual eu baseei a história do meu conto foi “Chato... é o indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos nele.”. fr

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Obelisco e Memorial da Revolução Constitucionalista de 1932 (São Paulo) I

 

        O Obelisco e Mausoléu aos Heróis da Revolução Constitucionalista de 1932 ficam no complexo do Parque Ibirapuera, mas fora dos seus portões, na Avenida Pedro Álvares Cabral s/nº. Eu os conheci este ano e fiz um registro da minha visita com vídeo e fotos. No mausoléu, estão os corpos daqueles que morreram em defesa da causa paulista, combatentes e também civis. Em 1934, foi organizada uma campanha para arrecadar verba para a construção de um monumento em homenagem aos mortos na guerra civil. E três anos depois foi escolhido, através de concurso, o projeto do escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili (1898-1974), cuja coordenação acabou sendo do engenheiro alemão, radicado no Brasil, Ulrich Edler.
        A colocação da pedra fundamental aconteceu em 9 de julho de 1949, porém as obras tiveram início no ano seguinte e somente foram concluídas em 1970, após várias interrupções por falta de recursos, tendo levado mais de 30 anos para serem finalizadas! Em 1954, teve início a chegada dos corpos dos combatentes, transferidos de diversos cemitérios de São Paulo. Apesar de não terminado, o monumento foi inaugurado em 9 de julho de 1955, um ano após a abertura do Parque do Ibirapuera. O dia 9 de julho é considerado o início da guerra civil.
        O obelisco é de puro mármore travertino e é considerado o maior monumento da cidade de São Paulo, com 72 metros de altura. Em suas quatro faces, ele tem figuras em alto-relevo sobre o conflito e versos de Guilherme de Almeida, combatente conhecido como o “poeta da revolução” e que também tem os seus restos mortais no mausoléu. Na entrada, está a frase do jornalista Antônio Benedicto Machado Florence: “Viveram pouco para morrer bem; morreram jovens para viver sempre”. O interior do mausoléu tem a forma de cruz, onde estão localizadas mais de 800 urnas funerárias e três capelas, além de painéis feitos com pastilhas de mosaico veneziano representando o nascimento, o sacrifício e a ressurreição de Jesus Cristo.
        Recentemente, o obelisco esteve fechado por 12 anos para reformas, sendo utilizado durante esse período somente em poucas ocasiões festivas, tendo sido reaberto em 9 de dezembro de 2014. É impressionante como as obras no lugar costumam demorar tanto! A Revolução Constitucionalista de 1932 foi uma guerra civil que causou muito sofrimento no país, e um número estimado de três mil mortes nos dois lados. O gaúcho Getúlio Vargas tinha assumido a presidência, com a chamada “Revolução de 1930”, derrubando o governo de Washington Luís e interrompendo a alternância das elites de São Paulo e Minas Gerais, com a promessa de ser um governo provisório até a convocação de novas eleições.
        Mas Getúlio revogou a Constituição, interviu nos estados e passou a governar através de decretos. Inconformadas com as perdas de privilégios, as elites paulistas passaram a pressionar pela aprovação de uma nova Constituição e eleições gerais. Na noite de 23 de maio, um grupo tentou invadir a sede do PPP (Partido Popular Paulista), apoiador de Getúlio. Uma forte repressão policial resultou em vários feridos e mortos, entre eles os estudantes Mário Martins, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes e Antônio Américo Camargo, que deram origem à sigla MMDC e a um movimento civil armado clandestino para derrubar Getúlio Vargas. Os seus restos mortais também estão no Mausoléu.
        Em 9 de julho, teve início o levante armado contra Getúlio Vargas, com a declaração de guerra do estado de São Paulo ao governo federal, apoiado por parte de Minas Gerais, Mato Grosso, Amazonas e Bahia. Foi organizado o recolhimento de donativos e alistamento de voluntários. A guerra civil transcorreu no território paulista, e terminou em 2 de outubro, com a vitória do governo federal, que contava com muitos mais homens e armamentos. Calcula-se que o lado de São Paulo teve 35 mil homens contra 100 mil do governo federal. Getúlio acabou por promulgar uma nova Constituição em 1934. O dia 9 de julho tornou-se feriado estadual em São Paulo. Em um dos murais da exposição permanente no interior do mausoléu eu li uma definição bastante interessante:
        “O Mausoléu ao soldado desconhecido não homenageia militares, mas homens e jovens que morreram na revolução ou pela revolução, por acreditarem em seus ideais. Pais, irmãos, filhos, padeiros, artesãos, advogados, carpinteiros. Povo paulista. A exposição propõe esta pequena imersão para reavivar a preservação da ideia da constituição, democracia e direitos humanos na nossa cidade.”
        O Obelisco e o Mausoléu aos Heróis da Revolução Constitucionalista de 1932 são tombados pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueólogo, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo). A visitação é gratuita, de terça-feira a domingo, de 10 às 16 horas. Fontes principais que eu pesquisei: Wikipédia, prefeitura de São Paulo e demonumenta.fau.usp.fr

Obelisco e Memorial da Revolução Constitucionalista de 1932 (São Paulo) II

Apoio de Santos Dumont à democratização e união do país

Vídeo dentro do Obelisco e Memorial de São Paulo