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domingo, 10 de junho de 2018

Artistas de rua em Lisboa

Passeando por Lisboa passamos por alguns artistas de rua. As duas primeiras fotos abaixo que eu tirei é de um homem-estátua que “levita” em plena Rua Garret, no Chiado, próximo ao Café A Brasileira. Na terceira foto, outro artista dá vida a um boneco na Rua Augusta. Encontrei outros artistas se apresentando na rua, inclusive cantores com seus instrumentos musicais. Em uma região turística como o Centro de Lisboa, devem conseguir juntar uma boa quantia todos os dias. fr
 
 
 

Protestos e insatisfação de trabalhadores portugueses

A televisão tem mostrado várias manifestações de categorias trabalhistas reclamando contra as condições de trabalho e os baixos salários em Portugal, principalmente a Educação e a Saúde. No caso abaixo que eu registrei, são os médicos e a população no Algarve, para onde eu e minha mãe vamos daqui a alguns dias, que denunciam a falta dos profissionais. fr

Comendo um belo de um cozido

Hoje, 10 de junho, é feriado nacional aqui em Portugal, dia de Portugal, Camões e das comunidades portuguesas. O tempo está nublado e faz frio. No almoço, eu e minha mãe comemos um belo de um cozido em um restaurante da Av. Santos Matos, aqui em Amadora. Viva Portugal! fr

Frases: Rafael Nadal


[Sobre as tenistas mulheres receberem menos do que os homens]: "É uma comparação que nem sequer devia ser feita. As modelos ganham mais que os colegas (do sexo masculino), porque elas têm mais seguidores. Mas ninguém diz nada. No tênis acontece o mesmo, ganha mais quem mobiliza mais público." RAFAEL NADAL, tenista espanhol.

sábado, 9 de junho de 2018

Praça dos Restauradores


        Estivemos hoje na Praça dos Restauradores, que leva este nome em homenagem à restauração da independência de Portugal e o fim da União Ibérica, em 1640. Ela fica na chamada “baixa Lisboa”. Com o desaparecimento do rei Dom Sebastião durante a batalha de Alcácer-Quibir, em Marrocos, em 1578, Portugal passou por um vazio no poder, já que o monarca não tinha herdeiros, o que possibilitou que a Espanha reivindicasse e forçasse assumir o comando do trono português.
        A chamada União Ibérica, em que Portugal ficou sob o comando espanhol, durou de 1580 até 1º de dezembro de 1640, quando os portugueses conseguiram recuperar o comando do trono. A partir de então, assumiu a Dinastia de Bragança, a quarta e última que reinou em Portugal, de 1640 até o fim da monarquia portuguesa, com a proclamação da República em 1910.
        No centro da Praça está o Monumento aos Restauradores, um obelisco de 30 metros de altura inaugurado no ano de 1886. O projeto é do arquiteto Antônio Tomás da Fonseca, que ficou em segundo lugar para a escolha de outro monumento, o D. Pedro IV, nosso D. Pedro I; e a construção ficou sob a responsabilidade de Sérgio Augusto de Barros.
        De acordo com a página da Câmara Municipal de Lisboa na internet, o Monumento aos Restauradores tem a seguinte distribuição, que dá para ser vista nas fotos que eu fiz (abaixo):
        “Ao nível do pedestal encontramos 2 estátuas alegóricas de bronze: a Sul, obra de Alberto Nunes, temos o Génio da Independência, figura masculina alada, que exibe as correntes partidas do domínio estrangeiro; a Norte, da autoria de Simões de Almeida (tio), temos o Génio da Vitória, figura feminina, que empunha na mão esquerda uma palma e na direita, erguida ao alto, uma coroa de louros. Nas faces do pedestal e do obelisco são visíveis os nomes e as datas das principais batalhas da Restauração.”
        Segundo o wikipedia, esse monumento “foi custeado por subscrição pública, aberta em Portugal e no Brasil, gerida por uma comissão sob a presidência do Marquês de Sá da Bandeira impulsionado pela Comissão Central do 1º de Dezembro de 1640 do qual fazia parte”. A página da Câmara Municipal de Lisboa informa que esta comissão foi criada em agosto de 1861 com o propósito de organizar os festejos da Restauração. E foi essa comissão que decidiu pela construção do obelisco e qual sua localização.
     O chão da praça é constituído por mosaico português. Seguindo a Praça dos Restauradores pelo início da Av. da Liberdade, vai-se até a Praça Marquês do Pombal, um caminho de 1.9 km segundo o Google Maps, que dá para ser feito a pé se a pessoa estiver razoavelmente em forma. Como eu estou com minha mãe, preferi ir de autocarro (ônibus). Indo pelo outro extremo vai-se à Praça do Rossio, ou Praça D. Pedro IV, mas esta é bem mais próximo, em poucos minutos se chega lá. Mais à frente vou mostrar nossos passeios por esses dois lugares.
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Castelo de São Jorge fechado por greve dos bilheteiros

Hoje, programei visitar vários lugares. Pegamos o comboio em Amadora e descemos na Estação do Rossio, de onde fomos para a Praça da Figueira ali perto a fim de pegar o autocarro para visitar o Castelo de São Jorge. Chegando lá, tivemos uma baita surpresa: o castelo estava fechado ao público por conta de uma greve dos seus bilheteiros. Eu, minha mãe e um monte de turistas tivemos que adiar o passeio para outro dia, mas vamos voltar porque este é um lugar de Portugal que eu ainda não tive a oportunidade de conhecer. Aproveitamos, então, e almoçamos por lá mesmo e depois descemos de volta para visitar outros lugares, que eu vou mostrando nas publicações seguintes. Deu para ir a muitos lugares interessantes. fr

 

Café A Brasileira

 
Com certeza o café mais famoso de Portugal, o Café A Brasileira fica na Rua Garrett nº 120-122, no Chiado. Foi fundado em 19 de novembro de 1905 pelo português Adriano Soares Teles do Vale, após retornar de um tempo vivendo no Brasil. Inicialmente vendia apenas o café do Brasil, mas, três anos depois passou por uma ampla reforma, recebendo um lindo mobiliário, tornando-se um local de encontro de jornalistas, escritores e artistas. Atualmente, é um importante ponto turístico, vive cheio e, consequentemente, com preços caros. Para não atrasar nosso roteiro, eu e minha mãe preferimos não entrar. Praticamente à sua frente, fica a estátua em homenagem ao escritor Fernando Pessoa, o seu mais ilustre frequentador. fr

Estátua de Fernando Pessoa

Um dos locais que eu queria muito visitar era a estátua que mostra Fernando Pessoa sentado em uma das mesas do tradicional Café A Brasileira, que eu não conheci quando vim a Portugal pela primeira vez, em 1983. E, claro, não perdi a oportunidade de sentar para bater um papo com ele. ;) A estátua fica quase em frente ao próprio Café A Brasileira, na Rua Garrett nº 120, no Chiado, onde Fernando Pessoa costumava ir para conversar com os amigos e escrever alguns dos seus textos. A estátua é de bronze e foi feita pelo escultor Lagoa Henriques, na década de 1980. Fernando Pessoa (1888-1935) nasceu e morreu em Lisboa, e é considerado um dos mais importantes nomes da literatura mundial. De acordo com o wikipedia, “foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político”. Eu ainda pretendo visitar o seu túmulo, que fica no Mosteiro dos Jerónimos. fr


Convento do Carmo

Passamos hoje também pelo Convento do Carmo, no Largo do Carmo, em Lisboa. Este é um antigo convento da Ordem dos Carmelitas da Antiga Observância, idealizado pelo general e nobre Dom Nuno Álvares Pereira no ano de 1389, e inaugurado alguns anos depois. Chegou a ser a principal igreja gótica da cidade, mas teve praticamente todo o seu interior e o do convento destruídos pelo terremoto de 1755, não mais sendo reerguido. As ruínas constituem atualmente o Museu Arqueológico do Carmo, e a parte habitável do convento passou a ser a sede do Comando-Geral da GNR (Guarda Nacional Republicana). Em frente, no Largo do Carmo está o Chafariz do Carmo, do século 18. Preferimos não entrar, para não atrasar o restante do passeio, tem muito ainda para visitarmos. fr
 
 
 
 
 
 
 

Arco do Triunfo da Rua Augusta

      Continuando o passeio, passamos pela Praça D. Pedro IV, da qual eu escreverei mais à frente, e seguimos pela Rua Augusta até a Praça do Comércio, para visitarmos o Arco do Triunfo. A Rua Augusta é uma tradicional rua de Lisboa, fechada ao trânsito de automóveis, com várias lojas, pequenas e também de marcas famosas. Ao longo dela têm vários artistas de ruas se apresentando, artesãos e vendedores ambulantes. O nome é em homenagem à “Augusta figura do rei D. José I”. No seu início, na Praça do Comércio, tem o Arco do Triunfo e o seu término é na Praça D. Pedro IV.
        A construção do Arco foi decidida em 1759, inserida no projeto do Marquês de Pombal de reconstrução da cidade de Lisboa, destruída por um terremoto quatro anos antes. As obras foram desenvolvidas e interrompidas algumas vezes nas décadas seguintes, e a sua conclusão ocorreu somente em 1873.
        De acordo com o wikipedia:
        “Na parte superior do arco, é possível observar esculturas de Célestin Anatole Calmels, enquanto num plano inferior se encontram esculturas de Vítor Bastos. As esculturas de Calmels representam a Glória, coroando o Génio e o Valor. As esculturas de Vítor Bastos representam Nuno Álvares Pereira, Viriato, Vasco da Gama e o Marquês de Pombal. Na lateral esquerda, o rio Tejo, e na direita o rio Douro, da autoria também do escultor Vítor Bastos. Os rios Tejo e Douro delimitam a região onde alegadamente viviam os Lusitanos.”
        Em uma das minhas fotos abaixo dá para ler a inscrição no alto do Arco, em latim, que, ainda segundo o wikepdia, significa: “Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”.
        Passando pelo Arco do Triunfo chegamos à Praça do Comércio, que se estende até as margens do rio Tejo (veja foto abaixo) e é considerada uma das maiores praças europeias. A página “www.dicasdelisboa.com.br” detalha a importância histórica da praça:
        “Foi utilizada como residência do rei Manuel I a partir de 1511, juntamente com a sua biblioteca com mais de 70.000 volumes. No entanto, o terremoto de 1755 de Lisboa destruiu a residência do rei D. Manuel I, assim como sua enorme biblioteca, e foi a partir da reconstrução da praça pelo plano de Marquês de Pombal, que ela se tornou um dos pontos mais importantes de Lisboa. Atualmente os edifícios que ficam na Praça do Terreiro do Paço estão ocupados por ministérios portugueses, departamentos governamentais e também hotéis e restaurantes.”
        Foram vários os acontecimentos relevantes ocorridos na Praça do Comércio, entre eles o assassinato do rei D. Carlos e de seu filho, o príncipe real D. Luís Filipe, em 1908; alguns dos discursos feitos por Salazar durante o Estado Novo português; e uma missa celebrada pelo papa Bento 16 em 2010.
        A região da praça foi utilizada como estacionamento até a década de 1990, quando, felizmente, passou a ser ocupada por eventos culturais e espetáculos públicos. No centro da Praça do Comércio está a estátua equestre do rei D. José I, construída em 1775, de autoria de Joaquim Machado de Castro, o principal escultor português do século 18.
        D. José I (1714-1777), rei de Portugal e Algarves de 1750 até morrer, aos 62 anos, é conhecido como “o Reformador”, e foi durante o seu reinado que o seu secretário de Estado, Marquês de Pombal, empreendeu uma revolucionária reforma que mudou o país. fr











Pessoas pedindo esmolas em Lisboa

Andando por Lisboa, hoje, vi mais pessoas pedindo esmola. Como eu já comentei anteriormente, esta é uma triste realidade de muitos países pelo mundo. E, infelizmente, também do Brasil. Nas fotos que eu fiz, tive o cuidado de não deixar expostas as fisionomias das pessoas, em respeito a elas. fr

 

Confeitarias de Lisboa

Na “baixa Lisboa”, tem vários lugares para comer. Eu e minha mãe passamos por alguns deles, vou deixar registrado apenas dois por serem bem badalados, mas nós preferimos não entrar. Justamente por serem muito divulgados para os turistas do mundo inteiro, vivem cheios, e, além disso, os preços são altos. A Confeitaria Nacional, Praça da Figueira nº 18B, uma das mais antigas casas de doces da Europa e a mais antiga da cidade, fundada em 1829 e fornecedora da Casa Real Portugal de 1873 até a proclamação da República. E, bem próximo, a Casa Brasileira, na Rua Augusta nº 267, outra loja de lanches e café. Eu tenho ido muito na “A Padaria Portuguesa”, que tem loja na Amadora e em vários outros lugares. Essa eu recomendo! Tem refeições muito gostosas e por um preço acessível. São sopas, saladas e lanches variados. Para quem dá mais importância à relação custo-benefício do que à badalação para turistas, como eu, passe pelas mais badaladas, tire uma foto se quiser, mas lembre que existem outras opções. Eu quero comer bem sem pagar demais, e com tranquilidade, sem filas enormes e muito tumulto. fr


Elétricos de Lisboa (no Largo do Chiado)

 

Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa

Passando pela Praça Dom Pedro IV nº 39, Rossio, vi essa loja: Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa. Não entrei, nas, como a sardinha é um prato bastante consumido em Portugal, fica o registro pela curiosidade. fr    













Pequeno almoço no hotel em Amadora

Na foto abaixo, eu e minha mãe tomamos nosso café da manhã, ou, como os portugueses chamam, nosso pequeno almoço no hotel em Amadora. É mesmo um pequeno almoço, porque tem frutas, iogurte, pão, queijo, presunto, bolos, e uma máquina que prepara na hora um café com leite sensacional, Gostei muito! fr

Recepção do hotel em Amadora

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Dia de chuva fina e muito vento

Planejei passearmos hoje pela região conhecida como “baixa Lisboa”, ou “Lisboa Pombalina”, por ter edificações construídas por ordem do Marquês de Pombal, no esforço da reconstrução da cidade após o terremoto de 1755. Estivemos na Praça dos Restauradores, na Praça do Marquês de Pombal e no início do Parque Eduardo VII. Como o tempo estava muito ruim, nublado, chuva fina e um vento muito forte, não quis continuar na rua por causa da minha mãe. Fomos almoçar e depois voltamos ao hotel.  Mas vamos retornar um outro dia, para continuarmos o passeio. fr