Estive na exposição "Mafalda na Sopa", organizada pelo Ministério
das Relações Exteriores da Argentina, pela Biblioteca Nacional Mariano Moreno, e
pela Embaixada e o Consulado argentinos, na Biblioteca Parque Estadual, no
Centro do Rio de Janeiro. A menina de comentários críticos e contundentes,
criação de Joaquin Lavado, o Quino, atrai um público de todas as idades. O
espaço mostra esboços do autor, provas de livros e revistas, cartazes de
divulgação, reportagens, publicações pelo mundo, tirinhas diversas, além de
diversas cartas de admiradores, entre outros trabalhos com a marca da menina
contestadora. Quino criou o personagem para uma campanha publicitária para uma
marca de eletrodomésticos, que exigiu que o seu nome iniciasse com a letra
"M". Mafalda foi publicada pela primeira vez em 1965 e, a partir daí,
foi conquistando os leitores; em 1973, porém, Quino surpreendeu a todos,
deixando de publicar suas histórias. Sua curta, mas intensa vida nos quadrinhos
foi debaixo de ditaduras na Argentina. Mesmo assim, Mafalda ainda é capaz de
levar suas contestações a vários lugares pelo mundo afora, onde suas tirinhas e
livros são traduzidos. Meu 'sonho de consumo' é comprar o livro "Toda
Mafalda", com todas as 1.928 tirinhas dessa menininha argentina de seis
anos, que odeia sopa e é cheia de opinião. A exposição está aberta à visitação
desde o dia 5 de setembro a 24 de outubro. fr

Nenhum comentário:
Postar um comentário