Eu sou de
opinião que em uma democracia não pode haver uma só rua homenageando ditadores
e pessoas que a apoiaram. É um absurdo, por exemplo, ver no Rio de Janeiro
ruas, estádios, hospitais etc. homenageando essa gente. E devo estar com a
razão, porque em outros países que passaram por períodos de ditadura, quando
conseguem retornar à democracia, rebatizam tudo que foi nomeado pelos regimes
de força. A Espanha é um exemplo. Leio na Agência France Press esta semana que
“o Ministério da Justiça da Espanha anunciou nesta
quarta-feira que ordenou que 656 cidades retirem do espaço público símbolos herdados
da ditadura franquista”. A decisão é baseada na chamada Lei de Memória
Histórica, de 2007, que determina às administrações naquele país a “retirada
imediata dos escudos, insígnias, placas e outros objetos ou menções
comemorativos de exaltação do levante militar e da repressão da ditadura”.
Baseando-se em dados oficiais, o grupo parlamentar Compromís identificou ano
passado 1.143 ruas que ainda prestam homenagens a pessoas e símbolos
franquistas em várias cidades. Aqui no Brasil, quando alguém defende que se
mantenha nomes de logradouros ou estátuas que homenageiam membros de ditaduras,
além que é “História”. Mas, essas pessoas têm que lembrar que foi justamente nas
ditaduras que esses regimes se apoderaram ilegitimamente do poder para “fazer”
História. Portanto, não se deve defender essas homenagens com esse argumento.
Nenhuma rua ou estátua de ditadores! Na foto, abaixo, aparece a estátua do
ditador espanhol Francisco Franco, sendo retirada das ruas da cidade de
Santander, em 2008. fr

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