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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Escândalo! Presidente dos EUA exige que a FIFA cancele cartão vermelho de jogador dos EUA e ele poderá jogar hoje, pelas quartas de final, contra a Bélgica

Mais uma vergonha neste Mundial, já marcado por uma vergonha em si que é um país como os Estados Unidos sediar uma competição internacional tão importante tendo cometido tantas violações ao Direito internacional, como invadir e sequestrar o presidente da Venezuela, mesmo ele sendo um ditador, e bombardear o Irã. O presidente estadunidense Donald Trump reconheceu, hoje, que “pediu” à FIFA que revisasse o cartão vermelho que o atacante dos EUA Folarin Balogun recebeu no jogo anterior, contra a Bósnia. Na realidade, todo mundo sabe que Donald Trump é arrogante e megalomaníaco demais para “pedir” alguma coisa a alguém. Ele exigiu e a FIFA, mais uma vez, deu demonstração de ser subserviente aos Estados Unidos. Uma vergonha! Trump reconheceu, também, que nem entende de futebol. Ele disse que nem sabia o que significava tomar um cartão vermelho no futebol: “Eu não sabia o que aquilo significava. Não achei que fosse grande coisa. Depois comecei a ouvir que isso significava que ele não poderia jogar a próxima partida. Isso é muito injusto!” Só rindo! Trump ainda foi leviano e disse que o árbitro que expulsou Folarin Balogun, o brasileiro Raphael Claus, “tem um passado muito suspeito”. Como ele faz sempre, não apresentou nenhuma prova do que disse. A CBF emitiu, hoje, uma nota em defesa do árbitro brasileiro. Com mais essa concessão da FIFA aos EUA, eles poderão jogar com um jogador que foi expulso no jogo anterior, hoje, contra a Bélgica, pela oitavas de final. Um escândalo! Mas, como todo mundo sabe, quem manda no mundo são os Estados Unidos, e isso inclui mandar no futebol também!  fr

sábado, 24 de janeiro de 2026

Presidente dos EUA publica montagem em que aparece ao lado de um pinguim... na Groenlândia! 😄😄😄

Ontem, a página oficial do governo dos Estados Unidos postou uma montagem na rede social X, antigo Twitter, em que o presidente Donald Trump aparece andando na Groenlândia ao lado de um pinguim segurando a bandeira estadunidense; ao fundo a bandeira da Groenlândia. E uma legenda: “Embrace the penguin”, ou seja “abrace o pinguim”. RIDÍCULO! Virou piada mundial! Na Groenlândia NÃO têm pinguins! Esses animais vivem no hemisfério sul. A gente sabe que os estadunidenses não são muito inteligentes quando o assunto é o mundo, até porque para eles o “mundo” resume-se apenas aos Estados Unidos. Quantas vezes eles já falaram que a capital do Brasil é Buenos Aires, ou mostraram o Rio de Janeiro como se fosse a Floresta Amazônica... Eles viraram piada! E pensar que são justamente eles que estão querendo dominar o mundo! fr

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Nem os ursos polares querem os EUA na Groenlândia! 😄😄😄

Presidente dos EUA posta montagens em que está fincando bandeira do seu país na Groenlândia e mapas do Canadá e da Venezuela aparecem sob o domínio estadunidense

É espantoso e, ao mesmo tempo, revoltante, ver o presidente de um país dito democrático invadir nações soberanas para apoderar-se de suas riquezas, mesmo que ele tenha no poder um ditador como Nicolas Maduro na Venezuela. Igualmente revoltante ver esse mesmo presidente fazer ameaças abertas que irá invadir e tomar na mão grande um território pertencente a outro país, no caso a Groenlândia da Dinamarca. O presidente estadunidense Donald Trump vem fazendo tudo isso e ameaçando fazer muito mais! Ontem, Trump publicou em seu perfil em uma rede social uma montagem feita por Inteligência Artificial em que ele aparece no Salão Oval da Casa Branca com alguns líderes europeus, como a presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula Von der Leyen; a primeira-ministra da Itália Giorgia Meloni e o chanceler da Alemanha Friedrich Merz, entre outros. O assustador é que, ao fundo, aparece o mapa da América mostrando o Canadá, a Groenlândia e a Venezuela sob domínio dos Estados Unidos. Em outra montagem que Trump publicou, ele aparece fincando a bandeira dos Estados Unidos em solo da Groelândia, ao lado do seu vice, J. D. Vance, e do secretário de Estado, Marco Rubio. É assustador ver o presidente da superpotência mundial ameaçando invadir e tomar na mão grande outros países. O mundo precisa, urgentemente, tomar providências para barrar a sanha imperialista dos EUA, antes que seja tarde demais! fr 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Argumento de ladrão: vou roubar primeiro antes que outro roube

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está querendo justificar ao mundo que vai roubar a Groelândia da Dinamarca por que se os EUA não roubaram primeiro, a China ou a Rússia vai roubar!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

"Este hemisfério pertence a todos nós" (Artigo do presidente do Brasil no New York Times, 18/01/2026)

Os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a captura de seu presidente em 3 de janeiro são mais um capítulo lamentável na contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.

Ano após ano, as grandes potências têm intensificado os ataques à autoridade das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança. Quando o uso da força para resolver disputas deixa de ser a exceção e se torna a regra, a paz, a segurança e a estabilidade globais são colocadas em risco. Se as normas forem seguidas apenas seletivamente, a anomia se instala e enfraquece não apenas os Estados individuais, mas o sistema internacional como um todo. Sem regras acordadas coletivamente, é impossível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas.

Os chefes de Estado ou de governo – de qualquer país – podem ser responsabilizados por ações que prejudiquem a democracia e os direitos fundamentais. Nenhum líder tem o monopólio do sofrimento de seus povos. Mas não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça. As ações unilaterais ameaçam a estabilidade em todo o mundo, interrompem o comércio e os investimentos, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem ainda mais a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais.

É particularmente preocupante que tais práticas estejam ocorrendo na América Latina e no Caribe. Elas trazem violência e instabilidade a uma parte do mundo que luta pela paz por meio da igualdade soberana das nações, da rejeição do uso da força e da defesa da autodeterminação dos povos. Em mais de 200 anos de história independente, essa é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos, embora as forças americanas tenham intervindo anteriormente na região.

A América Latina e o Caribe abrigam mais de 660 milhões de pessoas. Temos nossos próprios interesses e sonhos a defender. Em um mundo multipolar, nenhum país deve ter suas relações exteriores questionadas por buscar a universalidade. Não seremos subservientes aos esforços hegemônicos. A construção de uma região próspera, pacífica e pluralistas é a única doutrina que nos convém.

Nossos países devem lutar por uma agenda regional positiva que seja capaz de superar as diferenças ideológicas em favor de resultados pragmáticos. Queremos atrair investimentos em infraestrutura física e digital, promover empregos de qualidade, gerar renda e expandir o comércio dentro da região e com nações fora dela. A cooperação é fundamental para mobilizar os recursos de que tanto precisamos para combater a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as mudanças climáticas.

A história tem demonstrado que o uso da força nunca nos aproximará desses objetivos. A divisão do mundo em zonas de influência e as incursões neocoloniais por recursos estão desatualizadas e são prejudiciais.

É fundamental que os líderes das principais potências entendam que um mundo de hostilidade permanente não é viável. Por mais fortes que sejam essas potências, elas não podem se basear apenas no medo e na coerção.

O futuro da Venezuela, e de qualquer outro país, deve permanecer nas mãos de seu povo. Somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável. Essa é uma condição essencial para que os milhões de cidadãos venezuelanos, muitos dos quais estão temporariamente abrigados no Brasil, possam retornar com segurança para casa. O Brasil continuará trabalhando com o governo e o povo venezuelano para proteger os mais de 1.300 quilômetros de fronteira que compartilhamos e para aprofundar nossa cooperação.

É nesse espírito que meu governo tem se engajado em um diálogo construtivo com os Estados Unidos. Somos as duas democracias mais populosas dos continentes americanos. Nós, no Brasil, estamos convencidos de que a união de nossos esforços em torno de planos concretos de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir. Somente juntos poderemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Cristiano Ronaldo é usado como garoto-propaganda da ditadura da Arábia Saudita e dos interesses do presidente Trump

        O controverso presidente estadunidense Donald Trump organizou um jantar na Casa Branca em homenagem ao príncipe herdeiro da ditadura da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, na terça-feira, dia 18. Trump afirmou um dia antes que pretende vender caças F-35 para a Arábia Saudita, cada um a 100 milhões de dólares, o correspondente a 533 milhões de reais. Esses caças são muito avançados tecnologicamente, e, até o momento, apenas Israel os têm em ser arsenal na região do Oriente Médio. Se a Arábia Saudita consegui-los irá fazer frente à superioridade militar israelense. Mas a verdade é que os Estados Unidos estão mais preocupados em ganhar dinheiro, pouco importa se a Arábia Saudita seja uma ditadura, com um dos regimes mais opressores do mundo atual. Naquele país, uma monarquia absoluta onde o rei manda e desmanda à vontade, não existe liberdade política, religiosa ou de imprensa, e as mulheres são constantemente desrespeitadas. O rei Salman Bin Abdulazzi Al Saud está afastado, de acordo com informações não confirmadas estaria sofrendo de mal de Alzheimer.
     Chamou muita a atenção a presença nesse jantar do jogador português Cristiano Ronaldo, de 40 anos, que já foi um dos melhores jogadores do mundo e atualmente joga no Al-Nassr, da Arábia Saudita, onde procura completar mil gols. Os portugueses ficaram divididos. Grande parte ficou deslumbrada por ver um português participando de um jantar na Casa Branca e sendo recebido pelo presidente dos Estados Unidos, consideram isso um honra para Portugal. Igualmente, muitos portugueses criticam Cristiano Ronaldo por deixar ser usado como garoto-propaganda de uma ditadura para tentar fugir do isolamento mundial, e de um presidente estadunidense que já estimulou o golpe de Estado nos Estados Unidos e não demonstra o menor respeito aos princípios básicos da democracia e dos direitos humanos.
        
A Anistia Internacional, por exemplo, considerada a principal organização não governamental em defesa dos direitos humanos do mundo, critica, de maneira veemente, Cristiano Ronaldo por deixar uma ditadura usar o seu prestígio internacional para melhorar sua imagem perante o mundo. Em 2023, quando o português começou a jogar no Al-Nassr, Dana Ahmed, pesquisadora da Anistia Internacional para o Oriente Médio cobrou uma postura diferente do jogador: "Cristiano Ronaldo não deve permitir que sua fama e status de celebridade se tornem uma ferramenta de sportswashing [quando usa-se o esporte para melhorar a imagem de uma ditadura] saudita. Ele deveria usar seu período no Al-Nassr para falar sobre as questões de direitos humanos no país!".
        Tudo isso faz com que eu me lembre de um ditado popular: “Diz-me com quem andas e eu te direi quem és!” Eu gosto do jogador Cristiano Ronaldo pelo seu profissionalismo, determinação e esforço pessoal, que veio de uma infância pobre e conseguiu tornar-se uma das pessoas mais ricas do mundo, pelos seus méritos. Mas não admiro a pessoa Cristiano Ronaldo, extremamente vaidosa, que vive fazendo elogios a si próprio, considerando-se o melhor jogador de todos os tempos (o que não é!), desrespeitando tantos craques muito melhores do que ele ao longo da história. E que, no final de carreira, deixa que uma ditadura use o seu prestígio para melhorar sua imagem e deixa, também, um presidente polêmico, como Donald Trump, usá-lo como troféu em busca de aceitação popular. É uma mancha em sua biografia que Cristiano Ronaldo nunca vai conseguir apagar! fr 

Ricardo Monteiro, analista da CNN Portugal, critica aproximação de Cristiano Ronaldo ao príncipe herdeiro saudita e a Donald Trump

 

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Presidente dos EUA faz ameaças a Lula e comporta-se como xerife do mundo


         Donald Trump é o reflexo do pensamento dos estadunidenses: consideram-se os donos do mundo, com direito a decidir o destino do planeta; não consultar a opinião de ninguém e a intervir em questões internas de qualquer país, sejam assuntos políticos, econômicos ou culturais. O presidente dos Estados Unidos postou, ontem, uma carta aberta endereçada a seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, através da rede social Truth Social, de propriedade de Trump.
     Trump dirige-se ao presidente do Brasil com uma linguagem dura e ameaçadora, totalmente inapropriada entre líderes de países soberanos, mais parece o patrão cobrando de um reles empregado. Alegando que o Brasil mantém uma relação comercial injusta com os Estados Unidos, devido a políticas tarifárias e não tarifárias e barreiras comerciais, Donald Trump anunciou a cobrança de uma tarifa de 50% sobre “todo e qualquer produto brasileiro enviado” a seu país, além de todas as tarifas setoriais.
        E, dirigindo-se a um presidente de um país soberano sem nenhum respeito, com o pronome “você”, ao invés do “vossa excelência” tradicionalmente usado entre chefes de Estado nas relações diplomáticas, como se estivesse tratando com um empresário concorrente de uma de suas empresas, Trump faz mais ameaças: “Se, por qualquer motivo, você decidir aumentar suas tarifas, qualquer que seja o número escolhido para aumentá-las, ele será adicionado aos 50% que cobramos.”
        A carta toda é uma sucessão de ameaças. Interferindo em questões internas do Brasil, o presidente estadunidense qualifica como uma “vergonha internacional” o tratamento da Justiça brasileira ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que vem respondendo a graves acusações, como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, Trump faz exigências descabidas: “Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve terminar IMEDIATAMENTE!”
        O Brasil não foi o único atingido pelo aumento de tarifas por parte dos Estados Unidos, mas foi o que foi atingido pela maior tarifa. Outros países que foram pressionados: África do Sul, Cazaquistão, Malásia, Mianmar e Laos (40%); Tailândia e Camboja (36%); Sérvia e Bangladesh (35%); Indonésia (32%); Bósnia e Herzegovina (30%) e Tunísia (25%).
        O presidente Lula, através de redes sociais, afirmou que o processo judicial contra acusados de tentar um golpe de Estado é de competência única e exclusivamente da Justiça brasileira, e que responderá às agressões com base na lei da reciprocidade: “O Brasil é um país soberano, com instituições independentes, que não aceitará ser tutelado por ninguém.”. De acordo com Lula, as acusações feitas por Trump são falsas, já que as “estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos.”.
        Em reunião, ontem, no Itamaraty, a embaixadora brasileira responsável pela América do Norte e Europa, Maria Luis Escorel, quis saber do encarregado de negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, se o teor da carta era verdadeiro, já que o governo do Brasil apenas tomou conhecimento de sua existência através da imprensa. Um presidente querer intimidar outro publicamente é tão absurdo que foi difícil acreditar. Mas, com a confirmação recebida pelo representante estadunidense, a embaixadora disse considerar a carta “ofensiva e inaceitável” e disse que o Brasil a devolvia para o governo dos Estados Unidos. O ex-presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para agradecer a Donald Trump, apesar do prejuízo que o aumento das tarifas dos EUA aos produtos brasileiros vai representar para a economia do nosso país e, consequentemente, para empresários e trabalhadores brasileiros. Leia a íntegra da carta de Trump a Lula abaixo. fr

A íntegra da carta de Donald Trump ao presidente Lula

9 de julho de 2025

Sua Excelência
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil
Brasília

Prezado Sr. Presidente:

Conheci e tratei com o ex-Presidente Jair Bolsonaro, e o respeitei muito, assim como a maioria dos outros líderes de países. A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!

Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos (como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro), a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais existentes. Mercadorias transbordadas para tentar evitar essa tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta.

Além disso, tivemos anos para discutir nosso relacionamento comercial com o Brasil e concluímos que precisamos nos afastar da longa e muito injusta relação comercial gerada pelas tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil. Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco.

Por favor, entenda que os 50% são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições em nosso comércio com seu país. E é necessário ter isso para corrigir as graves injustiças do sistema atual. Como o senhor sabe, não haverá tarifa se o Brasil, ou empresas dentro do seu país, decidirem construir ou fabricar produtos dentro dos Estados Unidos e, de fato, faremos tudo o possível para aprovar rapidamente, de forma profissional e rotineira — em outras palavras, em questão de semanas.

Se por qualquer razão o senhor decidir aumentar suas tarifas, qualquer que seja o valor escolhido, ele será adicionado aos 50% que cobraremos. Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos. Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional!

Além disso, devido aos ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas, bem como outras práticas comerciais desleais, estou instruindo o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a iniciar imediatamente uma investigação da Seção 301 sobre o Brasil.

Se o senhor desejar abrir seus mercados comerciais, até agora fechados, para os Estados Unidos e eliminar suas tarifas, políticas não tarifárias e barreiras comerciais, nós poderemos, talvez, considerar um ajuste nesta carta. Essas tarifas podem ser modificadas, para cima ou para baixo, dependendo do relacionamento com seu país. O senhor nunca ficará decepcionado com os Estados Unidos da América.

Muito obrigado por sua atenção a este assunto!

Com os melhores votos, sou,
Atenciosamente,
DONALD J. TRUMP

PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Deputados aprovam processo de impeachment de Donald Trump

     A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, hoje, o pedido de abertura de processo de impeachment (impedimento) do presidente Donald Trump. A acusação é de ter incitado os seus apoiadores a invadir o Congresso, no dia 6 deste mês, quando houve cinco mortes. O processo seguirá para o Senado. Trump é o primeiro presidente estadunidense a sofrer dois pedidos de impeachment, do primeiro conseguiu se livrar no Senado, de maioria republicana. Ele deixa o cargo no próximo dia 20, quando assume Joe Biden. 
     A votação teve 232 deputados votando a favor da abertura do processo, e 197 contra, e quatro não votaram. Entre a bancada do Partido Republicano, de Donald Trump, dez deputados votaram a favor e quatro não votaram; e na do Partido Democrata, todos votaram a favor. No Senado, é necessário que pelo menos dois terços de seus membros para aprovar o impeachment; na Câmara dos Deputados, basta maioria simples. Caso seja condenado, Trump pode ser declarado inelegível, e não poder concorrer à presidência daqui a quatro anos. 
     Minha opinião: Donald Trump é uma pessoa de muitos defeitos: preconceituoso, arrogante, ignorante, machista, xenófobo, antiético e mau educado. Mas, o mais preocupante e assustador é a enorme quantidade de seus seguidores nos Estados Unidos. Ele, inclusive foi eleito sendo quem é, e chegou ao segundo turno, ano passado. Significa que são milhões de homens e mulheres que pensam e agem como Donald Trump. O mesmo acontece, atualmente, no Brasil, em uma época de radicalismos e intolerância,  sob o governo Jair Bolsonaro. fr

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

EUA vivem dia de republiqueta, com invasão do Congresso por apoiadores de Trump

     Os Estados Unidos sempre se consideraram, com indisfarçável orgulho, um exemplo de democracia para todos. Mas, ontem, o mundo assustou-se com as cenas mostradas de Washington, com a invasão do Congresso estadunidense por simpatizantes do presidente Donald Trump. Os parlamentares estavam reunidos para uma sessão de certificação da eleição do futuro presidente, Joe Biden. 
     Horas antes, Trump discursara em frente à Casa Branca, afirmando que não reconhecia a derrota, porque a eleição teria sido fraudada. E convocou a seus apoiadores que marchassem em direção ao Congresso. As imagens da invasão foram mostradas em todo o planeta. Dezenas de homens e mulheres invadem o Congresso, entrando no plenário e nos gabinetes dos deputados e senadores, vandalizando objetos e documentos. 
     Os parlamentares, incluindo o vice-presidente Mike Pence, que exerce a função de presidente do Senado, tiveram que ser retirados, às pressas, para uma área mais segura, temorosos da violência dos invasores. A Guarda Nacional foi chamada para conter o grupo, e, de acordo com a imprensa, quatro pessoas morreram, uma delas, uma mulher, morreu baleada dentro do Congresso. Vários policiais ficaram feridos, e em torno de 50 dos invasores foram presos. 
     Após controlada a situação, os parlamentares retomaram a sessão, e, de madrugada, confirmaram os resultados e a vitória de Joe Biden, que deverá tomar posse no próximo dia 20. Os Estados viveram, ontem, um dia de grande instabilidade e fragilidade, muito semelhante a inúmeros países acostumados a constantes golpes de Estado. 
     Diversos chefes de Estado pelo mundo criticaram a invasão ao Congresso e o ataque à democracia nos Estados Unidos. O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, por sua vez, mais uma vez defendeu Donald Trump, e tentou justificar a invasão, alegando que houve fraude nas eleições nos Estados Unidos. Além de se meter em um assunto em que não deveria se meter, não apresentou, claro, provas. 
     E Bolsonaro ainda disse que o mesmo pode vir a acontecer no Brasil daqui a dois anos, na eleição residencial, caso ela não passe a ser realizada com a impressão do voto. E tudo indica que, se Bolsonaro perder as eleições em 2022, ele não aceitará o resultado, podendo repetir o mesmo comportamento do seu ídolo, Donald Trump. E as consequências podem ser muito piores do que as de ontem, em Washington.  fr