Há o tempo cronológico, o tempo corrido e que orienta as atividades do dia a dia do ser humano, é o Khronos. E há o “tempo de deus”, chamado de Kairós, que não pode ser medido, não é um tempo quantitativo, e sim qualitativo. “É uma ocasião indeterminada no tempo em que algo especial acontece. (...) Enquanto esperamos o Kairós de Deus, aproveitemos para nos tornar pessoas melhores, para amar nossos irmãos, para espelhar esperança e gentileza, para respeitar idosos e crianças, para nos arrepender de nossos pecados”. Padre Marcelo Rossi escolheu algumas passagens bíblicas e seus personagens para destacar os seus momentos especiais e explicar o sentido do Kairós. fr
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sábado, 13 de maio de 2023
sexta-feira, 12 de maio de 2023
"Ágape", padre Marcelo Rossi
Padre Marcelo Rossi escreve sobre o amor “Ágape”, inspirado em trechos que ele selecionou do Evangelho de São João. Destaca ser ele o amor que não exige retribuição, o amor puro. E a ausência do amor traz os piores sentimentos: a inveja, o orgulho, a prepotência, o desrespeito, a injustiça. “Ágape é uma palavra de origem grega que significa o amor divino. O amor de Deus pelos seus filhos. E ainda o amor que as pessoas sentem umas pelas outras inspiradas por esse amor divino.” Eu separei duas passagens do livro para dividir com os meus leitores e para a sua reflexão, estão destacadas abaixo. fr
Procure tratar as pessoas como gostaria de ser tratado
“É triste uma sociedade sem misericórdia, em que as pessoas se põem de plantão para jogar pedras. A dor do outro parece não despertar nenhum sentimento no ofensor. Jogamos pedras sem imaginar os seus estragos. As pedras das palavras ditas sem cuidado, das fofocas, das inverdades, das condenações. Jogar pedras é não entender o conceito cristão do amor.
Quando magoamos as pessoas com palavras ou atos impensados, muitas vezes em um momento de raiva, estamos deixando marcas de dor em seus corações e que não mais se dissiparão, mesmo que sejamos perdoados. Há uma história de uma garota que tinha o péssimo hábito de se irritar com tudo e com todos. Assim, magoava as pessoas com duras palavras e atitudes pouco gentis. Um dia, na sala de aula, ao presenciar uma dessas atitudes da garota, a professora chamou-a, estendendo-lhe uma folha branca. Pediu a ela que a amassasse. A garota, sem entender, obedeceu, fazendo até mesmo uma bolinha com o papel. A professora lhe pediu, então, que voltasse a deixar o papel exatamente como ele era antes de ser amassado. Por mais que tentasse, a garotinha não conseguiu, pois as marcas insistiam em permanecer. Foi, então, que a professora lhe disse que aquela folha em branco era semelhante ao coração das pessoas. As impressões que deixamos nos outros são difíceis de ser apagadas. Por isso, precisamos tomar muito cuidado com as palavras duras que dizemos, com os julgamentos precipitados que fazemos, com as ofensas que proferimos. Se quisermos consertá-las depois, poderá ser tarde demais.” (“Ágape”, padre Marcelo Rossi; páginas 59-60)
A maledicência faz muito mal
“Por que Jesus foi condenado? Não me refiro aqui ao plano da salvação, mas à mudança de opinião daqueles que, na mesma semana, o aclamaram dando vivas em sua entrada triunfal na cidade de Jerusalém. Por que, repito, aquelas pessoas mudaram de opinião? Será que somos tão influenciáveis? Gostamos de alguém, admiramos alguém, e um boato qualquer faz com que essa imagem seja destruída.
Como a inveja faz mal! Como a língua tem um poder destruidor! Talvez a maior parte de nós tenha sido vítima de boatos e, com certeza, sofre com isso. Se experimentamos na pele essa dor, por que fazemos isso com os outros?
São Filipe Néri era um padre conhecido pelas penitências criativas que dava aos seus fiéis. Certa vez uma mulher veio se confessar com ele, dizendo que cometia o pecado de falar mal do próximo. Disse ainda que depois que se confessava acabava incorrendo novamente no mesmo pecado. São Filipe Néri ouviu atentamente a confissão da mulher e lhe deu a seguinte penitência: ela deveria depenar uma galinha, caminhando pelas ruas de Roma, e depois deveria voltar para continuar a penitência. Assim fez a mulher. Depenou a galinha, caminhando pelas ruas de Roma, e voltou para junto do padre. Quando perguntou o que mais teria de fazer, São Filipe foi certeiro: ‘Agora, volta por todas as ruas pelas quais caminhaste e recolhe uma a uma as penas da galinha. E presta atenção, não deixes uma pena sequer esquecida’.
A mulher retrucou: ‘Mas, padre, isso é impossível! Tinha tanto vento que nunca poderei recolher todas as penas’.
‘Eu sei, minha filha. Espero que tu tenhas compreendido a lição. A tua maledicência se parece com essas penas. As palavras ditas sem compaixão se espalham e depois não há como recolhê-las.’
O boato é assim. A fofoca é devastadora. Antes de proferir uma palavra, nós somos os seus senhores. Depois que elas saem, somos os seus servos.” (“Ágape”, padre Marcelo Rossi; páginas 99-100)
sexta-feira, 15 de novembro de 2019
Estelionatária é condenada por acusar falsamente padre Marcelo Rossi de plágio

Escritora que acusou padre Marcelo Rossi de plágio é condenada
A 1ª Vara Empresarial do Rio condenou a escritora Izaura Garcia de Carvalho Mendes, que acusava padre Marcelo Rossi de plágio, a indenizar o religioso e a editora Globo em R$ 50 mil para cada um. Izaura afirmou que um trecho do livro “Ágape”, de padre Marcelo, fora copiado de uma obra dela e entrou na Justiça pedindo indenização de mais de R$ 50 milhões. Só que se descobriu que o documento apresentado por ela era falso. E a mulher chegou a ser presa em maio por estelionato.
Ao julgar a ação, o juiz Alexandre de Carvalho Mesquita revogou a liminar que havia suspendido a publicação, distribuição e venda de "Ágape". E condenou a escritora a pagar um valor, ainda a ser calculado, correspondente ao montante que a editora Globo deixou de lucrar pela suspensão de venda do livro.
Izaura também foi condenada a devolver um total de R$ 154.614,04. A quantia corresponde à soma dos valores recebidos pela escritora, no acordo extrajudicial firmado com a editora em 2013, para utilização do texto "Perguntas e Respostas - Felicidade! Qual é?" no livro "Ágape" e também para a publicação do livro “Diabetes.com.saude”, escrito por ela.
“Ocorre que o negócio foi celebrado com base em erro, pois a autora não conseguiu provar ser a titular do direito autoral. Nos termos do art. 171 do CC são anuláveis os negócios jurídicos resultantes de erro ou dolo”, escreveu o magistrado.
Processo 0207577-13.2019.8.19.0001
Fonte: Notícia publicada por Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 11/11/2019.
A 1ª Vara Empresarial do Rio condenou a escritora Izaura Garcia de Carvalho Mendes, que acusava padre Marcelo Rossi de plágio, a indenizar o religioso e a editora Globo em R$ 50 mil para cada um. Izaura afirmou que um trecho do livro “Ágape”, de padre Marcelo, fora copiado de uma obra dela e entrou na Justiça pedindo indenização de mais de R$ 50 milhões. Só que se descobriu que o documento apresentado por ela era falso. E a mulher chegou a ser presa em maio por estelionato.
Ao julgar a ação, o juiz Alexandre de Carvalho Mesquita revogou a liminar que havia suspendido a publicação, distribuição e venda de "Ágape". E condenou a escritora a pagar um valor, ainda a ser calculado, correspondente ao montante que a editora Globo deixou de lucrar pela suspensão de venda do livro.
Izaura também foi condenada a devolver um total de R$ 154.614,04. A quantia corresponde à soma dos valores recebidos pela escritora, no acordo extrajudicial firmado com a editora em 2013, para utilização do texto "Perguntas e Respostas - Felicidade! Qual é?" no livro "Ágape" e também para a publicação do livro “Diabetes.com.saude”, escrito por ela.
“Ocorre que o negócio foi celebrado com base em erro, pois a autora não conseguiu provar ser a titular do direito autoral. Nos termos do art. 171 do CC são anuláveis os negócios jurídicos resultantes de erro ou dolo”, escreveu o magistrado.
Processo 0207577-13.2019.8.19.0001
Fonte: Notícia publicada por Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 11/11/2019.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
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