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domingo, 13 de novembro de 2022

Campeonato brasileiro: o Botafogo perdeu muitos pontos em casa e podia ter conseguido uma classificação melhor

      O Campeonato brasileiro terminou hoje, após sete meses de disputa. O Botafogo perdeu para o Atlético do Paraná, fora de casa, por 3x0, e terminou em 11º lugar, garantindo apenas uma vaga na Copa Sul-Americana do ano que vem. É muito pouco! Se o Botafogo tivesse vencido, teria terminado em 7º lugar, e garantiria uma vaga na primeira fase da Libertadores da América.
      O time estava embalado, vinha de duas vitórias excelentes, contra o Atlético Mineiro, no Mineirão, e o Santos em casa. A derrota de hoje representou, também, uma significativa perda em premiação. Primeiro, porque a premiação da Libertadores é muito maior do que a da Sul-Americana. E segundo, porque a premiação que o Botafogo vai receber da CBF pelo 11º lugar é de 19,3 milhões de reais, mas a de 7º lugar é de 31,5 milhões. Um prejuízo de 12,2 milhões de reais!
      A campanha do clube na competição é muito fraca: em 38 rodadas, foram 15 derrotas, 8 empates e apenas 15 vitórias; marcando 41 gols e sofrendo 43, ou seja, terminando com um saldo negativo de dois gols. É muito pouco para um clube que quer ser visto como grande. O grande problema deste ano foi o mesmo que há anos prejudica o Botafogo, a falta de regularidade. Ganhou jogos difíceis fora de casa, como do Flamengo, Internacional, São Paulo e Atlético Mineiro. Mas perdeu pontos em casa que fizeram muita falta.
      Dos 19 jogos que o Botafogo disputou em casa, no Estádio Nilton Santos, venceu apenas seis, empatou quatro e perdeu nove. Empatou em casa com o Juventude, o Ceará e o Atlético de Goiás, três dos quatro clubes rebaixados este ano para a Segunda Divisão. E perdeu em casa para o Goiás, Cuiabá e o Avaí (outro rebaixado), estes dois últimos terminaram o campeonato em 16º lugar e 19º. Não dá para ir muito longe com uma campanha tão irregular como esta!
      Em casa, o Botafogo tem que vencer. E contra outros grandes, na pior das hipóteses, empatar. Perdeu pontos demais em casa: foram 31 pontos perdidos. Se o Botafogo tivesse conseguido um terço desses pontos, vamos dizer três vitórias, seriam mais nove pontos, e terminaria em quinto lugar, à frente do Flamengo e estaria com a vaga garantida para a fase de grupos da Libertadores. Eu sei, o “se” não entra em campo. Mas é preciso que os administradores do clube e a comissão técnica planejem melhor a campanha para os próximos campeonatos.
      Não é possível perder tantos pontos em casa e para clubes sem grande tradição, quatro deles rebaixados! Essas “explicações” que a imprensa encontra para essa campanha fraca não justificam. Dizer quer o Botafogo teve o time montado durante a competição, teve muitas contusões etc. não convence, até porque outros clubes passam por isso.
      E o Botafogo praticamente só disputou o Campeonato Brasileiro, porque foi eliminado da Copa do Brasil muito cedo. Outros clubes disputaram duas competições, jogando a Libertadores ou a Sul-Americana. O Botafogo ficou atrás de clubes sem a mesma tradição e grandeza, como o Atlético do Paraná (6º), o Fortaleza (8º) e o América Mineiro (10º). Não dá! Para ser clube grande não basta viver da tradição, nem pode se contentar em fazer figuração, tem que ganhar títulos, e é isso que nós, torcedores, queremos! fr 

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Marcelo prefere jogar na Grécia, ao invés do Botafogo, e o seu clube é eliminado da Liga Europeia com campanha medíocre

     A imprensa costuma alardear um possível amor do lateral esquerdo Marcelo pelo Botafogo, onde ele desejaria jogar. Não sei se é verdade, até porque ele começou a carreira nas categorias de base do Fluminense. Seja como for, o Botafogo demonstrou interesse em contratá-lo este ano, e o próprio gestor John Textor manifestou essa vontade. 
      Mas, todo esse “amor” ao Botafogo não adiantou nada, e, depois de não ter o seu contrato renovado com o Real Madrid, em setembro, o Marcelo resolveu assinar contrato com o Olympiacos da Grécia!
    Dia 3 deste mês, o Olympiacos foi eliminado da primeira fase da Liga Europeia, em casa, pelo Nantes, da França, por 2x0. A campanha do clube grego: seis jogos, dois empates, quatro derrotas e nenhuma vitória. O Olympiacos terminou em último do seu grupo, que tinha o Nantes; o Freiburg, da Alemanha; e o Qarabağ do Azerbaijão. É aquela história: os jogadores são profissionais e têm o direito de jogar onde quiserem e puderem, mas não venham com essa conversa de amor por esse ou aquele clube. 
      Aos 34 anos, já sem condições de jogar nos principais clubes europeus, o Marcelo já está preparando o encerramento da carreira. Ele jogou durante uns 15 anos no Real Madrid, e disputou dois Mundiais e uma Olimpíada pela seleção brasileira. Quando não tiver mais onde jogar na Europa, ele vem jogar no Brasil mais alguns anos e parar de jogar, assim como tantos outros jogadores fazem. Quem sabe no Botafogo... fr

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Tite anuncia os 26 jogadores para o Mundial do Catar

O treinador da seleção brasileira Tite anunciou hoje a relação definitiva dos 26 jogadores que disputarão o Mundial do Catar este mês. Esta é a primeira vez em que a FIFA permite aos países participantes a convocação de 26 jogadores, ao contrário dos 23 nos Mundiais anteriores. Outra novidade é que o banco de reservas poderá ter 15 jogadores, dos quais cinco poderão ser chamados a entrar durante o jogo. Dos 26 convocados, a enorme maioria atua na Europa, e somente três atuam em clubes brasileiros, uma realidade que vem se repetindo nas últimas Copas do Mundo. A maioria atua em clubes da Inglaterra (12), depois vem a Espanha (5), Itália e Brasil (3 cada), França (2) e México (1). Esta é uma situação que afasta um pouco os torcedores da seleção brasileira, já que os jogadores não têm mais identificação com os clubes do Brasil e suas torcidas. fr

Foto: CBF 

Goleiros:
Alisson (Liverpool-ING), Ederson (Manchester City-ING) e Weverton (Palmeiras)

Laterais-direitos:
Daniel Alves (Pumas-MEX) e Danilo (Juventus-ITA)

Laterais-esquerdos: Alex Sandro (Juventus-ITA) e Alex Telles (Sevilla-ESP)

Zagueiros:
Bremer (Juventus-ITA), Éder Militão (Real Madrid-ESP), Marquinhos (PSG-FRA) e Thiago Silva (Chelsea-ING)

Volantes:
Bruno Guimarães (Newcastle-ING), Casemiro (Manchester United-ING), Fabinho (Liverpool-ING) e Fred (Manchester United-ING)

Meias:
Everton Ribeiro (Flamengo) e Lucas Paquetá (West Ham-ING)

Atacantes:
Antony (Manchester United-ING), Gabriel Jesus (Arsenal-ING), Gabriel Martinelli (Arsenal-ING), Neymar (PSG-FRA), Pedro (Flamengo), Raphinha (Barcelona-ESP), Richarlison (Tottenham-ING), Rodrygo (Real Madrid-ESP) e Vini Jr (Real Madrid-ESP)

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

ONG critica monarquia britânica por usar pele de urso para fazer chapéus da guarda real

        Eu sou de opinião que determinadas tradições não se justificam em pleno século 21, e uma delas é a permanência de monarquias, mesmo constitucionais e democráticas. Um exemplo é a monarquia britânica, com os seus injustificáveis privilégios para a família real, em contraste à realidade do povo nos países que formam o Reino Unido. E no contexto da monarquia, um exemplo de tradição que não se justifica, nem hoje, nem nunca, é a guarda real britânica do Palácio de Buckingham, residência oficial do rei, em Londres, usar chapéus feitos com o pelo de ursos mortos com este fim, no Canadá. Essa “tradição” vem do século 17. 
     De acordo com a ONG estadunidense PeTA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), para confeccionar cada chapéu cerimonial conhecido como “bearskin”, ou seja, “pele de urso”, é necessário matar um urso-negro selvagem. A ONG faz uma campanha contra a matança dos ursos desde 2003. Mesmo assim, o Ministério da Defesa do Reino Unido continua encomendando esses chapéus. Segundo a PeTA, de 2014 a 2019, foram comprados 891 chapéus “bearskin”, e em 2020, o Exército inglês adquiriu 110. Cada um desses chapéus custa, em média, 1.520 euros. 
        A organização defende o fim do uso de pele animal, e a sua substituição por pele falsa de luxo, que seria idêntica à original, e possibilitaria o fim da matança animal. As autoridades do Reino Unido defendem-se, alegando que o abate dos ursos é resultante de um programa autorizado pelo governo canadense com o objetivo de controlar o número desses animais. E também que a pele animal falsa não teria a mesma qualidade da verdadeira.
      Minha opinião: Seja como for, eu considero de muito mau gosto o uso de roupas com pele de animais mortos. E nenhuma tradição, ou mesmo o desejo de agradar aos turistas que visitam Londres, justifica manter o uso de pele animal nos uniformes utilizados pela guarda real britânica. E nem por ninguém. fr 

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Mulher é diagnosticada com gases por médica, mas no dia seguinte descobre que estava grávida e nasce sua filha 😱😱

Juliana Brasileiro, uma jovem de 25 anos procurou a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Marechal Hermes, no dia 10 do mês passado, queixando-se de muitas dores no estômago. Após cinco horas de espera, a médica disse-lhe que ela estava com “gases”, e receitou um laxante. Como as dores persistiram, no dia seguinte Juliana foi a uma ginecologista que, após o exame de toque, deu a notícia que a jovem estava grávida, e deveria ir imediatamente para uma emergência porque a criança já estava para nascer.  Ela foi para o Hospital Albert Schwitzer, em Realengo, onde nasceu a sua filha, Marina, de parto normal. Depois, em uma rede social, Luciana, que já tem um filho, contou não ter desconfiado de nada, já que havia menstruado antes e não sentiu o bebê se mexer durante os nove meses. Que coisa! fr

domingo, 30 de outubro de 2022

Lula é eleito pela 3ª vez, e faz o discurso da vitória


“Meus amigos e minhas amigas.

Chegamos ao final de uma das mais importantes eleições da nossa história. Uma eleição que colocou frente a frente dois projetos opostos de país, e que hoje tem um único e grande vencedor: o povo brasileiro.

Esta não é uma vitória minha, nem do PT, nem dos partidos que me apoiaram nessa campanha. É a vitória de um imenso movimento democrático que se formou, acima dos partidos políticos, dos interesses pessoais e das ideologias, para que a democracia saísse vencedora.

Neste 30 de outubro histórico, a maioria do povo brasileiro deixou bem claro que deseja mais – e não menos democracia.

Deseja mais – e não menos inclusão social e oportunidades para todos. Deseja mais – e não menos respeito e entendimento entre os brasileiros. Em suma, deseja mais – e não menos liberdade, igualdade e fraternidade em nosso país.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que exercer o direito sagrado de escolher quem vai governar a sua vida. Ele quer participar ativamente das decisões do governo.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que o direito de apenas protestar que está com fome, que não há emprego, que o seu salário é insuficiente para viver com dignidade, que não tem acesso a saúde e educação, que lhe falta um teto para viver e criar seus filhos em segurança, que não há nenhuma perspectiva de futuro.

O povo brasileiro quer viver bem, comer bem, morar bem. Quer um bom emprego, um salário reajustado sempre acima da inflação, quer ter saúde e educação públicas de qualidade.

Quer liberdade religiosa. Quer livros em vez de armas. Quer ir ao teatro, ver cinema, ter acesso a todos os bens culturais, porque a cultura alimenta nossa alma.

O povo brasileiro quer ter de volta a esperança.

É assim que eu entendo a democracia. Não apenas como uma palavra bonita inscrita na Lei, mas como algo palpável, que sentimos na pele, e que podemos construir no dia-dia.

Foi essa democracia, no sentido mais amplo do termo, que o povo brasileiro escolheu hoje nas urnas. Foi com essa democracia – real, concreta – que nós assumimos o compromisso ao longo de toda a nossa campanha.

E é essa democracia que nós vamos buscar construir a cada dia do nosso governo. Com crescimento econômico repartido entre toda a população, porque é assim que a economia deve funcionar – como instrumento para melhorar a vida de todos, e não para perpetuar desigualdades.

A roda da economia vai voltar a girar, com geração de empregos, valorização dos salários e renegociação das dívidas das famílias que perderam seu poder de compra.

A roda da economia vai voltar a girar com os pobres fazendo parte do orçamento. Com apoio aos pequenos e médios produtores rurais, responsáveis por 70% dos alimentos que chegam às nossas mesas.

Com todos os incentivos possíveis aos micros e pequenos empreendedores, para que eles possam colocar seu extraordinário potencial criativo a serviço do desenvolvimento do país.

É preciso ir além. Fortalecer as políticas de combate à violência contra as mulheres, e garantir que elas ganhem o mesmo salários que os homens no exercício de igual função.

Enfrentar sem tréguas o racismo, o preconceito e a discriminação, para que brancos, negros e indígenas tenham os mesmos direitos e oportunidades.

Só assim seremos capazes de construir um país de todos. Um Brasil igualitário, cuja prioridade sejam as pessoas que mais precisam.

Um Brasil com paz, democracia e oportunidades.

Minhas amigas e meus amigos.

A partir de 1º de janeiro de 2023 vou governar para 215 milhões de brasileiros, e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis. Somo um único país, um único povo, uma grande nação.

Não interessa a ninguém viver numa família onde reina a discórdia. É hora de reunir de novo as famílias, refazer os laços de amizade rompidos pela propagação criminosa do ódio.

A ninguém interessa viver num país dividido, em permanente estado de guerra.

Este país precisa de paz e de união. Esse povo não quer mais brigar. Esse povo está cansado de enxergar no outro um inimigo a ser temido ou destruído.

É hora de baixar as armas, que jamais deveriam ter sido empunhadas. Armas matam. E nós escolhemos a vida.

O desafio é imenso. É preciso reconstruir este país em todas as suas dimensões. Na política, na economia, na gestão pública, na harmonia institucional, nas relações internacionais e, sobretudo, no cuidado com os mais necessitados.

É preciso reconstruir a própria alma deste país. Recuperar a generosidade, a solidariedade, o respeito às diferenças e o amor ao próximo.

Trazer de volta a alegria de sermos brasileiros, e o orgulho que sempre tivemos do verde-amarelo e da bandeira do nosso país. Esse verde-amarelo e essa bandeira que não pertencem a ninguém, a não ser ao povo brasileiro.

Nosso compromisso mais urgente é acabar outra vez com a fome. Não podemos aceitar como normal que milhões de homens, mulheres e crianças neste país não tenham o que comer, ou que consumam menos calorias e proteínas do que o necessário.

Se somos o terceiro maior produtor mundial de alimentos e o primeiro de proteína animal, se temos tecnologia e uma imensidão de terras agricultáveis, se somos capazes de exportar para o mundo inteiro, temos o dever de garantir que todo brasileiro possa tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias.

Este será, novamente, o compromisso número 1 do nosso governo.

Não podemos aceitar como normal que famílias inteiras sejam obrigadas a dormir nas ruas, expostas ao frio, à chuva e à violência.

Por isso, vamos retomar o Minha Casa Minha Vida, com prioridade para as famílias de baixa renda, e trazer de volta os programas de inclusão que tiraram 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza.

O Brasil não pode mais conviver com esse imenso fosso sem fundo, esse muro de concreto e desigualdade que separa o Brasil em partes desiguais que não se reconhecem. Este país precisa se reconhecer. Precisa se reencontrar consigo mesmo.

Para além de combater a extrema pobreza e a fome, vamos restabelecer o diálogo neste país.

É preciso retomar o diálogo com o Legislativo e Judiciário. Sem tentativas de exorbitar, intervir, controlar, cooptar, mas buscando reconstruir a convivência harmoniosa e republicana entre os três poderes.

A normalidade democrática está consagrada na Constituição. É ela que estabelece os direitos e obrigações de cada poder, de cada instituição, das Forças Armadas e de cada um de nós.

A Constituição rege a nossa existência coletiva, e ninguém, absolutamente ninguém, está acima dela, ninguém tem o direito de ignorá-la ou de afrontá-la.

Também é mais do que urgente retomar o diálogo entre o povo e o governo.

Por isso vamos trazer de volta as conferências nacionais. Para que os interessados elejam suas prioridades, e apresentem ao governo sugestões de políticas públicas para cada área: educação, saúde, segurança, direitos da mulher, igualdade racial, juventude, habitação e tantas outras.

Vamos retomar o diálogo com os governadores e os prefeitos, para definirmos juntos as obras prioritárias para cada população.

Não interessa o partido ao qual pertençam o governador e o prefeito. Nosso compromisso será sempre com melhoria de vida da população de cada estado, de cada município deste país.

Vamos também reestabelecer o diálogo entre governo, empresários, trabalhadores e sociedade civil organizada, com a volta do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Ou seja, as grandes decisões políticas que impactem as vidas de 215 milhões de brasileiros não serão tomadas em sigilo, na calada da noite, mas após um amplo diálogo com a sociedade.

Acredito que os principais problemas do Brasil, do mundo, do ser humano, possam ser resolvidos com diálogo, e não com força bruta.

Que ninguém duvide da força da palavra, quando se trata de buscar o entendimento e o bem comum.

Meus amigos e minhas amigas.

Nas minhas viagens internacionais, e nos contatos que tenho mantido com líderes de diversos países, o que mais escuto é que o mundo sente saudade do Brasil.

Saudade daquele Brasil soberano, que falava de igual para igual com os países mais ricos e poderosos. E que ao mesmo tempo contribuía para o desenvolvimento dos países mais pobres.

O Brasil que apoiou o desenvolvimento dos países africanos, por meio de cooperação, investimento e transferência de tecnologia.

Que trabalhou pela integração da América do Sul, da América Latina e do Caribe, que fortaleceu o Mercosul, e ajudou a criar o G-20, a UnaSul, a Celac e os BRICS.

Hoje nós estamos dizendo ao mundo que o Brasil está de volta. Que o Brasil é grande demais para ser relegado a esse triste papel de pária do mundo.

Vamos reconquistar a credibilidade, a previsibilidade e a estabilidade do país, para que os investidores – nacionais e estrangeiros – retomem a confiança no Brasil. Para que deixem de enxergar nosso país como fonte de lucro imediato e predatório, e passem a ser nossos parceiros na retomada do crescimento econômico com inclusão social e sustentabilidade ambiental.

Queremos um comércio internacional mais justo. Retomar nossas parcerias com os Estados Unidos e a União Europeia em novas bases. Não nos interessam acordos comerciais que condenem nosso país ao eterno papel de exportador de commodities e matéria prima.

Vamos re-industrializar o Brasil, investir na economia verde e digital, apoiar a criatividade dos nossos empresários e empreendedores. Queremos exportar também conhecimento.

Vamos lutar novamente por uma nova governança global, com a inclusão de mais países no Conselho de Segurança da ONU e com o fim do direito a veto, que prejudica o equilíbrio entre as nações.

Estamos prontos para nos engajar outra vez no combate à fome e à desigualdade no mundo, e nos esforços para a promoção da paz entre os povos.

O Brasil está pronto para retomar o seu protagonismo na luta contra a crise climática, protegendo todos os nossos biomas, sobretudo a Floresta Amazônica.

Em nosso governo, fomos capazes de reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia, diminuindo de forma considerável a emissão de gases que provocam o aquecimento global.

Agora, vamos lutar pelo desmatamento zero da Amazônia

O Brasil e o planeta precisam de uma Amazônia viva. Uma árvore em pé vale mais do que toneladas de madeira extraídas ilegalmente por aqueles que pensam apenas no lucro fácil, às custas da deterioração da vida na Terra.

Um rio de águas límpidas vale muito mais do que todo o ouro extraído às custas do mercúrio que mata a fauna e coloca em risco a vida humana.

Quando uma criança indígena morre assassinada pela ganância dos predadores do meio ambiente, uma parte da humanidade morre junto com ela.

Por isso, vamos retomar o monitoramento e a vigilância da Amazônia, e combater toda e qualquer atividade ilegal – seja garimpo, mineração, extração de madeira ou ocupação agropecuária indevida.

Ao mesmo tempo, vamos promover o desenvolvimento sustentável das comunidades que vivem na região amazônica. Vamos provar mais uma vez que é possível gerar riqueza sem destruir o meio ambiente.

Estamos abertos à cooperação internacional para preservar a Amazônia, seja em forma de investimento ou pesquisa científica. Mas sempre sob a liderança do Brasil, sem jamais renunciarmos à nossa soberania.

Temos compromisso com os povos indígenas, com os demais povos da floresta e com a biodiversidade. Queremos a pacificação ambiental.

Não nos interessa uma guerra pelo meio ambiente, mas estamos prontos para defendê-lo de qualquer ameaça.

Meus amigos e minhas amigas.

O novo Brasil que iremos construir a partir de 1º de janeiro não interessa apenas ao povo brasileiro, mas a todas as pessoas que trabalham pela paz, a solidariedade e a fraternidade, em qualquer parte do mundo.

Na última quarta-feira, o Papa Francisco enviou uma importante mensagem ao Brasil, orando para que o povo brasileiro fique livre do ódio, da intolerância e da violência.

Quero dizer que desejamos o mesmo, e vamos trabalhar sem descanso por um Brasil onde o amor prevaleça sobre o ódio, a verdade vença a mentira, e a esperança seja maior que o medo.

Todos os dias da minha vida eu me lembro do maior ensinamento de Jesus Cristo, que é o amor ao próximo. Por isso, acredito que a mais importante virtude de um bom governante será sempre o amor – pelo seu país e pelo seu povo.

No que depender de nós, não faltará amor neste país. Vamos cuidar com muito carinho do Brasil e do povo brasileiro. Viveremos um novo tempo. De paz, de amor e de esperança.

Um tempo em que o povo brasileiro tenha de novo o direito de sonhar. E as oportunidades para realizar aquilo que sonha.

Para isso, convido a cada brasileiro e cada brasileira, independentemente em que candidato votou nessa eleição. Mais do que nunca, vamos juntos pelo Brasil, olhando mais para aquilo que nos une, do que para nossas diferenças.

Sei a magnitude da missão que a história me reservou, e sei que não poderei cumpri-la sozinho. Vou precisar de todos – partidos políticos, trabalhadores, empresários, parlamentares, govenadores, prefeitos, gente de todas as religiões. Brasileiros e brasileiras que sonham com um Brasil mais desenvolvido, mais justo e mais fraterno.

Volto a dizer aquilo que disse durante toda a campanha. Aquilo que nunca foi uma simples promessa de candidato, mas sim uma profissão de fé, um compromisso de vida:

O Brasil tem jeito. Todos juntos seremos capazes de consertar este país, e construir um Brasil do tamanho dos nossos sonhos – com oportunidades para transformá-los em realidade.

Maus uma vez, renovo minha eterna gratidão ao povo brasileiro. Um grande abraço, e que Deus abençoe nossa jornada.”

Luiz Inácio Lula da Silva 

Eleição presidencial de 2022 foi marcada pelo radicalismo, troca de acusações e ofensas. Infelizmente!

A eleição presidencial deste ano termina hoje, após meses de uma disputa polarizada, em que os candidatos pouco ou nada disseram a respeito de propostas concretas para um possível mandato. São dois candidatos que já governaram o Brasil. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi presidente de 2003 a 2011, e Jair Bolsonaro é o atual ocupante do cargo, desde 2019. Ao invés dos dois apresentarem as suas metas para um novo mandato, caso eleitos, eles passarem a campanha trocando ofensas e acusações. Eu tentei assistir aos debates entre os dois, na Rede Bandeirante e na Rede Globo, mas não consegui assistir até o final. Eles passaram o tempo todo se acusando, e não apresentaram nenhuma proposta concreta, apenas promessas que iriam resolver os problemas, mas não dizendo como. O país está dividido desde a eleição de 2014, entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, com o posterior impeachment da ex-presidente em 2016. Mas, nos últimos quatro anos, o país vem passando por um período de radicalismos muito grave e preocupante, em que seguidores do atual presidente ameaçam, intimidam, agridem e, em alguns casos, até matam quem pensa diferente. É preciso colocar um ponto final nisso e pacificar o país, mesmo sabendo que esses seguidores continuarão a ser o que já eram, mesmo que o seu candidato perca. As pessoas têm que se respeitar sempre, principalmente quando não pensam igual. Não é o povo que tem que brigar entre si por causa dos políticos, são os políticos que têm que lutar pelo povo! fr

sábado, 29 de outubro de 2022

Quadro vem sendo exposto, por engano, há 77 ANOS de cabeça para baixo!

        O quadro ‘New York City 1”, do pintor neerlandês (holandês) Piet Mondrian (1872-1944) está sendo exposto de cabeça para baixo há 77 ANOS! Somente a historiadora de arte Susanne Meyer-Büser, curadora de uma exposição que está sendo organizada em um museu de arte de Düsseldorf, na Alemanha, onde a obra está desde 1980, conseguiu perceber o erro. O quadro foi exposto pela primeira vez em 1945 no famoso Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, e vem sendo exibido em outros museus pelo mundo, sem ninguém se dar conta. Ele não tem a assinatura do artista, possivelmente porque Mondrian teria morrido sem o ter concluído, e, por isso, não deixa claro como deveria ser exposto.
      A descoberta da estudiosa foi confirmada por uma fotografia do quadro no estúdio de Mondrian, publicada em 1944 pela revista estadunidense ‘Town and Country’. A tela foi feita com fitas adesivas na cor vermelho, amarelo, preto e azul. De acordo com Susanne, não é mais possível corrigir o erro, já que as fitas estão penduradas por um fio, e se virassem o quadro de cabeça para baixo a própria gravidade faria com que elas mudassem de posição. Ou seja, o quadro vai permanecer como está há 77 anos. É muito curioso, principalmente pensar que durante todo esse tempo vários “especialistas” em arte devem ter dado explicações diferentes sobre o que o artista queria passar com a sua obra. 😄😄😄 fr

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

O adeus da cativante e competente jornalista Susana Naspolini 🙏🙏🙏

Ontem, a jornalista Susana Naspolini faleceu, vítima do câncer. Eu gostava muito de vê-la fazendo as reportagens do RJ Móvel no RJTV da Rede Globo, em que ela cobrava das autoridades a realização de obras prometidas à população. O seu jeito alegre, descontraído e, ao mesmo tempo, sua qualidade jornalística cativaram a mim e a milhares de pessoas. Ela morreu muito nova, apenas 49 anos, mas demonstrou ter muita força, garra, para lutar contra o câncer, que apareceu por cinco vezes. Infelizmente, desta vez, ela não conseguiu vencê-lo. O ser humano faz planos de viver em Marte, mas ainda não conseguiu chegar até à cura do câncer. Deixa muitas saudades! Assista a uma das suas reportagens, esta foi no município de Magé, em 10 de junho de 2019. fr

"Maria, Maria": parabéns ao aniversariante do dia, Milton Nascimento (80 anos) 😀

 

Composição: Milton Nascimento e Fernando Brant