
O Teatro Municipal do Rio de Janeiro destaca-se na paisagem do Centro da
cidade. Eu participei de uma visita guiada ao teatro, as visitas são pagas. Em
1894, o autor teatral Arthur Azevedo deu início a uma campanha para que o Rio
viesse a ter um teatro com as características do Théâtre-Français, estatal
francês, o que deu origem a uma lei municipal que estabelecia a sua construção,
que acabou não sendo cumprida e o dinheiro arrecadado nunca foi utilizado para
esse fim. À época, o Rio de Janeiro era Distrito Federal e estava passando por
um processo de modernização e reurbanização do Centro, durante a administração
do prefeito Pereira Passos (1902-1906). Em 1903, foi aberta a Avenida Central,
atual Rio Branco, que fica ao lado do teatro; muitos cortiços que haviam na
região foram derrubados. No mesmo ano, foi aberto um concurso para a escolha do
projeto do teatro, com a escolha do projeto de Francisco de Oliveira Passos,
justamente o filho do prefeito. O resultado recebeu, evidentemente, muitas
críticas e resolveu-se premiar também o segundo colocado, o trabalho do francês
Albert Guilbert, vice-presidente da Associação dos Arquitetos Franceses, e reunir
os dois trabalhos no projeto final, ambos inspirados na Ópera de Paris, de
Charles Garnier.
As obras de construção tiveram início em 1905, com 280 operários
trabalhando em dois turnos o que possibilitou a inauguração do teatro em menos de
cinco anos. O interior do teatro foi ornamentado pelos mais importantes
pintores e escultores, como Rodolfo Amoedo, Eliseu Visconti e os irmãos
Bernardelli, além de artesãos europeus, que criaram os vitrais e mosaicos. A
fachada do teatro ainda conserva a grafia da época de sua inauguração, em 14 de
julho de 1909, como o nome “Theatro”, com h. Ele foi inaugurado pelo presidente
da República Nilo Peçanha, já durante a administração do novo prefeito, Souza
Aguiar. Atualmente, o Teatro Municipal possui 2.252 lugares e, desde 1996, tem
um edifício anexo, com salas para os ensaios do Coro, da Orquesta Sinfônica e
do Ballet. A fachada do teatro tem seis enormes colunas de mármore italiano, e esculturas
nos cantos do edifício representando a Música, a Poesia, a Comédia, a Tragédia,
o Canto e a Dança, (veja as minhas fotos, as duas últimas têm a sua visão encoberta
pelos galhos das árvores). E no alto tem uma águia dourada de 350 quilos, com
oito mil folhas de ouro, 23 quilates de douramento.
No interior do teatro estão várias esculturas e pinturas; o piso é de mosaico veneziano; a entrada e o salão principal têm decoração luxuosa, com mármore, bronze, ônix, espelhos, cristais e talha dourada, e um enorme lustre de bronze dourado, composto por 118 lâmpadas e pingentes de cristal. O Salão Assyrio está localizado no subsolo, abaixo do palco do teatro. Apesar do nome, ele tem uma decoração de estilo eclético, com influências babilônicas, persas e assírias. Ao longo do tempo, no salão foram realizados bailes de máscaras, funcionou um museu, restaurante e local de apresentação de artistas, como o cantor Pixinguinha. O lustre do salão principal tem cerca de 600 quilos, 118 lâmpadas, foi fabricado na Inglaterra em 1909 e veio para o Rio em um navio. A sua estrutura é feita de bronze, folheado a ouro e adornado com cristais lapidados. Anualmente, o lustre passa por uma limpeza e manutenção, com um sistema elétrico que o faz descer até próximo ao chão. As lâmpadas passaram recentemente para o sistema de LED. Eu assisti a uma ópera no Teatro Municipal há muitos anos, na época eu namorava uma garota que adorava ópera; eu não curti, mas valeu pela experiência. Veja as fotos que eu fiz do Teatro Municipal e veja como ele é lindo! Apesar de ser municipal no nome, o teatro é administrado pelo governo do estado do Rio. Fontes: Visita guiada que eu fiz, Wikipédia, ensinarhistoria.com.br, crea-rj.org.br. fr






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