O
Paço Imperial fica na Praça 15, no Centro do Rio de Janeiro. Atualmente, é um
centro cultural, mas ele já teve outras utilizações ao longo do tempo. Sua
construção teve início a partir de dois prédios que abrigavam o Armazém del Rey
e a Casa da Moeda, que era utilizada para a fundição do ouro vindo das Minas
Gerais. Concluído o novo prédio, em 1743 passou a ser o Paço dos Governadores.
Em 1763, quando o Rio passou a ser a capital do Brasil, tornou-se o Paço dos
Vice-Reis, local de despachos do Vice-Rei. Em 1808, com a vinda da família
real, ela inicialmente passou a residir no Paço, até se mudar mais tarde para o
palácio da Quinta da Boa Vista. Passou a ser local de despachos do príncipe
regente, depois Rei D. João VI, vindo a ter uma Sala do Trono, onde era
realizada a tradicional cerimônia do "beija-mão". Até aquele ano, ainda
funcionavam no térreo do prédio a Casa da Moeda e o Real Armazém. Em 1815,
quando o Brasil foi elevado à categoria pertencente ao Reino Unido, passa a ser
o Paço Real, sede do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Era no Paço
que o Rei tomava as decisões mais importantes e que viriam a repercutir também em
Portugal. Após a independência brasileira, passou a Paço Imperial (ou Paço do
Rio de Janeiro), onde despachava e eventualmente residia D. Pedro I e, mais
tarde, seu filho, D. Pedro II. Em 9 de janeiro de 1822, foi no Paço Imperial
que o príncipe regente D. Pedro de Alcântara anunciou que não cumpriria as
ordens das Cortes Portuguesas, que exigiam sua ida para Lisboa, dia que ficou
conhecido na História como o "Dia do Fico": "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto. Digam ao povo que fico!". Foi lá também que a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, pondo fim à escravidão no Brasil, em 13 de maio de 1888. Com a proclamação da
República, o Paço Imperial foi transformado em Agência Central dos Correios e
Telégrafos. Em 1938 o prédio foi tombado pelo Serviço de Patrimônio
Histórico e Artístico. Em 1985, passou a ser um centro cultural, ligado ao
IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Portanto, o Paço Imperial é de
enorme relevância histórica para o Brasil, mas, mesmo assim, a maioria dos
cariocas nunca nem entrou lá e desconhece sua história e importância,
lamentável. O Paço está aberto à visitação e possuiu uma lanchonete, uma
livraria, além de exposições permanentes e temporárias. Vale a pena conhecer. fr

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