SEJA ÉTICO

SEJA ÉTICO: Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução do conteúdo deste blog com a devida citação de sua fonte.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Nova nota de 200 já está sendo falsificada antes mesmo de ser lançada!

Impressionante! O governo anunciou no final de julho que será lançada uma nova nota, a de 200 reais, e não demorou muito já começaram a aparecer notas falsas. Poucos dias depois, imagens de uma suposta nota de R$ 200 estão sendo divulgadas em redes sociais (veja foto). Segundo relatos, notas falsificadas já estariam circulando no bairro de Madureira, no Rio de Janeiro, com cor predominante laranja e a figura do lobo-guará.
O Banco Central, no entanto, pronunciou-se alertando que as verdadeiras notas somente serão lançadas no final deste mês, e que as suas características estão sendo finalizadas. Sempre existe gente desonesta para se aproveitar da desinformação dos outros, lamentável!
Falsificação é crime. A criação de uma nota de maior valor evidencia a desvalorização do dinheiro frente ao aumento do custo de vida no Brasil. Como os preços dos produtos só aumenta, cada vez é preciso ter mais notas nas mãos para fazer o pagamento, estufando as carteiras. fr

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Uma vela para Dario

UMA VELA PARA DARIO
Dalton Trevisan

         Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Foi escorregando por ela, de costas, sentou-se na calçada, ainda úmida da chuva, e descansou na pedra o cachimbo.
         Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, mas não se ouviu resposta. Um senhor gordo, branco, sugeriu que devia sofrer de ataque.
         Ele reclinou-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo tinha apagado. Um rapaz de bigode pediu ao grupo que se afastasse e o deixasse respirar. E abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe retiraram os sapatos, Dario roncou feio e bolhas de espuma surgiram no canto da boca.
         Cada pessoa que chegava se punha na ponta dos pés, embora não o pudesse ver. Os moradores da rua conversavam de uma porta à outra, as crianças foram acordadas e vieram de pijama às janelas. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao lado dele.
         Uma velhinha de cabeça grisalha gritou que ele estava morrendo. Um grupo transportou-o na direção do táxi estacionado na esquina. Haviam introduzido no carro a metade do corpo, quando o motorista protestou: se ele se finasse na viagem? Concordaram em chamar a ambulância. Dario foi conduzido de volta e recostado à parede – não tinha os sapatos e o alfinete de perola na gravata.
         Alguém informou que na outra rua existia uma farmácia. Não carregaram Dario além da esquina; a farmácia era no fim do quarteirão e, além do mais, ele estava muito pesado. Foi largado ali na porta de uma peixaria. Imediatamente um enxame de moscas lhe cobriu o rosto, sem que fizesse o menor gesto para espantá-las.
         As mesas de um café próximo foram ocupadas pelas pessoas que tinham vindo apreciar o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozavam as delícias da noite. Dario ficou torto como o deixaram, no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
         Um terceiro sugeriu que lhe examinassem os documentos. Vários objetos foram retirados de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do seu nome, idade, cor de olhos, sinais de nascença, mas o endereço na carteira era de outra cidade.
         Registrou-se tumulto na massa de mais de duzentos curiosos que, a essa hora, ocupava toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investiu contra a multidão e várias pessoas tropeçaram no corpo de Dario, que foi pisoteado dezessete vezes.
         O guarda aproximou-se do cadáver e não pôde identifica-lo – os bolsos vazios. Restava apenas a aliança de ouro na mão esquerda, que ele próprio – quando vivo – não podia retirar do dedo senão umedecendo-o com sabonete. Ficou decidido que o caso era com o rabecão.
         A última boca repetiu – “Ele morreu, ele morreu”, e então a gente começou a se dispersar. Dario havia levado quase duas horas para morrer e ninguém acreditara que estivesse no fim. Agora, os que podiam olhá-lo viam que tinha todo o ar de um defunto.
         Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça. Cruzou as suas mãos no peito. Não pôde fechar os olhos nem a boca, onde as bolhas de espuma haviam desaparecido. Era apenas um homem morto e a multidão se espalhou rapidamente, as mesas do café voltaram a ficar vazias. Demoravam-se nas janelas alguns moradores, que haviam trazido almofadas para descansar os cotovelos.
         Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que acendeu ao lado do cadáver. Parecia morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
         Fecharam-se uma a uma as janelas e, três horas depois, lá estava Dario à espera do rabecão. A vela tinha queimado até a metade e apagou-se às primeiras gotas da chuva, que voltava a cair.

domingo, 16 de agosto de 2020

Queijo minas 'Verde Campo' com linha dentro

Hoje, ao cortar o queijo, encontrei um pedaço grande do que parece ser uma linha dentro dele. É o queijo minas da marca ‘Verde Campo’, que eu comprei duas unidades pela primeira vez. Para nunca mais! fr

sábado, 15 de agosto de 2020

Barcelona é eliminado da Liga dos Campeões em goleada histórica: 8x2 😲😲

Coisas do futebol! Ontem, mais uma delas. O poderoso Barcelona de Messi, Suárez e Piqué foi atropelado pelo Bayern de Munique, em uma goleada histórica: 8x2, pelas quartas de final da Liga dos Campeões. Os confrontos dessa fase, das semifinais e a própria final serão todos realizados em jogos únicos, sem público, e em Lisboa, Portugal, devido à pandemia do coronavírus. O treinador do Barcelona foi mandado embora ontem mesmo.
Evidentemente, não tem como não lembrar do fiasco da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014, na derrota por 7x1 para a seleção alemã. O treinador do Bayern, Hans-Dieter Flick, inclusive, era assistente do treinador campeão mundial Joachim Löw. E o atacante Thomas Müller fez um gol naquele jogo, e contra o Barcelona marcou dois, tendo sido escolhido o melhor jogador ontem. Em entrevista aos jornalistas, ele comparou as duas goleadas:
- É uma noite muito especial. A maneira como jogamos foi muito especial. Durante o 7 a 1 no Brasil, não tivemos tanto domínio. Estávamos bem, é claro, mas essa noite [ontem] tivemos um domínio brutal.
Thomas Müller abriu o placar logo aos quatro minutos do primeiro tempo; Alaba (contra) empatou aos sete; Perisic desempatou aos 22 minutos; Gnabry ampliou aos 26; e Thomas Müller fez mais um aos 30, encerrando o primeiro tempo com 4x1. No segundo tempo, Luis Suárez fez o segundo do Barcelona, aos 11 minutos; e, depois disso, só deu o Bayern: Kimmich, aos 17; Lewandowski, aos 36; e o brasileiro Philippe Coutinho, aos 40 e novamente aos 43 minutos.
O Bayern Munique está em excelente fase, com 31 vitórias em 34 jogos; e este ano já conseguiu ser campeão alemão e da Copa da Alemanha. O adversário do Bayern será definido hoje, no confronto entre Manchester City (Inglaterra) e Lyon (França). O outro jogo da semifinal já está definido: RasenBallsp ort Leipzig (Alemanha) e Paris Saint-Germain (França). fr

Ficha técnica: Barcelona 2 x 8 Bayern de Munique

BARCELONA 2 X 8 BAYERN DE MUNIQUE
Data: 14 de agosto de 2020, sexta-feira
Horário: 16h (de Brasília)
Competição: Liga dos Campeões (quartas)
Local: Estádio da Luz, em Lisboa (POR)
Árbitro: Damir Skomina
Auxiliares: Robert Vukan e Jure Praprotnik
Cartões amarelos: Luis Suarez, Vidal e Jordi Alba (BAR); Jerome Boateng, Kimmich e Alphonso Davies (BAY)
Gols: Alaba (contra) aos 7 minutos do primeiro tempo (BAR) e Luis Suarez, aos 11 minutos do segundo tempo; Thomas Muller, aos 4 e 30 minutos do primeiro tempo, Perisic, aos 22 do primeiro tempo, Gnabry, aos 26 do primeiro tempo, Kimmich, aos 17 minutos do segundo tempo, Lewandowski, aos 36 minutos do segundo tempo e Coutinho, aos 40 e aos 43, do segundo tempo.
BARCELONA: Ter Stegen, Semedo, Piqué, Lenglet, Alba; Busquets (Ansu Fati), Vidal, De Jong, Sergi Roberto (Griezmann); Suarez e Messi. Técnico: Quique Setien.
BAYERN DE MUNIQUE: Neuer; Kimmich, Boateng (Sule), Alaba, Davies (Hernandez); Goretzka (Tolisso), Thiago; Perisic (Coman), Müller, Gnabry (Coutinho); Lewandowski. Técnico: Hans-Dieter Flick.
(Fonte: UOL).

Jornais esportivos da Espanha registram a goleada histórica


 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Foi-se o tempo das locadoras de filmes...

O tempo passa e as coisas mudam. Eu peguei a época das locadoras de filmes, cheguei a estar cadastrado em três, onde ia procurar bons filmes para assistir. Inicialmente eram VHS, que a gente assistia no antigo videocassete. Depois, foram lançados os DVDs. Hoje, estão todas fechadas, substituídas pelos canais pagos e pelos serviços que disponibilizam assistir  e baixar os conteúdos pela internet. Comparando, posso dizer que as duas maneiras têm um lado bom e um ruim.
Bom: antigamente, você ia às locadoras, via pessoas, conversava com os funcionários; atualmente, a pesquisa é mais fácil, não precisa esperar os outros devolverem o filme, nem sair de casa. Ruim: antigamente, você precisava ir à locadora para alugar, e depois devolver o filme; e nem sempre o filme que você queria estava disponível; atualmente, os canais pagos estão com um acervo pouco renovado, com muitas reprises e ainda cobram um valor extra para você assistir os filmes fora da programação. Nada é perfeito. As fotos que eu publico eu tirei da internet, para ilustrar. Momento de saudades. fr
 

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Rússia anuncia primeira vacina contra o coronavírus do mundo, mas imprensa ocidental reage com descrença

       A notícia de maior repercussão no mundo, hoje, foi a divulgação pelo governo russo do registro de uma vacina contra o coronavírus, e com efeitos duradouros. Ela, por si só, seria motivo de grande comemoração, mas a imprensa ocidental reagiu com muita desconfiança acerca de sua eficácia.
A justificativa é pelo fato da vacina ainda não ter passado pela terceira etapa da pesquisa, justamente a de testes com um número maior de pessoas. Essa etapa somente iniciará amanhã, e será também realizada no Brasil, país onde o número de infectados é muito alto. Além disso, a imprensa alega falta de transparência por parte dos pesquisadores russos.
A vacina foi batizada de ‘Sputnik V’, uma referência ao satélite da então União Soviética, o primeiro a orbitar o planeta Terra, em 1957. O presidente russo, Vladimir Putin (foto), afirmou, hoje, que a vacina tem eficácia, e que ela foi testada inclusive em uma de suas filhas. A Rússia pretende produzir a vacina em massa já a partir do mês que vem.
O governador do Paraná, Ratinho Júnior, anunciou que pretende assinar um acordo com o Ministério da Saúde russo. O objetivo é realizar testes, e passar a produzir e distribuir a vacina assim que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) dê a sua aprovação.
Existem outras vacinas sendo testadas no mundo. E o que está por trás de tudo isso é a busca da primazia mundial, ser o primeiro a fazer a vacina que vai combater o coronavírus. Além, claro, da busca por lucros, ganhar muito dinheiro exportando a vacina para vários países do mundo.
Eu espero que uma vacina fique pronta o mais rápido possível, e que seja eficiente, de efeitos permanentes, de preferência. O importante é dar um basta a esse pânico generalizado que tomou conta do Brasil e do mundo, e já provocou a morte de centenas de milhares de pessoas. Pouco importa se a vacina for russa, inglesa, chinesa ou de qualquer outro país. fr

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Se você ama alguém, deixe-o ir...

"Se você ama alguém, deixe-o ir;
se voltar, é seu; se não voltar, nunca foi seu.” 

Veja, agora, esta frase dita por pessoas de diferentes temperamentos:
_____

PESSIMISTA :
"Se você ama alguém, deixe-o ir;
se, como era de esperar, não voltar, nunca foi seu.”

OTIMISTA :
"Se você ama alguém, deixe-o ir;
e não se preocupe, pois certamente voltará."

DESCONFIADO :
"Se você ama alguém, deixe-o ir;
e se, por acaso voltar, pergunte-lhe por que voltou?"

IMPACIENTE :
"Se você ama alguém, deixe-o ir;
se não voltar nas próximas duas horas, chame a polícia.”

PACIENTE :
"Se você ama alguém, deixe-o ir;
se não voltar, fique à vontade e continue esperando
por toda a eternidade, pois algum dia voltará."

BRINCALHÃO :
"Se você ama alguém, deixe-o ir;
se voltar e ainda o ama, deixe-o ir outra vez,
e outra vez, e outra vez... e assim por diante."

ADVOGADO :
"Se você ama alguém, deixe-o ir;
procure no Código Penal o capítulo sobre abandono do lar por parte de um dos cônjuges."

MATEMÁTICO :
"Se você ama alguém, deixe-o ir;
se ele o ama, as probabilidades de que volte são de 86,5 por cento; se não o ama, seu relacionamento com ele caem no campo do improvável, com uma margem de erro de 3 por cento."

POSSESSIVO :
"Se você ama alguém, não o deixe ir."

PSICANALISTA :
"Se você ama alguém, deixe-o ir;
se voltar, é porque seu ego é muito dominante;
se não quer ir embora, deve estar louco."

SONÂMBULO :
"Se você ama alguém, deixe-o ir;
se voltar, é um pesadelo;
se não voltar, você deve estar sonhando."
☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺☺

domingo, 9 de agosto de 2020

Sofomania


Sofomania. Eu não conhecia essa palavra, tomei conhecimento dela pela primeira vez na minha vida alguns dias passados. Para falar a verdade, eu nem sabia que existia uma palavra própria para elas, mas sei que existem muitas pessoas assim. Eu mesmo já conheci algumas. 😂 😂 😂 fr

sábado, 8 de agosto de 2020

Brasil chega a 100.000 mortes pela Covid-2019

O Brasil alcançou, hoje, um triste número, são 100.240 mortes devido à Covid-2019, desde a primeira morte oficialmente registrada, no dia 12 de março, em São Paulo. É muito triste, principalmente por saber que grande parte dessas mortes poderia, e deveria, ter sido evitada pelos governantes, mas que preferiram subestimar a gravidade da doença.
Em média, morrem diariamente mais de 1.000 pessoas em todo o país. São também quase três milhões de infectados, mais precisamente 2.988.796 pessoas; e 2.068.394 que se recuperaram, mas, muitos desses podem ter morrido depois de terem recebido alta, como já foi noticiado pela imprensa.
Esses números foram divulgados, hoje, pelo consórcio independente de veículos de comunicação, formado pelos jornais O Globo, Extra, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, e pelas páginas na internet G1 e UOL. Este consórcio foi criado justamente porque o governo federal passou a dificultar a divulgação dos números relacionados à Covid-2019, por motivos puramente vingativos contra esses veículos. As informações são colhidas junto às Secretarias Estaduais de Saúde. No mundo todo, 722.066 pessoas já morreram.
O estado do Rio de Janeiro continua sendo o segundo em número de mortes, com 14.028, atrás apenas de São Paulo. E, por incrível que pareça, mesmo com os números ainda muito altos e não haver uma queda significativa na chamada ‘curva’, as autoridades no Rio vêm relaxando as normas de isolamento social. Atividades como o comércio, shoppings, bares, restaurantes, feiras, academias de ginástica, barbeiros e salões de cabeleireiros estão funcionando. O transporte público, em especial os ônibus, tem estado lotado.
Eu tenho trabalhado, desde o final de março, em minha residência, através do computador. Mas, recentemente, o meu trabalho passou a adotar um revezamento de equipes para trabalhar presencialmente. E na semana de 20 a 24 de julho, eu tive que voltar ao trabalho. Posso dizer que o que eu vi foi muito preocupante e até mesmo assustador.
Muitas pessoas andando nas ruas e nos ônibus sem máscara, algumas falando e conversando despreocupadamente, em alto som. Para me deslocar, eu utilizo ônibus, e, dentro dele, fiz questão de usar a máscara e, também, a proteção de acrílico, a chamada ‘face shield’. Eu era sempre o único a fazer isso.
Parece até que todo mundo já tomou vacina (que ainda não foi criada!), apenas eu não, tamanha a falta de cuidados de algumas pessoas. O resultado nós vemos hoje. Infelizmente, a situação deve continuar grave. Enquanto não for criada uma vacina que seja eficaz e razoavelmente duradoura, não há como relaxar. Eu vou continuar tomando todas as medidas necessárias para evitar a contaminação, não apenas por mim, mas pela minha mãe, de 83 anos. Uma pena que muitos não ajam assim! fr

Frases: Fernando Pigatto

"Todas as vidas importam. Nós não podemos deixar de registrar este triste momento da história do nosso país, fruto da irresponsabilidade criminosa e genocida do presidente da República e seus seguidores."


FERNANDO PIGATTO, presidente do Conselho Nacional de Saúde.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Dica de livro: "O Guarani"


“O Guarani”, José de Alencar; Rio de Janeiro, Edições de Ouro, s/ano, ‘Clássicos brasileiros’, 448 páginas.

 Eu li e gostei muito deste livro, que é um dos mais importantes clássicos da literatura brasileira. A sua estória se passa no ano de 1604, no interior do estado do Rio de Janeiro, à margem direita do Rio Paquequer, na Serra dos Órgãos. A Espanha governava Portugal, sob a chamada União Ibérica, e naquela época as florestas tomavam conta da região, com a presença do homem branco ainda muito pequena.
O fidalgo português “de cotas d’armas” D. Antônio de Mariz, 60 anos, participou da resistência portuguesa que expulsou os franceses do Rio de Janeiro em 1567, e é um personagem que realmente existiu. Após pesquisar sua biografia, li que ele nasceu em 1536 e faleceu em 1584, antes, portanto, da época em que passou a história do livro. Pelos seus serviços prestados, ele recebeu do governador-geral Mem de Sá uma sesmaria naquela localidade, ou seja, um pedaço de terra não aproveitado, onde construiu uma grande casa.
         D. Antônio vivia com a sua família naquela que era uma das poucas habitações na Serra dos Órgãos. A esposa, D. Lauriana, de 55 anos; um casal de filhos, D. Diogo e D. Cecília; e uma sobrinha, D. Isabel, que, na realidade, era uma filha que teve com uma índia. Em torno de quatro quilômetros da casa, viviam “aventureiros pobres” em cabanas, que subsistiam do “contrabando do ouro e pedras preciosas, quem iam vender na costa”.
Esses homens deslocavam-se nas chamadas “bandeiras”. Eram “caravanas de aventureiros que se entranhavam pelos sertões do Brasil, à busca de ouro, de brilhantes e esmeraldas, ou à descoberta de rios e terras ainda desconhecidos”. Eles se uniam na defesa de ataques de índios, e nas ocasiões de perigo, recorriam a D. Antônio, que os recebia como seu protetor. Ele era o grande senhor desses homens, que lhe deviam prestar respeito e obediência total.
         A linda jovem Cecília, 16 anos, despertava o interesse dos homens, e, mesmo que involuntariamente, os seus melhores e piores sentimentos. Álvaro de Sá, 28 anos, um dos que viviam da exploração das riquezas da região, era apaixonado por ela, e tinha o respeito de D. Antônio, que lhe prometeu a mão da filha, caso ela concordasse com o casamento. O italiano Loredano tinha um passado de pecado e crime, tendo abandonado a Igreja, da qual era frei, em busca de um tesouro que lhe faria rico. Não tinha amor por Cecília, apenas a queria para satisfazer os seus desejos.
Peri abandonou a família e abriu mão da liderança de sua tribo Goitacás para servir fielmente a Cecília. Após D. Antônio salvar a vida da mãe do índio, e Peri conhecer a filha do fidalgo, ele a associou à imagem de Nossa Senhora, com quem tinha sonhado dias antes. Ele vira a imagem da santa em uma igreja, destruída pelo fogo durante guerra contra homens brancos. No sonho, ele ouviu o que seria a vontade de Nossa Senhora, cuja visão lhe marcou: “Peri, guerreiro livre, tu és meu escravo; tu me seguirás por toda a parte, como a estrela grande acompanha o dia.” 
         Os três homens queriam Cecília, mas por razões bem diversas, “Loredano desejava; Álvaro amava; Peri adorava”:
. “Em Álvaro, cavalheiro delicado e cortês, o sentimento era uma afeição nobre e pura, cheia de graciosa timidez que perfuma as primeiras flores do coração, e do entusiasmo cavalheiresco que tanta poesia dava aos amores daquele tempo de crença e lealdade.”
. “Em Loredano, o aventureiro de baixa extração, esse sentimento era um desejo ardente, uma sede de gozo, uma febre que lhe requeimava o sangue; o instinto brutal dessa natureza vigorosa era ainda aumentado pela impossibilidade moral que a sua condição criava, pela barreira que se elevava entre el, pobre colono, e a filha de D. Antônio de Mariz, rico fidalgo de solar e brasão.”
. “Em Peri, o sentimento era um culto, espécie de idolatria fanática, na qual não entrava um só pensamento de egoísmo; amava Cecília não para sentir um prazer ou ter uma satisfação, mas dedicar-se inteiramente a ela, para cumprir o menor dos seus desejos, para evitar que a moça tivesse um pensamento que não fosse imediatamente uma realidade.”
         Peri atendia cegamente a toda e qualquer vontade da jovem Ceci, como ele a chamava, e cujo significado da palavra, em sua língua, era o que ele tinha como sentimento: “doer, magoar”. O índio não se importava em correr enormes riscos apenas para fazê-la dar um sorriso, até mesmo a sacrificar sua própria vida. Era uma devoção sem limites: “Peri é filho do sol; e renegava o sol se ele queimasse a pele alva de Ceci. Peri ama o vento; e odiava o vento se ele arrancasse um cabelo de ouro de Ceci. Peri gosta de ver o céu; e não levantava a vista, se ele fosse mais azul do que os olhos de Ceci.”.
As vidas de todos esses personagens se encontraram e os seus destinos começaram a ser definidos a partir de um acidente na floresta. Durante uma caçada, D. Diogo matou, sem querer, uma das índias Aimorés, tribo canibal inimiga dos Goitacases. Em busca de vingança, os Aimorés decidiram matar a filha de D. Antônio, a quem responsabilizaram pelo acontecido, e atacar a casa. Ao mesmo tempo, Loredano também planejava atacar a família do fidalgo português, e convenceu os aventureiros a participar. Ele queria pilhar a residência, depois queimá-la, e matar toda a família, menos Cecília, a quem pouparia para satisfação pessoal.
         Diante de um inimigo comum, os aventureiros uniram-se em uma trégua momentânea à família de D. Antônio e aos que já a apoiava, para combater os Aimorés, em uma luta que durou dias. Peri adorava Ceci, e tudo podia fazer para defendê-la, inclusive sacrificando-se para conseguir salvar sua vida.
A luta generalizada entre índios, aventureiros e defensores da família de D. Antônio é o pano de fundo para a definição do que viria acontecer com os personagens: Ceci, Peri, Álvaro, Loredano e a família de D. Antônio. Eu não vou adiantar o que aconteceu, para não estragar a surpresa do final daqueles que resolvam ler o livro. Eu indico!
         José de Alencar nasceu no Ceará, em 1º de maio de 1829, filho de político, que chegou a exercer os cargos de presidente de província e senador. Além de escritor, Alencar foi advogado, jornalista e também entrou na política, sendo deputado e ministro da Justiça. Tentou ser senador, a exemplo do pai, mas não contou com o apoio do imperador, D. Pedro II, o que lhe causou grande frustração. Morreu em 12 de dezembro de 1877, aos 48 anos, vítima de tuberculose. É o patrono da cadeira nº 23 da ABL (Academia Brasileira de Letras), escolhido pelo seu primeiro ocupante, o próprio Machado de Assis, um dos fundadores da Academia.
         ‘O Guarani’ foi publicado pela primeira vez em capítulos no jornal ‘Diário do Rio de Janeiro’, no ano de 1857, e sua primeira edição foi lançada no mesmo ano. O texto de José de Alencar é muito bem estruturado, com a elaboração de acontecimentos que se intercalam e prendem a atenção do leitor até o final. E muito descritivo, com muitos detalhes. Alencar mostra, em suas ‘notas do autor’, que pesquisou para escrever sobre os personagens, a região e os costumes das tribos indígenas.
         “O título que damos a este romance significa o indígena brasileiro. Na ocasião da descoberta, o Brasil era povoado por nações pertencentes a uma raça, que conquistara o país havia muito tempo, e expulsara os dominadores. Os cronistas ordinariamente designavam esta raça pelo nome Tupi mas esta denominação não era usada senão por algumas nações. Entendemos que a melhor designação que se lhe podia dar era a da língua geral que falavam e naturalmente lembrava o nome primitivo da grande nação.”
         A edição que eu li tem introdução e notas de Manuel Cavalcanti Proença, escritor e crítico literário. E também o prefácio escrito por Machado de Assis para uma edição que sairia em 1887, cerca de dez anos após a morte de José de Alencar, mas que acabou não sendo publicada. Eu destaquei um trecho desse prefácio, que eu considero muito interessante, mais abaixo.
“O Guarani” foi adaptado para a ópera, por Carlos Gomes, em 1870, que serve, também, de abertura  do programa de rádio oficial do governo federal ‘A Voz do Brasil’, exibido diariamente de forma obrigatória em todo o país.  E teve adaptações para o cinema, a televisão e histórias em quadrinhos.  fr

Em prefácio, Machado de Assis conta sua amizade e admiração a José de Alencar

Prefácio de Machado de Assis:

“(...) Não pude reler este livro, sem recordar e comparar a primeira fase da vida do autor com a segunda. 1856 e 1876 são duas almas da mesma pessoa. A primeira data é a do período inicial da produção, quando a obra paga o esforço, e a imaginação não cuida mais que de florir, sem curar dos frutos nem de quem lh’os apanhe. Na segunda, estava desenganado. Descontada a vida íntima, os seus últimos tempos foram de misantropo. Era o que ressumbrava dos escritos e do aspecto do homem. Lembram-me ainda algumas manhãs, quando ia achá-lo nas alamedas solitárias do Passeio Público, andando e meditando, e punha-me a andar com ele, e a escutar-lhe a palavra doente, sem vibração de esperanças, nem já de saudades. Sentia o pior que pôde sentir o orgulho de um grande engenho: a indiferença pública, depois da aclamação pública. Começara como Voltaire para acabar como Rosseau.”

         (...)

“Estes e outros sinais dos tempos tinham-lhe azedado a alma. O echo da quadra ruidosa vinha contrastar com o atual silêncio; não achava a fidelidade da admiração. Acrescia a política, em que tão rápido se elevou como caiu; e donde trouxe a primeira gota de amargor.”

         (...)

“Entretanto, é certo que a política foi uma de suas ambições, senão por si mesmo, ao menos pelo relevo que dão as altas funções do Estado. A política tomou-o em sua nave de ouro; fel-o polemista ardente e brilhante, e levantou-o logo ao leme do governo. Não faltava a Alencar mais que uma faculdade parlamentar, a eloquência. Não possuía a eloquência, antes parecia ter em si todas as qualidades que lhe eram contrárias; mas, fez-se orador parlamentar, com esforço, desde que viu que era preciso. Compreendera que, sem a oratória, tinha de ficar na meia obscuridade. Se o talento da palavra é a primeira condição do parlamento, no dizer de Macaulay, - que não escreveu essa espécie de truísmo, suponho, senão para acrescentar sarcasticamente que a oratória tem a vantagem de dispensar qualquer outra faculdade, e pode muita vez cobrir a ignorância, a fraqueza, a temeridade e os mais graves e fatais erros, - sabemos que, para o nosso Alencar, como para os melhores, era um talento complementar, não substitutivo. Deu com ele algumas batalhas duras contra adversários de primeira ordem. Mas tudo isso foi rápido. Teve os gozos intensos da política, não os teve duradouros. As letras, posto que mais gratas que ela, apenas o consolaram; já lhes não achou o sabor primitivo. Voltou a elas inteiramente, mas solitário e desenganado.

A morte veio tomá-lo depressa. Jamais me esqueceu a impressão que recebi quando dei com o cadáver de Alencar no alto da eça, prestes a ser transferido para o cemitério. O homem estava ligado aos anos das minhas estreias. Tinha-lhe afeto, conhecia-o desde o tempo em que ele ria, não me podia acostumar à ideia de que a trivialidade da morte houvesse desfeito esse artista fadado para distribuir a vida.(...)”

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

'Chaves' saiu do ar porque Televisa e herdeiros de Bolaños não chegam a acordo

           Não foi apenas no Brasil que os programas de Roberto Bolaños foram tirados do ar. A imprensa informa que vários outros países latino-americanos passam pela mesma situação. O ator Edgar Vivar, intérprete dos personagens Seu Barriga e Nhonho, revelou, em entrevista a uma rádio mexicana, que o motivo da não renovação foi porque a Televisa e os herdeiros de Bolaños não chegaram a um entendimento.
- Roberto Gómez Bolaños tinha apalavrado um contrato de usufruto dos personagens e de sua criação literária até 31 de julho deste ano, quase seis anos depois de sua morte. E não renovaram os direitos, a Televisa não quis pagar.
Até o final de julho, a Televisa tinha os direitos de transmissão. A partir deste mês, esses direitos passaram para os seis filhos do artista (Roberto, Graciela, Paulina, Marcela, Teresa e Cecília). A viúva, Florinda Meza, não herdou esses direitos, e sim bens materiais e financeiros. Enquanto as duas partes não chegarem a um acordo, nenhuma emissora ou plataforma no mundo pode exibir os programas Chaves, Chapolin Colorado ou Chespirito, nem mesmo a Televisa.
A imprensa não esclarece qual o problema que está impedindo o entendimento, se é devido a valores ou se a emissora mexicana não tem mais interesse nos seriados. Os desenhos do Chaves, porém, não foram afetados, já que foram produzidos mais recentemente, e devem ter outro tipo de contrato.
Edgar Vivar diz estar esperançoso que as séries voltem a ser exibidas:
- Por um lado, acho que isso é bom, porque vai dar a oportunidade de renegociar algo que já rendeu à Televisa milhões de dólares, muito dinheiro. De minha parte, como intérprete e parte do programa, nós nunca vimos grande parte desse dinheiro.
Roberto Gómez Ferán, filho de Bolaños, também se mostra animado: “Embora estejamos tristes pela decisão, minha família e eu esperamos que ‘Chaves’ esteja em breve nas telas do mundo. Continuaremos insistindo, e estou certo de que conseguiremos.” Sua irmã, Graciela Gómez, lamentou a atitude da Televisa: "É uma pena que quem mais se beneficiou dos programas de 'Chaves' afirme hoje que não valem mais nada".
Florinda Meza, intérprete da personagem Dona Florinda na série ‘Chaves’, reclamou da retirada dos programas:
- Embora não tenha nada a ver, porque, inexplicavelmente, não fui convocada para as negociações, acho que justo agora, quando o mundo mais precisa de diversão, fazer isto é uma agressão às pessoas.
Eu, e milhares de pessoas no Brasil e no mundo, estamos torcendo para que a Televisa e os filhos de Roberto Bolaños cheguem logo a um acordo. E possamos voltar a rir das piadas do Chaves e sua turma, principalmente em um momento em que o mundo passa por tanta coisa ruim. Precisamos e queremos poder rir. fr

Incêndios constantes nas florestas assustam os portugueses


Uma notícia recorrente, infelizmente, em Portugal são os constantes incêndios que ocorrem todos os anos, principalmente no Verão. Altas temperaturas, baixa umidade e ventos fortes constituem uma ameaça que deixa os portugueses em constante clima de tensão. Além da possibilidade de os incêndios serem causados de forma criminosa.
Em trabalho recentemente publicado pelo Instituto Nacional de Estatísticas de Portugal, com dados referentes ao ano de 2018, constatou-se a redução da área ocupada por florestas no país. Em junho de 2017, um incêndio iniciado na região do concelho de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, levou uma semana para ser combatido, e resultou na morte de 66 pessoas e 250 feridas.
O fogo se espalhou para concelhos vizinhos, e destruiu, parcial ou completamente, 500 casas, além de atingir 48 empresas, resultando em um prejuízo material estimado em mais de 500 milhões de euros. Á época, o primeiro-ministro português, Antônio Costa, considerou essa “a maior tragédia dos últimos anos em relação a incêndios florestais”, e foram decretados três dias de luto.
Eu me lembro desse incêndio, aconteceu exatamente um ano antes de minha viagem a Portugal em 2018. Muito triste. Lendo na imprensa portuguesa, a revista ‘Visão’ publicou em 25 de junho passado: “Portugal é ‘o campeão europeu’ dos incêndios onde todos os anos arde mais de 3% da floresta”. Como se vê, não é somente o Brasil que sofre com incêndios em suas florestas. Lá, como cá, deve haver um combate sério nas queimadas provocadas de forma criminosa. fr

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Rei emérito da Espanha deixa o país, investigado por corrupção e sonegação de impostos

         A imprensa mundial está divulgando mais um escândalo relacionado a monarquias. O rei emérito da Espanha, Juan Carlos I, deixou o Palácio da Zarzuela, onde morou nos últimos 58 anos, e não se divulgou em que país ele está. As suspeitas sobre o monarca são de corrupção, sonegação de impostos e desvios de dinheiro para paraísos fiscais no exterior.
         A sua saída do país, segundo nota oficial da Coroa espanhola, foi uma decisão espontânea e tomada em conjunto com o filho, o rei Felipe VI. O objetivo seria não atrapalhar o reinado do filho, não o de fugir da ação da Justiça, que o investiga. Segundo o advogado de Juan Carlos I, ele permanece à disposição do Ministério Público, caso seja demandado. Mas, será que os cidadãos ditos comuns, na mesma situação, poderiam fazer o mesmo?
Minha opinião:
         Por incrível que pareça, ainda tem quem defenda a manutenção de monarquias pelo mundo, mesmo as constitucionais, em pleno século 21. Além de ter que sustentar políticos caros, ineficientes e desonestos, esses países ainda têm que sustentar as mordomias de famílias perdulárias e, como se vê, corruptas, que nada produzem em benefício do povo. Existem tradições que não se justificam mais. Essas pessoas privilegiadas deveriam procurar o seu próprio sustento, igual ao restante do povo, sem distinções. E o dinheiro que o povo gasta para sustentá-las deveria ser investido na melhoria dos serviços públicos. fr 






terça-feira, 4 de agosto de 2020

Canção do mar (Dulce Pontes) 🎶🎵🎼🎶🎵🎼

Eu gosto muito dessa música, tanto que, há anos, quando ainda se vendia muitos CDs, eu comprei o de Dulce Pontes, ‘Lágrimas’ (de 1993), somente por causa dela. A música já foi interpretada por vários cantores portugueses, como Amália Rodrigues; e estrangeiros, inclusive brasileiros. Pesquisei, e a música esteve na trilha sonora de uma das adaptações feitas para novelas no Brasil de ‘A pupila do senhor reitor’. E também no filme ‘As duas faces de um crime’’, com Richard Gere e Edward Norton; aliás, eu assisti e é um filmaço, leia o meu texto de ontem. A música de Dulce Pontes toca no início e no final do filme, e o personagem de Richard Gere gosta muita dela, tanto que ganha de presente o CD (o mesmo que eu tenho!). Aumenta o som! fr


Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Dica de filme: "As duas faces de um crime"

AS DUAS FACES DE UM CRIME (“Primal fear”)
EUA, 1996, Suspense, Tribunal
Direção: Gregory Hoblit
Com: Richard Gere, Edward Norton, Laura Linney
Gosto muito de filmes de suspense, também de filmes cujas estórias são desenvolvidas em tribunal. O filme é baseado no livro de mesmo título, de William Diehl. O arcebispo de Chicago é brutalmente assassinado, e um jovem de 19 anos, Aaron Stampler (Edward Norton), ex-coroinha, é preso fugindo do local, com as roupas manchadas de sangue. Um egocêntrico e bem sucedido advogado, Martin Vall (Richard Gere), passa a defender o acusado, em busca de mais visibilidade, sem cobrar honorários. Janet Venable (Laura Linney) é indicada para representar a promotoria no julgamento, sendo pressionada a pedir a pena de morte para o réu. Martin Vall acredita na inocência do jovem, e passa a procurar qual seria a verdadeira motivação do crime, que poderia estar ligado às relações de amizade do arcebispo com poderosas autoridades. É o filme que apresentou Edward Norton ao mundo, dando início a uma carreira de muito sucesso. Assista ao filme até o final, você vai gostar. fr

domingo, 2 de agosto de 2020

Tiraram o Chaves do ar!!! 😢 😢

        Uma péssima notícia para quem curte, como eu, as piadas mais do que repetidas do Chaves. O SBT divulgou uma nota, na sexta-feira, dia 31, informando que não poderá mais exibir os seriados de Roberto Bolaños: Chaves, Chapolin Colorado e Chespirito. A emissora não conseguiu renovar o contrato com a emissora mexicana Televisa. O mesmo já tinha sido anunciado pelo canal pago Multishow cerca de duas semanas antes. Uma pena!
Mesmo com algumas piadas nada corretas, como a Dona Florinda dando bofetada no Seu Madruga, o Chaves, principalmente, sempre me faz rir. O motivo da não renovação não foi esclarecido. Espero que resolvam logo, para que os programas retornem o mais depressa possível. O SBT precisa muito do Chaves, afinal, sem ele não tem nada que preste para assistir na emissora. E o Multishow tem muitos programas brasileiros de humor, a maioria sem nenhuma graça. Volta logo, Chaves! fr

sábado, 1 de agosto de 2020

Botafogo segue sem vencer Fluminense, e preocupa para o Brasileiro

O Botafogo apenas empatou, hoje, com o Fluminense, por 1x1, em casa, no Estádio Nilton Santos. É a quarta vez em que se enfrentam este ano, e o Fogão ainda não conseguiu vencer o adversário uma única vez. São duas derrotas e dois empates. Os dois últimos confrontos foram amistosos, sem público, devido a ameaça do coronavírus, em que disputam a Taça Didi-Gerson. Sábado passado, derrota por 3x0; hoje, empate. Os próximos jogos pelo Campeonato Brasileiro definirão quem levará o troféu.
Hoje, Honda foi substituído, e, segundo a imprensa, saiu parecendo não ter gostado nada ter que sair de campo. Mas, a verdade é que a torcida espera muito mais de quem vem como o grande nome do time, ganhando mais do que os outros, e com a bagagem internacional que ele tem. Se o Botafogo não consegue vencer o Fluminense, que também enfrenta muitas dificuldades, dentro e fora do campo, vai vencer quem no Brasileiro, que inicia semana que vem? fr
_____     

FICHA TÉCNICA (Terra):
BOTAFOGO 1 X 1 FLUMINENSE
Local: estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 1º de agosto de 2020, sábado
Hora: 19h (de Brasília)
Árbitro: Phillip Georg Bennett
Cartões amarelos: Rhuan, Victor Luís, Guilherme Santos, Rafael Forster e Caio Alexandre (Botafogo); Michel Araújo e Digão (Fluminense)
Cartão vermelho: Yuri (Fluminense)
GOLS
BOTAFOGO: Matheus Babi, aos 21min do segundo tempo
FLUMINENSE: Evanílson, aos 11min do segundo tempo
BOTAFOGO: Gatito Fernández, Barrandeguy, Marcelo Benevenuto (Rafael Forster), Kanu e Victor Luís; Caio Alexandre, Honda (Luiz Octávio) e Bruno Nazário (Lecaros); Luís Henrique, Rhuan (Guilherme Santos) e Pedro Raúl (Matheus Babi)
Técnico: Paulo Autuori
FLUMINENSE: Muriel, Gilberto, Digão, Nino e Egídio; Yuri, Dodi (André), Michel Araújo (Calegari) e Nenê (Miguel); Marcos Paulo (Caio Paulista) e Evanilson (Wellington Silva)
Técnico: Odair Hellmann