SEJA ÉTICO

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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Descaso da prefeitura leva à desordem na cidade

Passando, ontem, pela Lapa eu me deparei, em poucos metros, com vários problemas característicos das grandes cidades sem ordenamento: pichações, sujeira, desperdício etc. Dá para ver o prédio histórico do Moinho Fluminense pichado de cima a baixo. Como é que esses imbecis conseguem pichar prédios tão altos? Sobem, fazem um esforço danado só para emporcalhar a cidade. Além disso, vi sujeira espalhada pelas ruas. E, em plena manhã, os postes ligados, desperdiçando energia à toa. Desperdício também de água, com um rapaz lavando um ônibus com uma mangueira, sem a menor preocupação com a quantidade descontrolada de água que estava gastando. Tudo isso e muito mais acontece por falta de fiscalização da prefeitura. Como ninguém fiscaliza, nem proíbe ou multa, as pessoas sentem-se muito à vontade para fazer o que quiserem. A Lapa é um bairro que recebe muitos turistas, e onde ficam localizados alguns dos cartões turísticos da cidade. Uma pena! fr

Escola na Índia coloca caixas de papelão nas cabeças dos alunos para evitar cola... 😲 😲

Uma escola na Índia adotou uma medida radical para evitar ‘cola’ entre os alunos nos dias de prova. Os alunos ficam com uma caixa de papelão na cabeça. Foi na Bhagat Pre-University College, em Haveri, no estado de Karnataka, no sul do país. A divulgação nas redes sociais de fotos da sala de aula provocou muitas críticas à adoção de prática. O vice-diretor do Conselho de Educação pré-universitário indiano, descreveu a técnica como "desumana", e disse que a escola poderá ser punida. Por sua vez, a instituição se defendeu alegando que nenhum aluno foi obrigado, e pediu desculpas. Que coisa! fr

domingo, 20 de outubro de 2019

Você está ajudando na reciclagem?

O mundo precisa urgentemente de cuidados. Embalagens plásticas devem ser evitadas, ou reutilizadas. Você está fazendo a sua parte? Pense nisso? 👇 👇

sábado, 19 de outubro de 2019

Decisão acertada evitou a Terceira Guerra Mundial em 1983

           O mundo quase explodiu em uma guerra nuclear em 1983, e foi a capacidade de avaliação de um homem, em uma situação de pressão, que evitou que isto acontecesse. Foi há 36 anos, mais precisamente no dia 26 de setembro, o que poderia ter resultado no fim da humanidade, ou, pelo menos, de enorme parte dela. O tenente-coronel soviético Stanislav Petrov estava na base Serpukhov-15, Centro de Detecção de Ataques Nucleares, próximo a Moscou, cobrindo a folga de um colega na madrugada. Sua responsabilidade era a monitoração de possíveis ataques à antiga União Soviética. Era período de Guerra Fria, e a antiga União Soviética e os Estados Unidos costumavam fazer constantes ameaças recíprocas, a cada confronto entre os dois países, ou dos seus aliados.
 
 No dia 1º de setembro, os soviéticos tinham abatido um avião civil da empresa sul-coreana Korean Airlines, que teria invadido seu espaço aéreo. Foram 269 mortos, entre tripulantes e passageiros, incluindo um deputado estadunidense. Os soviéticos alegaram desconhecer que o avião era civil, e que acreditaram ser um ato hostil dos Estados Unidos. Já havia, portanto, um clima de grande tensão à época. E justamente durante o turno que estava fazendo nas primeiras horas daquele dia 26 de setembro, Stanislav Petrov viu o sistema alertar para o lançamento de um míssil balístico intercontinental dos Estados Unidos em direção a seu país. Para sua surpresa, e horror.
 
Com o olhar fixo na tela, Petrov ainda viu, um minuto depois, novos alertas para quatro outros mísseis nucleares que teriam sido lançados, um em seguida do outro. As ordens que tinha era para, imediatamente, avisar as autoridades superiores sobre um possível ataque inimigo, que, então, reportariam o fato ao líder soviético Iúri Andropov, a quem caberia ordenar o que seria um contra-ataque. À época, o presidente dos Estados Unidos era Ronald Reagan, que qualificava insistentemente a União Soviética como “Império do mal”. Petrov, no entanto, ficou paralisado algum tempo, em choque.
 
Ele sabia que o computador principal do sistema de alerta estivera com problemas dias antes. Petrov era engenheiro e tinha sido chamado para solucionar problemas justamente no computador principal do sistema de alerta de ataques. Ao se deparar, portanto, com aquela situação, não acreditou que uma agressão real se limitaria a apenas cinco mísseis; caso fosse um ataque dos Estados Unidos, eles fariam um ataque em massa. E os radares não detectaram nenhum míssil a caminho.  Petrov tomou a decisão de considerar o pretendo ataque como resultado de um alarme falso.
 
A sua decisão acabou se confirmando como a correta, já que, 23 minutos depois, ele constatou, aliviado, que nada aconteceu, como ele mesmo contou em uma entrevista à BBC, em 2013. Caso fosse outra pessoa que estivesse em seu lugar, a avaliação, e, consequentemente, a decisão tomada poderia ter sido outra, resultando em um ataque aos Estados Unidos, e uma retaliação aos soviéticos. E o mundo poderia ter se envolvido em uma guerra nuclear de proporções mundiais.
 
Foi mesmo uma decisão muito difícil, já que se o ataque fosse real, ele seria o maior culpado por não ter impedido a destruição de grande parte de seu país, com a consequente morte de milhões de pessoas. Na época, porém, os seus superiores não gostaram nada de saber que Petrov não respeitou o protocolo, mesmo isto tendo evitado um conflito entre as duas potências nucleares. Afinal de contas, o sistema de defesa soviético demonstrou ser falho, e quase provocou uma guerra mundial.
 
Foi aberta uma investigação para apurar sua responsabilidade no mau funcionamento do sistema, que acabou chegando à conclusão que o alerta falso de ataque fora causado pelo reflexo do Sol nas nuvens. Petrov não foi punido, mas acabou sendo preterido em promoções, e preferiu deixar as Forças Armadas, passando à iniciativa privada. Quando a sua esposa foi diagnosticada com câncer, Petrov se aposentou para poder cuidar dela, até a morte dela, em 1997.
         O mundo permaneceu desconhecendo o que acontecera, e que esteve à beira da destruição, até o final dos anos 1990, após o fim da antiga União Soviética, quando um dos militares superiores de Petrov àquela época relatou a história ao jornal alemão ‘Bild’. Ele passou a ser conhecido como aquele que impediu a Terceira Guerra Mundial. Stanislav Petrov chegou a passar dificuldades financeiras, e faleceu em 19 de maio de 2017, aos 77 anos. fr  

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Brasil é campeão mundial invicto de vôlei masculino

Mais um título mundial para o Brasil. Na madrugada de hoje, pelo horário de Brasília, a seleção brasileira de vôlei masculino venceu a Itália por 3x0, em Hiroshima, e tornou-se campeã mundial pela terceira vez. Na realidade, o Brasil já entrou em quadra com o título garantido, já que vencera dez jogos seguidos, e não poderia ser alcançado em número de pontos por nenhuma outra seleção, podendo até perder o jogo. Por isso, o treinador Renan colocou os reservas para jogar e pegar mais experiência. Foi uma campanha inquestionável: 11 jogos, 11 vitórias, 33 sets a favor, apenas cinco perdidos, e sete vitórias por 3x0. A Polônia ficou com o segundo lugar, e os Estados Unidos com a terceira colocação. A Copa do Mundo é disputada desde 1965, tendo o Japão como sede fixa desde 1977. O Brasil já foi campeão mundial em 2003, 2007 e 2019. E somos também os atuais campeões olímpicos. fr
 
Campanha vitoriosa do Brasil:

Brasil 3 x 0 Itália - 3 a 0 (25/20, 25/22 e 25/15)
Brasil 3 x 1 Japão (25/17, 24/26, 25/13 e 27/25)
Brasil 3 x 2 Polônia (19/25, 25/23, 25/19, 16/25 e 15/11)
Brasil 3 x 0 Tunísia (25/17, 25/14 e 25/13)
Brasil 3 x 0 EUA (25/23, 25/22 e 25/17)
Brasil 3 x 0 Argentina (25/19, 25/19 e 26/24)
Brasil 3 x 1 Irã (25/27, 25/21, 27/25 e 25/22)
Brasil 3 x 0 Rússia (25-16, 25-22, 25-22)
Brasil 3 x 1 Egito (25-19, 21-25, 25-19, 25-22)
Brasil 3 x 0 Austrália (25/15, 25/20 e 25/17)
Brasil 3 x 0 Canadá (25-14, 25-22, 25-14)
 

Família que morreu visita parentes, segundo UOL...

Ontem, no UOL, li esse título de matéria totalmente sem-noção e mal redigido. Diz que uma “família que morreu” teria ido mostrar aos parentes uma criança recém-nascida. A qualidade de texto do jornalismo na internet é muito baixa. Páginas como UOL costumam cometer vários erros de português o tempo todo. Foi para isso que os empresários de comunicação lutaram a fim de acabar com a obrigatoriedade da exigência de diploma para o exercício dos jornalistas no Brasil? Eu sei que a simples graduação em Jornalismo não é garantia que a pessoa venha a ser um bom profissional. E sei também que muitas faculdades oferecem cursos de má qualidade. Mas, a “solução” que encontraram, ou seja, acabar com a necessidade de estudar Jornalismo, não resolve esses problemas. Apenas permite às empresas de comunicação pagarem salários mais baixos, o que lhes é muito conveniente, claro. O que o governo deveria ter feito é cobrar das instituições de ensino o aprimoramento dos cursos oferecidos. Simplesmente deixar de cobrar o estudo apenas nivela por baixo a qualidade dos jornalistas, e o resultado nós podemos constatar diariamente. fr
 

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Semáforos no chão para os "zumbis digitais" 😒 😒 😒

Mais uma notícia absurda que mostra como o mundo mudou tanto que a gente se espanta em ler algumas notícias. Eu li na internet que alguns países como Nederland (Holanda), Alemanha e o Chile, já estão instalando semáforos no chão! Eles são para as pessoas que não largam de seus celulares nem para andar nas ruas, ou atravessá-las, principalmente, os chamados “zumbis digitais”. Muitas pessoas já sofreram acidentes, e até morreram, por andarem na rua prestando atenção a seus telefones, lendo e escrevendo mensagens nas redes sociais. É mais uma inovação, no caso, o telefone celular, que é mal utilizada e acaba por causar problemas. E para solucioná-los, acaba-se gerando despesas para todas as outras pessoas. Além disso, os semáforos no chão acabam por transmitir a esses “zumbis digitais” a tranquilidade de continuarem a andar nas ruas sem prestar atenção no trânsito, estimulando-os a continuar com essa perigosa prática. Que coisa! fr

domingo, 13 de outubro de 2019

Irmã Dulce é a primeira santa brasileira nascida no Brasil

          O papa Francisco oficializou hoje, pela manhã, no Vaticano, a canonização da primeira santa brasileira nascida no Brasil, a Irmã Dulce. Já existem outros santos considerados brasileiros, mas não são nascidos no país. O primeiro santo brasileiro nascido no Brasil foi Frei Galvão, que nasceu em Guaratinguetá, interior paulista, em 1739. Ele foi canonizado em 2007.

          Na cerimônia pública de hoje, o papa Francisco canonizou também outros três santos: o britânico John Newman, a italiana Giuseppina Vannini, a indiana Mariam Thresia Chiramel Mankidiyan, e a suíça Margarida Bays. A Irmã Dulce passa a ser conhecida também como a Santa Dulce dos Pobres. Ela nasceu em Salvador, em 26 de maio de 1914, e faleceu em 13 de março de 1992, também na capital baiana, aos 77 anos.

A Irmã Dulce merece! Mas é uma vergonha ver os políticos brasileiros, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ) à frente, indo passear na Itália com o nosso dinheiro, que poderia ser melhor aplicado na luta contra a pobreza no Brasil. Triste isso! Por que nós, brasileiros, temos que continuar pagando as despesas dessa gente? Sai governo do PT, entra governo de direita e nosso Brasil continua sendo roubado por eles, vergonha! fr 😡 😡 😡


sábado, 12 de outubro de 2019

Não fale mais Holanda... 😲 😲

Eu me acostumei a chamar a Holanda por esse nome. Agora, lendo na internet, vejo que o governo daquele país não quer mais que o chamem assim. Está sendo feita uma campanha publicitária para massificar o nome oficial do país, que é ‘Nederland’, ou, em português, ‘País Baixo’, mais conhecido pelo plural ‘Países Baixos’. Esse nome é devido à sua situação geográfica, parcialmente abaixo do nível do mar. ‘Holanda’, na realidade, divide-se em Holanda do Norte e Holanda do Sul, duas das 12 províncias que formam o país, além dos territórios do Caribe: Aruba, Curaçao e São Martinho. E o conjunto desses territórios compõem o Reino dos Países Baixos, já que aquele país é uma monarquia constitucional. A capital de Nederland é Amsterdã, e a sede administrativa Haia. E quem nasce em Nederland, é neerlandês. Os nomes dos órgãos do governo, inclusive seus registros na internet, estão sendo uniformizados, deixando de lado o nome Holanda. Uma curiosidade: com a abdicação ao trono da rainha Beatrix, em 2013, aos 75 anos, assumiu o trono seu filho, Willem-Alexander, como rei; e sua esposa, a argentina Máxima, como rainha consorte, ou seja, cônjuge do monarca. fr

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Governo Bolsonaro segue linha ideológica para não assinar diploma do Prêmio Camões para Chico Buarque

         Muito mesquinha a atitude do presidente Jair Bolsonaro ao se recusar a assinar de imediato o diploma do Prêmio Camões de Literatura a ser entregue ao escritor e cantor Chico Buarque de Holanda. O artista brasileiro foi o vencedor da premiação deste ano, cuja escolha foi anunciada no dia 21 de maio, no Rio de Janeiro. O Prêmio Camões foi criado em conjunto por Brasil e Portugal em 1988, e tem por finalidade destacar a atuação de "um autor de língua portuguesa que tenha contribuído para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua comum".

          Ao ser perguntado recentemente pela imprensa quando assinaria o diploma, Bolsonaro tentou fazer graça: “É segredo. Chico Buarque? Eu tenho prazo? Até 31 de dezembro de 2026 eu assino.” O presidente sempre criticou o PT (Partido dos Trabalhadores) por, supostamente, ter governado seguindo convicções ideológicas, mas está fazendo justamente isso. Não interessa se o Chico Buarque é simpático ao Lula, e contrário ao seu governo, o que realmente deve ser levado em conta é ele ser reconhecido pelo seu valor artístico dentro e fora do Brasil.

          Além do mais, Bolsonaro demonstra muita pretensão em afirmar que estará no poder até 2026, afinal ele sequer completou o seu mandato. E somente o povo pode dizer se vai querer que ele continue como presidente, na eleição de 2022. Chico Buarque publicou em uma rede social uma resposta à altura: “A não assinatura do Bolsonaro no diploma é para mim um segundo Prêmio Camões”. A cerimônia de entrega do diploma está prevista para acontecer em abril do ano que vem.

            Esta é a 31ª edição do Prêmio Camões, iniciada em 1989, e o Chico Buarque é o 13º brasileiro a conquistá-lo. As outras edições premiaram 12 portugueses, dois moçambicanos, dois angolanos e dois cabo-verdianos. Entre os escritores já premiados, estão: João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, José Saramago, Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles, João Ubaldo Ribeiro e Dalton Trevisan. Chico Buarque é mais conhecido pela sua obra musical, eu mesmo tenho vários de seus discos, mas ele também é dramaturgo e escritor. Independente da picuinha do presidente, Chico Buarque já recebeu o prêmio de 100 mil euros, metade pagos pelo governo português, e a outra metade pelo brasileiro. Aceita que dói menos, presidente! fr

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Botafogo volta a vencer, e acaba com sequência de vitórias do Goiás

O Botafogo, enfim, voltou a vencer no Campeonato Brasileiro. Hoje, à noite, derrotou o Goiás por 3x1, no Estádio Nilton Santos. Os gols: Botafogo: Gabriel, aos 31 minutos do primeiro tempo; João Paulo, aos 19 minutos e Leo Valencia aos 35 minutos do segundo tempo; Goiás: Marcelo Benevenuto, contra, aos 31 minutos do segundo tempo. O Botafogo ainda não tem um treinador definido, e foi comandado interinamente pelo auxiliar Bruno Lazaroni, filho do ex-treinador da seleção brasileira da Copa do Mundo de 1990, Sebastião Lazaroni. Com a excelente vitória, o Botafogo interrompeu, ao mesmo tempo, duas sequências: a sua, de quatro derrotas; e a do Goiás, de quatro vitórias consecutivas. Chegamos aos 30 pontos, na 12ª colocação, o que garante, momentaneamente, uma vaga para a Copa Sul-americana do ano que vem. Valeu, Fogão! fr

domingo, 6 de outubro de 2019

Botafogo perde o quarto jogo consecutivo, e demite treinador

Hoje, ao perder para o Fluminense por 1x0, em pleno Nilton Santos, o Botafogo está a cinco jogos sem vencer, e esta foi a quarta derrota consecutiva. Depois da Copa América, o Fogão caiu bastante, e já começa a se aproximar da zona de rebaixamento. Está em 12º lugar no Campeonato Brasileiro, mas a apenas cinco ponto à frente do primeiro da ‘zona’, o CSA, de Alagoas. Logo após o jogo de hoje, o treinador  Eduardo Barroca foi demitido. Os jogos que eu vi do Botafogo, o time tinha maior posse de bola, mas não chutava a gol, o que não adianta nada. Vamos aguardar e torcer pelo anúncio do novo treinador e por uma reação alvinegra. fr

Portugal elege os seus deputados

          Hoje, foram realizadas as eleições para a Assembleia da República, em Portugal. É a Câmara dos Deputados; lá eles não têm o Senado. Eu tenho dupla cidadania, e recebi pelos Correios a cédula eleitoral. Como não acompanhei com mais profundidade a eleição, preferi não votar. Pode ser que na próxima eu vote. Curioso é que na cédula tem 20 partidos políticos. Não é só no Brasil que existe um inchaço de siglas partidárias.
         A eleição foi vencida pelo PS (Partido Socialista) do primeiro-ministro António Costa. A Assembleia portuguesa é composta por 230 deputados, e o PS sozinho elegeu 106. Portanto, para conseguir a maioria simples precisará apenas do apoio de dez outros parlamentares de algum outro partido de esquerda. Dos 9.343.084 eleitores inscritos para votar, não votaram 4.250.660, ou seja, uma abstenção de quase metade do eleitorado. Foram 129.599 votos em branco e 88.539 nulos. Faltavam apenas para serem apurados os votos dos consulados. fr

Eleitor não conseguiu votar porque já tinham votado no seu lugar, em Portugal

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

"O Alquimista", Paulo Coelho

“O Alquimista”, Paulo Coelho, Rio de Janeiro, ed. Rocco, 1988, 248 páginas.
 
Eu reli o livro “O Alquimista”, de Paulo Coelho. Foi um livro que uma antiga namorada me deu, há anos atrás. É um sucesso de vendas mundial, já traduzido em dezenas de idiomas. Santiago, um jovem pastor espanhol, tem um sonho em que uma criança lhe diz para ir até as pirâmides do Egito, onde encontrará um tesouro. Ele consulta uma anciã que interpretava sonhos, que o estimula a fazer a viagem, e pede um décimo do valor do tesouro que viesse a encontrar. Santiago, então, vende todas as suas ovelhas e parte em rumo de sua “lenda pessoal”. Em sua trajetória, encontra pelo caminho várias pessoas que vão mudar a sua vida, inclusive um alquimista, que o ajuda a descobrir suas potencialidades. A mensagem principal da estória do livro é, basicamente, a de que a pessoa deve perseguir o que deseja, e “quando você quer alguma coisa, todo o Universo conspira para que você realize seu desejo”. Paulo Coelho um dos escritores que mais vende livros em todo o mundo. Foi eleito membro de ABL (Academia Brasileira de Letras) em 2002, passando a ocupar a cadeira nº 21. fr

domingo, 29 de setembro de 2019

Botafogo tem a maior invencibilidade do mundo: 52 jogos sem perder

            A maior sequência de jogos invictos do futebol brasileiro e mundial é do Botafogo. Foram 52 jogos sem perder em praticamente dez meses, nos anos de 1977 e 1978, com 31 vitórias. O Flamengo também chegou a essa marca, nos anos de 1978 e 1979, porém com uma diferença fundamental. Dos jogos invictos do Glorioso, apenas oito foram amistosos; já dos flamenguistas foram 19. E mais: o Botafogo tem também a marca de maior sequência invicta do Campeonato Brasileiro, já que dos 52 jogos, 42 foram disputados nesta competição, nos dois anos. O Flamengo não teve nenhum jogo a nível nacional; os que não foram amistosos foram do campeonato estadual apenas. Não dá para comparar!
           
            Uma curiosidade: as duas séries de invencibilidade foram interrompidas pelo mesmo jogador. A do Botafogo acabou no dia 20 de julho de 1978, na derrota por 3x0 para o Grêmio no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Renato Sá fez os dois primeiros gols, e também o cruzamento que resultou no terceiro. E quem acabou com a invencibilidade dos flamenguistas foi justamente o Botafogo, com uma vitória de 1x0 pelo Campeonato Estadual, no Maracanã, no dia 3 de junho de 1979. E o gol foi de Renato Sá, que tinha trocado o Grêmio pelo Botafogo. fr

 

sábado, 28 de setembro de 2019

Casa de jogador brasileiro é assaltada enquanto ele jogava pelo Real Madrid, na Espanha

Frases: Wilson Witzel


"Recebemos hoje um dado do ISP (Instituto de Segurança Pública do Estado) muito importante. Estamos com índices que nos torna a segunda cidade mais segura do Brasil, indo a caminho de se transformar na mais segura. Isso é uma alegria, é um momento muito especial."
 
Governador do Rio de Janeiro WILSON WITZEL (PSC), ontem, dia 27 de setembro.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Dica de livro: "O homem que matou Getúlio Vargas"

“O homem que matou Getúlio Vargas: biografia de um anarquista”, Jô Soares, São Paulo, Companhia das Letras, 1998, 344 páginas.

É uma biografia (ficcional, claro) de Dimitri Borja Korozec, nascido na Bósnia; filho de pai sérvio, e mãe brasileira, Isabel, que, por sua vez, era filha de uma escrava e de pai desconhecido, no Rio Grande do Sul. Isabel nasceu justamente no dia 28 de setembro de 1871, dia em que foi assinada a Lei do Ventre Livre. Aos 15 anos fugiu de casa com um “clow-malabarista” de um circo italiano, que viajou para a Bósnia. Dimitri tem uma característica física marcante, nasceu com um dedo indicador a mais em cada mão. Ele tornou-se anarquista, por influência do pai, e aos 12 anos recebeu treinamento profissional na organização terrorista secreta ‘Mão Negra’. Acreditava que sua grande missão era eliminar os opressores do povo trabalhador, e passou a persegui-los. Mas sua maior dificuldade era o seu jeito muito estabanado.  
Ao longo da vida, Dimitri tomou parte de vários acontecimentos importantes da História mundial, em tentativas de matar aqueles que julgava serem esses opressores. Iniciou sua luta insana no início da Primeira Guerra Mundial, passando pelo julgamento de Al Capone, até chegar ao Rio de Janeiro, onde descobriu ser neto de Getúlio Vargas. Sua mãe era filha ilegítima do pai do presidente brasileiro. Por conta de sua habilidade em atirar, Dimitri conseguiu entrar na guarda pessoal de Getúlio, a fim de matá-lo, mas, assim como nas vezes anteriores, o resultado não foi o desejado. Dessa vez, porém, a situação se inverteu, em um final inesperado. fr

Dica de livro: "Assassinatos na Academia Brasileira de Letras"

Assassinatos na Academia Brasileira de Letras”, Jô Soares, São Paulo, Companhia das Letras, 2005, 256 páginas.  
Em 1924, membros da Academia Brasileira de Letras (ABL) são sucessivamente assassinados, com veneno. O comissário Machado Machado é encarregado de investigar os crimes, cometidos por um especialista em venenos desconhecidos. Ele tem esse curioso nome devido à admiração que o seu pai, Rubino Machado, tinha pelo escritor Machado de Assis. A homenagem ao escritor se ligou ao nome de família e gerou a curiosa repetição. No livro, um dos imortais, confidenciou ao comissário que todos os escritores, no fundo, desejam entrar para a ABL. O livro mostra, também, as eleições com resultados arranjados, através de chantagens e trocas de favores na Academia. O curioso de tudo é que o próprio Jô Soares é um escritor que poderia almejar tornar-se um dos imortais. Eu destaco, também, a presença de destaque de um personagem anão em cada um dos dois livros do Jô Soares que eu indico, hoje, no meu blog, quem ler vai entender. fr

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Vamos rir!... 😂 😂 😂 😂

Professora diz: Joãozinho, leia a rima que eu pedi pra você fazer em casa.

👦- Lá vem o canguru com uma flor no cu...

Professora diz: Pode parar Joãozinho, que coisa feia! Essa rima eu não aceito, faz outra.

👦- La vem o canguru com a flor na bochecha, por que no cu a professora não deixa…

😂 😂 😂 😂 😂
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Dois caçadores estão na floresta e um deles cai duro no chão. Ele não parece estar respirando e seus olhos estão paralisados. O colega liga para um serviço de emergência:

- Meu amigo está morto! O que devo fazer?

O atendente responde:

- Calma, que eu posso ajudar. Primeiro, certifique-se de que ele está morto.

Após um breve silêncio, ouve-se um disparo. De volta ao telefone, o caçador pergunta:

- Resolvido. E agora?
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Duas baratas estavam remexendo uma lata de lixo.

– Eu estive naquele restaurante novo do outro lado da rua. Você não acredita! É muito sofisticado e a cozinha é tão limpa que o chão até brilha!

– Por favor, agora não! Eu estou comendo.
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Um político está tranquilamente tomando sol na praia, quando uma bela senhora se aproxima:
– Olá, o que o senhor faz por aqui??
O homem, querendo mostrar que políticos também podem ter veia poética, responde com ar conquistador:
– Roubando raios de sol…😎😎
A mulher, sorrindo e balançando a cabeça, diz:
– Ah… vocês, políticos, sempre trabalhando…😂 😂
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📞😃 Oi amor!
📞😍 OI!
📞😃 Se arruma, que hoje a gente vai sair, vou te levar em um lugar bem caro!
📞😍 Ah! é amor ,e onde você vai me levar?
📞😃 No posto de gasolina. 😂 😂 😂 😂 😂 😂

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Batman e Robin


BATMAN E ROBIN (BATMAN)
            Quando eu era criança, assistia na TV a série “Batman & Robin”, não me lembro em que emissora aqui no Brasil. O seriado foi produzido pelo canal ABC, e exibido nos Estados Unidos de 12/01/1966 a 14/3/1968. Foram três temporadas, e 120 episódios. A curiosidade é que a ABC quis preencher os dois horários vagos que tinha na programação, e resolveu produzir cada estória dividida em dois episódios, cada um com cerca de 30 minutos. Por isso, para saber como a estória terminava, as crianças (e adultos, também, por que não!?) tinham que assistir sempre a continuação. E a voz do narrador, Willian Dozier, criador e produtor da série,  estimulava o suspense, perguntando coisas do tipo “será o fim da dupla dinâmica?”, e dizia para assistir o próximo episódio “nessa mesma bat-hora, nesse mesmo bat-canal”.
            Batman surgiu nos quadrinhos em 1939, portanto, completou em 2019 80 anos. Foi criado pelo escritor Bill Finger e pelo artista Bob Kane, encomendado pela DC Comics. O parceiro Robin no ano seguinte. Além da série de TV, houve um filme lançado para o cinema em 1966, “Batman, o Homem-Morcego”, do qual eu já escrevi aqui no meu blog, e um desenho animado. O filme, com os mesmos atores principais, era para dar maior divulgação à série. Vou dar uma resumida na estória, para quem não conhece, se isto é possível.
O milionário Bruce Wayne carrega o trauma de ter presenciado, quando criança, o assassinato de seus pais por um assaltante, e resolve combater os bandidos em sua cidade, Gotham City, tornando-se o Batman. Sempre com a ajuda do parceiro Robin, o “menino prodígio” Dick Grayson, um rapaz órfão que tem em Bruce a figura de um tutor. Ficaram famosas as frases de espanto ou indignação de Robin, iniciadas por “santo” ou “santa”. Por exemplo: “santa falta de lógica!”, “santa desfaçatez!”, “santo mistério, Batman!”...  
  
 Alfred, o mordomo da mansão Wayne é o único a conhecer suas identidades secretas, e colabora na solução dos crimes. A tia Harriet está sempre preocupada com Bruce e Dick. E o comissário Gordon e o chefe O’Hara agradecem sempre à “dupla dinâmica” por manterem os seus empregos, porque sem a sua ajuda eles ficariam enrascados. Toda a vez que um dos vilões ameaçava a tranquilidade da cidade, o comissário pegava o seu telefone vermelho, que ficava coberto por uma redoma transparente, e ligava diretamente para o Batman. Geralmente quem atendia era o próprio mordomo Alfred, que, então, passava a ligação para o Batman.  
 Como é que o comissário Gordon não ligou uma coisa e outra para perceber a coincidência entre Bruce Wayne e o Batman terem um empregado, e reconhecer as vozes, só dando muito desconto. 😃 😃 😃 Mas, o que dizer do Robin, do Charada e da Mulher-Gato, por exemplo, que escondiam as suas identidades com apenas uma mínima tarja escura sobre os olhos? Batman chamava Robin e os dois desciam pelos bat-postes para a bat-caverna, onde já apareciam com os seus uniformes vestidos, e pegavam o bat-carro, saindo por uma passagem secreta. Havia, ainda, a Bat-girl, que auxiliava a “dupla dinâmica” na luta contra os criminosos; e sua identidade era a bibliotecária Barbara Gordon, filha do próprio comissário Gordon.
O elenco de vilões é liderado pelo Coringa, o Pinguim e a Mulher-Gato. O ator Cesar Romero, que fazia o Coringa, não quis tirar o seu bigode, então, a solução foi disfarçá-lo com muita maquiagem. A primeira atriz a interpretar a Mulher-Gato foi Lee Meriwether, ex-miss EUA de 1955, no filme para o cinema. Seria ela a interpretar a personagem na série da TV, mas ela já tinha se compromissado para fazer um outro filme. Meriwether interpretou a doutora Ann McGregor na série “O Túnel do Tempo” logo depois, em 1966 e 1967. E foi aí que entrou Julie Newmar, até sair na terceira temporada, para participar de dois filmes, um deles acabou sendo cancelado. Ela fez, depois, participações em outras séries clássicas da televisão, como “Jornada nas Estrelas”, “Agente 86”, “A Feiticeira” e “A Mulher Biônica”. Em seu lugar, entrou a cantora negra Eartha Kitt.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Os “efeitos especiais” da época eram bem simples e precários, principalmente comparados aos atuais. Quando havia um soco, apareciam na tela as famosas onomatopeias: “POW!”, “RAKK!”, “OOOOFF!”, “THUNK!”, “Whapp!”, “SPLATT!”, “BOFF!”, entre outras. A música de abertura da série é marcante, e até hoje é associada ao Batman (ouça no vídeo, acima). Os objetos na bat-caverna são todos nomeados por placas. As clássicas cenas em que Batman e Robin escalam prédios foram feitas com um recurso bastante criativo para a época. A câmera era virada, e os atores permaneciam no chão, sobre o cenário de uma fachada de prédio, simulando estarem subindo os andares pelo lado de fora.
Atores principais da série: Adam West (1928-2017), Batman – Bruce Wayne; Burt Ward (1945), Robin - Dick Grayson; Alan Napier (1903-1988), Alfred; Neil Hamilton (1899-1984), Comissário Gordon; Stafford Repp (1918-1974), Chefe O'Hara; Madge Blake (1899-1969), a tia Harriet Cooper, a tia de Dick Grayson; Frank Gorshin (1933-2005), o Charada; Burgess Meredith (1907-1997), o Pinguim; Cesar Romero (1907-1994), o Coringa; Julie Newmar (1933) e Eartha Kitt (1927-2008), como Mulher-Gato; e Yvonne Craig (1937-2015), como Bat-girl - Barbara Gordon. Apenas dois atores ainda estão vivos, portanto: Burt Ward, o Robin, e Julie Newmar, a Mulher-Gato.
 As estórias eram ingênuas e sem a violência de hoje nos filmes do Batman, sem sangue e, muito menos, mortes. Eu me lembro de ter assistido recentemente um episódio em que dois capangas atiraram para acertar Batman e Robin, mas acabaram por acertar um no outro. Batman é, também, muito rigoroso com o respeito às leis, chegando a não estacionar o bat-carro em fila dupla, mesmo quando está perseguindo um bandido; só o fazendo quando um policial o autoriza. Eram outros tempos, mas, para quem assistiu quando criança, como eu, lembra com alegria e saudades. Ainda dá para ver a série no canal aberto Rede Brasil, mas, infelizmente, esse canal passa a maior parte do tempo com problemas de sinal. fr
(Fonte: “Guia dos Curiosos” e, principalmente, a Wikipédia.)
 
 

sábado, 21 de setembro de 2019

Brasil continua dominando sul-americano de vôlei masculino

O Brasil conquistou o 32º título sul-americano de vôlei masculino, em 33 edições já realizadas, desde 1951. Este foi o 27º título consecutivo, desde 1967. A única vez que o Brasil não foi campeão foi em 1964, quando não participou.  A decisão foi no sábado, dia 14, em Santiago, no Chile, e a seleção brasileira venceu com uma virada sensacional a Argentina por 3x2, após estar perdendo por 2x0. O jogador brasileiro Alan Souza foi escolhido o melhor da competição. A medalha de bronze ficou com a seleção do Chile, que venceu a Venezuela por 3x0. A campanha vitoriosa:  3x0 Equador (25/10, 25/16 e 25/14), 3x0 Colômbia (25/15, 25/10 e 25/17), 3x1 Argentina (25/23, 25/21, 18/25 e 25/21), 3x0 Chile (25/16, 25/17 e 25/21) e 3x2 Argentina (24/26, 22/25, 31/29, 25/20 e 15/13). fr

Por que justamente neste planeta? 👽 👽 👽

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Colocou o carro onde não devia...

 
No início deste mês, uma pessoa deixou o seu carro no espaço reservado aos carrinhos de um supermercado para ir ao cinema, porque estava atrasada, e o resultado está dando voltas ao mundo. Os funcionários do supermercado colocaram os carrinhos em volta do carro, que ficou totalmente cercado. Quem passou pelo local registrou a cena, como se pode ver acima, na reprodução de uma postagem no facebook. Aconteceu na localidade de Temperley, na zona sul da Grande Buenos Aires, na Argentina. É o chamado “jeitinho”, que existe em todo lugar do mundo, só que, dessa vez, a pessoa se deu mal 😃 😃 😃 (as notícias divulgadas em várias páginas na internet não informam se foi um homem ou mulher)... fr

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Animais de estimação terão microchip e identificação no Rio de Janeiro

           Eu li na internet que, a partir de hoje, os animais domésticos que forem vendidos ou doados no Rio de Janeiro deverão ter uma identificação. É o RGA (Registro Geral de Animais), que conterá os dados do bichinho, como o nome, espécie, sexo, raça e uma foto; além das informações do seu responsável. As pessoas podem acessar a página da prefeitura, e fazer o cadastro na plataforma “Sisbicho”, da Secretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses.
Os animais receberão um implante sob a pele de um microchip, e o serviço será gratuito para os que estiverem castrados. A gratuidade é estendida aos animais que estiverem em tratamento nas unidades da prefeitura de esporotricose, que é uma micose provocada por fungos. Nos demais casos, a implantação do microchip custará 25 reais.

A leitura dos dados do microchip possibilitará facilitar a localização de animais perdidos ou roubados. O microchip em animais já é utilizado em alguns países do mundo, e em outros municípios brasileiros, e é uma exigência para o embarque em voos internacionais. fr

sábado, 14 de setembro de 2019

Dica de livro: "Carmen: uma biografia" (primeira parte)


Carmen: Uma Biografia”, Ruy Castro, São Paulo, Companhia das Letras, 2005, 597 p.

Eu li o livro por curiosidade sobre a artista que sempre fez questão de se dizer brasileira, e que chegou a ser a mais famosa e bem remunerada nos Estados Unidos nos anos 1940 e 1950. Escrevo nestas postagens um pouco do que li, e se os leitores do meu blog se interessarem, fica a minha dica para a leitura do livro. Maria do Carmo Miranda da Cunha nasceu em 9 de fevereiro de 1909, portanto, este ano completou-se 110 anos de seu nascimento. 
Ela nasceu em Várzea de Ovelha, aldeia de São Martinho da Aliviada, concelho de Marco de Canavezes, distrito do Porto, província da Beira Alta, no Norte de Portugal. A família morava de favor em um sobrado de pedra bem pobre, que tinha o térreo e mais um andar, com chão de terra batida e sem água e sem luz. 
Por muito pouco, Carmen não nasceu no Brasil. Olinda, a primeira filha de seus pais, nasceu em 8 de dezembro de 1907, cerca de dois meses antes do assassinato do rei de Portugal, Dom Carlos I. O casal resolveu sair do país para fugir da instabilidade política, e decidiu vir para o Brasil no segundo semestre do ano seguinte. A mãe, Maria Emilia, no entanto, engravidou de Carmen, o que adiou a viagem para algum tempo depois de seu nascimento.  
O apelido “Carmen”, que viria a se tornar anos mais tarde o seu nome artístico, surgiu através do tio materno, Amaro. Ele dizia que a sobrinha era “morena como uma espanhola” e fez uma associação com a personagem de ópera “Carmen”, de Bizet. A partir de então, todos só a chamaram assim. O pai de Carmen, José Maria Pinto da Cunha, à época com 22 anos, e o tio Amaro foram para o Porto, e de lá vieram para o Rio de Janeiro em setembro de 1909, em um navio de carga. Com eles, quase cem outros portugueses vieram de forma legal, além de outros tantos clandestinos abarrotando a terceira classe. 
À época, centenas de pessoas saíram de Portugal em busca de uma vida melhor no Brasil. No Rio, havia aproximadamente 200 mil portugueses, o que representava algo em torno de 20% da população da cidade. José Maria contou com a ajuda de um conterrâneo, que o ajudou a se instalar e o apresentou a outro português, também de Marco de Canavezes. 
Ele passou a trabalhar em sua barbearia, na esquina da atual Av. Rio Branco com a Rua Mayrink Veiga. Entrou como sócio minoritário, participando com o trabalho. A sociedade durou dois anos, quando, a partir de então, José Maria abriu um salão com o cunhado na Rua da Misericórdia nº 70. A mãe, Maria Emilia de Barros Miranda, ficou em Portugal com Carmen e a filha mais velha, Olinda, de dois anos e nove meses. 
O plano de José Maria e Amaro era vir para o Rio de Janeiro trabalhar como barbeiros. Pretendiam trazer a família quando tivessem condições financeiras, o que ocorreu dois meses depois. Carmen chegou ao Rio em 17 de dezembro de 1909, com apenas dez meses e oito dias, com a mãe e a irmã. Elas também vieram em um navio de carga. A mãe passou a trabalhar como lavadeira, para ajudar o marido. 
        O pai de Carmen era austero em casa, mas mulherengo fora dela. E a mãe tinha conhecimento de suas amantes, inclusive a madrinha de uma de suas filhas, Cecilia, foi uma das primeiras. José Maria chegou a se separar para viver com uma delas, retornando depois para casa. Maria Emilia, por sua vez, acreditava que era necessário se conformar, aceitando como algo com que as mulheres deveriam lidar no casamento. 
O casal teve seis filhos: Olinda; Carmen; Mario (“Amaro” “Mocotó”), o primeiro a nascer no Brasil; Cecilia; Aurora e Oscar (“Tatá”). Após o registro de seu xará, o tio Amaro decidiu retornar à Europa, indo para a Inglaterra, e “nunca mais deu notícias”. Dos irmãos, Cecilia, Oscar e Aurora seguiram os passos de Carmen na carreira artística, mas foi Aurora quem conseguiu seguir mais adiante. Ela participou, inclusive, do filme de Walt Disney, “Você já foi à Bahia?” (“The Three Caballeros”), contracenando com os personagens Pato Donald e Zé Carioca. 
Mario foi atleta do remo do Vasco da Gama, chegando a representar o Brasil nas Olimpíadas de 1932, em Los Angeles. A delegação brasileira teve enormes dificuldades financeiras para viajar, chegou atrasada. Mario não conseguiu conquistar nenhuma medalha; assim como nenhum outro atleta brasileiro. Esta acabou sendo a pior participação do país em Olimpíadas. 
       Carmen demonstrou desinibição desde cedo, e falava muitos palavrões, por influência do pai. Ela gostava de cantar nos corais da Igreja e, depois, enquanto trabalhava. Carmen começou a trabalhar ainda menor de idade, no mesmo atelier que a irmã Olinda. Trabalhou também em outras lojas, como uma chapelaria, onde era vendedora de chapéus e gravatas. Aos 14 anos, Carmen abandonou a escola, após completar o ginásio, sendo de todos os filhos a que recebeu uma instrução razoável.   
Quando moraram em uma casa na Travessa do Comércio nº 13, no Arco do Telles, Centro do Rio, a mãe abriu uma pensão em que servia almoços para os trabalhadores. Carmen cantava enquanto ajudava atendendo as mesas. Eu cheguei a almoçar algumas vezes nesse local há alguns anos, evidentemente administrado por outras pessoas. Há algum tempo o imóvel encontra-se fechado, e nem o quadro que fazia referência à cantora está mais lá (pode-se vê-lo em uma das minhas fotos, abaixo). Carmen e sua família moraram neste endereço de 1925 até metade de 1931.  
E foi justamente um dos frequentadores da pensão da mãe, o baiano Anibal Duarte de Oliveira, “vagamente jornalista”, que se encantou com ela. Ele a indicou para um show beneficente em janeiro de 1929, no Instituto Nacional de Música. O violonista e compositor Josué de Barros a ensaiou para a apresentação, e passou a considerá-la sua descoberta, sendo o seu primeiro orientador profissional. Este show foi sua primeira apresentação para uma plateia. A partir daí, Josué de Barros passou a apresentá-la a amigos e a levá-la para se apresentar em programas de rádio, sempre com o consentimento dos pais. 
No mesmo ano, Josué a levou para a gravadora Brunswick, onde Carmen gravou o seu primeiro disco, mas este demorou a ser lançado. Os dois procuraram, então, a gravadora Victor. Em janeiro de 1930, os discos das duas gravadoras foram lançados praticamente juntos no Rio de Janeiro. O da Brunswick não teve grande repercussão, por conta do despreparo da gravadora, mas o da Victor alcançou grande sucesso. 
À época, os discos eram simples, de 78 rpm, com uma única música em cada lado. Era o início de uma carreira de muito sucesso e dinheiro, e de uma rotina de muito trabalho, era o início da artista Carmen Miranda. À medida que recebia seus pagamentos, Carmen foi melhorando a vida de sua família. Ela contratou uma cozinheira para que a mãe não tivesse mais que trabalhar na cozinha de sua pensão. E montou um grande salão na Rua Primeiro de Março nº 95 para o pai, além de comprar um telefone e uma mobília nova para o quarto dos pais. 
Carmen Miranda passou a se apresentar nos teatros de revistas. Em poucos meses, já era uma estrela, com vários discos gravados, e constantes apresentações semanais nas rádios e teatros, passando, também, a ser contratada para fazer propagandas. Carmen já não gravava mais músicas de Josué de Barros, passara a gravar de compositores como Ary Barroso, André Filho, Lamartine Babo, Ismael Silva e Noel Rosa.  
            Em 1932, enfim, conseguiu entrar no mundo do cinema, uma paixão desde criança, quando chegou a se inscrever em um concurso de calouros cinematográficos. A primeira aparição de Carmen Miranda no cinema foi cantando “Bamboleô” no documentário sonoro “O Carnaval cantado de 1932”. Assim como outros, este filme acabou desaparecendo, com a destruição de suas cópias ao longo do tempo. 
        O jovem locutor Cesar Ladeira criou na Rádio Mayrink Veiga o sloganA pequena notável” para Carmen. O “pequena” era sinônimo de garota na época, não era referência aos seus 1.52 de altura. No ano seguinte, ela passou a se apresentar constantemente, e com muito sucesso, em Buenos Aires, onde era chamada de “Carmencita”, inclusive com a irmã, Aurora, também cantora. No final da década de 1930, Carmen apresentava-se nos três Cassinos que existiam no Rio de Janeiro: Copacabana Palace, Cassino da Urca e o Cassino Atlântico.   
E se apresentou com os maiores nomes da música brasileira à época: Francisco Alves, Sylvio Caldas, Carlos Galhardo, Almirante, Dircinha Batista, Orlando Silva, Aracy de Almeida, e sua irmã, claro, Aurora Miranda. O pai de Carmen Miranda morreu em 1938, aos 52 anos, de nefrite aguda e insuficiência cardíaca. Carmen e Aurora não puderam ir ao enterro porque estavam cantando na Argentina. 
            Carmen Miranda iniciou sua carreira internacional em 1939, quando assinou contrato com uma gravadora estadunidense para gravar três discos, ou seja, seis músicas. Foi o início de sua vida nos Estados Unidos, de muito sucesso e de uma rotina estafante. Ela foi contratada para ser uma das atrações de “Streets of Paris”, um espetáculo musical que se apresentou em Boston e Nova Iorque durante meses. Entre os outros artistas contratados, havia uma nova dupla de cômicos, que faria enorme sucesso anos depois: Abbott & Costello. 
Ela levou para acompanhá-la o grupo “Bando da Lua”. Carmen se apresentava também em outras casas e ainda fez o filme “Serenata Tropical” no início de 1940. O esforço fez com que emagrecesse, e desmaiasse em um dia de filmagens. Foi nesta época que passou a tomar medicamentos: estimulantes para ter energia para aguentar os compromissos, e também soníferos para conseguir dormir. 
Carmen Miranda chegou a ser a artista estrangeira e a mulher que mais ganhava dinheiro em todos os Estados Unidos. Muito do que ganhava ia para empresários, outra parte para o Imposto de Renda. Assim como muitos outros artistas nos Estados Unidos, ela não declarava tudo o que recebia como pagamento, bens materiais como carros e joias, por exemplo. E também não guardava recibos de suas despesas. 
Ela chegou a ser multada pelo Leão naquele país, em 1940. Não sabia lidar com os seus lucros, não guardava o dinheiro em bancos, e sim em casa, nem o investia em aplicações. E gastava muito em presentes para os familiares e amigos. Fazia muitos shows, participações em rádio e televisão, gravações de filmes. 
Carmen retornou ao Brasil e ao Rio de Janeiro em julho de 1940, com a intenção de tirar férias e descansar. Mas não conseguiu recusar participar de uma apresentação beneficente no Cassino da Urca, a pedido da esposa do presidente Getúlio Vargas, dona Darcy Vargas. A plateia era composta em grande parte por funcionários do governo, um público diferente do seu, que era bem mais popular. A recepção foi fria e indiferente. Reclamavam que ela teria voltado distanciada das coisas do Brasil. Em função disso, meses depois Carmen gravou ainda no Brasil a música “Disseram que Voltei Americanizada", em resposta. Em outubro, voltou para Nova Iorque, levando a mãe para morar com ela. fr (Continua na postagem abaixo.)