SEJA ÉTICO

SEJA ÉTICO: Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução do conteúdo deste blog com a devida citação de sua fonte.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Quem ama animais, nunca os abandona!

        Eu gosto muito de animais, ainda pretendo ter um gato, assim que julgar o momento certo, afinal, para ter um animal é preciso dispor de tempo para ele, é uma decisão muito importante. Não se pode ter um animal apenas por ter. Por isso, acho uma covardia aqueles que simplesmente descartam um animal na rua, como se ele não fosse nada.
        Essas pessoas deveriam ter pensado bem quando resolveram ter um animal de estimação. Muitos se livram de um animal quando ele cresce e já não é mais ‘fofinho’ e bonito quando novo, ou quando ficam doentes. Uma covardia!
       No Brasil, a Lei nº 9.605/1998, em seu capítulo V, seção I, trata dos crimes contra a fauna. E em seu artigo 32, trata dos crimes contra os animais: “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”.
       A Lei nº 14.604, de 29/9/2020, acrescentou ao artigo o parágrafo 1º-A, para aumentar a pena “quando se tratar de cão ou gato”, os principais animais de estimação no país. A pena será de “reclusão, de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda”. O parágrafo 2º prevê o aumento da pena “de um sexto a um terço”, se ocorrer a morte do animal. Lei existe, é preciso ser cumprida. E que as pessoas sejam mais conscientes sobre os sentimentos dos animais.  fr

domingo, 8 de novembro de 2020

"A moreninha", Joaquim Manuel de Macedo

"A moreninha"
, Joaquim Manuel de Macedo, São Paulo, editora Klick, 1997, 162 páginas (Coleção Livros O Globo, vol. 11). 

     Eu li o livro, mas não gostei. A estória é, atualmente, muito ingênua e exageradamente romântica. Mas, quando foi lançado, em 1844, fez enorme sucesso. O livro, publicado no mesmo ano em que o autor formou-se em Medicina, é considerado o primeiro romance propriamente brasileiro, descrevendo os costumes do país na época. Inicialmente, foi lançado na forma de folhetim de jornal, sendo publicado aos poucos, para atrair assinantes. 
     Joaquim Manuel de Macedo (1820 -1882) preferiu seguir as carreiras de professor, jornalista e escritor. Foi professor de Geografia e História no Colégio Pedro II, e dos filhos da princesa Isabel. Exerceu também os cargos de deputado provincial e geral. “A moreninha” é o primeiro de muitos livros que escreveu, e também o de maior destaque, inclusive tendo sido adaptado para o cinema e novelas de televisão. É o patrono da cadeira nº 20 da ABL (Academia Brasileira de Letras). Morreu aos 61 anos, quando já sofria de problemas mentais. 
      A estória é contada por um narrador, e tem início em uma aposta feita entre quatro amigos, estudantes de Medicina, como o autor. Filipe convidou Augusto a ir com ele, Fabrício e Leopoldo à casa de sua avó, para passar o ‘dia de Sant’Ana’, dia 26 de julho, em homenagem à Maria, mãe de Jesus. A casa ficava em uma ilha no estado do Rio de Janeiro, mas o autor sempre se refere a ela como “ilha de...”, sem dizer o seu nome. Assim como era vago também nas datas e outros lugares. 
     A aposta era que Augusto, um namorador que se orgulhava em dizer não ficar com nenhuma moça mais de 15 dias, deixaria a ilha apaixonado por uma das jovens moradoras do local. Filipe iria apresentar a Augusto duas primas, algumas amigas delas, e sua irmã, D. Carolina, de apenas 14 anos, mais conhecida como “moreninha”. Esta era muito levada, brincalhona e até impertinente. O combinado foi redigido nos seguintes termos: 
     “No dia 20 de julho de 18... na sala parlamentar da casa nº ... da rua de ... sendo testemunhas os seguintes estudantes Fabrício e Leopoldo, acordaram Filipe e Augusto, também estudantes, que, se até o dia 20 de agosto do corrente ano, o segundo acordante tiver amado a uma só mulher durante quinze dias ou mais, será obrigado a escrever um romance em que tal acontecimento confesse; e, no caso contrário, igual pena sofrerá o primeiro acordante.” 
     Quando tinha 13 anos, Augusto tinha conhecido uma menina de sete anos em uma praia da Corte, no Rio de Janeiro. As duas crianças brincaram, e a menina disse que, quando os dois “crescessem”, iriam se casar, passando a se tratar como “meu marido” e “minha mulher”. Ao ver um menino chorar, ficaram sabendo que o seu pai estava doente, e foram até a sua casa. Era “um ancião de cinquenta anos, pouco mais ou menos”. Ao perguntar à sua esposa, qual a enfermidade, surpreenderam-se: 
      “- Oh, meus meninos, respondeu a aflita velha, ele sofre uma enfermidade cruel, mas que poderia não ser mortal... porém é pobre... e morre mais depressa pelo pesar de deixar seus filhos expostos à fome!... morre de miséria!... morre de fome! 
     - Fome! Exclamamos com espanto: fome! Pois também morre-se de fome?...” 
     Sensibilizadas, as duas crianças deram ao senhor o que tinham para ajudá-lo. A menina, uma moeda de ouro, recebida do seu padrinho; o garoto, uma nota, “não me lembro de que valor”, recebida de sua mãe. A família agradeceu, emocionada, e o senhor predisse que os dois se casariam no futuro. E pediu a eles que oferecessem algo que tivessem consigo um ao outro. O menino tinha um alfinete de camafeu, dado a ele pelo pai, que o senhor quebrou o pé. A menina entregou um botão de esmeralda. 
     O senhor pediu que a esposa cosesse os dois objetos dentro de pedaços de tecido. O de cor branca, com o alfinete de camafeu, pediu que o menino desse à garota; e o de cor verde, com a esmeralda, pediu à menina que oferecesse ao amiguinho. E disse a cada um que tivessem “bastante força para ser constante e amar para sempre” o outro, e que guardassem bem o seu presente. As duas crianças despediram-se depois, prometendo mutuamente guardarem para sempre os presentes. O “ancião”, já muito doente, acabou morrendo no dia seguinte. 
     As duas crianças não se viram mais. Anos mais tarde, Augusto teve algumas desilusões amorosas, tendo sido enganado por namoradas. Ele, então prometeu ter um único amor, a sua “mulher”, aquela menina que conheceu quando tinha 13 anos, e os seus relacionamentos futuros seriam apenas “divertimentos dos meus olhos e o passatempo de minha vida”. 
      Aviso: O texto a seguir contém revelações sobre o final do livro. 
   Mas, com a convivência com aquela “moreninha”, Augusto acabou por se apaixonar, declarando-se a ela, que, conhecendo a existência de sua prometida, disse para ele manter a promessa. A moça, no entanto, tinha guardado com ela aquele pedaço de pano com um alfinete de camafeu, assim como Augusto sempre guardara o seu, com a esmeralda. 
     Os dois se deram conta que eles eram aquelas crianças há sete anos, na praia, e ela aceitou o pedido de casamento. Naquela época, final do século 19, eram comuns casamentos de menores de idade. Era também um tempo que uma estória excessivamente romântica como essa agradava bastante o público leitor. E Augusto teve que escrever um romance, a que deu o título ‘A moreninha’. Alguns estudiosos acreditam que a personagem título seria a namorada e futura esposa do autor. fr

sábado, 7 de novembro de 2020

Joe Biden será o próximo presidente dos EUA, e Bolsonaro não o parabeniza

       Ufa! Enfim, os Estados Unidos (e o mundo!) sabem quem será o próximo presidente. O candidato do Partido Democrata, Joe Biden, alcançou, hoje, 279 delegados, ultrapassando o mínimo necessário de 270 para vencer a eleição residencial. Joe Biden, 77 anos, foi vice-presidente de Barack Obama em seus dois mandatos, de 2009 a 2017. 
     O atual presidente, e candidato do Partido Republicano derrotado, Donald Trump, já afirmou que não reconhece o resultado da eleição, que continua com a apuração em andamento em alguns poucos estados. Ele promete recorrer à Justiça, alegando que venceu, e a eleição foi fraudada. 
        Que coisa! O país que sempre se disse exemplo de democracia para o mundo, mais uma vez passa por essa situação, tendo uma eleição presidencial contestada e supostamente fraudada. Se fosse no Brasil, fariam piada. O mundo inteiro ficou acompanhando as eleições nos Estados Unidos, desde terça-feira, dia 3. E a apuração, manual, veio se arrastando até o dia de hoje. 
       No Brasil, no próximo domingo, dia 15, serão realizadas eleições para prefeitos e vereadores. A eleição irá ocorrer das 7 às 17 horas, e poucas horas depois praticamente todas as cidades já saberão os seus prefeitos e vereadores eleitos, com algumas possíveis exceções por eventuais problemas técnicos que venham a ocorrer, e atrasem a apuração. 
      Acho que ninguém mais aguentava ver a cobertura das eleições nos Estados Unidos, com a apuração se arrastando tão lentamente. E, hoje, vi na TV, também, vários estados comemorando a eleição de Joe Biden, com multidões se aglomerando nas ruas e em torno da Casa Branca. Pergunto: a pandemia do coronavírus já acabou nos Estados Unidos? Eles já tomaram vacina para estarem fazendo aglomerações? É um absurdo que isto aconteça justamente no país em que mais pessoas se infectam e morrem no mundo. 
       O presidente eleito, Joe Biden, já recebeu cumprimentos de vários chefes de Estados, menos do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que não o cumprimentou, como se espera de um líder de um país democrático. Ele sempre se disse fã do presidente Trump, e torceu abertamente pela sua eleição. E fez o mesmo em eleições recentes, na Argentina e na Bolívia, torcendo por candidatos que acabaram perdendo as eleições. Lamentável a sua postura! Ele está cada vez mais se isolando no mundo. Daqui a dois anos, muito provavelmente, será a vez dele protestar e não aceitar uma possível derrota na eleição para presidente no Brasil. fr

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Lembrando da hora do recreio... 😊

Quando criança, nos primeiros anos de escola, quando estudei de manhã, minha mãe comprava ou deixava o dinheiro para eu comprar a merenda. Eu lembro que era um pão doce pequeno ou um pacote de biscoitos, Mirabel ou Recreio. Esses biscoitos fizeram muito sucesso nas décadas de 1970 e 80, principalmente. Eram biscoitos wafer, de diferentes sabores. Lembro, também, que teve uma época que passei a almoçar na escola. A minha memória afetiva não me deixa esquecer do macarrão com salsicha. Hummmmmmmm. 😋😋🍝🍝 fr

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Morreu, hoje, o chargista Lan 😢 😢 😢

Morreu, hoje, o cartunista e chargista Lan. Eu gostava muito das suas charges políticas, publicadas no Jornal do Brasil no final da década de 1970 e nos anos 1980, cheguei até guardar algumas em um caderno. Mas, como o papel do jornal, com o tempo, amarela bastante, acabei por não mantê-lo. O seu nome todo era Lanfranco Aldo Ricardo Vaselli Cortellini Rossi Rossini, mais conhecido pelo seu nome artístico, muito mais prático: Lan. Ele nasceu na Itália, em 18 de fevereiro de 1925, vindo para o Brasil com apenas quatro anos, com sua família. Faleceu, hoje, na cidade de Petrópolis, aos 95 anos, vítima de pneumonia. Fique com Deus! fr

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Botafogo mostra mais vontade, mas não futebol, e é eliminado da Copa do Brasil

       O Botafogo empatou em 0x0 com o Cuiabá, ontem, na Arena Pantanal, e está eliminado da Copa do Brasil. Algum laboratório farmacêutico devia patrocinar o clube, colocando a marca um tranquilizante na camisa, porque a torcida precisa mesmo de um para assistir aos jogos. O time do Botafogo não é bom, mas eu pergunto, o do Cuiabá é muito melhor? Não! Então, como o Fogão não consegue superar um adversário inferior a ele?

         O time, ontem, até tentou, jogou com mais vontade do que na semana passada, quando perdeu no Rio de Janeiro. Mas, errou muitos passes, e não teve capacidade para fazer o gol. No primeiro tempo, o time teve muita posse de bola, mas a grande jogada de perigo foi do Cuiabá, em um contra-ataque, que o goleiro Diego Cavalieri conseguiu impedir que resultasse em gol, em uma difícil defesa. No segundo, o Botafogo teve mais chances, lembro de umas quatro, sendo três com o atacante Pedro Raul, que até mandou a bola no travessão. Ele deveria ter começado o jogo, e não ter entrado apenas aos 15 minutos.

         Um time que precisa vencer, fazer gols, não pode ter tanta dificuldade para partir para o ataque. Eram muitos passes laterais, e uma demora em criar alguma coisa que só beneficiava o Cuiabá. Faltam ao Botafogo jogadores criativos e um atacante que chame a responsabilidade, como o uruguaio Louco Abreu, em 2010-2012. Mas, temos dois goleiros de altíssimo nível: Diego Cavalieri e Gatito Fernández. O Botafogo precisava ter vencido no primeiro jogo, e vencido bem, para poder jogar ontem com mais tranquilidade.

         Além da frustração da desclassificação, o Botafogo perde, também, uma premiação de três milhões e trezentos mil reais, que, com certeza, faz muita falta. Além disso, critico também a saída do interino Sebastião Lazaroni, na derrota de semana passada para o Cuiabá. Não que ele seja a solução, claro que não! Mas, a diretoria atendeu à pressão das torcidas organizadas. Não deveria ter tirado o interino, sem ter um treinador para colocar no lugar. Entrou o treinador de goleiros Flávio Tenius, que fez o que pôde.

O Botafogo tentou alguns treinadores, que não aceitaram o convite. Agora, está tentando contratar o venezuelano César Farías, treinador da seleção da Bolívia. Ele aceitou, mas a Federação boliviana não quer liberá-lo. O Botafogo ainda está tentando acertar a contratação, e teria que pagar a multa pela interrupção do contrato do venezuelano.

Não será um treinador que vai resolver os problemas do Botafogo, se ele não tem jogadores para fazer um bom trabalho. O principal, neste momento, é que o clube desperdiçou uma excelente oportunidade de conseguir recursos com a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil. E, mais à frente, se conseguisse ser campeão, poderia fortalecer sua atual imagem e atrair empresas interessadas em investir no seu futebol. São os resultados e as conquistas que aumentam a torcida e fazem um clube forte! fr

Cuiabá 0x0 Botafogo (ficha técnica)

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO: Diego Cavalieri, Kevin, Marcelo Benevenuto, Kanu e Victor Luis (Rafael Forster); Caio Alexandre (Guilherme Santos), Honda e Bruno Nazario; Kelvin (Ivan Angulo), Warley (Pedro Raul) e Matheus Babi. Técnico: Flávio Tenius.
CUIABÁ: João Carlos, Hayner, Ednei, Anderson Conceição e Romário; Nenê Bonilha (Auremir), Matheus Barbosa e Elvis (Diego Jardel); Willians Santana (Lucas Hernández), Maxwell e Yago (Lucas Ramon). Técnico: Marcelo Chamusca.
Local: Arena Pantanal
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro 
Cartões amarelos: Caio Alexandre e Victor Luís; Maxwell, Matheus Barbosa, Lucas Ramon e Hayner. (Fonte: O Dia)

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Astrofísico Neil deGrasse Tyson destaca a Ciência e a Tecnologia do Brasil

Neil deGrasse Tyson é estadunidense, astrofísico, escritor e diretor do Planetário Hayden.

Carta Para o Brasil

Por Neil deGrasse Tyson

10 de setembro de 2020

Para a edição brasileira de Respostas de um astrofísico.

Caro Brasil,

Das minhas muitas viagens à América do Sul, nunca tive a oportunidade de visitar você. A maioria delas teve como destino a cordilheira dos Andes, com o objetivo de observar o magnífico céu do hemisfério sul através de telescópios de alta tecnologia de um consórcio internacional. Mas, mesmo assim, tenho pensado em você com bastante frequência.

Como nativo dos Estados Unidos da América, sei em que costumamos pensar quando se trata de você. Não seguindo uma ordem específica, você possui a maior e mais importante floresta tropical do mundo. Você abriga o maior rio do mundo, que, a cada minuto que passa, escoa para o oceano Atlântico um volume de água que daria para encher um estádio de futebol. E, sim, nós sabíamos da existência de seu rio e de sua floresta tropical muito antes de a Amazon.com1 pegar o nome emprestado.

Quer mais? Não há quem não goste de castanha-do-brasil2. Na verdade, nos EUA, nós precisamos pagar pelo pacote “premium” para que elas venham incluídas em nossos mix de castanhas. E mesmo aqueles de nós que quase não acompanham futebol sabem da existência de seus times famosos, ficando na maior expectativa de ver você na final da Copa do Mundo a cada quatro anos. Também sabemos das suas praias deslumbrantes pelas músicas que as cantam—a “Garota de Ipanema” sendo uma delas. Sabemos de suas festas populares, principalmente o Carnaval, e tentamos imitar a intensidade e a alegria dessas celebrações—com dança e música—aqui no nosso hemisfério. Sabemos do seu café. E eu, particularmente, amo a sua bandeira. Há um pedaço do céu noturno estampado nela; mais de duas dezenas de estrelas retraçam constelações autênticas, incluindo o Cruzeiro do Sul.

Então, se você perguntasse a qualquer um de nós nos EUA o que vem à nossa cabeça quando seu nome é mencionado, normalmente selecionaríamos algo a partir dessa lista.

Você sabe do que nós não nos damos conta? Metade das vezes que embarcamos em voos domésticos, da American Airlines ou de outras companhias aéreas, viajamos num avião da Embraer. Tudo bem, o folheto com instruções de segurança traz impresso nele o nome Embraer. Nós podemos até achar Embraer escrito em letras miúdas em algum lugar da fuselagem. Mas quase nenhum de nós sabe que a aeronave é projetada e fabricada no Brasil. Você poderia alardear “Tecnologia Brasileira,” mas não o faz. Por que não? A Alemanha não hesita em se gabar da dela. Nada mais justo, claro. Todo mundo conhece a qualidade dos produtos fabricados na Alemanha, que, por sua vez, permeiam sua economia aeroespacial, a terceira maior do mundo.

Mas, espere. Um dos grandes pioneiros nos primórdios da aviação era brasileiro. Engenheiro brilhante e inventivo, altamente condecorado, Alberto Santos-Dumont liderou a transição mundial do transporte aéreo mais leve que o ar para o mais pesado que o ar. O valor de uma semente cultural como essa, plantada no nascimento de uma indústria, é incalculável. Um século depois, você se tornou líder em tecnologias de biocombustíveis—um passo fundamental em direção a uma economia verde onde nossa harmonia com a natureza vai determinar se iremos prosperar, sobreviver ou nos extinguir. Você também possui uma ambiciosa agência espacial, além de ser a sexta maior indústria aeroespacial do mundo. Na América Latina, você também é líder em Tecnologia da Informação. E num país famoso por sua agricultura, quase um terço de sua economia se apoia num setor produtivo impregnado de tecnologia.

Então talvez seja a hora de o mundo saber mais a respeito disso. Talvez seja a hora de os brasileiros saberem mais sobre isso. Talvez esteja mais do que na hora de você exibir produtos que declarem: “Fabricado no Brasil.”

Seja o que mais for, ou não, verdade no mundo, as economias de crescimento do futuro—mesmo as que possam ser puramente agrícolas—vão girar em torno dos investimentos feitos hoje em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Numa democracia, esses investimentos fluem de um eleitorado letrado cientificamente, que elege líderes esclarecidos e que entendem o valor da educação, das pesquisas e das descobertas. Sem essas perspectivas, ainda estaríamos vivendo em cavernas, com alguns de nós resmungando: “Você não pode explorar o mundo exterior. Primeiro precisa resolver os problemas da nossa caverna.”

Para que ninguém se esqueça, o primeiro (e único) astronauta sul-americano foi um engenheiro aeronáutico brasileiro. E quando se deu o lançamento de sua missão? Em 2006, ano do centenário do primeiro avião bem-sucedido de Santos-Dumont. E o que ele levou para o espaço? Uma bandeira do Brasil e uma camisa da seleção brasileira de futebol.

Os países que mais passam por dificuldades no mundo tendem a ser aqueles com baixos níveis de instrução e com ausência de STEM3 em sua cultura. Você tem os recursos e o legado para liderar toda a América Latina, se não o mundo, no que um país do futuro deveria ser—no que um país do futuro deveria aspirar ser.

Se você abraçar e apoiar suas indústrias STEM—e o setor de tecnologia inteiro—então os sonhos dos alunos em toda a cadeia educacional não terão limites, conforme eles forem introduzidos num mundo em que foguetes são o que alimentam as ambições das pessoas que saem pela porta da caverna.

Atenciosamente,

Neil deGrasse Tyson

Estados Unidos da América

  • 1 Amazon é a palavra em inglês tanto para Amazonas quanto para Amazônica. (N. do T.)
  • 2 Também chamada de castanha-do-pará. (N. do T.)
  • 3 STEM é a sigla em inglês para Science, Technology, Engineering e Mathematics [Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática] (N. do T.)

Translators: Nicolas Pettengill & Renata Pettengill

Publisher: Grupo Editorial Record

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Brasileira é morta em atentado terrorista na França

      Muito triste, mais um atentado ocorrido ontem, na França. Um jovem tunisiano atingiu com uma faca várias pessoas dentro da Basílica de Notre-Dame, na cidade de Nice, gritando em árabe “Alá é grande”. Entre as vítimas fatais estavam um sacristão; uma senhora de 70 anos, que teria sido decapitada; e uma brasileira. O assassino foi ferido a tiros pela polícia e levado para um hospital. 
      A brasileira é Simone Barreto, de 44 anos, há 30 vivendo na França, como cuidadora de idosos. Ela tem três filhos, a mais nova teria apenas seis anos, e três irmãs vivendo em Nice. Baiana, Simone e as irmãs foram bailarinas de samba. Mesmo ferida, ela conseguiu fugir da igreja e pedir ajuda em um restaurante próximo, avisando o que estava acontecendo e possibilitando a chamada da polícia. Mas, não resistiu aos ferimentos e morreu. 
       Lamentável! Fico pensando, uma brasileira que sai do seu país em busca de uma vida melhor, com mais segurança, e acaba morrendo tragicamente na França. Muito triste! Meus pêsames à sua família! fr

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Botafogo tropeça nos seus erros e perde em casa para o Cuiabá

           Inacreditável! No jogo de ida pelas oitavas da Copa do Brasil, ontem, no Estádio Nilton Santos, o Botafogo perdeu por 1x0 para o Cuiabá. Eu assisti o jogo até os 15 minutos do segundo tempo, depois não aguentei mais. Um jogo fraco, o Botafogo tentando sem competência fazer o seu gol, e o Cuiabá querendo garantir o empate. Mas acabou que, por uma falha do japonês Honda, aos 9 minutos do segundo tempo, o Cuiabá fez o seu gol e vai decidir a vaga em casa na próxima terça-feira, dia 3 de novembro, com a vantagem do empate. 
          O Honda deu um passe a la Toninho Cerezzo para o adversário, Matheus Barbosa, que chutou de próximo da entrada da grande área e fez o gol. O Cuiabá estava sem poder contar com sete jogadores, que não puderam jogar porque já tinham disputado a competição por outros clubes, e outros quatro sem condições físicas. O treinador do Botafogo, Bruno Lazaroni, filho do ex-treinador da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1990, foi dispensado, e volta a ser auxiliar. Terça-feira tem mais sofrimento! fr

Botafogo 0x1 Cuiabá (ficha técnica)

Ficha técnica (Lance!)

BOTAFOGO 0 x 1 CUIABÁ
Data/Hora: 27/10/2020, às 21h30
Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)
Assistentes: Clóvis Amaral da Silva (PE) e Ricardo Bezerra Chianca (PE)
Árbitro de vídeo: Caio Max Augusto Vieira (RN)
Gramado: Regular
Cartões amarelos: Marcelo Benevenuto (BOT); Lucas Ramon, Maxwell e Ferrugem (CUI)
Cartões vermelhos:
Gols: Matheus Barbosa (0-1, 10'/2ºT)
BOTAFOGO: Diego Cavalieri; Kevin, Marcelo Benevenuto, Kanu, Victor Luís; Caio Alexandre, Cícero (Lecaros 15'/2ºT), Keisuke Honda; Bruno Nazário (Kelvin 36'/2ºT), Pedro Raul, Rhuan (Matheus Babi 20'/2ºT). Técnico: Bruno Lazaroni.
CUIABÁ: João Carlos; Lucas Ramon, Ednei, Anderson Conceição, Lucas Hernández; Nenê Bonilha (Gabriel Pierini 25'/2ºT), Matheus Barbosa; Hayner (Jean Patrick 38'/2ºT), Élvis (Diego Jardel 38'/2ºT), Maxwell (Ferrugem 38'2ºT); Willians Santana (Yago César 20'/2ºT). Técnico: Marcelo Chamusca.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso provoca pânico e mortes

          Mais uma tragédia que ocorre no Rio de Janeiro e que poderia ter sido evitada. Hoje, um incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso obrigou a remoção às pressas de cerca de 200 pacientes. Até o momento, infelizmente, foram registradas as mortes de duas pacientes internadas no CTI (Centro de Terapia Intensiva). De acordo com informações iniciais, o fogo teve origem devido a um curto-circuito na casa de máquinas. 
          Como costuma acontecer, depois da tragédia a imprensa noticia várias situações que já se arrastavam ao longo do tempo. O Ministério da Saúde tinha conhecimento de vários problemas relacionados à estrutura dos prédios, inclusive quanto à sua rede elétrica. Em abril do ano passado, o Ministério solicitou uma vistoria por parte de uma equipe de engenheiros, que resultou em um relatório relacionando as deficiências. 
          Em setembro de 2019, a Defensoria Pública da União cobrou providências da direção do hospital e requereu ao Corpo de Bombeiros que fizesse uma vistoria no local. Ou seja, o poder público tinha conhecimento, mas não cumpriu a sua obrigação. Essas mortes, e outras que possam vir a ocorrer mais à frente por conta do incêndio de hoje, deveriam ter sido evitadas! fr

São Bento joga com goleiro no ataque por falta de reservas

       
        O jogo entre o São Bento e o Criciúma, ontem pela 12ª rodada da Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro, no Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, foi marcado por um acontecimento inusitado. O time do São Bento estava com apenas 12 jogadores, os 11 em campo e somente um reserva, e ainda por cima ele era um goleiro. Foram 15 jogadores afastados por estarem infectados pela coronavírus. Aos 38 minutos do segundo tempo, o goleiro reserva, Lucas Macanhan, precisou entrar em campo, no lugar do meia-atacante Coutinho. 
          O São Bento tentou adiar o jogo, mas a CBF não aceitou, justificando que o clube tem 38 jogadores inscritos na competição e 13 aptos para jogar, quantidade mínima de acordo com o seu regulamento. Além disso, segundo a entidade, o São Bento ainda poderia recorrer a jogadores da base. O jogo terminou empatado em 0x0, e o São Bento está em 9º lugar, penúltima colocação do grupo B da Terceira Divisão. Que coisa! fr

domingo, 25 de outubro de 2020

Dica de série: "Timeless"

          Assisti à série ‘Timeless’ através da plataforma da TV por assinatura que eu assino. O seu atrativo principal, para quem gosta de História, é o tema, viagem no tempo, o mesmo de uma série clássica da década de 1960, “O túnel do tempo”. Esta teve somente uma temporada, com 30 episódios, a ‘Timeless’ não foi muito diferente, teve duas temporadas curtas, a primeira com 16 episódios e a última com 12. 
        Os criadores de ‘Timeless’ são Eric Kripke e Shawn Ryan, e, de acordo com a imprensa, a NBC cancelou a série duas vezes. A primeira foi em 2017, retornando no ano seguinte devido aos fortes pedidos pelas redes sociais das pessoas que a acompanhavam nos Estados Unidos. Mas, os índices de audiência não foram satisfatórios e a série foi finalizada em 2018. Eu maratonei ‘Timeless’, e já estou assistindo mais uma vez ‘O túnel do tempo’, mais à frente vou comentar no meu blog sobre está série clássica. 
        Em ‘Timeless’, a empresa de Connor Mason (Malcolm Barrett) constrói secretamente uma máquina que possibilita viajar pelo tempo. Garcia Flynn (Goran Višnjić), ex-agente da Agência de Segurança dos Estados Unidos, invade e sequestra um dos dois protótipos da máquina do tempo, e o seu principal programador. 
         O seu objetivo era mudar a História, a fim de acabar com uma poderosa organização, chamada de Rittenhouse, que espalha os seus agentes por diferentes momentos históricos. Sua família foi assassinada por ela. Eu fiquei curioso para saber como ele conseguiu uma equipe para trabalhar com ele em algo tão perigoso. 
        Os seus capangas praticamente não abriam a boca, qual podia ser a motivação deles? Ajudar Garcia em sua luta pessoal para acabar com a Rittenhouse, após sua família ser morta? Valia morrer por isso? Claro, faz parte do show, só quis descontrair um pouco. 😊😊

                
      Para recuperar a máquina do tempo, a agente Denise Christopher (Sakina Jaffrey) convocou o sargento do Exército Wyatt (Matt Lanter), que se culpava pela morte de sua esposa; e a professora de História Lucy Preston (Abigail Spencer). A cada episódio, Wyatt, Lucy e o piloto Rufus Carlin (Malcolm Barrett) perseguiam Garcia por diferentes épocas históricas, tentando impedir que ele alterasse a História. 
        Ao longo das duas temporadas, ocorreram mudanças nos perfis de alguns personagens, que passaram de bons para vilões, e vice-versa. Por exemplo, no início, Garcia era visto como um terrorista, que desejava atingir os Estados Unidos, mas, depois, ele passou a trabalhar com a agente Denise. 
         Ao contrário de ‘O túnel do tempo’, em que a História não poderia ser alterada pelos dois viajantes, em ‘Timeless’, a mudança de um acontecimento podia afetar toda a linha de tempo. A irmã de Lucy simplesmente deixou de existir por conta disso, após uma das viagens no tempo. Em ‘Timeless’, todas as viagens foram ao passado, enquanto em ‘O túnel do tempo’ houve aventuras no futuro. 
          Outra comparação que eu faço entre essas duas séries é quanto aos personagens de ‘Timeless’, muito mais diversificados: há pretos e mais mulheres em destaque. Legal! E em ‘Timeless’, os períodos de tempo são escolhidos pelos viajantes, ao contrário da série clássica, em que os dois cientistas eram enviados aleatoriamente a diferentes épocas. 
          O último episódio de ‘Timeless’ mostrou os “finais” dos personagens, fechando a série, não vou contar para não estragar a surpresa de quem deseja assistir. Os produtores e atores ainda anunciaram que existia uma possibilidade que viesse a ser produzido um filme de uma estória com início, meio e fim, mas até hoje isto não se confirmou. 
         Eu gosto de filmes e séries com essa temática, mas já adianto que ainda prefiro ‘O túnel do tempo’, mesmo com os efeitos especiais da década de 1960, muito mais simples e menos elaborados.  fr

sábado, 24 de outubro de 2020

Frases: Simone de Beauvoir

“O opressor não seria tão forte, se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos.”

 SIMONE DE BEAUVOIR

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

O dia em que morri (Zuenir Ventura)

O dia em que morri 
Boato mata cronista, mas ele não espera o terceiro dia para ressuscitar 
Zuenir Ventura 

        O presidente da República tinha acabado de discursar quando recebi a notícia de minha morte. Eu estava na cerimônia de inauguração do Instituto Moreira Salles e vi Marcos Sá Corrêa vindo em minha direção com o cabelo molhado de quem saiu do banho às pressas e a cara de quem estava vendo fantasma. De fato, eram as duas coisas. Viera correndo de casa, ali perto, para me avisar que infelizmente eu tinha morrido. Acho que cheguei a esboçar um ar compungido ao ouvir o relato e devo ter dito que o falecido era um cara legal. 
     O boato fora divulgado na Internet, on-line, pela Agência Estado, que se baseara no telefonema que um repórter deu para um antigo número meu: 267-0415. Quem atendeu disse que eu morrera num desastre de carro na Lagoa. O próprio repórter me contou depois: “a mulher deve ser uma louca, porque me atendeu chorando, dando detalhes de sua morte e dizendo que trabalhava com a família há 14 anos; ‘coitada da Mary, dos filhos’, chegou a dizer”. 
      O equívoco correu redações, chamou de volta quem já estava em casa, ameaçou desarrumar páginas prontas, congestionou linhas telefônicas e chocou amigos e parentes. Meu filho, por exemplo, que custou a ser localizado, conviveu com o boato como se ele fosse verdade por mais de uma hora. Por ser irresponsável, a tal maluca do telefone com certeza não consegue imaginar o que uma brincadeira dessas pode causar. 
        Lá pelas 9 horas da noite – eu tinha morrido às 16 – a imprensa descobriu que eu estava no IMS e não no IML. Do lado de fora, dezenas de repórteres e fotógrafos aguardavam atrás de um cordão de isolamento a saída do presidente. Veio então uma ordem das redações para que falassem comigo; não valia mais versão, eu tinha que ser ouvido ao vivo, se é que a expressão se aplicava ainda a mim. 
       Naquele momento, eu era mais importante do que o presidente, o governador, o prefeito e quem mais estivesse lá dentro. Afinal, não é todo dia que se vê alguém morrer e ressuscitar em cinco horas. O recorde era três dias, mas fora batido há muito tempo. 
        Lá fora os colegas apontavam suas armas para mim: microfones, gravadores, câmeras, canetas. Nunca tinha me sentido desse lado e aprendi o que é ficar na frente daquilo que a gente mesmo chama de “batalhão de jornalistas”. Era uma entrevista coletiva inédita, de um ex-morto. Quando me perguntaram como é que eu estava me sentindo, quase respondi: “estava melhor no Além”. 
        Já de madrugada abri o computador e via descrição de minha morte; era tão precisa que não tive dúvida, devia ser verdade. Uma agência séria não colocaria no ar um boato desses. Seria muita irresponsabilidade. Uma falsa notícia de morte pode ter consequências desastrosas. Além do mais, o morto era figurinha fácil na cidade, de apuração rápida. Se a Agência resolvesse esperar um pouco, os repórteres conseguiriam desfazer o boato, como aliás desfizeram logo depois, só que aí eu já estava morto. Será que notícia em tempo real é isso, primeiro divulga e depois apura? 
        Não pode ser. A hipótese mais provável era a de que eu estava mesmo morto. Se um vivo é capaz de se imaginar morto, um morto pode muito bem se imaginar vivo lendo a notícia da própria morte. Era o que eu fazia ali agora. Com material parecido, um outro defunto, o machadiano Brás Cubas, esse, genial, escreveu uma obra-prima. Com a ajuda do vinho que havia tomado para comemorar, passei a acreditar no que estava lendo. Leiam o que li: 
        “Morre o escritor Zuenir Ventura 
        Rio de Janeiro – A empregada do jornalista Zuenir Ventura, Maria Antônia, afirmou agora à noite que ele morreu hoje, após sofrer um acidente na Lagoa, na zona sul do Rio de Janeiro, por volta do meio-dia. Segundo a empregada, que há 14 anos trabalha com a família, Zuenir, autor de ‘1968 – o ano que não terminou’, ‘Cidade Partida’ e ‘Inveja’ faleceu às 16 horas. Ele era colunista do jornal ‘O Globo’, e sua última coluna vai ser publicada amanhã."
        Colegas dizem que nos Estados Unidos isso daria processo e indenização. No Brasil não deu nem pedido oficial de desculpas da Agência, muito menos flores para o enterro, sequer uns cravos de defunto. (O Globo, 9/10/1999)

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Dica de filme: "O exterminador do futuro" (1984)

O EXTERMINADOR DO FUTURO (“The terminator”) 
EUA, Ficção Científica, Ação, 1984 
Direção: James Cameron 
Com: Arnold Schwarzenegger, Linda Hamilton, Michael Biehn, Michael Biehn 
Este é o meu filme de ficção preferido. O filme é de 1984, e mostra o mundo devastado no futuro, em que as máquinas dominam o planeta. A Skynet, uma ultra moderna rede de defesa desenvolvida anos antes, assumiu o controle do funcionamento de todos os serviços desenvolvidos por computadores, através da inteligência artificial. Os seres humanos passam a ser desnecessários, e encarados como uma ameaça. Os mísseis nucleares são disparados, não se sabe por qual potência, causando a morte de metade da população mundial. Os sobreviventes organizaram-se em uma resistência, liderada por John Connor. No ano de 2029 (já não está tão distante assim!), a Skynet envia ao ano de 1984, em Los Angeles, um ciborgue (Arnold Schwarzenegger), ou seja, uma máquina revestida por partes humanas, como pele e sangue. A sua missão era localizar e eliminar Sarah Connor (Linda Hamilton), a mulher que viria a dar à luz àquele que anos mais tarde seria o líder da resistência contra as máquinas, John Connor. Ele, porém, para proteger a mãe, também consegue enviar um humano da resistência, Kyle Reese (Michael Biehn). O enredo é muito bom, eu já assisti ao filme várias vezes, tenho até uma fita em DVD, e tem uma cena que eu considero fantástica! É a cena dentro de uma boate. Depois que a imprensa passou a noticiar o assassinato de duas mulheres com o nome Sarah Connors, ela entra em uma boate, para se esconder de Reese, que ela acreditava ser o assassino em série. Em seguida, o exterminador invade o local para matá-la.  Muito show! A este filme se seguiram outros SEIS, dando continuação ao tema, mas, sem dúvida, ainda considero o primeiro o melhor, mesmo os efeitos especiais dos posteriores serem muito mais avançados. fr

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Antigas cédulas brasileiras e as personalidades homenageadas

Desde 1994, com a implantação do real, o Brasil só tem cédulas em que aparece a imagem simbólica da República no anverso e de animais da fauna brasileira no reverso. Mas, durante as décadas anteriores, eu me lembro das cédulas que tivemos que antecederam o real, e elas tinham no anverso os rostos de figuras históricas e da cultura nacional. Eu ainda tenho algumas que eu guardei (foto abaixo).

A única exceção do real foi a nota de 10 reais em plástico, lançada em 2000, ano da comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. A cédula teve a figura de Pedro Álvares Cabral. Eu vou postar aqui as cédulas a partir da década de 1970 (cruzeiro, cruzado, cruzado novo, novamente o cruzeiro e cruzeiro real). São cédulas das quais eu me lembro porque eu peguei esses períodos.

Nessa época, o Brasil passou por diferentes moedas, que iam e vinham, derrotadas pela hiperinflação. Com a mudança de moeda, as antigas cédulas recebiam um ‘carimbo’ impresso, atualizando o seu valor, e cortando os três últimos zeros. Por exemplo, a nota de dez mil cruzeiros passou a ser dez cruzados, em 1986. 

         Alguns dos homenageados nas cédulas são bem polêmicos. Em 1994, entrou em vigor a nova moeda, o real. Hoje, se o Brasil fosse voltar a usar imagens de figuras de brasileiros, acredito que seria bem difícil chegar a um consenso de quem poderia estampar as nossas notas de real. Quem poderia merecer essa homenagem, sem receber críticas de grande parcela do país? Com certeza, poucos. fr

1. Cruzeiro (1970 a 1986)




2. Cruzeiro (1981 a 1986)




3. Cruzado (1986 a 1989)


4. Cruzado Novo (1989 a 1990)


5. Cruzeiro (1990 a 1993)

6. Cruzeiros Reais (1993 a 1994)

7. Real (Pedro Álvares Cabral) 2000

sábado, 17 de outubro de 2020

Sede do TCM era residência de Machado de Assis

Passando pela Rua Santa Luzia, no Centro do Rio de Janeiro, uma discreta placa na parede do Tribunal de Contas do Município me chamou a atenção. Nela, é informado que o escritor Machado de Assis e sua esposa, Carolina Augusta Novais, viveram naquele local, no antigo número 54, de 1871 a 1874. Com certeza, naquela época o casal viveu em uma casa, que, com o crescimento da cidade, foi demolida. Hoje, o local é um prédio de 12 andares, e é a sede do Tribunal de Contas, desde 1990.  fr

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

A antiga Praia de Santa Luzia é, hoje, um mar de concreto, prédios e carros

Na foto abaixo, eu estou em plena Avenida Antônio Carlos, no Centro do Rio de Janeiro, com a Igreja de Santa Luzia ao fundo. Eu estou pisando o que era, há mais de cem anos, a chamada praia de Santa Luzia. A outra foto, preto e branco, eu encontrei na internet, e é de 1917, mas, infelizmente, não é informado o seu fotógrafo. A praia de Santa Luzia começou a ser aterrada em 1922, com a derrubada do Morro do Castelo. Hoje, é um ‘mar’ de concreto, prédios e carros. Na reprodução do Google Maps, pode-se ter uma noção da distância atual da igreja até a água da Baía Guanabara; muita coisa foi aterrada. fr