
Em um futuro bem próximo, 30
milhões de empregos passarão a ser ocupados por robôs. É a conclusão a que
chegou um estudo desenvolvido pelo Laboratório de Aprendizagem de Máquina em
Finanças e Organizações da UnB (Universidade de Brasília). Até o ano de 2026,
54% dos empregos formais no país poderão ser exercidos por robôs com
inteligência artificial e programas de computador, o que representa cerca de 30
milhões de postos de trabalho. Foram objeto do estudo, 2.602 profissões ao
longo do ano passado. Este não é um processo novo, e atingiu inicialmente
atividades simples, como as das linhas de montagem de fábricas, mas passou a
interferir também naquelas que exigem habilidades mais complexas. Especialistas
alertam para o risco de ocorrer uma espécie de “robocalipse”, em que esse
processo de automação provocará um grande número de desempregados. Outra
corrente, porém, defende que ocorrerá uma adaptação da mão de obra, com a
substituição de algumas profissões, como ascensoristas. Mas funções que exigem
criatividade e habilidades sociais dificilmente serão ameaçadas. O futuro,
realmente, reserva grandes transformações, que poderão representar avanços e,
também, aspectos negativos para as sociedades. É necessário que os países, em
especial os de economia menos desenvolvidas, como o Brasil, estejam preparados
e elaborem estratégias para mitigar os efeitos dessas transformações. fr
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