O Botafogo lidera um ranking nada honroso. Está entre os
mais endividados na Justiça trabalhista brasileira. Os
dados foram divulgados pela página do GloboEsporte.com com base nos balanços
financeiros do ano passado, e nos registros dos Tribunais Regionais do Trabalho
(TRT) nos estados em relação aos 20 clubes da Primeira Divisão, além do
Internacional, que joga a Segunda. Somados, eles devem DOIS BILHÕES E
QUATROCENTOS MILHÕES DE REAIS em dívidas trabalhistas, sendo réus em 3.037
processos. Evidentemente, os maiores valores referem-se a ex-jogadores e
ex-treinadores. Alguns desses processos, de acordo com os clubes, já podem ter
sido arquivados, mas ainda assim permanecem nos registros. O endividamento
total desses clubes é ainda maior, chegando a cerca de seis bilhões e trezentos
milhões de reais, por conta também de dívidas bancárias e fiscais, além de
despesas operacionais.
O Botafogo tem o maior número de processos nos Tribunais
Regionais do Trabalho contra ele: são 391. O Vasco da Gama vem logo em seguida,
com 390. A maior dívida trabalhista está na Gávea. O Flamengo deve 300,51
milhões de reais. Mas o Botafogo vem em segundo, devendo 291,52 milhões de
reais. Quando se fala em todo tipo de dívidas, o Glorioso toma a frente, com
uma dívida de 751,50 milhões de reais; e o Atlético Mineiro fica em segundo,
com 518,70 milhões de reais.
A diretoria do Botafogo informou estar buscando sanar as suas contas,
refinanciando as dívidas através do Profut (Programa de Modernização da Gestão
e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro) e do Ato Trabalhista,
acordo firmado com o TRT. É intenção do clube encerrar todos os processos
protocolados na Justiça até 2014, e não permitir que a dívida aumente. Garante
ser uma questão institucional, que será seguida pelas próximas administrações,
independentemente de ser da situação ou da oposição, já que existiria um
consenso na política do Botafogo. Vamos torcer para que isto ocorra mesmo. O
Botafogo é grande demais para continuar sendo tão mal administrado como vem sendo
nas últimas décadas. E a questão financeira é muito importante, refletindo
evidentemente dentro do campo, já que sem dinheiro é inviável formar elencos
competitivos e vitoriosos.
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