Assisti também,
mais uma vez, ao jogo da final, entre Argentina e Holanda, realizado dia 25 de
junho, no estádio Monumental de Nuñez, o mesmo que no dia anterior recebeu a
disputa do terceiro lugar. Assim como nos demais jogos da
seleção argentina, havia muito papel no gramado. O jogo, uma final de
Mundial, teve o seu início atrasado em oito minutos por conta de uma atadura na
mão direita do jogador holandês Van De Kerkhof. Os
argentinos, à frente o capitão Passarela, reclamaram que a atadura estava com
uma armação muito dura e poderia ferir algum jogador, e ela teve que ser
refeita. Logo o início do jogo mostrou um nervosismo muito grande de ambos os
lados, com faltas, reclamações e atritos. Aos 15 minutos, mais um
desentendimento em campo, com um holandês reclamando ter sido atingido sem bola
no estômago, mas o árbitro italiano Sergio Gonella não
atendeu sua reclamação. Um jogo muito nervoso, principalmente por parte do argentino
Bertoni, mas também muito
disputado, com chances de parte a parte, e com a Argentina tendo mais
iniciativa. Aos 37 minutos, em ataque que envolveu a defesa holandesa, Kempes
fez 1x0, para delírio da torcida argentina. Aos 44 minutos, Rensenbrink finalizou de frente para o goleiro Fillol, que fez
uma difícil defesa, impedindo o gol de empate. No segundo tempo, a Argentina se
fechou após os 15 minutos, tentando ampliar o marcador através dos
contra-ataques. Mas, aos 36 minutos a Holanda empatou, com um gol de cabeça de Nanninga,
subindo mais do que os seus marcadores. No último minuto de jogo, a Holanda
quase faz o gol que seria o do título. Em cobrança de falta no meio-campo, Rensenbrink foi lançado, foi mais rápido que o marcador argentino
e chutou na trave. A final foi para a prorrogação.
Aos três minutos do primeiro tempo, o holandês Wim Suurbier acertou com muita violência o argentino
Bertoni, mas não foi expulso, como deveria, levando somente o cartão amarelo.
Um minuto depois, Larrosa deu o troco e acertou o holandês, mas não foi punido
com cartão. Aos 14 minutos, Bergomi livrou-se da marcação e deu passe para Luke,
que passou por dois holandeses e chutou para a defesa do goleiro, mas ele aproveitou
o rebote e marcou o gol de desempate. Aos três minutos do segundo tempo, um
holandês fez falta em Larrosa, derrubando-o, e depois chutou a bola no rosto do
argentino. O árbitro não o expulsou. A final foi um jogo nervoso, com muitas
faltas, e o árbitro foi muito condescendente. Os argentinos, claro,
aproveitaram para ganhar tempo sempre que podiam. Aos nove minutos, Kempes fez
tabela com Bertoni e chutou para fazer o terceiro gol argentino e garantir o
primeiro título do país vizinho. Os argentinos foram superiores na prorrogação.
E a Holanda ficou com o seu segundo vice-campeonato mundial consecutivo. Festa
na Argentina, em plena ditadura militar, uma das mais violentas e covardes da
América Latina. fr

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