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terça-feira, 28 de abril de 2026

Trecho do livro “Eu confesso tudo”

    “Teria gostado de viajar de volta para casa nesse último ano. Para a casa de minha adolescência e para meus pais. Tínhamos uma casa bonita, grande, sentia-me muito feliz morando nela. Porém meus pais haviam morrido, e a casa fora vendida. Para casa! Pois, na verdade, onde mesmo é que ainda me sentia em casa? Em quartos de hotel, no estúdio ou em aviões? Com Jolanthe? Ou com Margaret? Ou comigo mesmo? Onde quer que estivesse, ansiava profundamente em partir para outro lugar. E em outro lugar, voltar para outra parte. Mas sempre desejando ansiosamente ir para longe. Há anos é assim.
     Isso talvez fosse o melhor a fazer.
   Ir para outra parte. Ir só. E, quando lá as coisas não estivessem como eu desejava, não demoraria a tentar um novo lugar. Havia muitos lugares, se se tivesse dinheiro suficiente.
    Eu teria dinheiro suficiente?
    Não exatamente muito. Gostaria de mais. Todavia, dificilmente haveria de admitir que ainda fosse ganhar mais. Ao menos, não honestamente. De outra forma, talvez sim. Talvez fosse minha vontade tornar-me um malfeitor, um criminoso.”

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