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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Portugueses agridem imigrantes com xenofobia no seu país e sofrem a mesma xenofobia no Luxemburgo (e em outros países para onde emigram)

A xenofobia tem mão dupla. Os imigrantes têm sido antipatizados em Portugal, apontados como os responsáveis pelos problemas existentes naquele país. Muitos portugueses defendem que eles sejam expulsos, alguns são até radicais incluindo os imigrantes legalizados. Uma frase muitas vezes repetida em Portugal é “Volta para tua terra!”. Eles fingem esquecer que Portugal é um dos países que mais exporta mão de obra barata no mundo. E essa xenofobia acaba retornando para eles. Em Luxemburgo, onde vivem pouco mais de 90 mil portugueses, o que representa algo em torno de 15% da população (muita coisa!), os luxemburgueses já demonstram estar fartos da presença lusitana por lá. A imprensa de Luxemburgo noticiou e a de Portugal repercutiu o caso recente de um cidadão de lá que atacou uma portuguesa com comentários xenófobos: “Não tens nada que estar aqui, portuguesa de m...”. A moça entrou na justiça e o xenófobo foi condenado a pagar 500 euros pela intolerância. Se cada comentário xenófobo contra brasileiros e o Brasil que eu leio no YouTube e nas redes sociais revertesse em multa de 500 euros para os portugueses preconceituosos ia ser uma festa! Como eu sempre digo, gente estúpida existe no mundo todo: em Portugal, no Brasil, no Luxemburgo, Nos Estados Unidos, no Japão... em todo lugar! Mas eles precisam ser combatidos e punidos! fr 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Banco Central comprova que são os portugueses que recebem mais subsídios do que os imigrantes em Portugal, desmentindo discurso dos xenófobos

Atualmente, uma onda de hipocrisia vem dominando Portugal, a onda da xenofobia. Culpam a entrada descontrolada de imigrantes pelos problemas atuais do país. Mas, ao mesmo tempo, Portugal depende da mão de obra imigrante, são vários os setores da economia portuguesa dependentes dos imigrantes. Os portugueses passaram a hostilizar os imigrantes, acusando-os de viverem “às custas de subsídios”, o que já foi desmentido pelo próprio governo de Portugal várias vezes. Mesmo assim, não adianta, os portugueses insistem em culpar os imigrantes pelos seus problemas. Agora, em um estudo recente, o Banco de Portugal (o Banco Central de lá) comprovou que a grande maioria dos imigrantes que estão em Portugal, independente da nacionalidade, estão trabalhando e “praticamente não recebem pensões e recebem muito pouco subsídio de desemprego”. O estudo, divulgado no dia 25 de março, desmascara os xenófobos portugueses, afirmando que são os portugueses os que recebem mais subsídios do que os imigrantes! O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, afirmou, em entrevista aos jornalistas portugueses: “Curiosamente, a nível de subsídios e de pensões, a percentagem de portugueses a receber este tipo de prestações é maior do que a dos imigrantes. Os imigrantes estão em Portugal a trabalhar, portanto, não precisam de subsídios de desemprego.” Ou seja, os portugueses preferem usar os imigrantes como desculpa para os problemas que o país enfrenta, mas, se houve entrada descontrolada de imigrantes foi por responsabilidade do governo de Portugal, que permitiu. Como em qualquer país no mundo, existem imigrantes que não cumprem suas obrigações e, até, cometem crimes, mas isso acontece no mundo todo. Por outro lado, os jovens portugueses preferem concluir os estudos, formar-se, e imigrar, procurar emprego nos países vizinhos da Europa, como Luxemburgo, Inglaterra, França, por exemplo. Ou seja, os portugueses querem ter o direito de imigrar e buscar melhores condições de vida nos países dos outros, mas quando é o inverso eles criticam. E como imigrantes, muitas vezes os portugueses também são mal vistos nos países onde vão viver, como eu já escrevi no meu blog, em relação a Luxemburgo que já está farto dos portugueses que vão viver às custas de subsídios por lá. E tem outra coisa, a população de Portugal vem envelhecendo há anos, e são, justamente, os imigrantes, principalmente os brasileiros, que contribuem mais para a Previdência portuguesa. Se não fossem os imigrantes que os xenófobos tanto atacam, muitos aposentados portugueses não estariam recebendo suas aposentadorias! Que ironia! E quanta hipocrisia! fr

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Português ilegal nos EUA há quase 17 anos é detido pelo serviço de imigração após jogar o veículo em cima dos agentes e ser atingido por tiros

Portugal passa por uma época de xenofobia, em que muitos portugueses exigem, aos berros, que os estrangeiros que estão naquele país “voltem para tua terra”, mesmo estando legalmente em Portugal! Curiosamente, o português Tiago Alexandre Sousa Martins foi baleado pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) dos Estados Unidos na quarta-feira, dia 24, em Baltimore, no estado de Maryland, justamente por ser um imigrante ilegal! De acordo com as autoridades estadunidenses, o português fugiu dos agentes em uma van em alta velocidade, na companhia de um outro homem, natural de El Salvador, tendo jogado o veículo na direção dos agentes e, por isso, ter sido alvejado; o veículo acabou chocando-se contra uma árvore. Ainda segundo as autoridades dos Estados Unidos, os dois foram socorridos e estão bem, assim como os agentes. O português está há cerca de 17 ANOS vivendo ilegalmente nos Estados Unidos. Ainda este mês, houve outro caso policial envolvendo portugueses nos Estados Unidos. No dia 13, um português atirou contra várias pessoas na Universidade Brown, em Rhode Island, duas pessoas morreram e nove ficaram feridas; dias antes ele já havia matado outro português, o professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Nuno Loureiro. O assassino, o português Cláudio Neves, de 48 anos, vivia na clandestinidade nos Estados Unidos e foi encontrado morto dias depois, provavelmente após ele ter cometido o suicídio. Diante desses casos de violência de portugueses nos Estados Unidos, a internet já está elaborando outdoors com o a frase: “Os EUA não são Portugal!”, em alusão aos outdoors que o partido radical Chega fez em Portugal contra os imigrantes: “Portugal não é Bangladesh”. Ou seja, em Portugal não pode haver imigrantes, mas os portugueses podem imigrar para outros países, inclusive ilegalmente e até cometer crimes. É muita hipocrisia. fr

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Imprensa portuguesa escancara xenofobia em Portugal: proprietários não querem alugar imóveis para brasileiros

Muitos portugueses estão recusando-se a alugar os seus imóveis a estrangeiros, o que é mais um exemplo claro de preconceito, de xenofobia que domina Portugal. Os portugueses estão espalhados pelo mundo, Portugal é um dos países que mais exporta mão de obra barata pela Europa e pelos Estados Unidos, será que eles gostariam de sofrer essa discriminação nos países aonde eles emigram? Não, claro que não! Mas é assim que eles estão tratando os estrangeiros em Portugal. Eu li em uma matéria recente no jornal português Expresso, do dia 20 deste mês, que muitos brasileiros estão sofrendo esse tratamento, que, evidentemente, é ilegal em qualquer país decente do mundo. A matéria cita um brasileiro que morava em São Paulo que, apesar de ter um ótimo padrão de vida, saiu do Brasil porque a esposa recebeu uma proposta para trabalhar em Portugal e ele foi junto. Ele diz que, apesar de ter condições de pagar o valor pedido, quando o proprietário português soube que ele era do Brasil tudo mudou: “Percebi um preconceito muito forte. Só de falar que és brasileiro, já muda a conversa. Houve um [proprietário] que falou: ‘Eu vi os seus documentos, você tem um poder aquisitivo alto, mas eu não arrendo [alugo] para brasileiros.” É revoltante! Ainda de acordo com o jornal, a presidente da Casa do Brasil de Lisboa, Ana Paula Costa, alerta que a discriminação em Portugal tem crescido assustadoramente: “Aumentou o discurso de ódio e os movimentos anti-imigração. O discurso político ficou muito mais polarizado.” Este comportamento é ilegal, conforme o jornal esclarece: “Para Nuno Madeira Rodrigues, [coordenador de Direito Imobiliário na Fieldfisher Portugal, empresa de consultoria jurídica] a Constituição portuguesa é clara em relação à discriminação. “ ‘Ninguém pode ser privilegiado, denunciado, prejudicado ou privado de qualquer direito ou isento de deveres em razão da ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas.’ Sendo assim, negar um arrendamento para cidadãos estrangeiros é ilegal, entende o advogado.” Uma vergonha! fr

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Xenofobia e incitação à violência em Portugal: português que ofereceu recompensa pela cabeça de brasileiros foi preso

     O mundo está cheio de “cidadãos de bem” que dizem defender a democracia e a liberdade, mas estão sempre se comportando com violência, arrogância e prepotência. Aquele português que ofereceu uma recompensa de 500 euros pela cabeça de brasileiros em Portugal, fossem eles legais ou ilegais, foi preso na quarta-feira pela Polícia Judiciária, a Polícia Civil de lá. Esse sujeito tem 56 anos de idade e já estava sendo acompanhado pela polícia portuguesa pois tem antecedentes criminais, respondendo por crimes contra o patrimônio. A imprensa portuguesa noticiou que o sujeito foi preso na residência dele, não ofereceu resistência e declinou de advogado particular, afirmando que irá recorrer à defensoria pública. Em entrevista à BBC News Brasil, a advogada brasileira Catarina Zuccaro, que faz parte do grupo que apresentou queixa-crime ao Ministério Público afirmou estar horrorizada com o acontecido. Catarina vive em Portugal há 25 anos e disse nunca ter visto “tamanho ódio” contra brasileiros, o que provocou uma comoção enorme e uma ação “mais rápida do que o normal” pela polícia.
        É mais um caso de xenofobia e incitação ao ódio contra brasileiros, não é um caso isolado. Em 2019, na Universidade de Lisboa, estudantes de Direito colocaram uma caixa com pedras com um cartaz oferecendo-as para quem quisesse atirá-las em um “brazuca”, termo pejorativo que eles usam para referir-se aos brasileiros por lá. Estudantes de Direito! Ou seja, são os futuros advogados, delegados e magistrados de Portugal! Nas escolas, crianças brasileiras são constrangidas em salas de aula por “educadoras”, que dizem para elas aprenderem a falar português, e não falarem em “brasileiro”. De acordo com o relatório do Conselho Europeu, no ano de 2023 houve o registro de 347 reclamações de crimes de ódio e incitação à violência contra imigrantes em Portugal, um número cinco vezes maior do que o de 2018, quando foram registrados 63 casos.
        Somente os brasileiros que vão a Portugal, seja a passeio ou para trabalhar ou estudar, é que podem dizer se Portugal trata bem os estrangeiros. Em todo o mundo, inclusive no Brasil, é comum ocorrer problemas de integração entre os imigrantes com a população local. Portugal há anos vem procurando atrair mão de obra estrangeira porque necessita dela em várias atividades no país, principalmente na construção civil, turismo e restaurantes. Portugal tem se beneficiado dessa mão de obra barata há anos e acabou perdendo o controle da entrada de imigrantes, que vem ocorrendo em grande número e de muitos países com culturas bastante diversas da portuguesa. E esses imigrantes acabam não encontrando residências para morar nos grandes centros urbanos do país porque o preço dos alugueis subiu muito devido a procura por outro tipo de imigrante, o imigrante de classe média alta e alta, que são os ingleses, alemães e franceses, por exemplo, que têm condições de pagar bem mais caro pelos alugueis, elevando o valor e tornando-o impraticável para os mais pobres. Esses imigrantes os portugueses querem lá, claro, e fazem de tudo para agradá-los. Quando eu estive em Portugal no ano passado, estive em vários restaurantes em Lisboa que os garçons não sabiam falar uma palavra de português, só inglês. Por mais incrível que possa parecer é verdade. Muitos restaurantes em Lisboa preferem contratar imigrantes de países como Índia, Nepal, Paquistão, que nem sequer sabem falar português, para atenderem os turistas de maior poder aquisitivo. É uma mão de obra muito barata. Ano passado eu fui atendido por uma garçonete do Nepal, aliás muito bem atendido, ela foi muito simpática e conversou comigo, disse que vivia em Portugal há mais de dez anos. Ela já falava português. Ao mesmo tempo, um garçom português no mesmo restaurante estava atendendo com uma cara nada simpática.
        A questão fundamental é que Portugal precisa dos imigrantes, inclusive para sustentar parte da Previdência Social daquele país, os próprios órgãos do governo reconhecem isso. Então é preciso que ele esteja preparado para receber os imigrantes, oferecendo moradias acessíveis, checando os seus antecedentes criminais, verificando se têm contrato de emprego etc. Muitos portugueses aproveitam-se da situação para contratar imigrantes, até mesmo ilegais, para pagar-lhes um salário muito abaixo do que um local receberia, são uns oportunistas. Todos esses problemas existem em Portugal e no mundo todo, inclusive no Brasil, e mesmo os portugueses são vítimas muitas vezes dessas condições em vários países aonde eles vão em busca de melhores condições de vida. Como se vê, é um problema muito delicado e que ocorre no mundo todo. Mas o que não se pode aceitar, de maneira nenhuma, é a xenofobia e a incitação à violência contra os estrangeiros. Os que fazem isso são criminosos e devem ser identificados e responsabilizados criminalmente! fr

segunda-feira, 7 de abril de 2025

Portugueses espalham xenofobia nas redes sociais

Com as redes sociais, ficou mais visível a xenofobia que se espalha pelo mundo. Eu costumo ler os jornais portugueses e é triste ler os comentários de muitos portugueses e portuguesas contra o Brasil e contra os brasileiros. São comentários ofensivos e agressivos, e não são casos isolados, são muitos! É evidente que eles não representam a totalidade dos portugueses, muitos não pensam assim, mas uma grande parcela deles têm muito ódio aos estrangeiros, e aos brasileiros, basta ler alguns comentários recentes que eu separei em notícias variadas sobre o Brasil e sobre os brasileiros. Eu separei apenas uns poucos, porque eles são muitos, e não estão nas páginas individuais das pessoas, estão nas páginas oficiais de veículos de comunicação, páginas públicas, portanto, lidas por milhares de pessoas. Lamentável! fr

sábado, 22 de março de 2025

Portugal reconhece tratar estrangeiros com discriminação

Fonte: TSF/Agência Lusa - 21.março. 2025 às 17h43

Mais de 1,2 milhões [sic] de pessoas já sentiram discriminação em Portugal

Em 2023, a percentagem de pessoas entre os 18 e os 74 anos que sofreu discriminação no país foi de 16,1%

Mais de 1,2 milhões [sic] de pessoas já sofreram discriminação em Portugal, recordou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), citando dados de 2023.

cor da pele, o território de origem ou o grupo étnico foram os fatores que estiveram na base da discriminação sentida por quase meio milhão de pessoas, de acordo com os dados com os quais o INE assinala o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, 21 de março.

Em 2023, a percentagem de pessoas entre os 18 e os 74 anos que sofreu discriminação no país foi de 16,1% (mais de 1,2 milhões).

Destas, 60,6% identificou fatores como a idade, sexo, escolaridade ou a situação económica e dois quintos (40,1%) referiu a cor da pele, território de origem ou grupo étnico.

terça-feira, 21 de maio de 2024

Portugal diz que não pagará indenizações pelos crimes da colonização. E nem poderia, mas deve ter uma postura de respeito aos brasileiros.


        O ministro das Relações Exteriores de Portugal, Paulo Rangel, afirmou que o país não tem a intenção de pagar indenizações pelos crimes cometidos nas nações que colonizou. A declaração foi dada no dia 15 deste mês, no Parlamento português: “Não haverá um processo ou programa de ações específicas para indenizar outros países pelo passado colonial português. (...) Mas quando for justo pedir desculpas, o faremos, como no caso do massacre de Wiriyamu.” Referia-se a Moçambique, em que 400 civis foram assassinados durante a guerra de independência, em 1972. O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, havia reconhecido, no dia 23 do mês passado, os crimes cometidos pelo seu país durante o período de colonização, e que “devemos pagar os custos”. Mas não disse como.
      Minha opinião: Eu não sou favorável que o governo brasileiro fique estimulando expectativas de que Portugal vá pagar pelos crimes que cometeu durante a colonização em nosso país. Foram bens e riquezas saqueados; tortura, escravidão e assassinato de indígenas e africanos, entre outros. Como colocar preço em vidas humanas? Como esperar que um país pequeno, que não tem uma indústria forte e vive apenas do setor terciário, principalmente do turismo, possa ter recursos para reparar todas as riquezas que pilhou? E o ouro? Qualquer valor seria baixo demais. Se não podem pagar pelo mal que fizeram, podiam, pelo menos, reconhecer o que fizeram de errado e adotar uma postura mais respeitosa com os brasileiros que viajam a Portugal, seja a turismo ou em busca de trabalho. Seria bastante útil para Brasil e Portugal manterem uma relação amigável e produtiva.
        Não há registros precisos de quanto ouro foi retirado das nossas terras durante a colonização portuguesa, até porque muitos documentos da época foram destruídos durante os séculos e também porque havia muito contrabando. Algumas estimativas defendem que Portugal extraiu, pelo menos, 128 toneladas, mas há quem acredite que foi muito mais e que o total gire em torno de 200 toneladas. Seja como for, foi muito ouro, que daria para fazer de Portugal uma das nações mais poderosas e respeitadas até hoje. Mas a Coroa portuguesa usou grande parte desse tesouro para reconstruir a cidade de Lisboa, destruída pelo terremoto de 1755, e para pagar dívidas com a Inglaterra, que se beneficiou bastante do nosso ouro. Vai ver que é por isso que os ingleses costumam falar que Portugal e Inglaterra são “aliados” históricos, porque eles sempre conseguem muitas vantagens do seu “aliado”, e não é de hoje. Até parece que Portugal teria condições de ressarcir todas as riquezas que tirou daqui.
        Os portugueses costumam alegar que o Brasil “nem existia” como país na época da colonização. É verdade. Mas é verdade também que o Brasil ressente-se até hoje de tudo que foi explorado, para nós restou apenas os custos ambientais e financeiros da colonização. Portugal somente veio a criar a primeira instituição superior do Estado português em território brasileiro, por exemplo, em 1808, e ainda assim devido à transferência da família real para cá, fugindo das tropas francesas de Napoleão. As primeiras universidades brasileiras foram abertas após a independência, já no século 20. A Espanha, por sua vez, abriu universidades em suas colônias desde o século 16.
        Em Portugal, eles procuram eximir-se da violência praticada contra indígenas e africanos, dizendo que “eram outros tempos”. O escritor e jornalista brasileiro Eduardo Bueno, autor de vários livros sobre a colonização no Brasil (leiam os comentários que eu fiz sobre os livros aqui, no meu blog), recentemente contestou essa tentativa de fugir das responsabilidades, em entrevista à imprensa:
        - Se eles dizem que não podemos julgar as pessoas pela mentalidade de hoje, lembro que desde Roma [antiga] havia vozes que se erguiam contra a escravidão. E pessoas dignas, como Bartolomeu de las Casas e Damião de Góis, defendiam que os indígenas tinham alma e não poderiam ser escravizados. Então, Portugal tem que assumir e a extrema direita tem que ser calada.
        Atualmente, tomamos conhecimento constantemente de casos vergonhosos de xenofobia (antipatia e ódio contra estrangeiros) em Portugal contra brasileiros. E é muito comum ouvir esses portugueses ignorantes e cheios de ódio dizerem aos brasileiros “volta para tua terra!” Esses idiotas parecem esquecer que Portugal é um dos países que mais exporta mão de obra no mundo. Milhões de portugueses saíram do país durante o longo período de Salazar, fugindo da ditadura e para não lutar nas guerras pela independência das colônias africanas. Foram para vários países, inclusive para cá, no Brasil. E hoje em dia, outros milhares de portugueses saem em busca de emprego nos Estados Unidos, Canadá, França, Inglaterra, Alemanha e outros países.
        Para os idiotas cheios de ódio funciona o seguinte raciocínio (egoísta e hipócrita): os portugueses podem sair para viver e trabalhar fora, mas os brasileiros e outros estrangeiros não podem fazer o mesmo em Portugal. fr

sábado, 20 de abril de 2024

Brasileiros são agredidos por xenófobos na Irlanda

      Mais um caso de xenofobia na Europa. Brasileiros têm sido agredidos covardemente na rua na cidade de Limerick, no sul da Irlanda, sexto país com mais brasileiros naquele continente, são 60 mil. Na noite do sábado, dia 13 deste mês, Roberto Gomes Júnior voltava do trabalho com o irmão, Leonardo, quando foi abordado por um homem que lhe perguntou de que país ele é. Ao ouvir que Roberto era brasileiro, o homem o agrediu com um objeto que levava dentro de sua jaqueta. Ele precisou ser atendido em um hospital, onde levou seis pontos na testa e teve que pagar uma conta médica no valor de 110 euros, o equivalente a 553 reais. Os dois jovens saíram de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para estudar Inglês na Irlanda, trabalhando no tempo livre para pagar as despesas.
        - Eu escolhi a Irlanda porque queria aprender Inglês. Vim para Limerick porque tinha um custo de vida mais baixo, também parecia uma cidade mais tranquila e com uma segurança superior a Dublin [capital da Irlanda], destino de boa parte das pessoas. Mas enquanto estive por aqui, notei que não era bem assim.
        Neste mês, outros dois brasileiros denunciaram também terem sido agredidos na rua de Limerick em situação semelhante após serem abordados e dizerem que são brasileiros. Frederico de Lima Costa e Mateus Gonzales Serafim, por exemplo. Os seus agressores chegaram a filmar a agressão e publicá-la no Tik Tok, mas ela foi excluída pela rede social. Roberto confirma:
        - Não somos os únicos. Nós ficamos sabendo de alguns outros casos durante nosso tempo aqui. E não é só contra brasileiros não, basta ser de outra nacionalidade.
        Na internet, esses agressores têm sido identificados como “snackers”, irlandeses xenófobos que têm perseguidos estrangeiros, principalmente brasileiros, latinos em geral, e indianos. O objetivo é fazer com que os estrangeiros deixem a Irlanda. Roberto registrou a ocorrência na polícia e aguarda que o crime seja apurado. Segundo ele, a recuperação psicológica é muito mais difícil do que a física, já que a agressão deixa um forte trauma emocional.
        - Esse caso, assim como outros, está ganhando manchetes por aqui. Então estou recebendo muitas mensagens de irlandeses envergonhados dizendo que essas pessoas [os xenófobos] não representam o povo da Irlanda. Mas minha vontade é de ir embora, só gostaria de ver os desdobramentos dos casos primeiro. Lamentável ver como vários países europeus têm atacado estrangeiros. As informações que eu informo no meu texto eu li em reportagens na internet. fr

quinta-feira, 14 de março de 2024

Imprensa do Brasil denuncia xenofobia contra participante brasileira em programa da TV portuguesa


Um caso de xenofobia aconteceu durante uma dinâmica em um reality show da TV portuguesa. A influenciadora brasileira Dani Salles, uma das participantes da atração, foi escolhida para fazer o papel de uma “empregada brasileira muda” por causa do seu sotaque.
"Dani não pode falar, porque vai falar com sotaque brasileiro, então colocamos ela de empregada doméstica", disse Manuela, a participante encarregada de montar o elenco da peça no reality rural Era uma vez na quinta, da emissora portuguesa SIC. 
"Brasileira empregada, faço muito gosto", completou Pedro, outro participante do reality. 
Diante da notícia, a influenciadora brasileira questionou a distribuição dos personagens e confrontou Manuela, expressando disposição para interpretar o papel de uma empregada, mas exigiu uma explicação sobre a escolha.
“É uma vida no campo. Ceia com um pai e três filhas, uma bruxa, uma empregada de casa, uma beata. Não cremos que entrasse muito uma brasileira na cena porque estamos a falar de cem anos atrás, em que aqui em Portugal não havia nenhuma família brasileira, então pusemos o papel de empregada. Mas, se queres falar, fala. A questão de ser brasileira não tem nada a ver” disse a portuguesa Manuela.
“Posso ser empregada. Só gostaria de ter falas, e a segunda coisa que não gostei é que, por eu ser brasileira, você me colocou numa personagem sem fala. Aqui na Quinta eu tenho que ser incluída igual os outros”, argumentou a brasileira. 
Dani Salles finalizou argumentando que não sabia falar o sotaque português, mas que a atividade consistia numa peça de teatro, uma "brincadeira".
Após o ocorrido, Manuela e Pedro foram chamados para uma conversa com Dani e a apresentadora do reality. Pedro afirmou que relegou à brasileira um papel secundário porque não sente carinho pela participante. “Peço desculpa pela atitude de ser frio com ela, mas não pela xenofobia, porque não existe” disse Pedro.
“Isso não é uma piada, isso é muito sério. Você tem que rever seus conceitos, seu caráter. Isso não é brincadeira”, disse a brasileira em resposta ao participante.
Reprodução: Terra.