
"Dias
perfeitos", Raphael Montes;1ª edição, São Paulo, Companhia
das Letras, 2014, 278 páginas.
Livro
maravilhoso, muito bem escrito, que prende e instiga o interesse do leitor até
o final. É um suspense, com alguns momentos de terror. Teodoro, Téo, é um jovem
estudante de Medicina, de 22 anos, introspectivo. O pai foi um desembargador do
Tribunal de Justiça, envolvido com corrupção, e falecido em um acidente de
automóvel, que deixou a mãe, Patricia, tetraplégica, de quem Téo passou a
cuidar, mas sem grande ligação emocional. A única alegria de Téo eram as aulas,
principalmente de anatomia, em que aprendia a dissecar cadáveres; não tinha
amigos e não gostava de se relacionar com as pessoas.
A
vida de Téo mudou quando conheceu Clarice, estudante de História da Arte na
Uerj, em um churrasco aonde foi apenas por insistência da mãe. A partir daí,
passou a desenvolver uma paixão incontrolável e doentia por ela, que o fez
sequestrá-la e levá-la para os lugares que Clarice estava usando em um roteiro,
que estava escrevendo para um filme, de nome “Dias perfeitos”. Téo decidiu
seguir o roteiro que a amada tinha escolhido: um chalé em Teresópolis, uma
cabana em local deserto em Ilha Grande e, por fim, Paraty. Em sua lógica
doentia, acreditava que, assim, faria com que Clarice tivesse a oportunidade de
conhecê-lo melhor e se apaixonar por ele.
Téo
a amava de maneira possessiva, e precisava que ela o amasse. Tudo isso à força,
afastando-a da mãe dela e dos amigos, e tudo que fazia acreditava mesmo que era
o melhor para Clarice. Os acontecimentos, porém, fugiram do seu controle. Eu
não vou escrever mais, para não estragar o prazer da leitura de quem se
interessar por esse excelente livro. O autor, o carioca Raphael Montes,
publicou este livro aos 24 anos, e já escreveu outros cinco. “Dias perfeitos” já
foi publicado em mais de dez países, como Estados Unidos, Inglaterra, Espanha,
Itália e França, e teve os direitos vendidos para se tonar um filme. fr
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