SEJA ÉTICO

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

"A Feiticeira" (5ª a 8ª temporadas)

     Eu terminei de assistir as três últimas temporadas da série clássica de TV “A Feiticeira” (“Bewitched”) em uma página gratuita na internet. Em maio do ano passado eu escrevi sobre as cinco primeiras temporadas. Ao todo, a série tem 254 episódios, cada um com 25 minutos de duração em média, em oito temporadas. “A Feiticeira” foi exibida originariamente pela ABC, rede de TV dos Estados Unidos, entre 17 de setembro de 1964 e 25 de março de 1972. Quando criança, eu assisti aos episódios em reprises. 
     A série mostra o relacionamento de Samantha (Elizabeth Montgomery, 1933-1995), uma jovem feiticeira, e o seu marido, o publicitário James Stephens (Dick Sargent, 1930-1994). Ele não permitia que sua esposa usasse os seus poderes, querendo que ela fosse uma dona de casa como todas as outras mulheres mortais. 
     Mas os pais de Samantha, bruxos, não aceitavam ver a filha abrindo mão de suas capacidades por um simples mortal. O resultado são muitas confusões, e diversão. Veja a montagem que eu giz com dezenas de imagens da Montgomery, abaixo. Os pais de Samantha são Maurice (Maurice Evans, 1901-1989) e a maravilhosa Endora (Agnes Moorehead, 1900-1974). Os dois sempre erravam, intencionalmente, o nome de James, além de transformá-lo em animais, como sapo, ganso ou mula. 
     Eu vou comentar, hoje, as novidades dessas últimas três temporadas. A primeira delas, e a mais perceptível, claro, é a substituição do ator que interpreta James Stephens. Dick York (1928-1992) fez as primeiras cinco temporadas, mas precisou ser substituído por sentir fortes dores na coluna, desde que sofreu um acidente de automóvel, que o obrigava a faltar às gravações. 
     A partir da sexta temporada, entrou Dick Sargent. “James” foi o nome escolhido no Brasil para o personagem, mas o original era “Darrin”. O ator era outro, mas James continuou sendo o mesmo estressado, mal-humorado e resmungão, mesmo sendo casado com uma bruxa do bem. Ao invés de permitir que Samantha usasse os seus poderes para facilitar a vida de sua família e ajudar as pessoas, sem se aproveitar para obter vantagens indevidas, claro, ele vivia brigando com ela. 
     O casal Stephens teve o segundo filho, na sexta temporada. Para fazer companhia a Tabatha, nasceu Adam, mas este não tinha poderes, puxando o lado mortal do pai. Nos créditos, aparece o nome do ator mirim David Lawrence; na internet eu li que Adam foi interpretado por dois meninos gêmeos, o segundo de nome Greg. O mesmo tinha acontecido no início da série com Tabatha, interpretada pelas irmãs gêmeas Erin e Diane Murphy; mais tarde apenas por Erin. 
     Entraram também na série Esmeralda e tia Agatha, ambas eram feiticeiras e eram chamadas para cuidar das crianças, como babás. Esmeralda (Alice Ghostley, 1923-2007) era uma bruxa com poderes enfraquecidos, e não acertava nenhum feitiço, provocando grandes problemas. Consequentemente, James reclamava, deixando Esmeralda nervosa, o que a fazia ficar invisível. Tia Agatha (Reta Shaw, 1912-1982) era chamada quando Esmeralda não estava disponível, e apareceu apenas em quatro episódios. A atriz apareceu outras vezes na série, interpretando diferentes personagens. 
     A participação de atores interpretando vários papéis é uma constante em “A Feiticeira”. Alguns apareceram como diferentes clientes da agência onde James Stephens trabalhava, e também como garçons ou vizinhos, por exemplo. Um deles foi o ator Dick Wilson (1916-2007), que fez várias aparições como um bêbado que presenciava os feitiços de Samantha, e em um episódio como um vizinho dos Stephens. 
     A bruxa idosa tia Clara, interpretada por Marion Lorne (1883-1968), falecida em 1968, fez falta, era uma das minhas preferidas. Ela vivia se atrapalhando e toda vez que fazia um feitiço metia a sobrinha e James em confusão. Mas era muito divertida. Gosto muito também do casal vizinho da frente da casa dos Stephens. 
     Eram a bisbilhoteira Gladys (Sandra Gould, 1916-1999) e o marido Abner Kravitz (George Tobias, 1901-1980). Ela flagrava as situações mais inacreditáveis na casa de Samantha, e o marido achava que ela estava maluca. Sandra Gould já tinha substituído a antiga Gladys, a atriz Alice Pearce, falecida em 1966. 
     O chefe de James na ‘McMann & Tate’, agência de publicidade, o Larry Tate (David White, 1916-1990) continua sensacional como o patrão ganancioso, sempre se aproveitando do funcionário, e nunca o fazendo de sócio. A esposa de Larry, Louise, também passou a ser interpretada por outra atriz nessas três últimas temporadas. Kasey Rogers (1925-2006) substituiu Irene Vernon (1922-1998), as duas muito parecidas, mas a primeira sendo loura. 
     A mudança, segundo informações da internet, foi devido à saída da série do produtor e redator Danny Arnold. Outros produtores e a própria Elizabeth Montgomery teriam pressionado pela troca, por Irene ser muito próxima a Danny Arnold. Outra alteração no elenco foi do pai de James Stephens. Robert F. Simon (1908-1992) substituiu Roy Roberts (1906-1975). A mãe, a Senhora Stephens, continuou sendo interpretada por Mabel Albertson (1901-1982). 
     Eu registro algumas participações especiais de atores de outras séries que eu assistia quando criança. Cesar Romero, o Coringa, e Julie Newmar, a Mulher-Gato, de “Batman e Robin”; Jonathan Harris, o Doutor Smith de “Perdidos no Espaço”; e Don Marshall, o Dan Erickson de “Terra de Gigantes”. 
     E também Edward Platt, o ‘Chefe’, e Bernie Kopell, o Siegfried de “Agente 86”. Kopell fez diferentes participações, interpretando um barão alemão; um feiticeiro amigo de Endora; e um boticário, que preparava as poções do Doutor Bombay (Bernard Fox, 1927-2016). Esse médico, aliás, era chamado a qualquer dificuldade da família de Samantha, constantemente o interrompendo em suas atividades de lazer. E sempre sendo chamado de charlatão por James. 
     O elenco principal ainda tem dois outros bruxos, da família de Samantha. O Tio Arthur (Paul Lynde, 1926-1982), sempre inconveniente e fazendo piadas sem graça; e a extravagante prima Serena, interpretada pela própria Elizabeth Montgomery (mas nos créditos, aparecia o nome fictício de Pandora Spocks). Esses dois personagens eu não gosto muito, acho chatos. 
     A abertura da série permaneceu praticamente a mesma, produzida pela Hanna-Barbera, apenas alterando a imagem do novo James, com a entrada do ator Dick Sargent. Assista ao vídeo, mais acima. Os 84 episódios das três temporadas finais foram dirigidos por seis profissionais diferentes, sendo William Asher (1921-2012) e Richard Michaels (1936) os mais atuantes. Os dois dirigiram 79 dos 84 episódios; Asher (também produtor) tendo dirigido 41 e Michaels 38. 
     William Asher foi o terceiro dos quatro maridos da atriz Elizabeth Montgomery, com quem teve três filhos. De acordo com a Wikipédia, Richard Michaels e Montgomery, ambos casados, passaram a manter um relacionamento durante a oitava temporada, o que levou ao fim de seus casamentos, e, provavelmente, também ao término da série. Eles ficaram juntos durante dois anos e meio. 
     Algumas curiosidades para registrar: em dois episódios, o endereço da casa dos Stephens tem nomes diferentes, mas sempre no número 1164. Na sétima temporada, é Rua Manhã Gloriosa, e na oitava, Rua da Manhã Dourada. Na sexta temporada, o sócio majoritário da agência onde James trabalha, enfim, apareceu, em um único episódio; é Harold McMann (Leon Ames, 1902-1993). 
     E nas primeiras temporadas da série, aparecia um candelabro de sete braços, um Menorá, um dos principais símbolos do Judaísmo, dentro da casa dos Stephens, em cima de um armário, ao lado da porta. Nas temporadas seguintes, ele foi substituído por um espelho ou um quadro, objetos que se revezavam. Foi muito bom rever a série completa de “A Feiticeira”, matei as saudades. fr

Elizabeth Montgomery

Propaganda de um produto sem conhecê-lo não é nada lógico! 😊😊😊😊😊

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Um absurdo! Enfermeiras fingem vacinar idosos contra a Covid-2019

A Covid-2019 está obrigando o mundo a mudar as suas políticas, fechando países, prejudicando economias, e mantendo milhões de pessoas em suas residências. No Brasil, tudo foi pior devido ao pouco caso que as autoridades fizeram de sua gravidade. A importação das vacinas demorou bastante, e somente há poucas semanas começaram a chegar ao país, e em número reduzido, diante da população brasileira, 210 milhões de pessoas. Com a chegada das vacinas, estamos vendo situações absurdas ocorrendo. Os primeiros a serem vacinados têm sido os idosos e os profissionais da Saúde que estão diretamente no combate à doença. Mas, várias pessoas que não estão nesses critérios têm furado a fila, sendo vacinados indevidamente. Mas, o pior são os casos relatados de enfermeiras que estão fingindo vacinar os idosos. Elas estariam desviando as vacinas para vender no mercado negro. Que tipo de gente é essa, que coloca a vida das pessoas em risco? Assista à reportagem abaixo, exibida esta semana na TV Cultura. fr

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

"O noviço", Martins Pena

“O Noviço”
, Martins Pena, São Paulo, editora Klick, 1997, 192 páginas (Coleção Livros O Globo, vol. 3). 
     O livro reúne três peças de Martins Pena. A primeira, de 1845 e publicada em 1853, é “O noviço”, uma comédia em três atos. Ambrósio casou-se por interesses com Florência, uma rica viúva, no Rio de Janeiro. Ganancioso, ele convence a esposa a mandar a filha e o sobrinho para o convento, a fim de não repartir a fortuna com eles, e não gastar dinheiro com dote para um futuro pretendente quando a filha fosse se casar. 
     O rapaz, no entanto, não aceita a imposição, e deseja casar com a prima. Após descobrir que Ambrósio já era casado antes de se unir à tia, ele passa pressioná-lo a deixar que os dois jovens se casem. Na peça “O juiz de paz da roça”, o juiz de paz tem o poder de decidir os destinos das moradores da região, ameaçando-os de prisão e mandá-los para lutar na guerra. E em “Quem casa, quer casa”, Fabiana não aguenta mais a convivência com a nora e o genro, que vivem em sua casa. 
     O autor faz uma crítica à sociedade, sua hipocrisia e problemas. É apontado por muitos como o “pai do teatro de costumes” no Brasil. Martins Pena nasceu no Rio de Janeiro em 1815, falecendo muito jovem, aos 33 anos, em 1848, em Lisboa, vítima de tuberculose.  fr

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Dica de filme: "Jogada de mestre"

JOGADA DE MESTRE (“Kidnapping Mr. Heineken”) 
Co-produção: Reino Unido, Bélgica e Holanda; 2015, Drama 
Direção: Daniel Alfredson 
Com: Anthony Hopkins, Sam Worthington, Jim Sturgess, Ryan Kwanten 
O filme é baseado em acontecimentos reais. Em 1983, Amsterdã, Países Baixos, cinco amigos têm o pedido de empréstimo para abrirem um negócio recusado pelo banco. Resolvem, então, sequestrar o dono da fábrica de cervejas Heineken, uma das maiores fortunas pessoais da Europa. A demora em receber o dinheiro do resgate e o medo de serem descobertos levam a desavenças entre os amigos. fr

"Jogada de mestre" (trailer)

 

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Campanha publicitária deu origem à "Lei de Gerson", que marcou o ex-jogador

      A campanha publicitária para os cigarros Vila Rica em 1976 é até hoje lembrada. Muito mais por ter marcado aquele que foi contratado para fazer o testemunho, e, assim, estimular a venda do produto: Gerson, campeão mundial de futebol no México, em 1970. No anúncio, ele exalta as “qualidades” dos cigarros, diz que é também mais barato, e finaliza afirmando que “gosto de levar vantagem em tudo!”. 
     Com o tempo, a expressão passou a ser associada a atitudes antiéticas, desonestas, quando a pessoa se aproveita para conseguir vantagens ilícitas em proveito próprio, sendo batizada de “Lei de Gerson”. Eu já ouvi o próprio ex-jogador, atualmente comentarista, contestar a imagem que associaram a ele, inclusive dizendo que ele fez a propaganda como um artista que interpreta um papel em uma novela ou em um filme. 
     De fato, é errado querer “grudar” em uma pessoa uma imagem negativa somente porque ela fez um anúncio de um produto, destacando as vantagens de comprar algo pelo melhor preço. Essa, com certeza, foi a intenção da campanha publicitária, produzida pela agência Caio Domingues & Associados. Mas, não se pode dar um testemunho pessoal, usando a sua imagem, com o intuito de vender um produto, dando a desculpa que está “interpretando” um papel. Não, mesmo! 
     As pessoas têm que ter mais responsabilidade no momento em que aceitam fazer campanhas publicitárias que vão influenciar milhares, milhões de pessoas, principalmente os mais jovens. Afinal, estão sendo pagos para isso, e não podem colocar o dinheiro acima da responsabilidade que eles devem ter como formadores de opinião. Assista ao comercial, abaixo. fr

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Botafogo perde mais um jogo, e já está rebaixado

Ao perder, ontem, mais um jogo, dessa vez para o Sport, por 1x0, no Estádio Nilton Santos, o Botafogo confirmou o que já era esperado. É o primeiro a ser rebaixado, neste campeonato, para a Segunda Divisão, e em último lugar, tendo conseguido vencer, até agora, na 34ª rodada, apenas quatro jogos. Faltaram ao Botafogo qualidade, vontade e disposição. Infelizmente, os jogadores não têm mais identificação com o clube em que jogam. Hoje, estão em um lugar, amanhã pegam suas coisas e vão para outro, e não têm o menor sentimento com isso, porque não têm nenhuma identificação com clube nenhum. Perder faz parte do futebol e da vida, mas perder sem lutar, sem se importar, é triste!  fr

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

"Amor de perdição", Camilo Castelo Branco

“Amor de perdição”
, Camilo Castelo Branco, São Paulo, editora Klick, 1997, 162 páginas (Coleção Livros O Globo, vol. 19). 
     Lançado em 1862, é um livro marcado pelo romantismo exagerado. Camilo Castelo Branco conta que o escreveu em apenas 15 dias, quando esteve preso pelo crime de adultério, e eles foram os dias “mais atormentados de minha vida”. No prefácio à segunda edição, ele explica que a história é baseada na vida do seu tio paterno, Simão Antônio Botelho, contada a ele pela tia, irmã do próprio. 
     Em Portugal, Simão, um rapaz de 17 anos e Teresa, uma moça de quinze, apaixonaram-se ao verem-se de suas janelas, vizinhos que eram, uma casa de frente a outra. Pouco se falaram, pouco se viram, a não ser à distância, mas um amor incondicional surgiu entre os dois. É uma história pouco crível, mas bastante palatável para o público feminino do século 19. 
     Mas é bem verdade que até pouco tempo, antes das conversas com vídeo pela internet, pessoas se conheciam e diziam se amar sem nunca terem se visto, apenas trocando conversas de texto. Mas, voltando ao livro, o amor dos Simão e Teresa não era aceito pelos pais, que se odiavam. A seguir, alerto que vou adiantar revelações sobre o final do livro. 
     O pai de Teresa decide mandar a filha para o convento por um tempo, para, depois, casá-la com Baltasar, um primo dela, que manda, sem sucesso, matar Simão. Desesperado pela separação da amada, o jovem mata Baltasar, e é preso, abrindo mão de sua defesa, pois preferia ser condenado à forca a ficar longe da amada, que dizia ao pai o mesmo, que tiraria sua vida caso não pudesse casar com Simão. 
     Enfim, a história é uma sucessão de sentimentos intensos, muito sofrimento e tragédias. E os dois jovens mal se conheciam, apenas se viram algumas poucas vezes, mal conversaram para poderem se conhecer melhor, como é que podiam falar em amor? 😊 😊 Simão passou mais de dois anos preso, aguardando julgamento. O pai, que inicialmente não quis defendê-lo devido à atitude criminosa do filho, acabou convencido por um tio-avô, que ameaçou se matar na sua frente se ele não o fizesse. 
     A condenação à morte na forca foi atenuada para a expulsão para a Índia por dez anos. Separados, um indo para outro continente, e ela em um convento, os dois sofrem demais, inclusive adoecendo aos poucos. Simão lamenta: “Que trevas, meu Deus! – Exclamava ele, e arrancava a mãos-cheias os cabelos. – Dai-me lágrimas, Senhor! Deixai-me chorar, ou matai-me, que esse sofrimento é insuportável!” 
     O final trágico do livro pode ser facilmente adivinhado, e envolve ainda uma outra mulher, Mariana, filha de um modesto ferreiro, apaixonada por Simão e que ajudou a cuidar dele durante a sua prisão. Eu até gostei de ler o livro, mas somente o indico para quem gosta de histórias tristes, muito tristes! Cego e sem poder escrever, Camilo Castelo Branco cometeu suicídio com um tiro no ouvido em 1º de julho de 1890, aos 65 anos. fr

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

A voz do silêncio

A VOZ DO SILÊNCIO

Martha Medeiros

Pior do que a voz que cala é um silêncio que fala.

Simples, rápido! E quanta força!

Imediatamente me veio à cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis, pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.

Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.

Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.

Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar: "Diz alguma coisa, mas não fica aí parado me olhando!"

É o silêncio de um mandando más notícias para o desespero do outro.

É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock, o silêncio é um sonho.

Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba é aquele que fala.

E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim você entende a mensagem. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Frases: Anne Frank

“O que está feito não pode ser desfeito, mas podemos prevenir que aconteça novamente.”

ANNE FRANK

Participante é expulso do BBB Portugal por fazer saudações nazistas

     Um participante do programa BBB Portugal foi expulso da casa na quinta-feira, dia 28, por ter feito repetidas vezes saudações nazistas. É preocupante que jovens demonstrem tanta ignorância e falta de respeito por assuntos que todos devem conhecer minimamente, afinal o Nazismo e os horrores ocorridos em sua consequência são (ou devem ser) estudados na escola. E são mostrados em diversos documentários, reportagens e filmes, que estão à disposição de todos. Ninguém pode, ninguém tem o direito de alegar desconhecimento a esse respeito. 
     O participante, Hélder Teixeira, já havia tomado parte de uma edição anterior, em que já tinha manifestado opiniões preconceituosas contra mulheres e homossexuais. Mesmo assim, ele foi convidado pela emissora TVI para fazer parte da edição atual, da qual também fazem parte outros ex-integrantes de edições anteriores. Hélder é um técnico em eletrônica, residente na cidade de Santa Maria da Feira, no Norte de Portugal, e tem 39 anos, ou seja, não é nenhuma criança. 
     Mesmo após o comando do programa ter anunciado a expulsão do participante para os demais moradores da casa, e as razões que a justificaram, esses ainda demonstraram surpresa, fizeram questão de se despedir de Hélder; alguns ainda tentaram defendê-lo. A impressão que dá é que os participantes do programa não tinham a correta noção da gravidade do que representa fazer referências ao Nazismo. Milhões de judeus foram perseguidos, confinados em campos de concentração e mortos durante o Nazismo e a Segunda Guerra Mundial. Muitos outros milhões morreram lutando na guerra para derrotar o Nazismo. 
     É muito preocupante que os jovens portugueses pareçam desconhecer o que ocorreu durante a primeira metade do século 20. Não é possível que as escolas em Portugal não ensinem sobre esse triste período da História. Tratar de um assunto como esse como se fosse uma brincadeira inocente pode provocar que as pessoas o vejam como algo “normal”, aceitável, e ele se repita. Em Portugal, o participante do BBB foi expulso. Infelizmente, no Brasil, já ouvimos políticos com cargos públicos fazendo algo parecido, e eles não foram expulsos da política. fr

As saudações nazistas e a expulsão do BBB Portugal 2021

domingo, 31 de janeiro de 2021

Com mais de 100 anos, a estação das barcas na Praça 15

     Em frente à Estação das Barcas, na Praça 15, Rio de Janeiro. Local por onde passam diariamente milhares de pessoas pegando as barcas e catamarãs que fazem o percurso para Niterói, Paquetá e Ilha do Governador, atravessando a Baía de Guanabara. De acordo com o Grupo CCR, empresa concessionária que administra a estação, o prédio foi construído entre os anos de 1904 e 1912, portanto já conta com mais de um século de História. 
     Comparando as fotos antigas, em preto e branco, com as minhas, pode-se perceber facilmente algumas diferenças. Há 100 anos, carros (e também charretes) podiam transitar pelo local. Atualmente, os carros são proibidos de entrar. A foto em que aparecem automóveis é creditada na internet a Augusto Malta; o cartão postal não tem identificação. Hoje, temos lojas funcionando dentro da estação, e vemos também algumas bancas de jornais e revistas em frente ao prédio. 
     Eu trabalho perto e passo eventualmente por ali, vejo também muitas pessoas que ficam no local sentadas nos bancos, provavelmente trabalham nas proximidades. Às vezes, têm algumas até no chão, homens sem camisa; alguns até pedindo dinheiro ou que lhes comprem algo para comer. Além de camelôs que aproveitam a movimentação para vender os seus produtos. fr

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

"Espumas flutuantes", Castro Alves

“Espumas flutuantes”
, Castro Alves, São Paulo, editora Klick, 1997, 188 páginas (Coleção Livros O Globo, vol. 16).
     O livro, lançado em 1870, reúne 53 poemas, dentre eles algumas traduções de outros poetas, e é o único publicado em vida pelo baiano Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871). O autor morreu pouco tempo depois, muito jovem, aos 24 anos, vítima de tuberculose, doença da qual sofreu desde os 17 anos. O sucesso de crítica à época possibilitou a posterior publicação de seus outros trabalhos. 
     Castro Alves dedicou “Espumas flutuantes” à memória do pai, da mãe e de seu irmão, que tinham falecido em um curto período de tempo, entre os anos de 1859 e 1866. Os seus poemas falam do amor; e dos seus relacionamentos, principalmente com a atriz portuguesa Eugênia Câmara, com quem teve uma relação conturbada, inclusive tendo sido traído, até o seu rompimento. 
     E também sobre a morte, inclusive a sua, que ele já sabia se aproximar, como deixa claro em um trecho do poema “Mocidade e morte”: “E eu sei que vou morrer... dentro do meu peito / Um mal terrível me devora a vida”. Em novembro de 1868, durante uma caça em São Paulo, acabou por atirar com a espingarda por acidente no próprio pé esquerdo, e o ferimento acabou por levar à amputação, em junho do ano seguinte, no Rio de Janeiro, sem anestesia. 
     O poeta passou os últimos meses de vida em Salvador, na Bahia, sob cuidados por conta da tuberculose, onde morreu no dia 6 de julho de 1871. O local onde ele nasceu, então Freguesia de Curralinho, emancipou-se de Cachoeira em 1895, e anos mais tarde, a cidade passou a se chamar Castro Alves. É o patrono da cadeira nº 7 da ABL (Academia Brasileira de Letras). A leitura não me entusiasmou, mas fica o registro. fr

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Frases: Gerson

“Eu estou decepcionado com o Botafogo, com a situação que vai ficar na Segunda Divisão. A maioria do elenco do Botafogo não podia nem passar na porta do clube. Culpados não são os jogadores de jogarem mal, não sabem jogar. Culpado é quem contrata! É muito mais fácil o Botafogo permanecer na Segunda Divisão, e até cair para a Terceira, do que voltar para a Primeira, com o time que o Botafogo terá. Eu estou infeliz, porque gosto e torço pelo Botafogo, faço parte da sua História, aceitar o que está acontecendo é muito difícil.”

GERSON, ex-jogador do Botafogo e da seleção brasileira, campeão mundial em 1970, atualmente comentarista.

Gerente de asilo desvia vacinas para a própria família... na Suécia 😞

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

"Westworld: onde ninguém tem alma" (trecho)

Dica de filme: "Westworld: onde ninguém tem alma"

WESTWORLD: ONDE NINGUÉM TEM ALMA (“Westworld”) 
EUA, 1973, Ficção-científica 
Direção: Michael Crichton 
Com: Yul Brynner, Richard Benjamin, James Brolin e Dick Van Patten 
     Ontem, enfim, eu consegui rever “Westworld: onde ninguém tem alma”. Este é um filme que eu assisti quando criança, e nunca mais vi passar na televisão aberta, não sei por quê. Nem mesmo nos canais pagos, nos canais Telecine, por exemplo. Eu sei que vez ou outra é exibido pela HBO, mas este pacote eu não tenho. Há anos eu estava atrás desse filme. Assisti em uma plataforma gratuita de filmes e séries, e a imagem era excelente, o filme completo e dublado. 
     O filme é uma ficção científica, de 1973, época em que o mundo ainda começava a conviver com os avanços tecnológicos. Dois amigos visitam um parque, onde os clientes pagavam mil dólares por dia para viver aventuras em uma das três épocas disponibilizadas. As épocas temáticas eram a Europa medieval, a Roma antiga ou o Velho Oeste. Durante a estada, os clientes podiam agir livremente, sem se preocupar com as consequências, e conviviam com modernos androides, reconhecidos apenas pelas marcas nas mãos. 
     Os clientes podiam ter relações íntimas com os androides, lutar e até matar impunemente, já que os androides eram programados para satisfazer os seus desejos, sem poder lhes fazer mal. Peter Martins (Richard Benjamin) e John Blane (James Brolin) escolhem o Velho Oeste. Eles saem com prostitutas, envolvem-se em brigas no bar, e até matam pessoas, sabendo que todos são máquinas, acreditando que ninguém estava sendo ferido. 
     Em uma briga de bar, Peter mata um pistoleiro, interpretado por Yul Brynner. Os programadores do parque identificam problemas técnicos nos androides, que começam a agir de maneira independente, recusando-se a atender as vontades dos clientes. Como se estivessem rebelando, as máquinas passam a perseguir os humanos. E o pistoleiro a perseguir os dois amigos, como se buscasse uma vingança pessoal pelo ocorrido no bar. Os efeitos especiais da época são simples, comparados aos atuais, mas eu gostei muito do filme! 
     O filme foi escrito por Michael Crichton, e foi sua primeira experiência como diretor. Ele é autor, entre outros, do livro “O parque dos dinossauros”, do qual eu já escrevi em meu blog. Ou seja, outro parque em que os frequentadores acabam por ter que fugir daqueles que deveriam apenas diverti-los. O filme também deu origem a uma série da HBO, “Westworld”, com Anthony Hopkins, Ed Harris e Rodrigo Santoro. fr

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Radicalismo político causa rompimento no grupo 'Boca Livre'

         O radicalismo que divide a sociedade brasileira há anos provoca mais um estrago. O grupo Boca Livre, com mais de 40 anos de existência, em diferentes formações, acabou se desentendendo e três dos quatros membros saíram da banda recentemente. Zé Renato e Lourenço Baeta foram os primeiros a anunciar a saída. Em seguida, foi a vez de David Tygel.

O motivo do rompimento é a posição radical de Maurício Maestro, dono da marca ‘Boca Livre’. Maestro é apontado como intransigente defensor das políticas do presidente Jair Bolsonaro, e suas posturas negacionistas em relação à gravidade do coronavírus e à utilidade das vacinas. Ele, inclusive, não quer tomar a vacina. 

David Tygel postou, no dia 20,  em sua conta Facebook a despedida do grupo:

“Amigos e fãs, Hoje deixo o Boca Livre. E somente hoje posso falar. Depois de pensar, de sofrer, de me reservar ao direito de sonhar, de me respeitar... Abandono esse projeto que criei com tanto carinho. Pensei mesmo que persistir seria a arma pra não sufocar. Mas hoje, o país que já está asfixiado, precisa se curar primeiro pra depois voltar a amar. Sigo em frente, com minha música, minhas convicções, pela Vacina e pela Democracia. Valeu Boca Livre.”

Lamentável! Mais um exemplo da intransigência que vem aumentando no Brasil nos últimos anos. E o pior, e mais contraditório, é que essas pessoas radicais lutam para defender alguém que não tem por elas a menor empatia, e diz não ter nada com as mortes decorrentes da Covida-2019: “e daí?”. fr

"Toada" (Boca Livre)


Toada (Boca Livre)
Compositores: Cláudio Nucci, Zé Renato e Juca Filho

domingo, 24 de janeiro de 2021

"A relíquia", Eça de Queirós

"A relíquia"
, Eça de Queirós, São Paulo, editora Klick, 1997, 226 páginas (Coleção Livros O Globo, vol. 2). 
     O livro, de 1887, mostra as relações de interesse que são formadas na Lisboa de 1875 por ambiciosos cidadãos em busca da riqueza de uma anciã beata e avessa ao amor. A História é contada na primeira pessoa, como um livro de memórias, por Teodorico Raposo, cuja mãe morreu logo depois do seu nascimento, e o pai quando ele tinha sete anos. 
     Órfão, foi levado para a casa de uma tia, a beata D. Maria do Patrocínio das Neves, a Titi, que não lhe deu amor, apenas os rigores de uma educação religiosa marcada pelo fanatismo e pelo respeito incondicional à Igreja e aos seus dogmas. Teodorico torna-se adulto, com o único propósito de bajular a tia, na esperança de herdar sua fortuna quando ela morresse, o que ele desejava que ocorresse logo. 
     Mesmo não acreditando nos princípios cristãos, ele fingia ser um grande devoto, frequentando assiduamente várias igrejas. Pregava, falsamente, a castidade, mas saia em busca de amantes, sempre com o cuidado de sua tia não descobrir. Sua preocupação era não dar motivos para que a ameaça de sua tia fosse cumprida: 
     “E quase todos os dias, com os dentes rilhados, repetia (referindo-se a mim) que se uma pessoa do seu sangue, e que comesse o seu pão, andasse atrás de saias, ou se desse a relaxações, havia de ir para a rua, escorraçado a vassoura, como um cão." 
     A tia Patrocínio decide enviar Teodorico a uma peregrinação à Terra Santa, para visitar lugares como a Palestina, Jerusalém e o Rio Jordão. Iria como sua representante, já que, pela idade, ele não podia fazer a viagem. Titi pediu que ele lhe trouxesse “uma santa relíquia, uma relíquia milagrosa que eu guarde, com que me fique sempre apegando nas minhas aflições e que cure as minhas doenças”. 
     Teodoro viajou na companhia de um alemão, doutor em teologia. Em Jerusalém, os dois presenciam o julgamento de Jesus Cristo por Pôncio Pilatos, governador da Judeia. Pressionado pelos líderes judeus, Pilatos acaba por entregar a decisão ao povo, a fim de que escolhessem quem seria crucificado: Jesus ou Barrabás, acusado de revolta. A decisão todos sabem. Teodoro viu, depois, Jesus crucificado. 
     Essa parte do livro é uma viagem no tempo. O autor não explica o que houve, nem mesmo fica subentendido se foi um sonho, como muitos concluíram. Eça de Queirós conduz os acontecimentos, indo ao passado, e retornando ao presente. Teodoro aproveita também a viagem para se divertir com mulheres, apesar da ameaça da tia. 
     E recebeu de uma delas, uma inglesa, como uma lembrança para ser levada para Lisboa, sua roupa de dormir, usada quando estava com ele, ainda com o seu perfume. E também um papel com uma dedicatória. Tudo foi guardado em um pacote embrulhado em papel pardo. 
     Teodoro decide levar à tia como a relíquia pedida por Titi um galho de uma árvore, transformado em forma de coroa com os espinhos, à semelhança da que fora colocada sobre a cabeça de Jesus. Após consultar o especialista alemão, chegou à conclusão que a tia beata aceitaria como verdadeira a origem da relíquia. E, com isso, seria, definitivamente, escolhido como o seu herdeiro. O presente foi guardado em um pacote embrulhado em papel pardo. 
     Àqueles que desejam ler o livro, alerto que vou adiantar, a seguir, o que acontece no final do livro. 
     De volta a Lisboa, Teodoro entrega o pacote com a preciosa relíquia à odiosa tia, mas, por engano, acaba entregando a roupa da amante. Titi vê a roupa e lê a dedicatória íntima, ficando horrorizada, e expulsa de casa o sobrinho. Teodoro passa a viver da venda de lembranças da Terra Santa, “vendilhão de relíquias”, vendendo água comum como se fosse do Rio Jordão e dezenas de pregos que teriam pregado Jesus à cruz. 
     A tia D. Maria do Patrocínio morreu, deixando suas riquezas para os bajuladores que a cercavam. Para Teodoro, a tia deixou, sarcasticamente, o óculo, “para ver o resto [de sua fortuna] de longe”. Revoltado, ele culpou Jesus por tudo, que teria sido ingrato com ele, depois de tantas orações e devoção. Teodoro tem uma visão de Jesus, que critica o seu comportamento hipócrita, indo à igreja apenas para enganar a tia, para se tornar seu herdeiro. 
     A visão foi como a própria consciência de Teodoro lhe chamando à razão. Ele conseguiu sair da pobreza, conseguindo um bom emprego, ajudado por um colega de colégio, que herdara o escritório de advocacia do pai. E acabou por casar com a irmã do patrão, garantindo a boa vida de conforto e riqueza que tanto desejava. Toda a reviravolta na vida do personagem principal, desde a troca de pacotes e sua expulsão da casa da tia, deu-se nas últimas páginas do livro. 
     José Maria de Eça de Queirós (1845-1900) é um dos principais autores portugueses. Além de escritor, exerceu as carreiras de advogado, jornalista e diplomata. O pai, o magistrado José Maria Teixeira de Queiroz, nasceu no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, em 1820. A mãe, Carolina Augusta Pereira d’Eça, era portuguesa. 
     Os pais somente se casaram quando Eça de Queirós tinha cerca de quatro anos, após a morte de sua avó materna, contrária ao casamento. Entre as suas principais obras, pode-se citar: “O crime do padre Amaro”, “O primo Basílio” e “Os maias”. fr

sábado, 23 de janeiro de 2021

No Brasil, várias pessoas estão furando a fila das vacinas contra o coronavírus

O combate ao coronavírus no Brasil é bastante prejudicado pela falta de uma liderança por parte do presidente, que debocha de sua gravidade e insiste em sair às ruas sem máscara e provocar aglomerações. Até como consequência, milhões de brasileiros e brasileiras se comportam irresponsavelmente, fazendo o mesmo, participando de festas, e indo a bares e à praia. Agora, com a chegada de vacinas contra o coronavírus ao país, muitos têm furado a fila, tomando vacina sem estarem nos grupos indicados para esta fase. Estes são os idosos acima de 85 anos e os profissionais da linha de frente, como médicos e enfermeiros. A imprensa tem mostrado prefeitos, secretários de Saúde e outras pessoas sem pertencerem a esses grupos, algumas que até desfaziam da relevância da vacina, sendo vacinados. Além desses, médicos que não estão atuando no combate ao coronavírus estão se aproveitando. Uma vergonha!  fr

É assim que muitos se comportam quando estão nas redes sociais, já pessoalmente...

Frases: Confúcio

"Transportai um punhado de terra todos os dias, e fareis uma montanha." 


CONFÚCIO

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Rio de Janeiro não terá Carnaval em 2021


O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou, ontem, em sua conta no Twitter, que não haverá Carnaval em julho deste ano, devido ao agravamento da disseminação do coronavírus. Segundo ele, “essa celebração exige uma grande preparação por parte dos órgãos públicos e das agremiações e instituições ligadas ao samba, algo impossível de se fazer nesse momento”. Ano passado, a realização do Carnaval em fevereiro de 2021 já havia sido descartada, mas foi levantada a possibilidade de se fazer a festa no mês de julho. No entanto, com o número de infectados e mortes devido à Covid-2019 tendo aumentado nas últimas semanas, tornou-se inviável pensar em organizar desfiles ou festas de Carnaval, que provocam grandes aglomerações. Ainda mais por conta do lento processo de vacinação no Brasil, e no Rio de Janeiro. Carnaval, se tiver, somente em 2022. 
fr

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Atriz só entrou em 'The Big Bang Theory" em busca de um plano de saúde

A atriz Mayim Bialik, que interpretou a Amy Farrah Fowler da série “The Big Bang Theory”, deu uma entrevista este mês em que revelou ter aceitado o papel para conseguir um plano de saúde. Ela contou que estava prestes a perder o seu plano de saúde, e, por isso, fez o teste para o papel de Amy, sem nem conhecer a série, nunca ter assistido um único episódio. A atriz havia parado de atuar por um tempo para estudar Neurociência. Na foto, abaixo, Mayim Bialik e Jim Parsons, o Sheldon Cooper. fr

“Eu estava ficando sem assistência médica, pois isso não é considerado um direito neste país [Estados Unidos]. Eu tinha um filho pequeno e um recém-nascido, e estava estudando, o meu plano de saúde estava acabando. Essa é uma história real. Então pensei que poderia pegar um emprego aqui ou ali e conseguiria ter um plano de saúde de novo. Eu não esperava ter um papel fixo em uma série de TV. Estava ensinando neurociência. Fui tutora de hebreu. Fui tutora de piano. Eu faço muitas coisas. Então, eventualmente fiz um teste para essa série chamada “The Big Bang Theory”, que nunca tinha visto antes, e isso mudou a minha vida, e consegui um plano de saúde.”

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Frases interessantes da internet

Frases interessantes da internet, sem autoria informada:

61. “Quando a sua ‘sinceridade’ for capaz de baixar uma autoestima, cale-se. Quando a sua ‘opinião’ for capaz de desmotivar alguém, cale-se. Quando a sua ‘crítica construtiva’ for capaz de diminuir alguém, cale-se. ‘Verdades’ sem empatia são apenas conveniências emocionais para satisfazer o seu egocentrismo.”

62. “Tem gente que gosta da sua utilidade, não de você.”

63. “A falta de consideração transforma, aos poucos, pessoas queridas em conhecidos, depois em estranhos.”

64. “Cuidado com quem você desabafa. Algumas pessoas só querem informação.”

65. “Coisa boa mesmo é você saber que você nunca faria com o outro a mesma maldade que ele fez com você. Cada um oferece aquilo que tem dentro de si!”

domingo, 17 de janeiro de 2021

Enfim, a vacinação contra a Covid-2019 começa no Brasil!

     Enfim, uma boa notícia em meio a tantas mortes devido à Covid-2019. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, hoje, o uso emergencial de duas vacinas: a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, e a AstraZeneca, da Universidade de Oxford com a Fiocruz. E à tarde, a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, foi a primeira pessoa a ser vacinada no Brasil. Ela recebeu a vacina no Hospital das Clínicas de São Paulo. Que bom! 
     Infelizmente, no Brasil, a vacinação demorou a começar, mas, espero que, agora, passe a ter um ritmo mais veloz. O grande problema é a politicagem de nossos representantes. E a má vontade do presidente Jair Bolsonaro, que insiste em atacar a importância das vacinas. Eu quero que a vacinação comece logo no Rio de Janeiro. E, assim que for possível, eu estarei na fila para tomar a vacina, seja chinesa, inglesa, ou de qualquer outro país, tendo, claro, a aprovação da Anvisa. fr

sábado, 16 de janeiro de 2021

Procura-se um herói de verdade

Procura-se um herói de verdade - Roberto Shinyashiki

Pessoa que saiba que ser é mais do que parecer...
Que amar não é apenas um sentimento...
é o jeito de tratar a pessoa amada.
Que quando um dos dois perde...
todos perderam juntos...
Que saiba chorar de saudade...
Que saiba que é melhor uma derrota honesta...
do que uma vitória sem escrúpulos.
Que saiba que pedir desculpas engrandece a alma.
Que saiba aprender com um sorriso de uma criança.
Que fale de Deus com alegria no coração.
Procura-se uma pessoa simples
com olhar aberto e o coração grande.
Um herói de verdade!
Esse tipo de gente que não precisa de aplausos...
para ter uma noite de sono em paz...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Frases: William Bonner

“Nós estamos cumprindo um dever profissional. Nós, aqui, e todos os jornalistas do planeta Terra. Nesse momento, infelizmente, além de dar as notícias, de trazer as informações corretas, nós estamos esgrimando [sic] com loucos, com irresponsáveis, com gente que é capaz de entrar no Whatsapp da vida e sair espalhando mentira, a bel prazer. Mas as mentiras mais absurdas. As mais absurdas! Crendices. Tem gente que faz isso investido de cargo público. Tem gente que faz isso sistematicamente. Mas, a gente aqui, nós, jornalistas profissionais, nós não vamos desistir, porque este é o nosso dever profissional. A gente está defendendo aqui a nossa profissão, mas a gente está defendendo aqui a sociedade; a nossa, aqui no Brasil, e cada colega nosso jornalista em cada país desse país desse planeta.”

WILLIAM BONNER, apresentador e editor-chefe do Jornal Nacional, 14/01/2021.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Até o Sujismundo tomou vacina! 😊😊😊

     O personagem Sujismundo foi criado pelo autor de histórias em quadrinhos e diretor de animação Ruy Perotti durante a ditadura militar, na década de 1970. Sujismundo não tinha nenhuma higiene, e defendia péssimos hábitos de conduta. No governo do general Médici, foi lançada a campanha “Povo desenvolvido é povo limpo”. A intenção foi conscientizar as pessoas quanto à necessidade de se ter preocupação quanto à limpeza pessoal e não jogar lixo nas ruas. 
     Um dos filmes publicitários lançados à época procurava combater a postura negacionista de alguns brasileiros, que se recusavam a tomar vacinas, ou a levar seus filhos a um posto de vacinação. Assista ao filme, de 1977, abaixo. Hoje em dia, mais de quatro décadas depois, por incrível que pareça, ainda existem pessoas que se comportam assim. 
     E com o agravante do próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, ser uma delas, dizendo abertamente que não tomará a vacina contra o coronavírus, e levantando dúvidas, sem apresentar nenhuma prova, contra a sua eficácia. O filme publicitário tem sido divulgado nas redes sociais, e muitos estão comparando o presidente Bolsonaro ao Sujismundo. fr

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Deputados aprovam processo de impeachment de Donald Trump

     A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, hoje, o pedido de abertura de processo de impeachment (impedimento) do presidente Donald Trump. A acusação é de ter incitado os seus apoiadores a invadir o Congresso, no dia 6 deste mês, quando houve cinco mortes. O processo seguirá para o Senado. Trump é o primeiro presidente estadunidense a sofrer dois pedidos de impeachment, do primeiro conseguiu se livrar no Senado, de maioria republicana. Ele deixa o cargo no próximo dia 20, quando assume Joe Biden. 
     A votação teve 232 deputados votando a favor da abertura do processo, e 197 contra, e quatro não votaram. Entre a bancada do Partido Republicano, de Donald Trump, dez deputados votaram a favor e quatro não votaram; e na do Partido Democrata, todos votaram a favor. No Senado, é necessário que pelo menos dois terços de seus membros para aprovar o impeachment; na Câmara dos Deputados, basta maioria simples. Caso seja condenado, Trump pode ser declarado inelegível, e não poder concorrer à presidência daqui a quatro anos. 
     Minha opinião: Donald Trump é uma pessoa de muitos defeitos: preconceituoso, arrogante, ignorante, machista, xenófobo, antiético e mau educado. Mas, o mais preocupante e assustador é a enorme quantidade de seus seguidores nos Estados Unidos. Ele, inclusive foi eleito sendo quem é, e chegou ao segundo turno, ano passado. Significa que são milhões de homens e mulheres que pensam e agem como Donald Trump. O mesmo acontece, atualmente, no Brasil, em uma época de radicalismos e intolerância,  sob o governo Jair Bolsonaro. fr

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Ford anuncia fim da produção no Brasil

     A montadora estadunidense Ford anunciou, ontem, o fim da produção de veículos no Brasil, após mais de cem anos em atividade em nosso país. Ao todo, são três fábricas, sendo que as localizadas em Camaçari, na Bahia, e Taubaté, em São Paulo, foram fechadas de imediato, mantendo apenas a produção de peças durante alguns meses para o seu estoque. A fábrica de Horizonte, no Ceará, será fechada no último trimestre deste ano. 
      Não há uma definição precisa quanto ao número de demissões que irão ocorrer, mas, segundo a imprensa, haverá cerca de cinco mil demissões no Brasil e na Argentina, que também passará por alguns ajustes, mas em menor escala, além de seguir produzindo. No Brasil, a Ford tem 6.171 funcionários em atividade. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, 830 perderão o emprego na fábrica paulista. 

      As justificativas da empresa para o fechamento de suas fábricas no Brasil são: a reestruturação global; a desvalorização das moedas na América do Sul; a pandemia e os seus reflexos nas economias em todo o planeta. A Ford é a quinta maior montadora do mundo, e foi a primeira a ser instalada no Brasil, em 1919. 
      A multinacional manterá em nosso país a sede administrativa para a América do Sul, o Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, e o seu campo de testes, em Tatuí, em São Paulo. E continuará vendendo os seus veículos aqui, mas importados principalmente do Uruguai e da Argentina. 
     O processo de reestruturação da Ford foi iniciado em 2018, e já houve demissões na Europa e nos Estados Unidos, além de fechamento de fábricas na Austrália e na França. No Brasil, a empresa já havia encerrado a produção de veículos em sua fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, no ano de 2019. Em dezembro do ano passado, a Mercedes-Benz pôs fim à produção na fábrica de Iracemápolis, em São Paulo, com 370 funcionários. 
      Hoje, o presidente Jair Bolsonaro contestou os reais motivos que levaram a Ford anunciar o fim da produção no Brasil: 
      “Mas o que a Ford quer? Faltou a Ford dizer a verdade, né? Querem subsídios. Vocês querem que eu continue dando 20 bilhões de reais para eles como fizemos nos últimos anos? Dinheiro de vocês, impostos de vocês, para fabricar carro aqui? Não! Perdeu a concorrência, lamento!” fr

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Polícia investiga denúncia de venda de vacina em camelô

      Vocês lembram da notícia sobre a venda de vacinas contra a Covid-2019 por camelôs em Madureira, no Rio de Janeiro? De acordo com a imprensa, a Polícia Civil abriu um inquérito, e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estaria apurando a denúncia. A Polícia Federal também investigou o caso, e informou que, a princípio, trata-se de uma “brincadeira” nas redes sociais, usando uma foto da vacina obtida da internet. 
      Claro, se é uma “brincadeira”, menos mal, sinal de que não estão falsificando a vacina. Mas, se for uma “brincadeira” é de muito mau gosto, e quem estiver por trás disso deve ser responsabilizado, até para que as pessoas saibam que atitudes como esta dão consequências. Com a internet, uma informação falsa se espalha de maneira muito veloz, e ninguém pode alegar que estava “brincando”, ainda mais com um assunto tão sério como este. fr

sábado, 9 de janeiro de 2021

Maradona já vestiu a camisa da seleção brasileira... para um comercial de refrigerante

       Diego Maradona, falecido recentemente, fez inúmeras campanhas publicitárias, inclusive algumas brasileiras. Mas, uma delas é inesquecível. Em 2006, durante a Copa do Mundo na Alemanha, Maradona fez a campanha do Guaraná Antarctica, marca brasileira de refrigerante. O craque argentino aparecia vestindo a camisa da seleção brasileira, ao lado de Ronaldo e Kaká, e ainda cantando o nosso hino nacional, mas, acorda, de repente, como se fosse um pesadelo. E, em "portunhol", diz: “Caramba! Que pesadelo. Creo que estou bebendo mucho Guaraná Antarctica!” 
     A peça publicitária “Pesadelo do Maradona” foi criada pela agência Duda Propaganda, tendo Ricardo Braga diretor de criação. O jogador teria recebido à época 150 mil dólares pela participação. Pelo câmbio atual, pouco mais de 805 mil reais. Ronaldo e Kaká gravaram a sua participação, e o argentino a dele, separados, e a edição fez o resto. Eu me lembro desse anúncio, foi uma surpresa ver o Maradona vestindo a camisa do Brasil, e uma grande sacada. Deve ter tido muitos argentinos revoltados, mas Maradona levou numa boa. Assista abaixo. fr

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Brasil ultrapassou 200 mil mortos pela Covid-2019

O Brasil ultrapassou, hoje, a triste marca dos 200.000 mortos pela Covid-2019. Triste! Oficialmente, são 200.498 mortes, e 7.961.673 infectados no país, em menos de um ano. O estado com o maior número de mortes é São Paulo, com 47.768, seguido do Rio de Janeiro, 26.292 e Minas Gerais, com 12.366. Hoje, infelizmente, o Brasil alcançou o lamentável recorde de mortes diárias: foram 1.841 óbitos nas últimas 24 horas. Enquanto isso... o presidente fica minimizando os efeitos da doença, e politizando a compra das vacinas. Uma vergonha! Eu não quero saber se as vacinas vêm da China ou da Inglaterra, desde que sejam eficazes, eu quero que as vacinas cheguem logo! fr

EUA vivem dia de republiqueta, com invasão do Congresso por apoiadores de Trump

     Os Estados Unidos sempre se consideraram, com indisfarçável orgulho, um exemplo de democracia para todos. Mas, ontem, o mundo assustou-se com as cenas mostradas de Washington, com a invasão do Congresso estadunidense por simpatizantes do presidente Donald Trump. Os parlamentares estavam reunidos para uma sessão de certificação da eleição do futuro presidente, Joe Biden. 
     Horas antes, Trump discursara em frente à Casa Branca, afirmando que não reconhecia a derrota, porque a eleição teria sido fraudada. E convocou a seus apoiadores que marchassem em direção ao Congresso. As imagens da invasão foram mostradas em todo o planeta. Dezenas de homens e mulheres invadem o Congresso, entrando no plenário e nos gabinetes dos deputados e senadores, vandalizando objetos e documentos. 
     Os parlamentares, incluindo o vice-presidente Mike Pence, que exerce a função de presidente do Senado, tiveram que ser retirados, às pressas, para uma área mais segura, temorosos da violência dos invasores. A Guarda Nacional foi chamada para conter o grupo, e, de acordo com a imprensa, quatro pessoas morreram, uma delas, uma mulher, morreu baleada dentro do Congresso. Vários policiais ficaram feridos, e em torno de 50 dos invasores foram presos. 
     Após controlada a situação, os parlamentares retomaram a sessão, e, de madrugada, confirmaram os resultados e a vitória de Joe Biden, que deverá tomar posse no próximo dia 20. Os Estados viveram, ontem, um dia de grande instabilidade e fragilidade, muito semelhante a inúmeros países acostumados a constantes golpes de Estado. 
     Diversos chefes de Estado pelo mundo criticaram a invasão ao Congresso e o ataque à democracia nos Estados Unidos. O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, por sua vez, mais uma vez defendeu Donald Trump, e tentou justificar a invasão, alegando que houve fraude nas eleições nos Estados Unidos. Além de se meter em um assunto em que não deveria se meter, não apresentou, claro, provas. 
     E Bolsonaro ainda disse que o mesmo pode vir a acontecer no Brasil daqui a dois anos, na eleição residencial, caso ela não passe a ser realizada com a impressão do voto. E tudo indica que, se Bolsonaro perder as eleições em 2022, ele não aceitará o resultado, podendo repetir o mesmo comportamento do seu ídolo, Donald Trump. E as consequências podem ser muito piores do que as de ontem, em Washington.  fr

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Dica de filme: "Festim diabólico"

FESTIM DIABÓLICO (“Rope”) 
EUA, 1948, Suspense 
Direção: Alfred Hitchcock 
Com: James Stewart, John Dall, Farley Granger 
Brandon Shaw (John Dall) e Phillip Morgan (Farley Granger), dois jovens estudantes de famílias ricas, matam um amigo, David Kentley, estrangulando-o, para provarem serem capazes de cometer um crime e não serem punidos. O filme inteiro passa no apartamento deles, em Nova Iorque. Os dois colocam o corpo em um baú, na sala, cobrindo-o com uma toalha onde servem um jantar para alguns convidados, que incluem o próprio pai da vítima e a sua tia, não comparecendo a mãe por estar resfriada. Foram convidados também a noiva de David e um outro amigo comum, seu ex-namorado; o professor Rupert Cadell (James Stewart), além da empregada. Diante do nervosismo de Phillip, Rupert passa a desconfiar de algo errado, principalmente pela ausência de David, que não costumava se atrasar para seus compromissos. Intrigado, passa a buscar descobrir o que realmente teria acontecido ao jovem. O filme é baseado na peça homônima de Patrick Hamilton, de 1929, que teria se inspirado em um caso real de assassinato de um menino de 14 anos por estudantes universitários em Chicago, nos Estados Unidos. Uma das marcas do diretor Hitchcock são as rápidas aparições em seus filmes. Em “Festim diabólico”, ele aparece logo no início, andando na calçada em frente ao prédio, única cena do filme fora do apartamento. É o primeiro filme de Hitchcock filmado a cores, através do sistema Technicolor. fr

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Vamos descontrair um pouquinho... ☺☺☺☺

☺☺☺☺☺☺
Após a consulta o sujeito pergunta ao médico:
- Quanto é a consulta, doutor?
- São seiscentos reais.
- Seiscentos?! Não tem um desconto para um colega de profissão?
- O senhor também é médico?
- Não, eu também sou ladrão!

☺☺☺☺☺☺
O médico abre o jogo para o paciente:
- Infelizmente, o senhor só tem seis meses de vida.
- E agora doutor? O que eu faço?
- Se eu fosse você, casaria com uma mulher chata e bem feia...
- Por quê, doutor?
- Vão ser os seis meses mais longos da sua vida!

☺☺☺☺☺☺

A filha entra no escritório do pai, com o marido a tiracolo, e pergunta sem rodeios:
- Papai! Por que você não coloca o meu marido no lugar do seu sócio que acaba de falecer?
E o pai responde de pronto:
- Olha filha, converse com o pessoal da funerária... Por mim, tudo bem!

☺☺☺☺☺☺

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Quando criança, adorava ler o caderno de quadrinhos do JB

Quando criança, eu adorava ler o Caderno de Quadrinhos do Jornal do Brasil, que saia aos na edição dos domingos. O JB publicava quadrinhos todos os dias, mas, aos domingos, tinha um caderno específico, e colorido. Era o jornal carioca que publicava mais quadrinhos, incluindo os nacionais. Tinha tirinhas da Disney, Peanuts (Charlie Brown), Pernalonga, Cebolinha e Horácio do Mauricio de Sousa, Turma do Pererê do Ziraldo, As cobras do Luis Fernando Veríssimo, O Circo do Lambe-Lambe do Daniel Azulay, e outras. Era muito legal. Hoje em dia, as coisas são bem diferentes. Os jornais já não vendem tanto, e nem sei se o JB ainda mantém um caderno de quadrinhos, muito provavelmente não. Hoje, ainda se encontram cadernos antigos sendo vendidos em páginas específicas de anúncios, e até em casas de leilão, para os colecionadores saudosos. Boa lembrança! Abaixo, as edições de 2/5/1976 e de 3/4/1977, reproduzidas da internet.  fr