SEJA ÉTICO

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terça-feira, 19 de maio de 2020

Ex-presidente Collor pede desculpas às pessoas que prejudicou em 1990 com o confisco da poupança

           Ontem, dia 18, o senador Fernando Collor de Melo, pediu desculpas, em sua conta no Twitter, pelo confisco das contas de poupança, logo no dia seguinte em que tomou posse como presidente da República, em janeiro de 1990. “Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos.” À época, foram bloqueados por 18 meses valores que excediam a NCz$ 50.000, ou seja, cinquenta mil cruzados novos, em contas correntes; de poupança; ou depósitos de overnight, um investimento no mercado financeiro.
Muita gente teve suas vidas arruinadas da noite para o dia, inclusive muitos sofreram ataques cardíacos ou se mataram por verem suas economias de anos serem bloqueadas. Collor acabou com a vida de milhares de famílias. E ficamos, também, sabendo depois que o governo avisou muitos empresários e amigos na véspera para que retirassem seu dinheiro, antes da decretação da medida. Um dos maiores e mais vergonhosos crimes contra a população na história brasileira.
Eu mesmo tive dinheiro bloqueado em minha conta de poupança, dinheiro que eu poupava mês a mês para poder um dia comprar meu apartamento, o que eu somente pude vir a fazer anos mais tarde. E, para piorar, depois dos 18 meses, o dinheiro somente nos foi devolvido em 12 vezes. E devolvido a menos, tanto que o Poder Judiciário foi inundado nos anos posteriores por milhares de ações contra o prejuízo. Outra vergonha, já que as pessoas precisaram recorrer à Justiça, já que os governos seguintes não obrigaram os bancos a fazê-lo.
Eu fui, novamente, prejudicado, porque tive a infelicidade de entrar na Justiça com um advogado desonesto e incompetente, e acabei não conseguindo reaver as perdas, e ainda tive novo prejuízo. Graças a Deus, eu, com saúde, posso tocar minha vida à custa do meu trabalho. O prejuízo a gente recupera, trabalhando. Mas os responsáveis ficaram livres, sem nenhuma punição.
O então presidente Fernando Collor, que acabou sofrendo um impeachment, em 1992, e ficou apenas oito anos afastado da política, voltou e atualmente é senador por Alagoas. A então ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello, prima do então presidente, continua vivendo tranquilamente em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Nenhum deles foi punido pelo crime do confisco, que destruiu a vida de milhares de famílias brasileiras. Uma vergonha tudo isto acontecer em nosso país. Em outros lugares, onde o rigor da Lei não fica apenas no papel, essa gente teria sido punida!  fr

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Testes iniciais são positivos para fabricação de uma vacina contra o novo coronavírus

             O mundo inteiro está paralisado de medo por conta do novo coronavírus, as economias paradas e grande parte da população mundial trancada em suas residências. Mas, em meio a tantas notícias ruins que se ouve e lê na imprensa, hoje eu vejo uma notícia muito boa. A empresa de biotecnologia ‘Moderna’, dos Estados Unidos, anunciou que conseguiu resultados preliminares positivos em testes na fase inicial de uma vacina contra o novo coronavírus, em um pequeno grupo de oito voluntários saudáveis. As pesquisas ainda estão sendo realizadas, mas, claro, é uma boa notícia.
            Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), atualmente estão sendo desenvolvidas 118 vacinas contra o novo coronavírus no mundo. É previsto para julho, o início de testes com milhares de voluntários. No processo de pesquisa, existem algumas etapas a serem ultrapassadas até a criação e distribuição de uma vacina para a população mundial.  
           Após garantir a segurança do uso da vacina em seres humanos, é necessário obter o seu registro sanitário. Somente, então, ela poderá ser distribuída no mundo. Em entrevista ao jornal The New York Times, o diretor médico da empresa afirmou que, se tudo der certo, a distribuição de uma vacina contra o coronavírus poderá ser iniciada no final ainda deste ano, ou no início de 2021. Vamos torcer muito!
           O Brasil já é o terceiro país onde mais morrem pessoas vítimas do Covid-2019 no mundo. Até o momento, foram confirmados 256.523 contaminados no país, 100.459 recuperados e 16.895 mortes. Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro são onde são registrados mais óbitos. No mundo, o total de confirmados é de 4.805.430 pessoas, 1.787.539 recuperadas e 318.554 mortes. fr

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Que é do sorriso?

QUE É DO SORRISO?
Cecília Meireles
 
            Chegou o amigo estrangeiro, andou pela cidade, tomou bondes, lotações, fez compras, visitou repartições públicas, ouviu dizer por toda parte: “Vamos ao teatro? Vamos ao teatro?” – e foi também ao teatro. Enfim, portou-se mais do que como bom turista: como bom amigo desta cidade que ele admira e ama. Depois, perguntou-me, com extrema delicadeza: “Que é do sorriso que vocês tinham antigamente? Que é do sorriso que eu sempre encontrava no Rio? Procuro-o por aqui e por ali – e não o vejo mais!”
            Eu nunca tinha notado que fôssemos tão sorridentes. E comecei a prestar atenção. E a indagar. Na verdade, achei as senhoras de testa franzida; e as que a não franziam, temendo rugas, tinham um olhar tão severo que me inspirava algum terror. Fui conduzindo suavemente o meu inquérito: “Que é do seu sorriso? Daquele sorriso de outrora... isto é, do começo do ano... do mês passado...?” As senhoras ficaram impacientes: “Que sorriso? Como se pode sorrir com o preço do bife e uma casa em que todos só querem comer filé mignon? Quem é que pode sorrir olhando para um quilo de carne de baleia?”
Com pessoas idosas, divaguei acerca do nosso desaparecido sorriso, e cada uma tinha suas amarguras: veja as filas para a condução! veja os preços dos remédios! veja as lambretas! veja a praia de Copacabana! veja o strip-tease! veja isto, veja aquilo...
Assim, do setor econômico-financeiro íamos deslizando para o da educação. Mas não paramos aí, porque havia quem dissesse: “Veja fulano! sicrano! beltrano! veja as leis! veja o abuso das leis!” – “Veja os partidos! veja a demagogia! tem ouvido os discursos? tem lido os jornais?” – e assim, já nos caminhos (tortuosos) da política, íamos encontrar explicações para esta coisa tão pequena: um sorriso desaparecido.
Por fim, falaram os jovens. Estavam todos desgostosos. Uns com o motor do carro, outros com o corte dos cabelos, alguns por não terem sido premiados nisto ou naquilo, outros por não terem sido promovidos; este, porque lhe roubaram uma ideia; aquele, porque fez um mau negócio.
Depois, havia o dólar, havia as explosões atômicas, medos, mentiras, ambições... Havia o país e o mundo refletindo-se nesta boa cidade amável de outrora. Como podiam sorrir os seus habitantes?
Notei que, na verdade, ninguém mais sorri. Mesmo as jovens belezinhas, carregando seus penteados e colares, quando querem fazer um jeitinho gracioso com a boca – seja pelas tintas, pelos dentes ou mesmo pelas disposições gerais, fazem apenas uma careta moderna, que nos causa tristeza. Que é do antigo sorriso? – Que é do sorriso? – Quando voltará?

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Dica de filme: "O que fazer?"

O QUE FAZER? (“The angriest man in Brooklyn”)
EUA, 2014, Drama, Comédia
Direção: Phil Alden Robinson
Com: Robin Williams, Mila Kunis, Peter Dinklage
Henry Altmann (Robin Williams) tornou-se uma pessoa amarga após a morte de um filho e afasta-se de outro, que prefere seguir a carreira de dança a trabalhar com ele no seu escritório de advocacia. O relacionamento com a esposa também desmorona. Em uma consulta que deveria ser de rotina, ele é atendido pela jovem doutora Sharon Gill. Ela substituiu o colega em um plantão, para que ele comemorasse o aniversário de casamento, sendo eles amantes. Durante a consulta, bastante irritado por aborrecimentos no caminho para o hospital, Henry reclama com a médica pela demora do atendimento. A médica, por sua vez, desanimada com a sua vida pessoal e profissional, informa, já sem paciência, que ele estava com uma doença terminal, e somente teria 90 minutos de vida. Saindo do hospital, Henry procura se despedir das pessoas que julga importante em sua vida, e da família, mas se dá conta do quanto se afastou delas. fr

O que fazer?

sábado, 9 de maio de 2020

Brasil já tem mais de 10.000 mortes pela Covid-2019, enquanto os políticos brigam entre si

          Enquanto o presidente da República descumpre todas as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e passa péssimos exemplos à população, o número de mortes por conta da Covid-2019 no Brasil só aumenta. Hoje, o Ministério da Saúde informou que já morreram 10.627 pessoas no país em decorrência da contaminação pelo novo coronavírus, sendo 730 mortes somente nas últimas 24 horas. E já foram registradas 155.939 casos de contaminação, no total. Claro, estes são apenas números oficiais, a situação é muito pior, já que não estão sendo feitos testes em massa. 

O Brasil já é o sexto país com mais mortes em decorrência do novo coronavírus em todo o mundo. À frente, estão os Estados Unidos, com 78.320 pessoas; Reino Unido, 31.662; Itália, 30.395; França, 26.313 e a Espanha, com 26.299 mortes. Este levantamento foi feito pela Universidade Johns Hopkins, no estado de Maryland, nos Estados Unidos, considerada uma instituição de referência nas pesquisas sobre a doença. É muito triste tudo isso. O Brasil precisa de lideranças que vejam o interesse maior da população, e não os seus próprios. E deixem de ficar brigando por questões políticas mesquinhas, colocando a população em risco. É urgente salvar vidas! fr

sexta-feira, 8 de maio de 2020

"Marvin" (Titãs)

"Marvin"
Titãs
Composição: R. Dunbar, G. N. Johson, Nando Reis e Sérgio Britto
 
Meu pai não tinha educação
Ainda me lembro, era um grande coração
Ganhava a vida com muito suor
E mesmo assim não podia ser pior
Pouco dinheiro pra poder pagar
Todas as contas e despesas do lar
Mas Deus quis vê-lo no chão
Com as mãos levantadas pro céu
Implorando perdão
Chorei, meu pai disse: "Boa sorte",
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
E disse
"Marvin, agora é só você e
não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer"
Três dias depois de morrer
Meu pai, eu queria saber
Mas não botava nem um pé na escola
Mamãe lembrava disso a toda hora
Todo dia antes do sol sair
Eu trabalhava sem me distrair
Às vezes acho que não vai dar pé
Eu queria fugir, mas onde eu estiver
Eu sei muito bem o que ele quis dizer
Meu pai, eu me lembro, não me deixa esquecer
Ele disse
"Marvin, a vida é pra valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino eu sei de cor"
E então um dia uma forte chuva veio
E acabou com o trabalho de um ano inteiro
E aos treze anos de idade eu sentia
todo o peso do mundo em
minhas costas
Eu queria jogar mas perdi a aposta, e
Trabalhava feito um burro nos campos
Só via carne se roubasse um frango
Meu pai cuidava de toda a família
Sem perceber segui a mesma trilha
Toda noite minha mãe orava
"Deus, era em nome da fome
que eu roubava"
Dez anos passaram, cresceram
meus irmãos
E os anjos levaram minha mãe
pelas mãos
Chorei, meu pai disse: "Boa sorte"
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
Ele disse
"Marvin, agora é só você
E não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer".
"Marvin, a vida é pra valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino eu sei de cor".

quarta-feira, 6 de maio de 2020

"O Mistério dos MMM"

“O Mistério dos MMM”, Orígenes Lessa e outros; Rio de Janeiro, Ediouro, Coleção Prestígio, 125 páginas.
 
Este é um livro escrito a 20 mãos. São dez capítulos, e cada um é de autoria de um autor distinto. Os autores são: Viriato Corrêa, Dinah Silveira de Queiroz, Lúcio Cardoso, Herberto Sales, Jorge Amado, José Condé, João Guimarães Rosa, Antônio Callado, Orígenes Lessa e Rachel de Queiroz. O primeiro deu início à estória, e os seguintes foram dando continuidade, à sua maneira. “O Mistério dos MMM” é de 1964, e a coordenação foi de João Condé, que, em prefácio, afirma não ter passado aos autores nenhum roteiro prévio, e que “cada um procurou criar as situações mais embaraçosas para o outro”. O livro é um suspense policial, desenvolvido na cidade do Rio de Janeiro. Em uma quarta-feira de Cinzas, dois corpos são encontrados no apartamento de um banqueiro, em Copacabana. Na realidade, o corpo de um homem e a perna, amputada no joelho, de uma mulher. No local, foram encontrados maços com cartas de três diferentes mulheres, todas assinadas pela letra M, e que indicam ter relação com os crimes. A partir daí, os crimes tomam as manchetes dos jornais cariocas, e a polícia é desafiada a descobrir quem os cometeu. fr

terça-feira, 5 de maio de 2020

Dica de filme: "Janela indiscreta"

JANELA INDISCRETA ("Rear window")
EUA, 1954, Suspense, Hitchcock
Direção: Alfred Hitchcock
Com: James Stewart, Grace Kelly, Raymond Burr, Thelma Ritter, Wendell Corey

Eu gosto muito deste filme, um clássico, já vi algumas vezes. L. B. Jeffries (James Stewart) é um fotógrafo profissional, acostumado a viajar pelo mundo para fazer perigosas coberturas jornalísticas. Após ter quebrado a perna em uma delas, ele é obrigado a ficar em seu apartamento, sem ter nada para fazer. A sua única opção para passar o tempo é ficar olhando de sua janela para os apartamentos dos prédios em frente.
           Com o tempo, acaba conhecendo um pouco da vida de cada um dos vizinhos. Mas, o que chama mais a atenção dele, é o vendedor de joias Lars Thorwald (Raymond Burr), que, após desentendimentos com a esposa, é visto por ele saindo de madrugada carregando uma mala. No dia seguinte, o vizinho despacha um grande baú, e, com o desaparecimento da sua esposa, uma mulher que necessitava de cuidados médicos, Jeffries passa a desconfiar que ela foi assassinada.
           O fotógrafo, então, pede ajuda a um amigo, o detetive Thomas J. Doyle (Wendell Corey), que passa a investigar o suspeito. As suas desconfianças passam a ganhar cada vez mais força. A namorada, Lisa Fremont (Grace Kelly), e a enfermeira Stella (Thelma Ritter), que visitam Jeffries diariamente, passam a se envolver na busca da verdade. Os três acabam por se arriscar demais, colocando as suas vidas em risco quando Thorwald descobre estar sendo espionado.
           O filme “Janela Indiscreta” recebeu quatro indicações para o Oscar de 1955, mas não venceu em nenhuma das categorias: Diretor, Roteiro Adaptado, Fotografia – Cor e Mixagem de Som. O diretor Alfred Hitchcock faz a sua tradicional aparição neste filme, no apartamento de um dos vizinhos de Jeffries. É uma das suas marcas, e a gente fica esperando ele aparecer.
           Os prédios onde os vizinhos apareciam, sempre de longe, fazem parte de um cenário de filmagens em um dos estúdios da Paramount. Em 1998, a rede de televisão ABC, dos Estados Unidos, fez uma refilmagem, com o personagem principal sendo interpretado por Christopher Reeve, mais conhecido pelos filmes em que fez o Super-Homem. Eu assisti a esse filme, mas não gostei muito. É inevitável a comparação com o clássico. fr

Janela indiscreta (1954)

domingo, 3 de maio de 2020

Frases: Charles Bukowski


“Se conseguistes enganar uma pessoa, isso não significa que ela seja tola, isso significa que ela confiou em você mais do que você merecia.”
 
 
CHARLES BUKOWSKI, poeta e romancista.
 
 

terça-feira, 28 de abril de 2020

Garrincha é escolhido a melhor atuação em Mundiais, e defesa de Jefferson a mais difícil da seleção brasileira

A página do Globo Esporte na internet realizou duas enquetes neste período de quarentena devido ao coronavírus. Em uma, perguntou qual a melhor atuação individual de um jogador em Copa dos Mundos. Garrincha, no Mundial de 1962, em que o Brasil foi bicampeão, foi o vencedor, com 32,54% dos votos, ou seja, praticamente um terço do total. O craque do Botafogo venceu nomes como Romário, em 1994 (2º colocado, com 23,42%); Ronaldo, em 2002 (19,08%); Maradona, em 1986 (12,93%); Pelé, em 1970 (7,54%); Zidane, em 1998 (2,14%); Paolo Rossi, em 1982 (1,45%); Iniesta, em 2010 (0,36%); Cannavaro, em 2006 (0,27%) e Mbappé, em 2018 (0,27%). 
          A outra enquete perguntou qual foi a maior defesa de um goleiro de seleção brasileira. Foi realizada no domingo passado, dia 26, quando se comemorou o dia do goleiro, data escolhida em homenagem ao Manga, que defendeu o Botafogo e a seleção brasileira. O vencedor foi outro jogador do Botafogo, o Jefferson, com 47,79% dos votos, ou seja, quase metade do total. A defesa foi no jogo em que o Brasil derrotou a França por 3x1 em amistoso realizado no dia 26 de março de 2015, no Stade de France, em Paris. Jefferson superou goleiros como Marcos, em 2002; Félix, em 1970; Leão, em 1974; e Taffarel, em 1990 e 1998. fr

domingo, 26 de abril de 2020

Os melhores programas da TV brasileira (03) - CHAVES e CHAPOLIN COLORADO


        O programa mexicano “Chaves” (“El Chavo del Ocho”) é um clássico da televisão. Está sendo exibido há quase quatro décadas no Brasil, com muito sucesso e conseguindo criar públicos novos em diferentes gerações. São sempre os mesmos episódios, as mesmas piadas, e, mesmo assim, a audiência é grande, entre crianças e adultos. Eu gosto de assistir sempre que dá, e ao “Chapolin Colorado” (“El Chapulín Colorado”) também, mesmo preferindo mais o primeiro. A gente liga a televisão e só assiste notícias ruins sobre violência, doenças, tragédias e corrupção; é necessário procurar uma distração, principalmente quando não tem nada de mais interessante para ver em meio de tantos canais à disposição.
E até mesmo algumas situações mostradas nos programas que são bastante condenáveis não impedem de eu gostar de assistir. Havia bullyng contra gordos, fanhos, pessoas de idade ou com menos beleza; e a dona Florinda esbofeteava o Seu Madruga praticamente em todos os episódios, em uma atitude totalmente violenta e covarde. O Seu Madruga batia nas crianças, e não gostava de trabalhar, além de fumar; vício, aliás, que acabou matando o ator que o interpretava, Ramón Valdés, em 1988, aos 64 anos. O professor Girafalez também fumava, até mesmo em sala de aula.
         O criador de “Chaves” e “Chapolin Colorado” foi Roberto Gómez Bolaños, comediante, ator, diretor e roteirista, entre outras atividades que desempenhou. Bolaños interpretou Chaves e Chapolín Colorado. A primeira vez que o personagem Chaves foi ao ar na televisão mexicana, através do Canal 8, a Televisión Independiente de México, foi no dia 20 de junho de 1971, ou seja, ano que vem completará 50 anos.
Inicialmente Chaves era apenas um quadro do programa ‘Chesperito’, referência ao apelido que lhe deram, por ser considerado um gênio da criação, assim como Shakespeare; o pequeno Shakespeare, por conta de sua baixa altura. Com o sucesso que alcançou, de apenas quadro passou a ter um programa só seu. O mesmo ocorreu com Chapolin Colorado. Eu assisti a uma entrevista do ator Edgar Vivar, intérprete do Senhor Barriga e do Nhonho, em que ele disse ser Roberto Bolaños o responsável por todos os textos, por todas as falas dos personagens.
          Anos antes, Bolanõs já tinha outros programas de humor no Canal 8, como “El ciudadano Gómez” e “Sábados de la fortuna”, junto a alguns dos atores com os quais viria a contracenar em “Chaves” e “Chapolin Colorado”. Em janeiro de 1973, o Canal 8 uniu-se ao Telesistema Mexicano, dando origem à Televisa, um dos maiores grupos de comunicação do mundo.  O primeiro episódio do programa “Chaves” foi lançado pela Televisa em 26 de fevereiro de 1973, e o último em 7 de janeiro de 1980. Não houve uma despedida, foi um episódio normal. A emissora passou, então, a exibir as suas estórias como um quadro do programa “Chesperito”, até 12 de junho de 1992.
O programa próprio do “Chapolin Colorado” também estreou em 1973, terminando em 1979. Mas, ao contrário de “Chaves”, Roberto Bolaños fez um episódio especial, de despedida, exibido pela Televisa em 14 de outubro daquele ano. Chapolin também voltou a fazer parte do programa “Chesperito”, como quadro, até 1992. O programa “Chesperito” terminou em 1995, quando a Televisa quis tirá-lo do horário nobre, colocando novelas em seu lugar; Roberto Bolaños não gostou, e decidiu encerrá-lo.
 Em “Chaves”, as estórias ocorrem em uma vila, e seus moradores estão sempre em conflito. Chaves é um menino pobre, de 8 anos, interpretado por Bolaños, constantemente com fome e roupas velhas. Órfão, está todo dia na vila, mas não se esclarece onde ele mora, nem com quem. Em pelo menos um episódio, ele diz que não mora no barril de madeira, onde ele costuma entrar quando está chateado, e sim na “casa 8”, mesmo número da emissora onde tudo começou, daí o nome da série, “El Chavo del Ocho”. Mas nunca ficou esclarecido quem é o responsável pelo menino. É algo que nunca foi bem explicado, afinal, como é que uma criança de oito anos estava sempre com fome, mal vestido e nenhum parente ou responsável cuidava dele? kkkkkkk
“Chavo” em espanhol significa menino, garoto, com o sentido de levado. A tradução no Brasil preferiu passar para “Chaves”, provavelmente pela semelhança fonética, vai entender... Mas, na realidade, o nome verdadeiro do menino nunca foi revelado, acredito mesmo que Roberto Bolaños não tenha tido a intenção de colocar um nome nele. A música tema da abertura de “Chaves” é ‘The Elephant Never Forgets’, do francês Jean-Jacques Perrey. A direção dos programas, em sua maioria, foram de Enrique Segoviano, e do próprio Roberto Bolaños. 

Uma curiosidade: em um episódio em que as crianças brincam no salão de cabeleireiro onde o Seu Madruga está trabalhando, o Chaves daria apenas uns cortes no cabelo da Chiquinha. Mas, na realidade, Roberto Bolaños acabou cortando mais do que a María Antonieta de las Nieves esperava. kkkkkkk Assista ao vídeo abaixo.
Entre os outros personagens principais estão o Quico, o filho mimado e invejoso da Dona Florinda, uma viúva que nutre um interesse mútuo pelo professor Girafales, mas que nunca sai do flerte. A Chiquinha é a mais esperta de todas as crianças, é apaixonada pelo Chaves, mas não é correspondida. O seu pai, o Seu Madruga, é viúvo, não gosta muito de trabalhar, e está sempre com muitos meses de aluguel atrasado para o proprietário da vila, o Seu Barriga. A Dona Clotilde, mais conhecida pelas crianças como “Bruxa do 71”, é uma senhora solteira e apaixonada pelo Seu Madruga.
Chapolin Colorado é um herói atrapalhado, medroso, mas determinado a ajudar quem passa por problemas, bastava se lamentar: “Oh! E agora, quem poderá me defender?”. Roberto Bolaños quis brincar com os tradicionais super-heróis dos vizinhos Estados Unidos, com seus super poderes, equipamentos modernos e praticamente perfeitos. Chapolin é o herói humano, que tem medo, mas enfrenta as situações, mesmo sem super poderes. Uma de suas marcas é o uso constante de bordões: "Não contavam com minha astúcia!", "Sigam-me os bons!", "Aproveitam-se de minha nobreza!", "Suspeitei desde o princípio!", "Fiz intencionalmente para…",  "Todos os meus movimentos são friamente calculados" e "Não criemos pânico!".  
Os programas de Bolaños foram exportados para diversos países do mundo, e com muito sucesso. Assim como no México, onde elevaram a audiência do Canal 8, depois a da Televisa, no Brasil ocorreu o mesmo, com o SBT conseguindo ótimos resultados. A emissora de Silvio Santos exibe os programas desde agosto de 1984, alterando várias vezes os horários desde então, seja de manhã, de tarde, de noite e, até, de madrugada. O irônico é que ‘Chaves’ e ‘Chapolin Colorado’ vieram como contrapeso, junto a novelas compradas pela emissora brasileira. O SBT talvez nem os comprasse.

Na televisão paga, os programas já foram exibidos pelos canais Cartoon Boomerang, TBS e o mexicano TLN Network, que deixou de operar no Brasil. E desde maio de 2018, o Multishow,  canal da Globo, vem exibindo com exclusividade para a televisão paga os programas, inclusive alguns que não tinham sido mostrados no SBT. O sucesso dos programas foi tão grande que os atores passaram a viajar para se apresentar em vários países do mundo.
Carlos Villagrán, o Quico; María Antonieta de las Nieves, a Chiquinha; Édgar Vivar, o Seu Barriga, e Rubén Aguirre, o professor Girafales vieram várias vezes ao Brasil para se apresentar em shows e dar entrevistas à televisão. Florinda Meza somente veio ao Brasil após a morte de Bolaños, em 2015. E Bolaños somente esteve no Brasil uma única vez, em 1981, e ainda assim de passagem, quando esteve em Foz do Iguaçu por dois dias, a caminho do Paraguai.
Em 1992, Bolaños e os demais atores de “Chaves” viriam para uma turnê ao Brasil, mas devido a instabilidade do governo Fernando Collor de Mello e ao confirsco da poupança e investimentos, a viagem foi cancelada. Mais uma para colocarmos na conta desse infeliz governo! E os personagens foram da televisão para as revistas em quadrinhos, desenhos na televisão, brinquedos, jogos virtuais, livros e muitos outros produtos.
         Em 1978, o ator Carlos Villagrán saiu do grupo, deixando de participar dos programas. Ele reivindicou para si os direitos de criação do seu personagem, aifrmando que foi ele quem criou as características marcantes do Quico, como as bochechas salientes e o choro na parede, por exemplo. Villagrán processou Roberto Bolaños, mas perdeu a ação. Villagrán preferiu, então, ir para a Venezuela anos depois, onde passou a fazer programas seus, com Ramón Valdés, alterando a grafia do nome do personagem, que passou a se chamar Kiko. Don Ramón chegou a voltar a fazer “Chaves”, por um tempo, antes de morrer.
        Carlos Villagrán deu várias entrevistas afirmando que Bolanõs e os outros colegas tinham ciúmes por ele fazer mais sucesso, atraindo mais atenção e carinho dos fãs e da imprensa, no México e nos países aonde iam. Também se diz que o fato de Villagrán ter namorado a colega de elenco, Florinda Meza, com quem Bolaños veio a secasar, teria sido uma das razões do desentendimento entre os dois.
          Roberto Bolaños viveu com Florida Meza durante 27 anos, após o término do seu primeiro casamento, com Graciela Fernández Pierre, com quem teve seis filhos. Ele próprio reconheceu não ter sido fiel à esposa durante o relacionamento. Separam-se, mas o divórcio mesmo somente ocorreu em 2004, para ele poder casar-se com Florinda, com quem não teve filhos, pois fez uma vasectomia antes de conhecê-la.
Villagrán e Bolaños ficaram anos sem se falar, somente se reencontrando em um especial em homenagem a Chesperito na Televisa em 2000. Mas, depois disso, Carlos Villagrán teria voltado a fazer comentários que desagradaram a Bolaños, e os dois nunca mais se falaram. Com a saída de Quico do programa, Bolaños fez algumas mudanças. A dona Florinda, mãe de Quico, abriu um restaurante, passando a aparecer mais fora da vila. Jaiminho, o carteiro, interpretado pelo ator Raúl Padilla  entrou no programa, fazendo muito sucesso.
         Outra briga no elenco ocorreu a partir de 2002, entre María Antonieta de las Nieves e Bolaños, também por disputa de direitos de personagem. Bolaños não renovara os direitos sobre a Chiquinha durante dez anos, e, ao descobrir isso, Antonieta registrou os direitos. Assim como Villagrán, afirmou ter sido ela quem criou as características da personagem. Foi processada por Roberto Bolaños. Após anos de disputa judicial, a atriz conseguiu ter os direitos, mas a amizade nunca mais voltou a ser o que era. E, por isso, a personagem Chiquinha ficou de fora da série de desenho animado do “Chaves”, criada em 2006.  
         Roberto Bolaños faleceu no dia 28 de novembro de 2014, aos 85 anos, em sua casa em Cancún, no México, vítima de parada cardíaca. Ele sofria de problemas respiratórios graves, e no último ano respirava com ajuda de um cilindro de oxigênio. O corpo de Bolanõs foi velado no Estádio Azteca, com a presença de milhares de pessoas. Assim como foram inúmeras as homenagens que recebeu no mundo todo. Bolaños foi enterrado na cidade do México. fr  (Fonte de referência principal: Wikipédia.)
 
 
Além de Roberto Gómez Bolaños (1929-2014), o Chespirito, os atores principais das duas séries são:
Ramón Antonio Estebán Gómez de Valdés y Castillo, o Don Ramón (1923-1988); Seu Madruga.
Florinda Meza García Gómez Bolaños (1949), a Dona Florinda e Pópis.
Carlos Villagrán Eslava (1944), o Quico.
María Antonieta de las Nieves (1950), a Chiquinha e Dona Neves.
Édgar Vivar Villanueva (1944), Seu Barriga e Nhonho.
Rubén Aguirre Fuentes (1934-2016), o Professor Girafalez.
María de los Ángeles Fernández Abad, a Angelines Fernández (1922-1994), a Bruxa do 71. Espanhola, nascida em Madrid.

Chaves lendo uma carta para o Seu Madruga (que confusão!) 😂 😂 😂

Chaves vendendo jornais e revistas

Professor Girafalez e os desenhos do Chaves e do Quico 😊 😊 😊

Abertura de "Chaves" no SBT

Abertura de "Chaves" no Multishow

Abertura de "Chapolin Colorado" no SBT

Abertura de "Chapolin Colorado" no Multishow

Roberto Bolaños corta de verdade o cabelo de María Antonieta

Atores de "Chaves" em turnê no Chile

"The Elephant Never Forgets" (Música-tema de "Chaves")

Roberto Bolaños e Edgar Vivar como o gordo e o magro

Chompiras e Peterete

sábado, 25 de abril de 2020

Férias cariocas

FÉRIAS CARIOCAS
Carlos Eduardo Novaes
 
            Amanhã, se Deus quiser, desço a cortina do estúdio, boto a capa na máquina de escrever e desapareço para merecidas e reparadoras férias. Enfim, vou realizar um velho sonho: passar as férias no Rio de Janeiro.
            Nunca imaginei que fosse tão difícil um cidadão passar as férias na sua própria cidade. Nos meus anos de casado, quando anunciava meu propósito, Ana botava a boca no trombone. Lembro-me do último verão que passamos juntos: na noite em que lhe informei meu desejo de passar as férias no Rio, os vizinhos, tenho certeza, custaram a dormir.
            - Nunca! Berrou Ana. – Qual é a graça? Se morássemos em São Paulo ou Buenos Aires, tá certo... mas morando aqui?
            Tentei ponderar. Disse a Ana que, sendo carioca, jamais consegui usufruir de umas férias no Rio. Isso estava me deixando traumatizado. Gostaria de desfrutar do Rio como turista. Quero conhecer minha própria cidade.
            - Você ficou maluco? Nem pensar! Nós vamos para o Caribe. O Rio eu já conheço!
            - Agarrei-me à frase de Ana com unhas e dentes. Conhece mesmo? – perguntei. – Já foi ao Pão de Açúcar?
            - Uma vez... eu tinha dois anos.
            - Não conta. Já esteve no Corcovado?
            - Nunca.
            - Já visitou o Museu Histórico Nacional?
            - Onde é que fica?
            - Já foi à praia de Grumari?
            - Eu nasci no Leblon.
            Já esteve na Ilha de Paquetá? No Mirante das Canoas? Na Casa da Marquesa de Santos? Já viu um show de mulatas? Então como é que você diz que conhece o Rio? Foi minha vez de contra-atacar:
            - Você conhece é três ou quatro pedaços de praia, dois supermercados, meia dúzia de estacionamentos, alguns congestionamentos e um punhado de butiques em Ipanema.
            Esforcei-me para vender a ideia à Ana. Vai ser ótimo, vamos conhecer todos esses lugares, vamos poder nos isolar por uns tempos. Nessas férias não quero encontrar ninguém.
            - Você acha que vai ser possível?
            - Claro. A gente só encontra conhecidos em Recife, Porto Seguro, Nova Iorque. Você acha que algum amigo nosso frequenta o Museu do Índio?
            Ana investiu contra a cidade: o Rio é massacrante.
            - Um evidente exagero. Se fosse não viria tanta gente para cá, Ana. Morro de inveja desse pessoal. Às vezes penso como seria bom morar em Juazeiro só para poder passar as férias no Rio. Você não nota os turistas nas ruas? Tudo alegre, bem disposto. Deve haver por aí, escondido, um lado da cidade que só os turistas conhecem. Quem sabe, a gente descobre e também fica alegre e bem disposto?
            Ana afinal concordou, sem muito entusiasmo: ir de sua casa em Laranjeiras até um hotel em Copacabana não era bem a viagem dos seus sonhos. Fiz reserva num hotel da Avenida Atlântica para ficar perto da praia. Depois liguei a um amigo que se gabava de conhecer o Rio a fundo para pedir algumas dicas. Ele me passou o nome de alguns bares e restaurantes.
            - Mas esses lugares são exatamente os que frequentamos todas as semanas! – reagi.
            A solução foi telefonar para uma amiga paulista. Informou-me sobre tantos locais desconhecidos que pensei estivesse se referindo a outra cidade. Disse-lhe que só dispunha de 30 dias de férias. Mas depois você permanece no Rio, não?
            - Sim – respondi – mas só tenho coragem de ir a esses lugares disfarçado de turista. Já imaginou se alguém me vê tirando fotos do Monumento aos Pracinhas?
            Arrumamos as malas, pegamos um táxi, e nos mandamos para Copacabana. Eu estava realmente excitado. No caminho, perguntei a Ana se levava a máquina de fotografar. Ao passarmos pela porta do prédio de D. Geninha, no Flamengo, Ana lembrou que eu não havia me despedido de mamãe. Bati a mão na testa, desolado com o esquecimento. Logo porém recuperei-me:
            - Não tem problema, quando chegarmos lá, mando um postal. Duvido que ela já tenha recebido um postal do Corcovado.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

É muito importante o uso de máscaras quando sair de casa

Em época de disseminação do coronavírus, é muito importante que as pessoas usem máscaras para evitar o contágio pelas gotículas microscópicas que são expelidas quando uma pessoa tosse ou espirra. Os especialistas orientam que as máscaras não são para proteger quem as usa, mas para evitar a transmissão para outras pessoas. Por isso, é necessário que todos usem máscaras, é uma maneira de cada um não ser contaminado, porque as outras pessoas também estarão usando. Como as máscaras cirúrgicas são indicadas para os profissionais de saúde, as pessoas estão sendo estimuladas a fazerem as suas próprias máscaras, de pano. A minha mãe fez algumas, e ficaram show! Até o dia de hoje, ela ainda não precisou usar, porque estamos em quarentena, e somente eu tenho saído, quando é necessário ir às compras ou à farmácia. Algumas pessoas estão fazendo máscaras e vendendo. Eu já assisti até um vídeo em que uma moça ensina as pessoas a fazerem uma máscara de pano com a manga de uma camisa, aconselhando que usem tecido 100% algodão. Ou seja, a máscara precisa ser funcional, não precisa ser cara.  fr   

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Lembrança dos picolés da infância... 😍

Quando criança, lembro de picolés que tinham palitos plásticos coloridos, que eram para serem encaixados uns nos outros e formar alguns objetos, como casas, por exemplo. Eu gostava daqueles palitos, mas era muito pequeno para formar alguma coisa mais elaborada, pelo menos que eu me lembre.  😊 😊 Durante um tempo, teve também os palitos de madeira com prêmios. Eu lembro que até cheguei a ganhar alguns picolés grátis, mas nada além disso. Pesquisei na internet, e vi que os primeiros, de plástico, eram da Kibon, e os premiados da Yopa; não sei se a Kibon também chegou a fazer essa promoção. E tem até pessoas vendendo esses palitos na internet. Com certeza para pessoas que pegaram essa época, e querem relembrá-la. fr

terça-feira, 21 de abril de 2020

Há 35 anos: Ayrton Senna vence o primeiro GP de Fórmula 1

          Hoje, comemora-se a primeira vitória de Ayrton Senna na Fórmula, há 35 anos. No dia 21 de abril de 1985, pilotando pela Lotus, Senna venceu o Grande Prêmio de Portugal, liderado por ele do início ao fim, tendo feito a pole position e a volta mais rápida. Aquele domingo foi também um dia histórico para o Brasil por outro motivo. Naquele dia, morreu o presidente eleito indiretamente, Tancredo Neves, o primeiro após 21 anos de ditadura militar. O vice, José Sarney, assumiu.
A corrida foi durante forte chuva, e, anos depois, o piloto comentou como ele aprendeu a correr na chuva: 
- Lembro-me da minha primeira corrida de kart na chuva. Foi um desastre, uma piada total. Eu não conseguia fazer nada, com toda a gente me passando por todo o lado. Era estranho, porque no seco eu era bastante bom. Nesse dia vi que não sabia nada de pilotagem na chuva e comecei a treinar em piso molhado. Sempre que chovia, lá estava eu, a testar e a treinar. Foi aí que aprendi a andar na chuva.
O ano de 1985 foi a segunda temporada de Ayrton Senna na Fórmula 1, tendo terminado em quarto lugar, com seis pódios, sendo duas vitórias, duas vezes em segundo, e duas vezes em terceiro; e sete pole positions. O início de muitas conquistas na categoria, em que venceu 41 corridas e foi campeão mundial três vezes, em 1988, 1990 e 1991. Senna alegrou muitos dos meus domingos! fr

A última volta da primeira vitória de Senna na Fórmula 1 🏁 🏆🏁 🏆🏁 🏆

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Dica de filme: "E. T. o extraterrestre"

E.T. O EXTRATERRESTRE (“E.T. the extra-terrestrial”)
EUA, 1982, Ficção-científica
Direção: Steven Spielberg
Com: Henry Thomas, Robert McNaughton, Peter Coyote, Dee Wallace e Drew Barrymore

Um clássico do cinema mundial, eu assisti no cinema, ainda criança, quando lançado. Extraterrestres são descobertos por agentes do governo dos Estados Unidos, quando faziam coleta de plantas e rochas em uma floresta da Califórnia, e levantam voo, deixando para trás um deles. Assustado, ele acaba se escondendo em uma das casas na região, sendo descoberto por Elliott (Henry Thomas), um menino de dez anos, e os dois tornam-se amigos. Enquanto tentam um contato com a nave para que ela volte para resgatar o extraterrestre, os dois têm que escapar dos agentes do governo, que perseguem o ET para analisá-lo e fazer testes. O filme conquistou vários prêmios, entre eles o Globo de Ouro de Melhor Filme, além de ter recebido várias outras indicações. Curioso como seres com tecnologia tão avançada, a ponto de chegar em planetas distantes, não tinham equipamentos para se comunicar entre si. Se tivessem, poderiam ter se comunicado mais facilmente para combinar o resgate. Não falo nem do fato dos extraterrestres não terem uniformes, estarem pelados, deixa para lá, claro, é um filme. 😊 😊 😊 fr

Drew Barrymore foi a meninininha do filme "E. T."

Uma curiosidade do filme “E.T. o extraterrestre”, de Steven Spielberg, é que a irmã caçula de Elliott foi interpretada pela atriz Drew Barrymore, então com sete anos. No filme, a menininha também se afeiçoa ao ET. Atualmente, aos 45, ela já fez vários filmes, sendo do elenco de “E.T.” quem mais sucesso conseguiu. Além disso, já produziu e dirigiu. Entre os filmes em que atuou, estão “As Panteras”, “As Panteras Detonando”, “Duplex”, “Como se fosse a primeira vez” e “Letra e música”. Drew Barrymore teve uma infância muito conturbada, em que consumiu álcool e drogas, tendo sido internada duas vezes em clínicas de reabilitação, e tentado o suicídio aos 14 anos. Aos 15 anos, conseguiu na Justiça sua emancipação. Hoje, ela tem duas filhas pequenas com o ex-marido, o ator Will Kopelman. fr

domingo, 19 de abril de 2020

Você sabe o significado da posição dos pratos do Palácio do Congresso Nacional?



          Muitos poucos sabem o significado da posição dos dois “pratos” que ficam em frente ao Palácio Nereu Ramos, o Palácio do Congresso Nacional, em Brasília. O que fica à esquerda da rampa, voltado para baixo, representa o Senado Federal, e está sobre o seu prédio, e simboliza a vontade do Estado. O da direita, voltado para cima, está localizado sobre a Câmara dos Deputados, e simboliza a vontade popular. É a relação de contrapesos entre as duas casas do Poder Legislativo. Na horizontal está o prédio principal, e atrás, estão duas torres gêmeas, de 28 andares cada, tudo dividido pelas duas casas. 
Um dos principais pontos de visitação da cidade, inaugurado em 1960, o Palácio do Congresso Nacional é uma das três construções que ficam na Praça dos Três Poderes. As outras duas são a sede do STF (Supremo Tribunal Federal), o Poder Judiciário; e o Palácio do Planalto, onde fica o Gabinete do presidente da República, o Poder Executivo Federal. As três obras foram projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer e tem o projeto estrutural do engenheiro Joaquim Cardozo. 
Em 2007, ano do centenário de Oscar Niemeyer, a estrutura arquitetônica do edifício do Palácio do Congresso Nacional foi tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Outras obras do arquiteto também foram tombadas à época, entre elas o Palácio do Planalto,  a sede do STF e o Palácio da Alvorada. Desde então, qualquer reforma nesses bens tombados precisam da autorização do IPHAN, a fim de evitar  possíveis descaracterizações. Eu estive em Brasília em 1993, a trabalho, quando fazia o jornal interno do Ponto Frio, e visitei na época o Palácio do Congresso Nacional (foto acima). fr