Quando eu estive em Portugal em 2018, eu pude verificar a má qualidade do atendimento nos hospitais de Portugal, você pode ler nos meus comentários aqui no blog sobre a viagem. Evidentemente, esse é um problema que existe também no Brasil, claro, mas não esperava encontrá-lo em Portugal. Ano passado estive lá novamente e comentei sobre isso com os meus primos, que confirmaram o problema. E falei com eles que eu acreditava que iria acontecer em Portugal o mesmo que aconteceu no Brasil. Aqui, as pessoas de mais idade comentam que a Saúde pública era de ótima qualidade nos anos 1950, 1960 e 1970, mas, com o tempo, os hospitais públicos foram sucateados, obrigando a quem podia pagar por planos de saúde privados. Lendo a imprensa portuguesa, vejo que, infelizmente, eu tinha razão. Atualmente, mais de quatro milhões de portugueses já têm planos de saúde privados, ou seja, quase metade da população do país, de pouco mais de dez milhões de pessoas. E o preço das mensalidades vem subindo bastante nos últimos anos. De 2019 a 2014, o custo com planos privados de saúde em Portugal aumentou 41%, e há a previsão de que aumente mais 10% no ano que vem, de acordo com a ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões), órgão que regula o mercado de seguros e planos privados. É uma realidade cruel. Os médicos preferem trabalhar em clínicas privadas, onde podem cobrar e ganhar mais, do que em hospitais públicos, com salários mensais fixos. Sendo assim, a Saúde pública vai de mal a pior. Acontece com a Saúde pública o mesmo que acontece com a Educação pública. Para os donos de clínicas particulares, assim como escolas particulares, não interessa que a Saúde pública seja de boa qualidade. Claro! Quem iria pagar por planos médicos particulares, ou colocar os seus filhos em escolas caras, se os hospitais e escolas públicos fossem bons? A realidade é a mesma no Brasil! fr
Nenhum comentário:
Postar um comentário