Estive dia 29 de
janeiro no Museu Nacional, enfim reaberto seis dias antes, com a solução da
falta de verba para pagamento do pessoal terceirizado da limpeza. A única vez
que eu tinha ido lá foi ainda criança, em um passeio do colégio. Fundado por D.
João VI em junho de 1818 com o nome de Museu Real, à época localizado no Campo
de Santana. O Museu passou a funcionar no Palácio de São Cristóvao, na região
conhecida como Quinta da Boa Vista, a partir de 1892. É a instituição de
ciência mais antiga no Brasil, e é administrada pela UFRJ (Universidade Federal
do Rio de Janeiro) desde 1946. É considerado o maior museu em história natural
da América Latina, e seu acervo é composto por nove milhões de peças, sendo 10
mil em exposição ao público, distribuídas em dois andares. Em destaque uma
coleção de múmias e sarcófagos egípcios, réplicas de esqueletos de dinossauros,
e móveis da família real e da família imperial. Em uma das fotos que fiz (abaixo), pode-se ver
o trono de D. João VI. O imponente prédio onde fica atualmente o Museu foi
doado ao então príncipe regente pelo comerciante de escravos português Elias
Antônio Lopes em 1º de janeiro de 1809. Uma atitude que nada teve de
desinteressada, afinal as melhores residências no Rio de Janeiro foram
desapropriadas para serem ocupadas pelos membros da comitiva do príncipe, com a
vinda da família real para o Brasil. Elias Antônio se antecipou e, com isso,
conseguiu muitas vantagens depois. O Paço de São Cristóvão passou a ser a
residência da família real, e, depois, da família imperial. D. João VI passou a
residir no Paço a partir de 1816, deixando o Paço Real (o Paço Imperial, no
Centro da cidade). D. Pedro I e D. Pedro II e suas famílias também residiram no
local. Nele nasceram, por exemplo, D. Maria da Glória
II, rainha de Portugal de 1834 e 1853; D.
Pedro II, o imperador brasileiro; e a Princesa Isabel. Com a proclamação
da República, o prédio sediou a primeira Assembleia Constituinte do novo regime,
que elaborou a Constituição de 1891. A ressalva que eu faço como visitante é o
Museu não disponibilizar guias para acompanharem as pessoas nas visitas, em
horários determinados. Pelo que me informaram, há guias somente para idas de
estudantes previamente agendados. Seria muito bacana e útil em termos de
informações e tornaria o passeio muito mais interessante. Mas conhecer o Museu
Nacional é algo que eu recomendo a todos, não apenas aos turistas que vierem ao
Rio de Janeiro. Imperdível! fr

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