SEJA ÉTICO

SEJA ÉTICO: Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução do conteúdo deste blog com a devida citação de sua fonte.
Mostrando postagens com marcador Getúlio Vargas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Getúlio Vargas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Atentado na Rua Tonelero levou ao suicídio de Getúlio Vargas e mudou a História do Brasil


Aqui, em frente ao edifício de número 180 da Rua Tonelero, em Copacabana, aconteceu o atentado contra o jornalista e então candidato a deputado federal Carlos Lacerda, no dia 5 de agosto de 1954. Ele levou um tiro no pé, sem grande gravidade, mas o major-aviador Rubens Vaz que o acompanhava, morreu. Um guarda municipal que estava próximo ao local ficou ferido, mas anotou a placa do táxi em que o atirador fugiu. As investigações identificaram o motorista, que, em depoimento, apontou Climério de Almeida, integrante da guarda pessoal do presidente Getúlio Vargas, como um dos dois homens que ele transportou em seu táxi. Climério confessou ter sido o autor dos disparos e apontou o chefe da guarda pessoal do presidente, Gregório Fortunato, como o mandante do atentado. A oposição, com Lacerda à frente, fez forte pressão para que Getúlio fosse responsabilizado e renunciasse. A crise política levou ao suicídio do presidente 19 dias depois. Os acontecimentos históricos daquele período foram tema de um excelente livro de Rubem Fonseca, “Agosto”, e que foi adaptado para uma minissérie da Globo. Eu já comentei aqui no meu blog sobre o livro e a minissérie, vale muito a pena ler e assistir!
fr

terça-feira, 14 de setembro de 2021

A TV Globo adaptou o livro "Agosto" para uma ótima minissérie

       A minissérie “Agosto” da Rede Globo foi originariamente exibida em 1993, com 16 capítulos. Após reler o livro, eu quis assisti-la novamente, e a encontrei no Youtube. Adaptação de Jorge Furtado e Giba Assis Brasil, direção de Paulo José, Denise Saraceni e José Henrique Fonseca, é um trabalho de excelente qualidade. Quem leu o livro, percebe que os diálogos são muito fiéis ao texto da obra de Rubem Fonseca.
       Na minissérie, há algumas alterações em relação ao livro, mas que não prejudicam. Mas duas destoam muito do texto original. Na minissérie, Claudio Aguiar, primo do empresário Paulo Aguiar, morto logo no início, aborda o comissário Alberto Mattos, responsável pelas investigações, com uma arma. E mais à frente, é jogado do oitavo andar do prédio da empresa que era do primo, a mando do empresário Pedro Lomagno. No livro não acontece nada disso, o personagem desaparece logo na página 97.
       A minissérie também poderia ter mostrado o atentado ao jornalista Carlos Lacerda, teria sido interessante. Getúlio Vargas e Carlos Lacerda aparecem apenas rapidamente na minissérie, ainda assim sem diálogos. De acordo com o Projeto Memória Globo, a minissérie teve mais de 136 atores e centenas de figurantes. Foram cerca de 400 profissionais trabalhando na produção, que teve mais de 70 locações, mais de quatro mil objetos de época, sendo cerca de 40 automóveis antigos.
       “Agosto” foi exportada para vários países, dentre eles México, Hungria, Portugal, Canadá e Angola. Entre os atores, eu gostei de rever alguns mais antigos, que eu assistia desde adolescente: Elias Gleiser, Othon Bastos, Paulo Gracindo e Mario Lago. Assista a abertura da minissérie abaixo. fr

domingo, 12 de setembro de 2021

“Saio da vida para entrar na História”, Getúlio Vargas em sua ‘carta-testamento’

A mensagem de Getúlio Vargas à nação, divulgada logo após o seu suicídio, no dia 24 de agosto de 1954, em seu quarto no Palácio do Catete, ficou conhecida como a sua ‘carta-testamento’. O texto está datilografado e teria sido escrito pelo jornalista José Soares Maciel Filho, quem redigiu grande parte dos discursos de Vargas, mas a autoria é contestada por algumas pessoas. O original do documento está no Museu do Catete, antiga sede do governo brasileiro. Ainda há um texto manuscrito e assinado, mais conciso, e que seria do próprio punho do presidente. Em cinco páginas, o texto não foi divulgado de imediato, somente anos depois da morte de Getúlio.  fr

A mensagem manuscrita:

"Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte. Levo o pesar de não haver podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa. Acrescente-se a fraqueza de amigos que não me defenderam nas posições que ocupavam, a felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês e a insensibilidade moral de sicários que entreguei à justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país, contra a minha pessoa. Se a simples renúncia ao posto a que fui elevado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranquilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria. Mas tal renúncia daria ensejo para com fúria, perseguirem-me e humilharem. Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas. Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao senhor, não de crimes que contrariei ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes. Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue de um inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus. Agradeço aos que de perto ou de longe trouxeram-me o conforto de sua amizade. A resposta do povo virá mais tarde...."

sábado, 11 de setembro de 2021

Dica de livro: "Agosto", Rubem Fonseca

“Agosto”
, Rubem Fonseca; Rio de Janeiro, editora Record, s/ano, 349 páginas (Coleção Mestres da Literatura Contemporânea, vol. 11).
       Ótimo livro. Eu já o li e escrevi sobre ele aqui no meu blog há alguns anos, e reli por eu estar lendo a coleção “Mestres da Literatura Contemporânea”. Lançado em 1990, ficção e fatos históricos são misturados no livro, com dois crimes ocorridos no mês de agosto de 1954 e que se relacionam à realidade vivida no Brasil à época. Era um período de muita corrupção e instabilidade política (parece que o país nunca conseguiu livrar-se desses males). Rubem Fonseca (1925-2020) foi comissário de polícia e é um escritor premiado diversas vezes.
      Paulo Machado Gomes Aguiar, um poderoso empresário com relacionamento com pessoas influentes no governo, é encontrado morto em seu apartamento no dia 1º. Na madrugada do dia 5, um atentado ao jornalista Carlos Lacerda deixa morto um major da Aeronáutica, seu segurança. Ferido no pé, Lacerda, dono do jornal Tribuna da Imprensa e principal adversário do presidente Getúlio Vargas, acusou o deputado Lutero Vargas, filho do chefe de governo, de ter sido o mandante do seu assassinato.
       As investigações do primeiro crime ficaram sob a responsabilidade do comissário Alberto Mattos, um dos raros policiais honestos e que não recebiam propina. Amante de ópera e vivendo modestamente em um pequeno apartamento no bairro do Flamengo, Mattos sofria com constantes dores devido a uma úlcera no estômago. Apesar de uma rotina de muito trabalho, ele dividia as atenções com duas mulheres que o amavam, e estavam ligadas a homens poderosos, envolvidos na corrupção do país.
      Salete era amante de Luiz Magalhães, funcionário do governo que intermediava negócios desonestos e superfaturados. E Alice, uma antiga namorada, casada com o empresário Pedro Lomagno, de quem se separou, porque queria ficar com o policial. Paulo Machado era o principal acionista da empresa de importação e exportação Cemtex, que conseguiu uma licença fraudulenta através de contatos com o senador Vitor Freitas e subornos ao tenente Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente Getúlio Vargas. A sua morte foi encomendada pela esposa, Luciana, e o amante dela, Pedro Lomagno, um dos sócios da Cemtex.
      O atentado contra Carlos Lacerda foi encomendado por Gregório Fortunato a Climério Euribes de Almeida, seu compadre e integrante da guarda pessoal do presidente, que ficou encarregado de encontrar alguém para fazer o serviço. Gregório não queria ninguém ligado ao governo. A pessoa escolhida foi Alcino, um carpinteiro desempregado, que já tinha falhado antes ao tentar matar um suposto amante da esposa de um conhecido. Foi prometido a ele dez mil cruzeiros e um emprego de investigador no DFSP (Departamento Federal de Segurança Pública). E a fuga seria no carro de um taxista que fazia ponto próximo ao Palácio do Catete, Nelson Raimundo de Souza.
      E justamente devido a tanto amadorismo, o atentado não obtém o resultado pretendido. Alcino abordou Lacerda no momento em que ele, o filho de 15 anos e o major Rubens Florentino Vaz, que fazia sua segurança, chegavam já de madrugada no prédio do jornalista, na Rua Tonelero, em Copacabana. Alcino não mata Lacerda, como pretendido, mas o major, acertando o jornalista superficialmente no pé e um guarda que estava próximo ao local, que também sobrevive. Na fuga, o carro do taxista recebeu um tiro do guarda, que consegue anotar a placa do carro do taxista.
      “Lacerda se despediu do major e caminhou com o filho para a porta da garagem do edifício. Vaz foi em direção ao carro. Alcino atravessou a rua e atirou em Lacerda, que correu para o interior da garagem. O estrondo do revólver ao disparar surpreendeu Alcino, que por instantes ficou sem saber o que fazer. Notou então que o major se aproximara e agarrava sua arma. Novamente Alcino acionou o gatilho. O major continuou agarrando o cano do revólver até que Alcino, num repelão, soltou a arma dos dedos que a prendiam, caindo com o esforço que fizera. Viu que o major caía também, para o outro lado. Alcino levantou-se e atirou novamente, sem direção. Ouviu estampidos de arma de fogo e fugiu para onde estava o táxi de Nelson. Um guarda surgiu, correndo e atirando, ‘Pare! É a polícia!’. Alcino atirou no guarda, que caiu. Entrou no carro, que estava com o motor ligado.” (página 72)
      Com medo de ser identificado pelo guarda, o taxista entregou-se à polícia e inicialmente alegou ter apenas pego o assassino como passageiro, mas acabou confessando e dando o nome de Climério. As investigações identificaram os demais participantes no atentado, que foram presos, sendo os principais Alcino, Gregório Fortunato e Climério. Lacerda e os partidos de oposição acusaram o deputado Lutero Vargas, o filho do presidente, como o mandante do atentado, e exigiram a renúncia de Getúlio, que negou ter tido conhecimento prévio da trama. Os militares endossaram a exigência.
      Getúlio Vargas perdeu o apoio da maioria dos seus ministros, principalmente os militares, e o país viveu forte pressão feita pelos partidos de oposição, parte da imprensa e de empresários, que exigiam a sua renúncia. O presidente não aceitou: “Não renunciarei. Fui eleito pelo povo e não posso sair enxotado pelas Forças Armadas. Só sairei daqui morto.” Em uma reunião que iniciou já nas primeiras horas do dia 24 de agosto no Palácio do Catete, os ministros disseram a Getúlio que a solução diante da crise seria a renúncia, alguns estavam indecisos e poucos defenderam a resistência, armada se necessário.
      Como uma alternativa, foi sugerido o licenciamento do presidente até a conclusão do inquérito militar que investigava o atentado da Rua Tonelero. Getúlio respondeu: “Se os ministros militares me garantem que as instituições serão mantidas, eu me licenciarei”. E encerrou a reunião, indo dormir. De manhã, Getúlio recebeu a visita do irmão, Benjamim Vargas, que o informava que os ministros militares encaravam a licença como uma renúncia. Depois disse ao camareiro que não desejava fazer a barba, ficando sozinho em seu quarto.
      “Deitado na cama, com os olhos abertos sem ver, Vargas imaginou como sua morte seria recebida pelos seus inimigos. Sua carta, que fora escrita para se despedir do governo e não da vida, rascunhada dias antes a seu pedido por Maciel Filho, seu amigo e auxiliar desde os anos 30, podia servir também, e até melhor, para um adeus definitivo. A carta, mal batida a máquina, estava sobre o tampo de mármore da pequena cômoda do quarto, ao lado da porta do banheiro. (...) Apanhou o revólver na gaveta da cômoda e deitou-se na cama. Encostou o cano do revólver no lado esquerdo do peito e apertou o gatilho.” (página 325) Assumiu o vice-presidente, Café Filho.
      Antônio Mattos era visto com desconfiança pelos colegas por não receber propina. Ele chegou a prender Ilídio, um dos principais bicheiros do Rio de Janeiro, que passou a querer vingança. As suas investigações sobre o assassinato do empresário Paulo Aguiar o levaram até Chicão, um ex-combatente da FEB (Força Expedicionária Brasileira), que lutou na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Chicão era amigo e instrutor de boxe de Pedro Lomagno, que o contratou para matar Paulo Aguiar. Ele esqueceu o seu anel com a inicial F do seu nome na casa da vítima, e foi visto por uma testemunha.
      Através de contatos que tinha na delegacia onde Mattos trabalhava, Lomagno soube que o comissário estava prestes a descobrir o seu envolvimento no crime, e mandou Chicão matá-lo. Salete, que estava em seu apartamento, também foi executada. Logo em seguida, um outro assassino, contratado a mando do senador Vitor Freitas para matar Mattos, constatou ter chegado tarde, mas não deixou de receber pelo serviço feito por outro. Gostei do livro, e para quem gosta de História, como eu, fica a minha dica. “Agosto” teve um ótima adaptação para a televisão, em uma minisséria da Rede Globo. Em breve, eu comento. fr 

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Dica de livro: "O homem que matou Getúlio Vargas"

“O homem que matou Getúlio Vargas: biografia de um anarquista”, Jô Soares, São Paulo, Companhia das Letras, 1998, 344 páginas.

É uma biografia (ficcional, claro) de Dimitri Borja Korozec, nascido na Bósnia; filho de pai sérvio, e mãe brasileira, Isabel, que, por sua vez, era filha de uma escrava e de pai desconhecido, no Rio Grande do Sul. Isabel nasceu justamente no dia 28 de setembro de 1871, dia em que foi assinada a Lei do Ventre Livre. Aos 15 anos fugiu de casa com um “clow-malabarista” de um circo italiano, que viajou para a Bósnia. Dimitri tem uma característica física marcante, nasceu com um dedo indicador a mais em cada mão. Ele tornou-se anarquista, por influência do pai, e aos 12 anos recebeu treinamento profissional na organização terrorista secreta ‘Mão Negra’. Acreditava que sua grande missão era eliminar os opressores do povo trabalhador, e passou a persegui-los. Mas sua maior dificuldade era o seu jeito muito estabanado.  
Ao longo da vida, Dimitri tomou parte de vários acontecimentos importantes da História mundial, em tentativas de matar aqueles que julgava serem esses opressores. Iniciou sua luta insana no início da Primeira Guerra Mundial, passando pelo julgamento de Al Capone, até chegar ao Rio de Janeiro, onde descobriu ser neto de Getúlio Vargas. Sua mãe era filha ilegítima do pai do presidente brasileiro. Por conta de sua habilidade em atirar, Dimitri conseguiu entrar na guarda pessoal de Getúlio, a fim de matá-lo, mas, assim como nas vezes anteriores, o resultado não foi o desejado. Dessa vez, porém, a situação se inverteu, em um final inesperado. fr

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Triste marca de uma família, o suicídio

Leio hoje na imprensa que o neto do ex-presidente Getúlio Vargas, Getúlio Dornelles Vargas Neto, morreu em seu apartamento, em Porto Alegre. De acordo com a Polícia Civil, ele teria cometido suicídio. Assim como o avô, e o pai, Maneco Vargas. Uma triste marca que vem se repetindo em uma mesma família. fr

terça-feira, 13 de maio de 2014

Dica de filme: Getúlio

GETÚLIO
Brasil, 2014, Drama histórico.
Direção: João Jardim.
Com: Tony Ramos, Alexandre Borges, Drica Moraes.
O filme mostra os últimos 19 dias de vida do presidente Getúlio Vargas. No dia 7 de agosto de 1954, o deputado federal Carlos Lacerda é vítima de uma frustrada tentativa de assassinato, na frente do prédio onde residia, em Copacabana. O seu segurança, o major da Aeronáutica Rubens Vaz, após luta corporal com o criminoso, é atingido e morre. Getúlio passa a ser apontado como o mandante do assassinato de Lacerda, e as investigações incriminam integrantes de sua guarda pessoal, o seu filho e o seu irmão. Pressionado pela oposição, pela imprensa e pelos militares, que desejavam a sua renúncia, Vargas preferiu a morte. Muito bom!  fr

sábado, 9 de novembro de 2013

Memorial Getúlio Vargas

Quinta-feira dia 7, conheci o Memorial Getúlio Vargas, localizado na Praça Luis de Camões, no bairro da Glória. O espaço circular, onde está a exposição permanente, fica no subsolo, e é constituído por painéis com textos em português e inglês, fotos, documentos impressos e um vídeo de cinco minutos sobre o presidente Getúlio Vargas, que governou o país de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Há fotos muito interessantes, inclusive duas em que mostram Getúlio  jovem e de bigode, imagens pouco difundidas. A iluminação interior é fraca, o que dificulta a leitura de muitos textos nas mesas circulares, no interior. Segundo uma funcionária do Memorial, foi intencional, para dar uma sensação mais "intimista". Acho que exageraram. Inaugurado em 2004, o Memorial tem espaço para palestras e debates, e é também intenção colocar à disposição do público biblioteca e cinema. No lado de fora há um enorme busto de Getúlio Vargas, em um tamanho um tanto exagerado, em minha opinião. Podiam ter feito um busto menor, ou ainda uma estátua. De qualquer forma, para quem, como eu, gosta de História, é um passeio muito bacana.   fr
Na placa, referência a um trecho da carta-testamento, texto datilografado a pedido prévio de Getúlio ao amigo José Soares Maciel Filho: "Saio da vida para entrar na História."
Na reprodução à esquerda: "Humor de J. Carlos vê armação de Getúlio na sucessão", cartum de 1937; à direita, propaganda política a respeito da estatal Petrobras.
 
Carteira profissional de Getúlio Vargas, 1952, onde se lê: "Residência: Palácio do Catete", sede do governo à época.

O centro do espaço é ocupado por mesas circulares onde ficam fotos e documentos, mas a iluminação não é a mais adequada.
 

sábado, 16 de julho de 2011

Dica de leitura: "Agosto"

Ambientado no Rio de Janeiro, então capital do país, "Agosto", de Rubem Fonseca, relata os acontecimentos políticos em agosto de 1954, misturados à conturbada vida pessoal e profissional do comissário Alberto Mattos. Enquanto Mattos investiga o misterioso assassinato de um milionário em sua luxuosa residência, o Brasil vive a instabilidade provocada por denúncias contra o governo de Getúlio Vargas, que vieram culminar com o seu suicídio. Uma mistura muito interessante de História e ficção. Boa leitura!   fr