
O papa Francisco encerrou hoje uma visita
histórica de três dias a Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, na
primeira visita de um líder católico à Península Árabe. Este foi o 41º país visitado pelo papa, que
já é o segundo pontífice que mais países visitou, atrás apenas do papa João
Paulo II. O papa Francisco participou em Abu Dhabi da cúpula da ‘Irmandade
Humana’, que reuniu centenas de líderes de diferentes religiões. E visitou a
Grande Mesquita do Sheik Zayed, um
dos mais importantes locais de culto dos Emirados Unidos, e uma das maiores
mesquitas do mundo, tendo capacidade para 40 mil pessoas.
A viagem segue o propósito do papa de estreitar as
relações do mundo católico com o Islã, religião monoteísta fundada pelo profeta
Maomé e seguida pelos países muçulmanos. Ontem, o papa assinou em conjunto com
o grande imã sunita do Instituto egípcio Al-Azhar, o xeque Ahmed al-Tayeb, uma
declaração conjunta, em que os dois líderes comprometeram-se a empreender os
esforços das duas religiões na luta contra o extremismo. A Al-Azhar é a mais
importante instituição do Islã sunita, composto por muçulmanos ortodoxos. E se
reuniu com o príncipe herdeiro dos Emirados Unidos, sheik Mohamed bin Zayed Al-Nahyan. Este país procura
demonstrar ser o mais aberto em termos religiosos, em uma região em que a
vizinha Arábia Saudita não permite a liberdade religiosa, e proíbe a
manifestação de qualquer religião que não seja o Islã.
O papa Francisco
afirmou ser necessário se posicionar contra atitudes extremas: "Em nome de Deus Criador, é preciso condenar
sem vacilação toda forma de violência, porque usar o nome de Deus para
justificar o ódio e a violência contra o irmão é uma grave profanação". Hoje,
o papa rezou uma missa para mais de 170 mil pessoas que lotaram o estádio da
Cidade Esportiva de Zayed, na capital, condenando aqueles que usam o nome de
Deus para justificar o ódio. Em sua maioria, as pessoas presentes eram
católicas asiáticas que imigraram aos Emirados em busca de emprego. Após o
encerramento oficial da visita, Francisco embarcou de volta para Roma. Fontes
utilizadas: Deutsche Welle, Terra e GaúchaZH. fr

Nenhum comentário:
Postar um comentário