O marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892) foi o primeiro presidente do Brasil, de 1889 a 1891. Ele esteve à frente da proclamação da República, que pôs fim à Monarquia brasileira em 15 de novembro de 1889 e completou, ontem, 135 anos. Com a implantação do novo sistema de governo, Deodoro da Fonseca foi escolhido para ser o presidente provisório do país. Em fevereiro de 1891, ele foi eleito pelo Congresso Constituinte para exercer o cargo efetivo de presidente, e para vice-presidente foi eleito o candidato da oposição, o marechal Floriano Peixoto. Deodoro sofreu forte pressão política de seus opositores, e a economia dava fortes sinais de crise. Em 3 de novembro, desrespeitando a Constituição, o presidente decretou o fechamento do Congresso Nacional. Como reação ao que considerou um governo ditatorial, a Marinha revoltou-se e ameaçou bombardear, da Baía da Guanabara, a cidade do Rio de Janeiro, capital do país, no que ficou conhecido como ‘Revolta da Armada’; Armada era como se referia à Marinha à época. Pressionado, o marechal Deodoro da Fonseca renunciou à presidência em 23 de novembro. O vice Floriano Peixoto, um dos que articularam a oposição ao governo, assumiu no mesmo dia, reabrindo o Congresso, mas, também, teve um período de governo conturbado, enfrentando nova Revolta da Armada, no Rio de Janeiro, e a Revolta Federalista, no Rio Grande do Sul. Com a eleição de Prudente de Morais em 1894, o primeiro presidente civil do Brasil, teve fim o período chamado de “República da Espada’, com dois presidentes militares. Veja a reprodução da carta de renúncia de Deodoro da Fonseca, abaixo, documento histórico guardado no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. fr
Nenhum comentário:
Postar um comentário