SEJA ÉTICO
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sexta-feira, 1 de abril de 2022
terça-feira, 1 de abril de 2014
50 anos do golpe
Por incrível que pareça ainda tem gente que defende a ditadura. Gente que tem ódio a quem defende a democracia, a liberdade e uma política externa independente. Dia 1º de abril faz 50 anos do GOLPE militar. Muitas pessoas não sabem, mas o golpe de 1964 somente aconteceu graças ao apoio dos EUA aos golpistas. Os EUA foram o primeiro país do mundo a reconhecer oficialmente o novo governo militar do Brasil. Não existe ditadura boa! fr
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Ditadura nunca mais!: "Vai Passar" (Chico Buarque)
Hoje, o registro lamentável dos 49
anos do golpe militar de 1964, que deu início a um período vergonhoso de 21
anos na História do Brasil. Mais lamentável ainda é que no Brasil, ao contrário
dos nossos vizinhos Argentina, Uruguai e Chile, os criminosos da ditadura
brasileira não foram levados à Justiça para pagar pelos seus crimes. Que o
Brasil NUNCA MAIS passe por uma ditadura novamente! fr
Vai
Passar
Chico
Buarque
Composição: Chico Buarque e Francis Hime
Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar
Composição: Chico Buarque e Francis Hime
Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Filme retrata o golpe militar de 1964
A TV Brasil exibiu
uma série em três episódios, escrita pelo jornalista Flavio Tavares, de
excelente qualidade, sobre o golpe militar de 1964, com entrevistas com
historiadores, professores, e políticos e militares que participaram da época,
inclusive representantes do governo dos Estados Unidos. “O Dia Que Durou 21
Anos” é imperdível para quem deseja saber mais sobre esse período negro da
História do Brasil.
O então
presidente João Goulart, com sua política externa independente, contrariava os
interesses dos Estados Unidos e das multinacionais instaladas no Brasil, a quem
criticava pelos seus lucros excessivos e abusivos.
Em plena
Guerra Fria, os Estados Unidos, governado à época pelo presidente John Kennedy,
temia que o Brasil seguisse o caminho de Cuba e se alinhasse à então União
Soviética. Passaram a adotar uma política hostil ao governo de Goulart,
apoiando políticos da oposição com dinheiro e adotando práticas
desestabilizadoras, em uma clara interferência nos assuntos internos
brasileiros. Essa política teve sua continuação com o presidente Lyndon
Johnson, que assumiu o lugar de Kennedy em 1963, quando este foi assassinado.
“Imagine se
o governo brasileiro tivesse financiado Barack Obama, tivesse gasto 30 milhões
de dólares na última campanha ou tivesse enviado dinheiro para apoiar os
governadores da Flórida ou da Califórnia, imagine o escândalo nos Estados
Unidos. Ainda assim, Gordon [Lincoln Gordon, embaixador estadunidense no Brasil
à época] não via nada de errado no governo americano financiar candidatos contra
Goulart nas eleições de 1962.” (James Green, historiador da Brown University)
O
documentário aborda a operação Brother Sam, com a participação da CIA e da Casa
Branca no golpe de 1964. Os EUA não desejavam que o Brasil se tornasse uma ditadura
comunista, mas não se importou em ver o país enveredar para uma ditadura
militar, que pôs fim à liberdade de imprensa e de expressão, prendeu e matou
milhares de brasileiros.
“Os Estados
Unidos reconheceram imediatamente o governo brasileiro [pós-golpe], e então
perceberam que tinham cometido um erro. O erro é que o mundo inteiro logo
deduziu, corretamente, que os Estados Unidos haviam apoiado e organizado o
golpe.” (Peter Kornbluh, coordenador do National Security Archives dos EUA)
Procurem assistir ao vídeo com a íntegra da série no Youtube. Imperdível! fr

segunda-feira, 26 de setembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Muito demorado, e menos do que devia

Câmara aprova criação da Comissão da VerdadeProjeto incluiu mudanças do DEM que limitam indicações. Proposta será analisada pelo Senado antes de ir à sanção.
Andréia Sadi e Iara Lemos _ Do G1, em Brasília
A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (21), a criação da Comissão da Verdade, que irá apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditatura (sic) militar. A proposta, com origem no Executivo, ainda precisa ser analisada pelo Senado Federal.
A versão final do texto aprovado incluiu mudanças sugeridas pelo DEM, que propôs limitações ao perfil dos integrantes da comissão, que será composta por sete membros indicados pela presidente Dilma Rousseff. Após reuniões entre lideranças, a base do governo aceitou incluir emendas apresentadas pelo DEM, PSDB e PSOL.
Segundo o líder do DEM, ACM Neto (BA), as mudanças visam impedir indicações políticas. A emenda do DEM impede que participe da comissão "quem exerce cargo no Executivo e em partido, quem não tenha condições de atuar com imparcialidade e quem esteja no exercio (sic) de cargo em comissão ou função de confiança".
(...)
O projeto de lei diz que a Comissão não terá poderes para punir agentes da ditadura. As investigações incluem a apuração de autoria de crimes como tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, perdoados com a Lei da Anistia, de 1979.
A comissão terá dois anos para produzir um relatório, com conclusões e recomendações. Durante as investigações, o grupo poderá requisitar informações a órgãos públicos, inclusive sigilosas, convocar testemunhas, realizar audiências públicas e solicitar perícias.
A comissão terá ainda de enviar aos órgãos públicos competentes informações que ajudem na localização e identificação de restos mortais de pessoas desaparecidas por perseguição política.
Discussão
A discussão da matéria na Câmara, iniciada no final da tarde, se arrastou pela falta de acordo sobre o formato final do grupo, que será indicado pela presidente Dilma Rousseff.
(...)
Histórico
A criação da Comissão foi proposta no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2009. O texto diz que a comissão busca trazer à tona a "verdade histórica" sobre o período militar e "promover a reconciliação nacional".
Desde que foi proposto, o texto foi alterado em vários pontos, principalmente para atender aos militares, que temiam uma revisão da Lei da Anistia. Sancionada em 1979, durante a redemocratização, a lei impede a responsabilização penal por crimes políticos perpetrados durante a ditadura militar (1964-1985). Os militares ainda exigiam que a comissão tratasse de organizações de esquerda que aderiram à luta armada.
Ainda durante as negociações, o período de análise foi ampliado, passou de 1964-1985 para 1946-1988. O projeto também aboliu a expressão "repressão política”.
Fonte: G1 _ 21/9/2011
Muito menos do que devia ser feito e muito demorado! O Brasil vem demorando muito para esclarecer e punir os crimes praticados durante a ditadura no país. E o fato da Comissão da Verdade não ter poderes para punir os criminosos é um limitador absurdo. Principalmente considerando ter sido devido à Lei da Anistia de 1979, que foi aprovada pela ditadura para “perdoar” justamente os crimes por ela praticados.
Andréia Sadi e Iara Lemos _ Do G1, em Brasília
A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (21), a criação da Comissão da Verdade, que irá apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditatura (sic) militar. A proposta, com origem no Executivo, ainda precisa ser analisada pelo Senado Federal.
A versão final do texto aprovado incluiu mudanças sugeridas pelo DEM, que propôs limitações ao perfil dos integrantes da comissão, que será composta por sete membros indicados pela presidente Dilma Rousseff. Após reuniões entre lideranças, a base do governo aceitou incluir emendas apresentadas pelo DEM, PSDB e PSOL.
Segundo o líder do DEM, ACM Neto (BA), as mudanças visam impedir indicações políticas. A emenda do DEM impede que participe da comissão "quem exerce cargo no Executivo e em partido, quem não tenha condições de atuar com imparcialidade e quem esteja no exercio (sic) de cargo em comissão ou função de confiança".
(...)
O projeto de lei diz que a Comissão não terá poderes para punir agentes da ditadura. As investigações incluem a apuração de autoria de crimes como tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, perdoados com a Lei da Anistia, de 1979.
A comissão terá dois anos para produzir um relatório, com conclusões e recomendações. Durante as investigações, o grupo poderá requisitar informações a órgãos públicos, inclusive sigilosas, convocar testemunhas, realizar audiências públicas e solicitar perícias.
A comissão terá ainda de enviar aos órgãos públicos competentes informações que ajudem na localização e identificação de restos mortais de pessoas desaparecidas por perseguição política.
Discussão
A discussão da matéria na Câmara, iniciada no final da tarde, se arrastou pela falta de acordo sobre o formato final do grupo, que será indicado pela presidente Dilma Rousseff.
(...)
Histórico
A criação da Comissão foi proposta no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2009. O texto diz que a comissão busca trazer à tona a "verdade histórica" sobre o período militar e "promover a reconciliação nacional".
Desde que foi proposto, o texto foi alterado em vários pontos, principalmente para atender aos militares, que temiam uma revisão da Lei da Anistia. Sancionada em 1979, durante a redemocratização, a lei impede a responsabilização penal por crimes políticos perpetrados durante a ditadura militar (1964-1985). Os militares ainda exigiam que a comissão tratasse de organizações de esquerda que aderiram à luta armada.
Ainda durante as negociações, o período de análise foi ampliado, passou de 1964-1985 para 1946-1988. O projeto também aboliu a expressão "repressão política”.
Fonte: G1 _ 21/9/2011
Muito menos do que devia ser feito e muito demorado! O Brasil vem demorando muito para esclarecer e punir os crimes praticados durante a ditadura no país. E o fato da Comissão da Verdade não ter poderes para punir os criminosos é um limitador absurdo. Principalmente considerando ter sido devido à Lei da Anistia de 1979, que foi aprovada pela ditadura para “perdoar” justamente os crimes por ela praticados.
.
Ao contrário de outros países latino-americanos, como o Uruguai e a Argentina, que puniram muitos dos militares que praticaram crimes (como tortura, dentre outros) durante as suas ditaduras, inclusive ex-presidentes que foram condenados à prisão, o Brasil ainda não conseguiu passar a limpo o triste período sombrio que marcou a nossa História. E, para quem não sabe ou não lembra, o partido 'DEM' é o mesmo que vem mudando de nome ao longo dos tempos e durante a época da ditadura militar e do bipartidarismo chamava-se 'Aliança Renovadora Nacional' (ARENA). fr
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Grande Chico Buarque de Holanda: "Vai Passar"
"Vai Passar"
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque e Francis Hime
Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar
terça-feira, 12 de julho de 2011
O Brasil minha pequena
Quero falar-te do Brasil,
minha pequena,
a terra bem amada,
cheia de sol, de paz e de beleza.
Ali a natureza
esculpiu vales, rios e montanhas.
No Brasil, minha filha,
são todos felizes.
Ali há justiça, trabalho, pão
e escolas.
A miséria e o analfabetismo
pertencem ao passado,
nenhum estudante desaparece
nas masmorras,
já não há presos políticos
e reina a liberdade.
As Companhias estrangeiras
não são mais proprietárias
dos nossos enormes recursos naturais.
Já não há golpes de Estados
nem torturas.
Os nossos generais
esqueceram há muito
os atos institucionais.
Para ti, minha pequena,
que nasceste no exílio
e brincas com a neve
tão longe da Pátria,
dedico estes versos
cheios de esperança.
Oxalá que quando os leres
no entardecer dos meus anos
já não sejam quimera,
uma vã utopia.
Mas se minto, perdoa.
Quero apenas que durmas
Embalada nos meus sonhos.
(Guilem Rodrigues da Silva, ex-marinheiro gaúcho, exilado na Suécia, onde escreveu este poema para sua filha, Zoyra-Lya, em 1968, na época, com três anos. Guilem é escritor e tornou-se professor de português na Suécia.)
minha pequena,
a terra bem amada,
cheia de sol, de paz e de beleza.
Ali a natureza
esculpiu vales, rios e montanhas.
No Brasil, minha filha,
são todos felizes.
Ali há justiça, trabalho, pão
e escolas.
A miséria e o analfabetismo
pertencem ao passado,
nenhum estudante desaparece
nas masmorras,
já não há presos políticos
e reina a liberdade.
As Companhias estrangeiras
não são mais proprietárias
dos nossos enormes recursos naturais.
Já não há golpes de Estados
nem torturas.
Os nossos generais
esqueceram há muito
os atos institucionais.
Para ti, minha pequena,
que nasceste no exílio
e brincas com a neve
tão longe da Pátria,
dedico estes versos
cheios de esperança.
Oxalá que quando os leres
no entardecer dos meus anos
já não sejam quimera,
uma vã utopia.
Mas se minto, perdoa.
Quero apenas que durmas
Embalada nos meus sonhos.
(Guilem Rodrigues da Silva, ex-marinheiro gaúcho, exilado na Suécia, onde escreveu este poema para sua filha, Zoyra-Lya, em 1968, na época, com três anos. Guilem é escritor e tornou-se professor de português na Suécia.)
sexta-feira, 20 de julho de 2007
EUA participaram do golpe de 1964 no Brasil
GOLPE DE 1964: RELATÓRIOS PROVAM AJUDA DOS EUA
Documentos secretos contêm informações sobre participação dos EUA na derrubada de João Goulart da Presidência.
O mais recente pacote de documentos secretos sobre o Brasil divulgado pelo governo dos Estados Unidos comprova a participação do governo estadunidense no golpe militar em 1964 através de apoio financeiro, material e político.
"Os papéis outrora secretos mostram, por exemplo, a recomendação de Gordon [Lincoln Gordon, então embaixador dos EUA no Brasil] à Casa Branca para ‘tomar medidas o mais brevemente possível para a entrega clandestina de armas, que não sejam de origem dos EUA, para forças de Castello Branco em São Paulo’. "
O Globo, 03/7/2007, p. 10, 2ª edição
Documentos secretos contêm informações sobre participação dos EUA na derrubada de João Goulart da Presidência.
O mais recente pacote de documentos secretos sobre o Brasil divulgado pelo governo dos Estados Unidos comprova a participação do governo estadunidense no golpe militar em 1964 através de apoio financeiro, material e político.
"Os papéis outrora secretos mostram, por exemplo, a recomendação de Gordon [Lincoln Gordon, então embaixador dos EUA no Brasil] à Casa Branca para ‘tomar medidas o mais brevemente possível para a entrega clandestina de armas, que não sejam de origem dos EUA, para forças de Castello Branco em São Paulo’. "
O Globo, 03/7/2007, p. 10, 2ª edição
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Minha opinião: Mentiras e hipocrisia
Os EUA sempre negaram a participação no golpe militar de 1964, que levou o Brasil a uma feroz ditadura de 21 anos e que resultou na morte e tortura de inúmeros brasileiros. Durante as décadas de 1960 e 70, os EUA também ajudaram na derrubada de outros governos democraticamente eleitos na América Latina. Por exemplo, o golpe militar de 1973 no Chile, que tirou do governo o presidente democraticamente eleito Salvador Allende, e levou ao poder o sanguinário ditador Augusto Pinochet. Os EUA são também o país que mais gastam na produção e exportação de armas e munições em todo o mundo. E o que historicamente mais intervém na política interna de países independentes pelo mundo. fr
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