O mundo tomou conhecimento com um misto de incredulidade e espanto da ação dos Estados Unidos na Venezuela, ontem. A Força Delta, equipe de elite do Exército estadunidense, invadiu o território da Venezuela durante a madrugada local, penetrou no Forte Tiuna, onde estava dormindo o presidente Nicolás Maduro, e o sequestrou com sua esposa, Cilia Flores. Foram bombardeados diferentes pontos da defesa antiaérea, o porto de La Guaíra e o aeroporto Higuerote, além de outros pontos fora da capital, Caracas. De acordo com informações, pelo menos 80 pessoas, entre militares e civis, foram mortos, mas nenhum militar dos Estados Unidos. Maduro e a esposa foram retirados da Venezuela e levados para a cidade de Nova Iorque, onde estão presos e serão julgados por crimes como tráfico internacional de drogas e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.
Minha opinião: Eu não tenho nenhuma simpatia por ditaduras, sejam elas de esquerda ou de direita. As ditaduras têm que ser isoladas do cenário internacional, sendo excluídas de organismos multilaterais e de eventos como Olimpíadas, por exemplo. Mas a questão é que isso não acontece. Há ditaduras que os Estados Unidos condenam, como a de Cuba e da Venezuela, e há ditaduras que os Estados Unidos apoiam, como a da Arábia Saudita e do Catar, com quem mantém negócios de bilhões de dólares. Onde está a coerência? O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que vão governar a Venezuela até uma transição “segura e adequada” e vão administrar as riquezas em petróleo daquele país, as maiores do mundo.
Tem que ser muito ingênuo para acreditar que os EUA estão preocupados em defender a democracia e os direitos humanos na Venezuela, ou combater o narcotráfico, logo os EUA que apoiaram várias ditaduras pelo mundo, como a de Pinochet no Chile e atualmente a da Arábia Saudita. É a lei do mais forte. Podem fechar hoje mesmo a ONU, que não serve para nada! Os EUA e a Rússia fazem o que querem e ninguém tem força para contrariar, a verdade é essa, desrespeitando a soberania de outras nações e o direito internacional! A Rússia de Putin invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e continua bombardeando aquele país até hoje. Nenhum país pode invadir outro. Quando isso acontece passa-se uma mensagem aos demais que se um pode, outros também podem, e o mundo fica nas mãos dos mais fortes militar e economicamente, levando a constantes guerras e conflitos. fr
SEJA ÉTICO
SEJA ÉTICO: Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução do conteúdo deste blog com a devida citação de sua fonte.
domingo, 4 de janeiro de 2026
EUA e Rússia abusam do poderio econômico e militar, impondo a lei do mais forte, e colocam o mundo em risco
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário